quinta-feira, 27 de março de 2014

LINHA 232 GERA ESPERAS DEMORADAS DOS PASSAGEIROS


Linha antes considerada exemplar na região do Méier, a tradicional 232 Lins / Praça 15 já teve dias melhores. Hoje, além de ter a frota sucateada, sacolejante e com lataria amassada até em carros semi-novos, a linha, servida pela Rodoviária A. Matias (consórcio Internorte) é hoje um desafio à paciência dos passageiros.

Quem sai do Hospital Marcílio Dias e anda, no sentido inverso dos veículos, na Rua César Zama em direção à Rua Vilela Tavares, se deslocando à esquerda para o ponto na Rua Lins de Vasconcelos, chega a esperar até uma hora por um ônibus 232 para ir ao Centro do Rio de Janeiro, ou ao menos para ir até bairros como Vila Isabel, Maracanã e Praça Onze, que integram seu percurso.

Sem poder exibir desde 2010 o imponente verde kiwi que caraterizava sua frota, a antes exemplar Matias, que era ágil e eficiente na renovação e manutenção da frota, hoje tem carros sucateados até na frota executiva. Os ônibus da Marcopolo Audace, que servem a 2251 Castelo / Engenho de Dentro, que já exibem a pintura padronizada, já mostram amassos em sua lataria.

Hoje a empresa até repõe carros antigos com similares, mas não adianta. Se substitui os carros da Marcopolo Torino 2007 por outros recentes do mesmo modelo, eles apresentam o mesmo estado sucateado dos que havia substituído.

Dá calafrios pegar um 232. Os ônibus estão correndo como não era costume na linha. E, quando correm, mostram o quanto estão sacolejantes, parecendo que os parafusos estão se soltando e que até os pneus correm o risco de fugirem por aí, provavelmente abatendo, até mortalmente, algum desavisado.

E se a espera é muita, os primeiros ônibus que chegam ficam lotados. E, correndo ao longo das diversas ruas de seu percurso, causa insegurança aos passageiros. O risco do ônibus perder a direção e bater em algum poste ou muro ou invadir uma loja é muito grande.

Esse é um exemplo de como o "novo" sistema adotado pela Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários impôs para o Rio de Janeiro. Um projeto tecnocrático, opressivo, que impede as empresas de adotar identidades visuais que pudessem significar um diferencial de identificação pelo passageiro comum.

Com isso, e com uma lógica rígida de cumprimento de horários numa cidade que não permite o trânsito livre de veículos, faz com que toda sorte de inseguranças, irregularidades, acidentes e tragédias aconteça. Quem pegava a linha 232 no passado sabe que, depois de 2010, a linha decaiu completamente.

CAMINHÃO E ÔNIBUS BRT SOFREM ACIDENTE NO RJ


Um ônibus BRT da Auto Viação Jabour - consórcio Santa Cruz, sistema Transoeste - se envolveu hoje de manhã, às 8h10, num acidente, ao colidir com um caminhão na saída do túnel Grota Funda, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O acidente complicou o trânsito da Av. das Américas, sentido Alvorada, e, segundo informações do Corpo dos Bombeiros, pelo menos 30 pessoas que estavam no ônibus ficaram feridas. O túnel chegou a ficar interditado por cerca de dez minutos. O caminhão tombou depois do acidente.

A Auto Viação Jabour, recentemente, foi denunciada pelo péssimo estado de sua frota.

quarta-feira, 26 de março de 2014

FROTA DA AUTO VIAÇÃO JABOUR APRESENTA IRREGULARIDADES


Já que as empresas de ônibus não tem mais uma imagem a zelar, já que agora exibem a imagem da Prefeitura do Rio de Janeiro - ou seja, a padronização visual distribuída para os consórcios - , elas também deixam de ter a responsabilidade pela manutenção.

A Auto Viação Jabour, que agora se confunde, em pintura, com a Expresso Pégaso, Auto Viação Bangu, Transportes Barra, Transportes Campo Grande, Rio Rotas e City Rio, se nivela a essas empresas em termos de frota velha e irregular.

