sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TURISMO TRANS1000: CHANCES DE VOLTAR A CIRCULAR SÃO REMOTAS

EMPRESA DE MESQUITA, PARA VOLTAR A CIRCULAR, TERÁ QUE INVESTIR BEM MAIS DO QUE R$ 5 MILHÕES PARA SE RECUPERAR.

O DETRO-RJ, entidade que monitora o transporte coletivo intermunicipal no Rio de Janeiro, estabeleceu um prazo de um ano para a Turismo Trans1000 cumprir as exigências previstas na cláusula do Termo de Acordo e Compromisso, relacionadas à renovação e conservação da frota.

A Transmil, como é conhecida, sofreu intervenção parcial do DETRO, deixando de circular no setor Nilópolis, quatro anos depois de ter perdido o setor Queimados-Japeri para a Transportes Blanco. A Blanco, além da Master e da Nilopolitana, passaram a operar as linhas que eram da Transmil.

No próximo domingo, será a vez do destino das linhas do setor Mesquita ser discutido pela prefeitura do município e por associações de moradores e outras entidades representativas. Rumores indicam que a Flores e a Nossa Senhora da Penha vão assumir as linhas. Outra linha a ter destino definido será a 476 Nova Iguaçu / Parada de Lucas, uma de maior demanda da Transmil.

A Transmil já devolveu às revendedoras os carros da Marcopolo Viale que eram da Viação Mauá (de São Gonçalo) e Neobus Mega IV que eram da Viação Pavunense, estes últimos sendo a última aquisição da frota da empresa. Alguns ônibus já foram incendiados durante o percurso e vários ônibus da Marcopolo Torino 99, CAIO Apache VIP 1 e Neobus Mega III já saíram da frota.

A não ser que ocorra alguma corrupção política, as chances da Trans1000 voltar a circular em suas linhas são bastante remotas, se percebermos que, somente em multas e autos de infração no trânsito, a empresa não deve menos que R$ 3,5 milhões.

Além disso, a Transmil acumula, na Justiça, uma série de processos por salários atrasados, não cumprimento de encargos trabalhistas e indenizações por acidentes de trabalho, que há muito estouraram os orçamentos da empresa, e vários desses processos têm mais de três anos.

Outro aspecto é que a compra de 40 carros novos prevista em primeiro momento - mas que deve ser ampliada pela natureza da empresa - custa uma fortuna, além de exigir também gastos de manutenção e também de combustível.

Se tudo isso for levado em conta, a Transmil teria que gastar bem mais do que R$ 5 milhões, quantia que, com a situação em que está a empresa, é muito difícil de ser obtida num prazo de doze meses. Além disso, vendo a tendência de bom serviço das novas empresas do setor Nilópolis, a Turismo Trans1000 não deixará saudades.

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