terça-feira, 26 de novembro de 2013

ÔNIBUS DE NITERÓI MOSTRAM AMASSADOS E ARRANHÕES

PISO BAIXO DA BRASÍLIA, CARRO 1.3.005, JÁ APRESENTA SÉRIOS DANOS EM SUA LATARIA.

Devido ao "novo" sistema de transporte coletivo, que já afeta negativamente o Rio de Janeiro, o sistema de Niterói também sofreu considerável piora, verificada em todas as suas empresas, sem exceção.

São ônibus que apresentam latarias amassadas, arranhões, erros de colocação de números, furos e até mesmo veículos que, mesmo semi-novos, rodam sacolejantes como caminhões de entulho, com os parafusos quase se soltando.

As irregularidades atingem todas as empresas que agora se camuflam sob a pintura padronizada imposta pela Prefeitura de Niterói, a exemplo do que ocorre com a congênere carioca. E mostra situações calamitosas que podem representar uma ameaça à segurança dos passageiros de ônibus, potencialmente sujeitos a um sério acidente.

Empresas antes exemplares como a Viação Araçatuba já mostram seus carros com motor traseiro, modelo Neobus Spectrum City III, sacolejando como se fossem muito velhos, quando, até pouco tempo atrás - ou seja, antes do "novo" esquema de "mobilidade urbana" - , pareciam surpreendentemente conservados.

A Auto Viação Ingá também mostra suas aberrações, com carros da Comil Svelto comprados em 2011 com estado de conservação péssimo, parecendo seis vezes mais velhos. Um dos carros, 1.1.160, está com a lataria seriamente amassada, mas outros carros também apresentam um e outro amassado ou qualquer outro dano. E todos eles rodam sacolejantes, como se fossem muito velhos.

A Viação Pendotiba e a Expresso Miramar também mostram carros danificados, com latarias bastante amassadas, e até mesmo o carro 2.1.187, da Pendotiba, que havia feito parte da frota intermunicipal, ganhou a pintura do consórcio Transoceânico já com alguns amassos na parte direita.

A Santo Antônio Transportes também apresenta carros danificados, mesmo com um ou dois anos de fabricação, que apresentam principalmente lataria amassada. Quanto à colocação dos números, a Santo Antônio e a Fortaleza, do Transoceânico, e Araçatuba, do consórcio Transnit, apresentam sérias irregularidades na colocação.

Os ônibus de piso baixo também começam a mostrar arranhões e amassados, verificados sobretudo na Santo Antônio, Araçatuba, Ingá e, principalmente, Brasília, como na foto acima, que mostra um carro da CAIO Millennium BRT com a lataria seriamente danificada. A Santo Antônio já mostra também seus pisos baixos rodando sacolejantes e com ar condicionado sem manutenção.

Um dos motivos dessas irregularidades está pelo fato de, através da pintura padronizada, a Prefeitura estabelece seu abuso de poder, se apropriando das frotas de ônibus. Impedidas de exibir suas identidades visuais, as empresas estariam entregando o ônus de manutenção para as autoridades municipais, que por sua vez cobram demais e nada fazem de concreto pelo transporte coletivo.

Com isso, quem sai perdendo com o "novo" sistema de transporte coletivo adotado em várias cidades do Estado do Rio de Janeiro são os passageiros de ônibus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...