Segundo denúncias no Twitter, ônibus que circulavam na linha 918 Bonsucesso / Bangu - que passa por bairros como Del Castilho, Cascadura e Madureira - apresentavam dianteira empenada, luminária quebrada, bancos de passageiros soltos ou quebrados e corda da cigarra partida. Um ônibus chegou a ser lacrado por causa do péssimo estado de conservação.

Uma foto foi registrada pelo celular de um internauta, mostrando o estado de conservação do carro D86114. A SMTR diz que realiza vistorias e afirma ter lacrado 180 ônibus. A Rio Ônibus, entidade patronal, também disse lamentar o ocorrido.

EMPRESAS "BOAS" COM CARROS SUCATEADOS

Num passeio ontem pela Tijuca, pode-se observar, por exemplo, que uma empresa tradicional como a Auto Viação Tijuca apresentou frota sucateada, com vários veículos apresentando lataria amassada ou mesmo arranhões. O carro C50182 chega a parecer mais velho do que é, quando apenas tem quatro anos de fabricação.

Foram observados também carros sucateados da Auto Viação Alpha, Viação Nossa Senhora das Graças e Real Auto Ônibus, todos apresentando sérios amassos na sua lataria e rodando sacolejantes como se estivessem com a estrutura danificada e os parafusos prestes a se soltarem.

Observou-se também que mesmo empresas como a Rodoviária A. Matias e Transportes Vila Isabel apresentam danos em carros novos. O carro B25818, executivo da Matias, Marcopolo Audace já com a pintura padronizada (Internorte), apresentou amassos na lataria do ônibus, no lado direito. Já o carro A27517, piso baixo da CAIO Mondego da Vila Isabel (Intersul), apresentou sérios arranhões.

segunda-feira, 24 de março de 2014

VIDRO DE JANELA TRASEIRA DE ÔNIBUS CAI DURANTE TRÁFEGO EM NITERÓI

ESTE CARRO (FOTO MAIS ANTIGA) SE ENVOLVEU EM INCIDENTE COM VIDRAÇA SE QUEBRANDO EM PLENO TRÂNSITO.

Um ônibus da Santo Antônio Transportes sofreu um sério incidente no final da tarde de hoje, quando trafegava nas ruas de Niterói. Depois de curvar a Rua Miguel de Frias em direção à Rua Mem de Sá, no bairro de Icaraí, o vidro da janela de trás do veículo, número 2.2.092, que servia a linha 34 Largo da Batalha / Centro, caiu e se quebrou, enquanto o ônibus corria.

Sabendo do incidente, o motorista do ônibus parou o veículo no primeiro quarteirão da Rua Mem de Sá, para verificar o ocorrido. O ônibus estava com poucos passageiros, que tiveram que desembarcar do veículo, que depois saiu em disparada para a garagem da empresa, no bairro de Pendotiba.

Apesar do incidente ter chamado a atenção dos transeuntes, ele não deixou feridos. O veículo tem quatro anos de fabricação. O incidente ocorre um dia depois de um acidente com outro ônibus da Santo Antônio, no Jardim Icaraí, que derrubou um poste de energia elétrica.

ACIDENTE DEIXOU DEZ FERIDOS ESTA MANHÃ, NA TAQUARA, NO RJ


Um acidente ocorrido esta manhã deixou dez feridos na Estrada do Tindiba, na Taquara, região de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Dois ônibus se colidiram quando passavam pelo local, por volta das 6h30, invadindo uma loja de peças para carros. Ambos eram da Viação Redentor (consórcio Transcarioca) e um dos ônibus não apresentava identificação de número de carro no teto.

O trânsito ficou congestionado no local, e as vítimas foram encaminhadas para os hospitais Lourenço Jorge, na Barra, e Miguel Couto, na Gávea.

ÔNIBUS ATROPELA E MATA TRÊS NO RIO DE JANEIRO


Um acidente com um ônibus da Auto Viação Jabour, do serviço alimentador do BRT Transoeste do consórcio Santa Cruz, causou a morte de três pessoas. Um motorista teria dormido ao volante, fazendo o ônibus perder direção e atropelar as vítimas.

