terça-feira, 30 de julho de 2013

PASSAGEIRA QUEIMA PÉS EM MOTOR DE ÔNIBUS EM DF

UM DOS ÔNIBUS DA EMPRESA VIVA BRASÍLIA - Apesar de ser um modelo de 2007, um dos carros pode ter sido um ônibus de 1959 reencarroçado diversas vezes.

 Uma passageira queimou os pés ao encostá-los, na saída de um ônibus lotado, na tampa de um motor. A queimadura é de terceiro grau, considerada grave, e impossibilitou a doméstica Maria dos Santos de trabalhar. Ela foi hospitalizada e poderá sofrer cirurgia em breve, por conta do grave acidente.

O ônibus é da empresa Viva Brasília, da cidade de Brasília, considerada uma das piores em transporte coletivo e tem a corrupção agravada pela pintura padronizada que oculta as identidades das empresas. Apesar de ser um modelo recente, da Marcopolo Torino 2007, o veículo pode ter sido, na verdade, um reencarroçamento de um ônibus fabricado em 1959, como atestou reportagem da Globo News.

A capital federal é famosa pelos ônibus velhos e pelo fato de até empresas piratas aproveitarem a pintura padronizada para se "infiltrarem" no sistema de ônibus, devido às irregularidades que essa prática, apesar de oficialmente defendida por técnicos e autoridades, acoberta, estimulando a corrupção das empresas de ônibus.

O ônibus estava superlotado e sem manutenção. O motor estaria superaquecido na ocasião do acidente, além do capô do ônibus não contar com borracha de proteção que evitaria o contato com o calor que causou as graves queimaduras de Maria dos Santos.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

MAIS CORRUPTO DE SÃO PAULO, CONSÓRCIO LESTE É AFETADO POR GREVE DE EMPRESA

  

Marcado por diversas denúncias de corrupção, o Consórcio Leste, da cidade de São Paulo, foi afetado pela greve de motoristas e cobradores de ônibus da Viação Itaquera-Brasil, novo nome da antiga Viação Novo Horizonte, nessas mudanças em que o povo não vê porque a pintura padronizada não permite.

Os rodoviários, entre outras coisas, exigem pagamento de horas extras e de cestas básicas e de convênios médicos. Apesar da paralisação, apenas parte dos 330 ônibus mantidos na garagem foram substituídos.

Com a greve, os passageiros de ônibus chegaram a ficar três horas esperando por um ônibus. Vans, micros e demais ônibus passaram superlotados. Os ônibus para substituição de frotas paralisadas fazem parte de um plano emergencial (PAESE) de reforço de carros de outras empresas, para situações deste porte. 80 ônibus foram colocados para substituir os da Itaquera-Brasil.

As linhas afetadas foram estas:

4339/10 - Cidade Tiradentes - Terminal Parque D.Pedro II
3720/10 - Cidade Tiradentes - Metrô Tatuapé
3764/10 - Jd. Vila Carrão - Metrô Tatuapé
3790/10 - Barro Branco - Metrô Guilhermina/Esperança
3065/10 - Cidade Tiradentes - Terminal São Mateus
3539/10 - Cidade Tiradentes - Terminal Parque D.Pedro II

terça-feira, 16 de julho de 2013

PINTURA PADRONIZADA ACOBERTA CORRUPÇÃO DOS ÔNIBUS CARIOCAS


A pintura padronizada nos ônibus está revelando uma medida bem mais nociva do que sugere, para os passageiros comuns, quando empresas cariocas como Auto Viação Tijuca e Real Auto Ônibus, ou City Rio Turística e Rodoviária A. Matias, apresentam agora a mesma pintura.

Mais do que confundir passageiros de ônibus, a pintura padronizada estaria servindo de "véu" para a corrupção que acontece no setor, e cujas revelações dos bastidores mostram uma realidade gritante, em que políticos, empresários de ônibus e até mesmo a "máfia das vans" se beneficiam neste esquema corrupto.

Beneficiadas com a camuflagem da pintura padronizada, a cartelização das empresas de ônibus era até anterior a isso. Mas se o sistema de ônibus antes de 2010 não demonstrava muita transparência e apresentava irregularidades, ela se tornou cada vez mais grave sob esse "baile de máscaras" imposto sem consulta pública pelo prefeito carioca Eduardo Paes.

Eduardo Paes, ele mesmo, é casado com a filha de um dos barões dos ônibus do Grande Rio. Além disso, Sérgio Cabral Filho também tem alianças com empresários de ônibus e a corrupção do sistema em todo o Estado do Rio de Janeiro se agrava quando o "véu" da pintura padronizada torna pior o que está ruim, onde o logotipo de cada prefeitura camufla a empresa de ônibus irregular.

A formação dos cartéis de empresários de ônibus, a "máfia das vans", as irregularidades nas documentações dos ônibus, o troca-troca de empresas por debaixo da pintura padronizada - a linha 673 Méier / Lucas foi um caso recente de linha, e a Viação Saens Peña de mudança de nome, virando Viação N. Sra. das Graças -  e até mesmo irregularidades do DETRO mostram que o sistema de ônibus fluminense trafega num mar de lama.

Existe até mesmo a briga da Transportes Paranapuan - dona de um dos ônibus que caiu no Viaduto Brigadeiro Trompowsky, em Bonsucesso, matando nove pessoas - com o consórcio Internorte, o qual integra, tempera essa situação escandalosa que deixa os passageiros de ônibus completamente inseguros.

