quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ÔNIBUS NOVOS DE EMPRESAS "BOAS" JÁ ESTÃO DANIFICADOS NO RJ

ÔNIBUS DA MATIAS E DA REAL, NO RIO DE JANEIRO, JÁ CIRCULAM COM ESTRUTURA DANIFICADA, COM PELAS FROUXAS E LATARIA AMASSADA. FOTOS DE KAWHANDER SANTANA.

Está muito perigoso pegar ônibus no Rio de Janeiro. Os ônibus municipais já apresentam sinal de velho, não bastasse o design da pintura padronizada - medida por si já arbitrária, antipopular (e impopular) e nociva - dar aos ônibus um tom de velho e apodrecido.

Com as inúmeras notícias sobre acidentes de ônibus, nota-se que o sistema piorou completamente, pelo poder concentrado do Estado que é o verdadeiro motivo da pintura padronizada, porque isso indica uma intervenção desnecessária que apenas piorou o que estava apenas relativamente problemático.

Se antes empresas como Pégaso, Ocidental (atual Rio Rotas), Amigos Unidos (atual Translitorânea) e Oriental eram deficitárias, hoje se observa até em empresas antes exemplares como Rodoviária Âncora Matias e Real Auto Ônibus, cujos desempenhos caíram bastante nos últimos quatro anos.

Para quem duvida disso, é só ir às ruas. Na Praça da Bandeira e em Vila Isabel, os ônibus de linhas como 232 Lins / Praça 15 passaram a correr demais e, quando correm, balançam como se fossem caminhões de entulho, ameaçando a segurança dos passageiros.

Recentemente, notou-se também que um dos carros mais novos da Matias, de número B25615, modelo CAIO Apache VIP 3, apresentou na parte lateral direita, junto à porta de trás, lataria bastante amassada, algo que só era admissível em carros da Oriental ou da recém-falecida Transmil.

O fato foi observado na Av. Rio Branco. Na mesma avenida, viu-se carros do mesmo modelo da CAIO, da Real Auto Ônibus, circularem sacolejantes, com um ronco típico de ônibus velhos, embora, em tese, não pareça que esses ônibus sejam reencarroçamentos de ônibus antigos.

Voltando à Matias, a renovação de carros da Marcopolo Torino 2007 - em que lotes mais recentes substituem os mais antigos - também não significou melhoria, uma vez que os carros novos também rodam como se fossem velhos, mesmo com uns poucos meses de fabricação.

A Matias e a Real são apenas dois exemplos típicos. Outras empresas antes consideradas boas, como Transurb e São Silvestre, apresentam ônibus sucateados. A Viação Verdun é quase uma nova Oriental, com seus carros com lataria amassada, sacolejantes e roncando feito ônibus velhos.

E tudo isso porque as empresas de ônibus não podem mais mostrar suas identidades visuais, que é o que deveria prevalecer para a relação entre passageiro e empresa. Sem a possibilidade de mostrar sua identidade visual, mas a "imagem da Prefeitura", as empresas não podem atuar de forma competitiva nem apresentar diferencial, enquanto os passageiros ficam cada vez mais confusos com tanta empresa com o mesmo visual.

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