quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PR: CURITIBA AMANHECE SEM ÔNIBUS NAS RUAS NO 1º DIA DE GREVE DOS RODOVIÁRIOS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O sistema de ônibus de Curitiba, nos padrões impostos por Jaime Lerner no auge da ditadura militar, há 40 anos, caduca mesmo quando implantado tardiamente em outras cidades, como Rio de Janeiro e Teresina.

E, sob quase todos os aspectos - sobretudo pintura padronizada, adoção aleatória de corredores expressos sem observar as estruturas urbanas de cada cidade e a sobrecarga de horário dos rodoviários - , esse padrão de transporte coletivo e mobilidade urbana não oferece mais respostas para a população, mas as autoridades insistem em querer resolver os problemas sem acabar com os mesmos.

PR: Curitiba amanhece sem ônibus nas ruas no 1º dia de greve dos rodoviários

Do Portal Terra

Os curitibanos estão enfrentando na manhã desta quarta-feira a paralisação nos serviços de transporte coletivo, após a decisão de motoristas e cobradores de entrarem em greve a partir da meia-noite. Não há ônibus circulando pela cidade, o que afeta diretamente a população.

Às 7h, com o início do horário de pico, as estações-tubo e os pontos de ônibus já estavam vazios depois que os usuários dos ônibus receberam a informação da greve. O trânsito também está mais congestionado do que normalmente acontece. A opção de muitas pessoas foi utilizar a bicicleta. Os ciclistas estão circulando pelas canaletas onde normalmente existe grande movimento dos ônibus expressos.

As garagens das empresas de ônibus estão fechadas. A falta de circulação de ônibus vai contra a decisão da Justiça do Trabalho, que determinou ontem que 70% dos ônibus circulem nos horários de pico e 40% da frota em outros horários.

Na assembleia de ontem à noite, quando foi definida a greve, a categoria disse que ainda não havia sido informada da decisão e que paralisaria o serviço totalmente. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), a adesão à greve é de 100%.

A Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerência o transporte coletivo na capital paranaense, está cadastrando carros particulares para iniciar o serviço de lotação, diante da greve de motoristas e cobradores. Esse tipo de transporte deverá ser feito apenas por veículos cadastrados pela prefeitura e a tarifa não pode ser superior a R$ 6. A Urbs informou que a decisão judicial que garante parte das frotas na rua foi entregue ao Sindimoc ainda ontem e confirma 100% de adesão à greve. A paralisação afeta 2,3 milhões de passageiros, que utilizam diariamente a Rede Integrada de Transporte, que atende Curitiba e 13 municípios da Região Metropolitana.

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