Muitos sentem saudades de outros tempos em que o sistema de ônibus do Rio de Janeiro pode não ter sido a perfeição sobre rodas, mas pelo menos tinha qualidades de sobra para ser, então, uma referência de transporte coletivo para o país.

Hoje, a coisa é extremamente contrária, sendo o sistema de ônibus fluminense um dos mais vergonhosos do país. Juntamente com Curitiba, São Paulo e outras cidades que apostam nesse "baile de máscaras" que encobre toda falcatrua que está por trás dos ônibus que o povo pega.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

MARCOPOLO: NOVA TORINO RADICALIZA SEMELHANÇA COM GRAN VIALE


Há fortes rumores de que o modelo Marcopolo Torino, com mais de 30 anos de existência, sofra mais uma transformação visual, radicalizando o design inspirado no Gran Viale, articulado que a Marcopolo havia lançado em Curitiba e depois para outros lugares.


Ainda não existem informações oficiais, mas uma amostra é o modelo Torino que é lançado para o mercado de ônibus em países como a Colômbia, como se vê nas fotos acima. A concepção da Marcopolo Torino 2007 já tinha um formato geral inspirado no Gran Viale, apenas com algumas diferenças nos detalhes, mas esse novo modelo reduz as diferenças com o modelo articulado.

Tudo indica que pode ser o novo modelo da Torino, a ser lançado em 2014 ou 2015. O que se sabe é que com o novo modelo, poderá sair de linha não somente o modelo Torino 2007, como também o fim oficial do modelo Viale, que já está em produção pela Marcopolo desde 1998 e que havia passado por três pequenas variações de design (quatro, se incluirmos a mudança nos paralamas em 2007).

Aparentemente, porém, fontes consideram que o Gran Viale teria se tornado o novo Viale, mantendo o mesmo formato geral da atual fase da Torino. Quanto ao Citmax, primeiro modelo lançado pela Ciferal já como subsidiária do grupo Marcopolo, não existe previsão de um novo sucessor.

sábado, 6 de julho de 2013

NOVA ONDA DE ACIDENTES NO RIO DE JANEIRO


Uma nova onda de acidentes de ônibus aconteceu no Rio de Janeiro, mesmo depois das intervenções do Procon e dos preparativos da CPI dos Ônibus, além da medida do prefeito Eduardo Paes de cassar as linhas da Translitorânea antes da investigação sobre os negócios de seus donos.

Na última quinta-feira, 04, um ônibus (provavelmente da Auto Viação Tijuca, pois a reportagem não divulgou créditos sobre a empresa) bateu com um carro na Rua Conde de Bonfim, na altura do Alto da Boa Vista, por volta das oito horas da manhã. Não houve informação de feridos. O acidente ocorreu no sentido Barra-Saens Peña e causou grande retenção no trânsito de veículos.

Também na quinta-feira, um ciclista, o militar Jefferson Damasceno, de 18 anos, morreu atropelado quando passeava pela Avenida Augusto Severo, na Glória, atingido por um ônibus da Real Auto Ônibus, que operava na linha 178 Rodoviária / Hotel Nacional. O jovem chegou a ser internado no Hospital Sousa Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.

Ontem, pela manhã, foi a vez de um ônibus da Viação Vila Real sofrer um acidente, ao bater em um trem de carga na altura de Marechal Hermes, próximo a Guadalupe. Segundo a Supervia, o acidente ocorreu porque o ônibus ultrapassou o sinal vermelho, deixando 18 pessoas levemente feridas com o choque com o trem.

Também ontem, mas durante a noite, um outro ciclista foi atropelado por um ônibus da Translitorânea Turística - que havia perdido o direito de explorar seis linhas interbairros da Zona Sul - , que fazia a linha 158 Central / Gávea (apesar do código, é a mesma antiga 174 do trágico sequestro de 2000), na Rua Jardim Botânico, no bairro do mesmo nome.

O funcionário de uma farmácia, Rogério Nascimento, voltava de uma entrega quando foi atingido pelo ônibus, um "piso baixo" de motor Scania. No acidente, uma passageira do ônibus, sentada num banco no fundo do ônibus foi arremessada para o meio com o freio brusco. Rogério foi socorrido pelo motorista do ônibus, e, com ferimentos leves, foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

TRANSLITORÂNEA PERDE DIREITO DE OPERAR LINHAS


Quando se fala que pintura padronizada não traz transparência, muitos não acreditam. Mas a pintura padronizada, além de ser uma propaganda política das secretarias de transporte, escondem a corrupção das empresas de ônibus, sob o leiaute determinado pelo Estado.

A Translitorânea Turística, surgida de uma "reorganização" da antiga Transportes Amigos Unidos dentro do "novo" esquema de transporte coletivo no Rio de Janeiro, era famosa por muitas irregularidades. Eu mesmo viajei num ônibus de piso baixo cuja porta de saída - e de acesso de embarque e desembarque de deficientes físicos - estava com defeito.

Pois agora a Translitorânea perdeu o direito de explorar seis linhas da Zona Sul por decreto sancionado pelo prefeito Eduardo Paes, numa época em que existem investigações diversas sobre irregularidades no sistema de ônibus carioca.

As linhas cassadas foram: 521 e 522, que ligam Botafogo a São Conrado e Vidigal, 546 Rocinha / Leblon, 591 e 593, que ligam Gávea a Leme, e 592 que liga São Conrado ao Leme. Algumas dessas linhas já estavam operando em pool provisório entre a Real Auto Ônibus e a Viação Nossa Senhora das Graças.
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