O acidente ocorreu hoje pela manhã, às 10h30 em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O motorista, que tem cerca de 60 anos e foi identificado pela polícia, fugiu sem prestar socorro às vítimas. Dois dos mortos eram crianças, uma delas morrendo no hospital, outra morrendo na hora. A terceira vítima era um adulto que morreu no momento do acidente.

O ônibus teria invadido a calçada de um ponto no bairro. A criança que morreu depois chegou a ser internada no Hospital Estadual Rocha Faria, no Campo Grande. Uma quarta vítima do atropelamento foi internada em estado grave no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

ÔNIBUS ENGUIÇADOS OU ACIDENTADOS E ATÉ COM PAINEL SEM IDENTIFICAÇÃO DE CARRO


Enquanto se anuncia a alteração de pontos de ônibus em Ipanema, para as obras do metrô na Zona Sul do Rio de Janeiro, e O Globo lança uma reportagem baseada em foto com a atriz Lucélia Santos pegando um ônibus, eis que irregularidades acontecem na Cidade Maravilhosa e até mesmo no outro lado da Baía da Guanabara.

No último fim de semana, foi observado o péssimo estado de conservação do carro C41384, da Real Auto Ônibus (frota do consórcio Transcarioca), na linha 315 Central / Recreio, via Linha Amarela. Com cinco anos de fabricação, o carro parece mais antigo, e sacolejava como nos antigos carros da recém-desativada Turismo Trans1000.

Mas o que se nota, também, é que o painel interno do referido veículo não apresentava qualquer tipo de identificação do número do carro. É comum também não haver identificação de carro nos tetos dos ônibus, assim como se deixa de identificar o número e o destino de linhas nos letreiros lateral e traseiro, seja de lona ou digital.

Um carro da Transportes Futuro chegou a circular, na última sexta-feira, entre o Itanhangá e a Barra da Tijuca, bastante lotado, sem apresentar qualquer identificação do número e do destino da linha, mesmo no letreiro digital dianteiro, num horário de grande movimento e demanda e num logradouro da importância da Av. das Américas.



Em Copacabana, como mostra a foto no alto deste texto, mostra um veículo da Transportes São Silvestre enguiçado, na altura da Rua Raul Pompeia, em Copacabana, já se preparando para ser rebocado pelo guincho da Intersul, o que mostra o quanto até guinchos e cabines também foram castigados pela padronização visual do prefeito Eduardo Paes.

A Transportes São Silvestre, antes empresa exemplar, também apresenta ônibus sucateados e com alguns amassos, algo que se tornou regra entre os ônibus cariocas. Nota-se que, mesmo num bairro como Copacabana, passam dezenas de ônibus que, juntos parecem um comboio de caminhões de entulho de tanto chacoalharem enquanto rodam, em alta velocidade.


No outro lado da Baía da Guanabara, houve um acidente com um ônibus da Santo Antônio Transportes, carro 2.2.061, considerado semi-novo - fabricado em 2011 - , que servia um dos ramais da linha 39 Piratininga / Centro e se dirigia, sem passageiros, ao Centro de Niterói.

O poste foi atingido e houve rumores de que a energia elétrica tivesse que ser cortada em todo o entorno do Jardim Icaraí para o conserto do poste, mas o corte foi apenas parcial. Apesar do sério acidente, não houve feridos.


E nada como lembrar um episódio com uma atriz para completar a tragicomédia. Pois recentemente a veterana atriz e produtora Lucélia Santos causou polêmica ao afirmar que é passageira de ônibus. A atitude, em si, é bastante correta, mas a julgar pelo estado do transporte coletivo no Grande Rio, ela já significa assumir riscos e transtornos.

Nota-se que a reportagem de capa da Revista O Globo de ontem não mencionou em um momento sequer os nomes das empresas. Os coitados dos entrevistados já tinham a trabalheira de mencionar os números das linhas, e um deles reclamou da mudança do código de um ramal da linha 233 (Rodoviária / Barra da Tijuca) para 302.

