domingo, 23 de junho de 2013

LINHA 673 MUDA DE EMPRESA. O POVO É O ÚLTIMO A SABER



A pintura padronizada, esse verdadeiro ato de vandalismo causado por Eduardo Paes, comprovadamente não traz qualquer tipo de transparência.

Mais uma vez uma mudança é feita sem que os passageiros se deem realmente conta da situação. Agora é a vez da linha 673 Méier / Lucas, mudar de empresa às costas do povo, depois do caso da linha 296 Castelo / Irajá.

A empresa Viação Madureira Candelária deixou a linha e agora é a Viação Nossa Senhora de Lourdes que opera a linha. Mas a diferença não foi notada pelos passageiros, já que se trata da mesma pintura padronizada que mascara o sistema de ônibus à observação popular.

O sistema, nessa fase, foi marcado por inúmeros acidentes, irregularidades, ônibus enguiçados e já se fala mesmo de um esquema de corrupção que está por trás da Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários. E, agora, com os protestos ocorrendo nas ruas de todo o país, esse modelo de "mobilidade urbana", inclusive a pintura padronizada, tem hoje um futuro incerto.

O que se sabe é que esse esquema lançado em 2010 já se mostra num processo de decadência irreversível.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A VIOLÊNCIA DO "BAILE DE MÁSCARAS" DA MOBILIDADE URBANA DITATORIAL


(Excepcionalmente, o blogue suspendeu as férias para noticiar fatos urgentes do momento)

Diante do crescimento dos protestos da juventude nas capitais contra o aumento das passagens de ônibus, as autoridades, temerosas com o péssimo marketing que isso poderá causar nas proximidades da Copa das Confederações - evento que serve de "laboratório" para a Copa de 2014 - , fizeram o que realmente entendem de "mobilidade urbana": mobilizaram a polícia contra os estudantes.

No Rio de Janeiro e, sobretudo, em São Paulo - entre um Fernando Haddad submetido às pressões da mídia e ao fisiologismo político e um Geraldo Alckmin que só sabe governar com autoritarismo - , os protestos juvenis são vistos como "caso de polícia" pelos governantes e a mídia grande dá ênfase exagerada nos casos de vandalismo praticado durante os protestos.

Evidentemente, os protestos estudantis de hoje podem não ter o mesmo poder de fogo de 1968, ou seja, há 45 anos atrás. Mesmo assim, a histórica Passeata dos 100 Mil, realizada na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, também não conseguiu pressionar o poder militar a decidir pela redemocratização. Muito pelo contrário, as tensões causadas naquele ano só fizeram a ditadura endurecer ainda mais, com o AI-5.

Hoje o que se nota é que a ditadura midiática e o fisiologismo político, que, por sinal, investe num dos resíduos da ditadura militar, que é um modelo ditatorial de mobilidade urbana, só são "democráticos" e "progressistas" quando estão no discurso eletrônico ou na retórica política. Quando a coisa aperta, sabem muito bem serem autoritários.

Quanto ao vandalismo, são talvez alunos ou desocupados infelizes, sem qualquer ideal de vida, que pegam carona na justa causa de outros estudantes para provocar bagunça e chamar a atenção da repressão policial. Algo que, num outro contexto, ocorreu na busologia fluminense, com internautas reacionários (um deles ligado a uma prefeitura da Baixada Fluminense!) promovendo um festival de intolerância e baixarias.

Episódios assim mostram a grave crise que vive o modelo autoritário de mobilidade urbana, ainda inspirado pelas ideias do "filhote da ditadura" Jaime Lerner, também o "aluno de ouro" do reitor Suplicy de Lacerda (o mesmo do acordo MEC-USAID que enfureceu os estudantes em 1966-1968).

Autoridades e tecnocratas, visando a autopromoção político-eleitoreira junto a investidores e tecnocratas, ainda vendem esse modelo ditatorial como "novidade", impondo a pintura padronizada das frotas de ônibus, que estimula a corrupção dos empresários de ônibus dentro de um "baile de máscaras" que confunde os passageiros comuns.

Pois esse carnaval de máscaras, que desafia passageiros que, ainda se desfazendo do sono noturno, precisam pegar os ônibus para irem ao trabalho e aos ambientes de estudos, mostra a "ala da bateria" de policiais batendo em estudantes, sem discernir vândalos de manifestantes, em cidades onde, no caso carioca, o povo não consegue diferenciar uma Auto Viação Alpha de uma Real Auto Ônibus.

