segunda-feira, 16 de setembro de 2013

JUSTIÇA DO RIO SUSPENDE TRABALHOS DA CPI DOS ÔNIBUS NA CÂMARA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Depois de semanas de tumultos, protestos violentíssimos de grupos mascarados (ligados sobretudo aos Black Blocs), vaias contra Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho e vários acidentes de ônibus - inclusive dois com BRTs que deixaram 32 feridos na semana passada - , o Tribunal de Justiça determinou a suspensão dos trabalhos da CPI dos Ônibus até que fosse avaliado o problema da composição dos parlamentares envolvidos, já que se queixa de que essa composição prioriza justamente a base governista, ligada a Eduardo Paes, o que compromete a transparência dos trabalhos.

Justiça do Rio suspende trabalhos da CPI dos Ônibus na Câmara

Do Portal G1

A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou interromper os trabalhos da CPI dos Ônibus, da Câmara de Vereadores do Rio, até o julgamento de um recurso impetrado, infornou o tribunal na noite desta segunda-feira (16). O desembargador Agostinho Vieira é o relator da decisão.

O TJ explicou que os vereadores Teresa Bergher, Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro, Reimont, Renato Silva e Jefferson Moura entraram com recurso na segunda isntância depois que a juíza da 5ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Roseli Nalin, não concedeu liminar que pedia a interrupção dos trabalhos. Os vereadores argumentam no recurso que a atual composição da CPI não respeita a proporcionalidade de partidos e blocos parlamentares entre governo e oposição.

No entendimento do desembargador Agostinho Vieira, a composição não obedece à representação proporcional das bancadas no Legislativo municipal.

"Penso que existe fundada dúvida sobre a validade da composição da CPI. Por isso, a continuidade de seus trabalhos pode ensejar a prática contraproducente de atos inúteis e fomentar o descrédito popular em relação ao Parlamento. Pelo raciocínio adotado para a composição atual, se o requerimento fosse de iniciativa de representante da maioria, não haveria qualquer integrante da minoria. Obviamente, foge à razoabilidade que esse posicionamento prevaleça", declarou o desembargador.

Eliomar Coelho(PSOL), autor da CPI dos Ônibus, classificou a decisão do TJ como correta:
“Fizemos tudo que era possível e impossível para tentar resolver isso na base da política, mas nada disso deu frutos. Então, tendo passado por cima dos regimentos, não nos restou alternativa a não ser a judicialização”, explicou Eliomar, que deixou claro que voltará aos trabalhos da CPI se houver uma recomposição da CPI:

“Se houver uma reconfiguração lá da Comissão, eu voltarei a participar dela. O que eu não posso é participar disso. Se o bloco do Governo tem 24 vereadores, ou 47% do total, essa composição na Comissão tem que ser de 47%, e não 100%. Se a justiça entendeu que assim não pode acontecer, aplausos para ela”, finalizou o vereador.

Sessões

Na quinta-feira (12), o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, participou da terceira audiência da CPI dos Ônibus e negou que haja superfaturamento nos contratos da Prefeitura com as empresas de ônibus e disse que todos os lucros passam por auditorias.
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Os documentos relativos às licitações de transportes no Rio de Janeiro foram entregues na quinta-feira (5) no gabinete do presidente da CPI dos Ônibus na Câmara de Vereadores, Chiquinho Brazão. As mais de 30 mil páginas mostram as propostas dos consórcios Santa Cruz, Internorte, Intersul e Transcarioca.

Os documentos precisam ser analisados até a data limite da CPI, no dia 7 de dezembro, com prazo prorrogável por mais 15 dias. Após os 15 dias de prorrogação, o relatório, que deve ser elaborado a 10 mãos pelos cinco membros da CPI, terá 45 dias para ser entregue.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ACIDENTE COM ÔNIBUS DEIXA OITO FERIDOS NO MARACANÃ


Um acidente ocorrido no fim da madrugada de hoje, na Rua Mata Machado, no Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou oito feridos. Um ônibus da Transportes Estrela na linha 363 Vila Valqueire / Praça 15 (antiga 260) perdeu a direção em pista molhada e bateu em uma árvore.

A pista estava molhada devido à chuva ocorrida até pouco antes do acidente. O motorista do ônibus ficou preso entre as ferragens e foi um dos socorridos pelos soldados do quartel do Corpo de Bombeiros na Tijuca.

O motorista foi levado para o Hospital Sousa Aguiar, no Centro do Rio. Outros sete feridos eram passageiros e tiveram ferimentos e escoriações leves. Eles foram levados para o Hospital Federal do Andaraí, onde foram atendidos.

O trânsito na Avenida Maracanã foi interditado, na ocasião do acidente. Pouco depois, apenas meia pista foi liberada para o tráfego. Mas, até o começo desta manhã, o trânsito ainda era intenso no local.

domingo, 1 de setembro de 2013

GALHOFA? PREFEITURA DE NITERÓI PERMITE PEQUENAS DIFERENÇAS EM ÔNIBUS "PADRONIZADOS"

 
PLACAS DE ITINERÁRIOS PERSONALIZADAS - Medidas paliativas que não permitem a identificação plena das empresas de ônibus de Niterói.

Até parece uma galhofa. A Prefeitura de Niterói, que copiou do Rio de Janeiro a decadente e nociva medida da pintura padronizada nas frotas de ônibus, resolveu adotar pequenos paliativos na aparente tentativa de mostrar alguma identificação das empresas de ônibus envolvidas no sistema.

Depois de permitir a identificação de cada empresa em adesivos colocados nas janelas ou nos letreiros digitais, a Prefeitura de Niterói agora permitiu que algumas empresas colocassem plaquetas personalizadas de itinerários de linhas, como se nota nas frotas da Pendotiba, Miramar e Fortaleza, como se vê nas fotos acima.

No entanto, isso é insuficiente para permitir a identificação de cada empresa. São apenas pequenos detalhes que se perdem numa visão mais distante. Na correria do dia a dia, as empresas diferentes, na medida em que exibem a mesma pintura, continuam confundindo os passageiros.

De longe, um ônibus da Santo Antônio, Miramar e Fortaleza desafiam a atenção dos passageiros, para que ninguém sofra o risco de pegar um ônibus da linha 45 pensando ser 33 ou 53. Ou então entre um Santo Antônio e Pendotiba em que um passageiro precisa dobrar a atenção para não pegar um ônibus da linha 39 pensando ser da linha 35.

Portanto, as medidas paliativas não trazem transparência. Os nomes das empresas se perdem na porção de adesivos que indicam acesso para deficientes, selos de vistoria, preços de tarifas e de bairros por onde a linha em questão passa.

A pintura padronizada, com esses paliativos, não se mostrou mais viável. Continua causando os mesmos prejuízos que causa à população, assim como continua sendo contrária ao interesse público, representando tão somente a propaganda política dos governantes e um modo de facilitar a corrupção política, sob diversos aspectos.

Portanto, não valeu. Se a Prefeitura de Niterói tentou dar a impressão de facilitar as coisas, ela acabou apenas tratando o povo niteroiense como trouxa. Tem mais a ver com galhofa à população, mesmo.
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