A pintura padronizada não foi questionada, aparentemente, mas pelo tom da reportagem podemos inferir que a medida nem de longe está sendo apoiada pela população. Pelo contrário, ela traz desvantagens, incômodos, transtornos, confusão. A população apenas "aceita", um hábito "herdado" das imposições da ditadura militar.

A própria Lucélia havia pego ônibus da Tijuca e da Barra da Tijuca, mas na foto ela posa provavelmente diante de um ônibus da Real Auto Ônibus, que geralmente liga a Zona Sul e a Barra da Tijuca a bairros do Centro, de São Cristóvão / Maracanã e do Parque União / Maré.

Tudo virou confusão, transtornos, irregularidades. E os passageiros ainda vão ter que se deslocar para outros pontos, porque Ipanema virou um canteiro de obras. Esse é o modelo de mobilidade urbana e transporte coletivo feito por pessoas que não usam ônibus, não sabem o que é interesse público e mais parecem governar para riquinhos de Barcelona prestes a visitar o Rio de Janeiro.

quarta-feira, 12 de março de 2014

EMPRESAS INTERMUNICIPAIS SUCATEIAM FROTA PREVENDO PINTURA PADRONIZADA

ACIDENTE COM ÔNIBUS DA RIO ITA, OCORRIDO HOJE DE MANHÃ, NA AV. PRES. VARGAS, NO RIO DE JANEIRO.

Temendo a implantação da pintura padronizada e já sofrendo o poder concentrado dos órgãos estatais de administração do transporte coletivo, as empresas de ônibus intermunicipais deixaram de fazer manutenção em suas frotas que agora também se envolvem em vários acidentes.

Empresas como Turismo Rio Ita, Auto Ônibus Fagundes, Transportadora Tinguá, Transturismo Rio Minho, Viação Mauá, Auto Lotação Brasília e Viação Galo Branco já apresentam vários ônibus danificados, que aos poucos parecem apresentar defeitos nas latarias e nas estruturas dos ônibus, que rodam "sacolejando".

"Fantasma" da Transmil? Não. Mas talvez seja, por um lado, a intervenção do poder do Estado, que confunde administrar com dominar, fiscalizar com dar ordens. A concentração do poder estatal, cujo símbolo é a pintura padronizada nos ônibus (que vincula as frotas de ônibus à imagem ditada por cada prefeitura), parece assombrar os ônibus que ainda não receberam a "farda" estatal.

Isso porque as atribuições de poder parecem confusas no Estado do Rio de Janeiro, como nos demais Estados do país que adotam o "modelo Jaime Lerner", considerado excessivamente tecnocrático e ditatorial.

O sistema de ônibus é operado por empresas particulares que recebem linhas por concessão de cada prefeitura. No entanto, a imagem a ser exibida pelas frotas de ônibus é a da prefeitura ou do órgão estatal (no caso de intermunicipais).

Isso cria uma crise de representatividade, que está provocando a queda vertiginosa do sistema de ônibus nas cidades envolvidas, sendo o município do Rio de Janeiro um dos casos mais graves, em que acidentes ocorrem todo mês em vários pontos da Cidade Maravilhosa, causando centenas de feridos e até vários mortos.

Essa crise de representatividade se dá porque as empresas de ônibus não podem operar linhas de determinada cidade exibindo suas respectivas identidades visuais. A pintura padronizada sugere uma mensagem, para quem entende de Comunicação: o Estado responde pela imagem, e não a empresa, como deveria ser nas relações de consumo entre o passageiro que paga passagens e o ônibus que usa.

Como a imagem é vinculada à prefeitura - ou talvez ao DETRO, se ocorrer a pintura padronizada das linhas intermunicipais, hipótese temida pelas empresas de ônibus - , as empresas deixam de ter responsabilidades, e desleixam na manutenção dos ônibus. Daí as frotas sucateadas, daí os acidentes. Ter identidade visual, antes de ser uma questão estética, é uma questão de responsabilidade.

