quarta-feira, 21 de agosto de 2013

EM PLENO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO, PREFEITURA DO RJ "PADRONIZA" ÔNIBUS EXECUTIVOS


Em pleno decorrer do escândalo das denúncias de corrupção no sistema de ônibus do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes e seu secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório (foto) - que irá depor esta semana na suspeita CPI dos Ônibus (comandada por gente "chapa-branca" que não quis a CPI) - , estenderam a impopular "pintura única" ou "pintura padronizada" para as frotas de ônibus executivos.

Mantendo a desculpa, que não tem o menor sentido prático, de "facilitar a identificação" e "harmonizar a paisagem carioca" - os ônibus urbanos estão aí para provar a poluição sonora da "pintura padronizada" - , a Prefeitura do Rio apenas variou no design, não investindo no "padrão Buscopan" e sim numa pintura baseada na Premium Auto Ônibus.

Segundo a concepção visual, os consórcios serão identificados pela cor do pára-choque. Embora o nome da empresa seja escrito em fonte um pouco maior que a dos ônibus urbanos, continua prevalecendo o destaque do logotipo da Prefeitura, jocosamente apelidado de "Viação Cidade do Rio de Janeiro".

MEDIDA IMPOPULAR

A pintura padronizada nos ônibus nunca foi uma medida popular, já que a população nunca apoiou essa medida. Mas, com as crescentes denúncias em várias cidades, que a pintura padronizada ou única estaria estimulando a corrupção de políticos e empresários de ônibus, fatos comprovados em reportagens da imprensa, a indignação popular simplesmente aumentou.

Em contrapartida, a minoria de busólogos que apoiaram a medida, talvez por intenção de ingressar em cargos políticos ou funcionais, já não influencia os demais busólogos que não a apoiaram. E, na medida em que as figuras de Eduardo Paes e seu mentor político, o governador Sérgio Cabral Filho, sofrem crise de popularidade, a crise se expande na maioria das decisões dos dois governantes.

Atualmente ocorre uma CPI para investigar as concessões do sistema de ônibus carioca, o mesmo que "permitiu" a "nova" medida de "padronizar" os ônibus executivos. O problema, questionado pelos protestos populares e também de grupos de vândalos (alguns ligados ao controverso Black Bloc), é que a CPI é conduzida por gente associada ao grupo político de Paes, Cabral e até de milicianos.

As revoltas contra o que se chama de "CPI chapa-branca" são intensas e a decisão de Paes e Osório de "padronizar" os executivos, aparentemente, foi feita para tentar abafar a repercussão do escândalo e criar uma "novidade" para desviar a atenção da população e tentar fazê-la esquecer a CPI.

Só que a medida pode soar como um incêndio combatido com querosene. A padronização visual das frotas executivas, até como medida de reafirmação do sistema denunciado, só irá piorar o que já está ruim, e se os ônibus executivos já são afetados pela queda de qualidade do sistema de ônibus, a situação vai ficar ainda mais grave.

O povo carioca pode se preparar para encarar novos acidentes e perder um tempo nos hospitais (isso quando não perde a vida). Sobretudo com executivos que continuarão circulando com tampas abertas e lataria danificada, agora "maquiada" com a pintura imposta pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

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