A grande mídia tenta parecer "solidária" com os protestos, mas enfatiza a desordem dos vândalos, enquanto a polícia prende manifestantes sem qualquer envolvimento com tais atos, e, como se não bastasse, os policiais também prendem quem estiver na frente, como jornalistas que apenas registravam as ocorrências no "olho do furacão", que é a essência de seu trabalho.

A própria mídia cria reportagens insossas sobre os problemas de transportes coletivos, querendo sempre falar do "mais do mesmo", divulgando problemas que já sabemos: ônibus lotados, veículos velhos, demora na espera dos ônibus, motoristas estressados etc.

Enquanto isso, nada se discute a respeito da farra de empresários de ônibus ligados a grupos políticos que se faz através de medidas paliativas como as linhas em pool - onde a irresponsabilidade de uma empresa de ônibus é disfarçada por uma intervenção parcial de uma outra ou mais empresas de ônibus numa mesma linha - e a intragável "pintura padronizada" que junta as empresas de ônibus num balaio de gatos visual.

As reportagens só ficam discutindo o óbvio, sem trazer qualquer proposta ou solução, e cansam leitores, espectadores e internautas pelo lero-lero que tem um quê de sensacionalista. E, depois que a mídia fala de ônibus lotados, velhos etc, no final são entrevistados políticos e tecnocratas que falam de propostas tecnocráticas baseadas na "moderna" mobilidade urbana trazida por Jaime Lerner no calor do AI-5.

Se a grande mídia parece sempre correr atrás do próprio rabo nas suas pachorrentas e repetitivas reportagens sobre ônibus, e as autoridades ficam adotando medidas paliativas e sensacionalistas para disfarçar as irregularidades do transporte coletivo brasileiro, os protestos estudantis são um bom contexto para mostrar o quanto mídia e políticos andam muito fora de sintonia.

Assim, não há como pensar em mobilidade urbana através de uma visão retrógrada e medidas sensacionalistas e sem eficiência definitiva. "Comprar" a opinião pública com ônibus especiais que custam muito caro e com corredores exclusivos que provocam danos ambientais, habitacionais e patrimoniais também não resolve. Daí os protestos estudantis, da juventude cansada de ser enganada o tempo todo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

MINHAS FÉRIAS


Amigos, vou ter que me ausentar por tempo indeterminado porque terei que viajar, para aproveitar uma folga e também estabelecer outros compromissos pessoais. Por isso, não sei quando voltarei, mas peço a compreensão de vocês.

Na verdade, eu entrei em folga há alguns dias, deixando publicados os textos que pude adiantar para deixar neste blogue, na tentativa de pelo menos manter algum material publicado na minha ausência, diminuindo a lacuna na medida do possível.

Peço que vocês continuem prestigiando este blogue, que conta com um material de textos mais antigos, mas que servem para serem lidos atualmente, até por não serem tão antigos e seus assuntos continuarem tão atuais como se fossem publicados hoje. Continuem seguindo e divulgando o blogue, que voltará na medida do possível.

O blogue continua, mas só ficará inativo por algum tempo. Voltaremos com certeza a nos encontrar na rede assim que me for permitido. Um abraço a todos e uma boa leitura.

sábado, 1 de junho de 2013

PASSAGENS DE ÔNIBUS NO RIO SOBEM PARA R$2, 95 A PARTIR DESTE SÁBADO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Será que aumentaram o preço das tintas da pintura padronizada? Enquanto isso, os trabalhadores continuarão sofrendo com ônibus com lataria amassada e motoristas estressados...

Passagens de ônibus no Rio sobem para R$ 2,95 a partir deste sábado

Do Portal G1

A partir da meia-noite deste sábado (1º), a tarifa de ônibus no Rio vai ficar cerca de 7,2% mais cara. O valor sobe de R$ 2,75 para R$ 2,95.O reajuste foi publicado na edição do Diário Oficial do município desta quarta-feira (29).

Segundo o decreto da Prefeitura, todos os ônibus do Rio, incluindo os com ar condicionado, que hoje têm cinco tarifas diferentes, entre R$ 2,85 e R$ 5,40, passarão a ter o mesmo valor de tarifa aprovada, com o Bilhete Único Carioca. A ideia é proporcionar maior conforto aos passageiros dos coletivos e melhorar a qualidade de vida na cidade.

A tarifa única, segundo a Prefeitura do Rio, deve beneficiar um número estimado de 5 milhões de passageiros mensalmente, que poderão economizar R$ 3 por viagem. Atualmente, seis tarifas diferentes vigoram nas linhas municipais do Rio. Outras dez capitais brasileiras terão novos valores.

Para o cálculo do reajuste foram considerados, de acordo com o decreto, a tarifação por faixa quilométrica do sistema de transporte coletivo convencional e a desobrigação do recolhimento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
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