Empresas como Viação Mauá, Empresa de Transportes Braso Lisboa, Viação Galo Branco, Expresso Pégaso, Viação Pendotiba, Auto Lotação Ingá e Auto Ônibus Brasília ainda podem exibir suas identidades visuais nas frotas intermunicipais. Todavia, já descuidam até mesmo desses carros, se preparando para receber a provável pintura do DETRO com as frotas danificadas.

terça-feira, 11 de março de 2014

CATAMARÃS ENTRE RIO E NITERÓI ASPIRAM LIXO E CAUSAM ATRASOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Extremamente caras, as lanchas não sofrem manutenção adequada nem limpeza, não há frota suficiente para o cumprimento de horários sem espera demorada, o que significa que a alta tarifa não corresponde à qualidade do serviço prestado na ligação entre a Estação de Charitas, em Niterói, à Praça 15, no Rio de Janeiro.

Catamarãs entre Rio e Niterói aspiram lixo e causam atrasos

Por Marcelle Ribeiro - Portal Terra

Dois catamarãs que fazem o transporte de passageiros entre a estação de Charitas, em Niterói, na região metropolitana do Rio, e a Praça XV, no centro da capital fluminense, apresentaram problemas na manhã desta terça-feira após seus motores terem sugado lixo da Baía de Guanabara. Segundo a concessionária que administra o serviço, elas foram retiradas de circulação após detritos terem sido aspirados pelas embarcações. Com isso, formou-se uma grande fila de passageiros na estação de Charitas, já que, com menos barcas, diminuem as partidas para o Rio.

Após passarem por manutenção, as duas embarcações voltaram à operação, às 11h. Segundo a concessionária, as partidas foram normalizadas e acontecem de acordo com o programado na grade de horários.

A empresa ofereceu aos passageiros que chegavam à estação de Charitas um ônibus gratuito para ir até outra estação de Niterói, na Praça Arariboia, no Centro, de onde podiam pegar embarcações para o Rio.

Em nota, a concessionária CCR Barcas informou que a grande quantidade de lixo na Baía de Guanabara influencia na velocidade dos barcos e na duração da viagem. "Após fortes temporais, o lixo represado nos rios que desaguam na baía é levado pelas marés até as rotas e áreas de manobras das nossas embarcações. Em épocas de muitas chuvas, a quantidade de lixo flutuante chega a triplicar, provocando quebra de peças e aquecimento de motores das embarcações, que muitas vezes precisam sair de operação para reparos".

A CCR afirma que as embarcações muitas vezes também têm que reduzir a velocidade na Baía de Guanabara devido ao tráfego na Baía, cada vez mais intenso, devido ao aquecimento da economia do Rio.

segunda-feira, 10 de março de 2014

TRÊS ACIDENTES ENVOLVENDO TRANSPORTES SOMA MAIS DE 30 FERIDOS EM RJ E NITERÓI


Três acidentes nos últimos dias, um em Niterói e outro no Rio de Janeiro, somam mais de 30 feridos. O mais grave aconteceu no Rio de Janeiro, em Madureira, com um ônibus da Viação Rubanil, na linha 685 Méier / Irajá, que colidiu hoje de manhã contra uma casa.

O ônibus estava lotado e perdeu a direção, e o acidente ocorreu na Rua Maria Lopes, próximo à Rua Domingos Lopes, no lado próximo a Campinho. 23 pessoas se feriram e foram encaminhadas para o Hospital Salgado Filho, no Méier, e no Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

O acidente acionou os quartéis do Corpo de Bombeiros de Campinho, Méier e Realengo. O motorista e o cobrador do ônibus estão entre os feridos.


Também na manhã de hoje, um trem da Supervia que fazia o ramal Japeri, em direção a Central do Brasil, descarrilhou na altura do bairro de Deodoro, também da região de Madureira. Sete pessoas saíram feridas e algumas foram também encaminhadas para o Hospital Carlos Chagas, enquanto outras foram para o Hospital Albert Schweitzer, no Realengo.

O trem estava em péssimo estado de conservação, apesar de representantes da Supervia afirmarem o contrário. O acidente complicou o serviço ferroviário do ramal e um outro trem chegou a parar próximo ao local, com passageiros desembarcando impacientes.


Já em Niterói, o acidente aconteceu no último sábado. Um ônibus considerado um dos mais novos da frota da Transportes Peixoto, que servia a linha 15 Ilha da Conceição / Centro, colidiu com um automóvel na Rua Barão do Amazonas, próximo à Rodoviária de Niterói.

A colisão aconteceu no horário das 17 horas, final da tarde. As duas ocupantes do automóvel ficaram feridas.

sábado, 8 de março de 2014

ACIDENTE DE ÔNIBUS NO JARDIM BOTÂNICO, NO RJ, DEIXA NOVE FERIDOS

MAPA DO LOCAL ONDE OCORREU O ACIDENTE COM DOIS ÔNIBUS, RUA JARDIM BOTÂNICO ESQUINA COM RUA GENERAL GARZON.

Dois ônibus colidiram esta manhã na Rua Jardim Botânico, no sentido Humaitá e na esquina com a Rua Gen. Garzon, na proximidade da Gávea, deixou nove pessoas feridas. Não há informação sobre o estado de saúde das vítimas, que foram levadas ao Hospital Miguel Couto, na Gávea.

O acidente provavelmente envolveu duas empresas municipais, ou pelo menos uma delas, embora a imprensa não tenha dado crédito na informação. Sabe-se no entanto que no local do acidente passam as empresas Real, São Silvestre, Transurb, Vila Isabel e Translitorânea.

Uma das pistas da Rua Jardim Botânico foi interditada e o tráfego sofreu retenção no local.

quarta-feira, 5 de março de 2014

COMISSÃO DA VERDADE QUER TROCAR NOME DA PONTE RIO-NITERÓI


O presidente da Comissão da Verdade, Wadih Damous, quer trocar o nome oficial da Ponte Rio-Niterói, que liga os dois municípios fluminenses desde os últimos tempos em que Rio de Janeiro era capital da Guanabara e Niterói, do Estado do Rio de Janeiro. Damous propõe que a ponte passe a se chamar Ponte Deputado Rubens Paiva.

A ponte foi inaugurada em 04 de março de 1974, tendo completado 40 anos ontem com um fluxo de carros muito maior do que o que se esperava na época. Construída a partir de 1967, depois de uma série de estudos e propostas de ligação entre as duas cidades desde o final dos anos 50, ela recebeu o nome de Presidente Costa e Silva em homenagem ao antigo ditador que implantou o AI-5.

Foi o general Artur da Costa e Silva que governou o Brasil quando a Ponte Rio-Niterói começou a ser construída, num difícil processo de construção que causou várias mortes de operários em diversos acidentes de trabalho.

Costa e Silva também implantou o Ato Institucional Número Cinco (AI-5), que previa rigor na censura e repressão por parte da ditadura militar, e meses depois sofreu uma trombose que o matou depois de deixar o mandato para uma junta militar que governou o país até a posse de Emílio Garrastazu Médici, presidente em cujo governo foram encerradas as obras de construção da ponte.

Rubens Paiva, por sua vez, foi um antigo deputado do PTB de São Paulo. Pai do escritor, jornalista e autor teatral Marcelo Rubens Paiva, o deputado era ligado à tendência esquerdista comandada por Leonel Brizola e João Goulart, e por isso foi sequestrado em 1971 quando se preparava para sair com sua família (inclusive o filho Marcelo) para um passeio.

Paiva teria sido aparentemente detido pela polícia, que procurou se omitir à família ao se recusar a lhe dar informações. Enquanto isso, Paiva foi misteriosamente assassinado, crime que só agora foi revelado, inclusive com a identificação de seus responsáveis.

A mudança de nome se seguirá à alteração do nome de um colégio no Stiep, em Salvador (Bahia), que trocou o nome de Emílio Garrastazu Médici para o do deputado comunista Carlos Marighella, mudança que será colocada em prática em breve.
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