sexta-feira, 3 de maio de 2013

UM ÔNIBUS PEGA FOGO E OUTRO ATROPELA IDOSO NO RJ


Mais dois incidentes envolvendo ônibus aconteceram no Rio de Janeiro, envolvendo linhas municipais e outro envolvendo ônibus da Baixada ocorreram entre a noite de ontem e a manhã de hoje.

Na noite de ontem, um ônibus da Cruzeiro do Sul e uma moto se envolveram em um acidente na altura da Av. Ayrton Senna, próximo à Linha Amarela, deixando alguns feridos (o número não foi divulgado) e causando lentidão no trânsito no local.

Já na manhã de hoje, um idoso não identificado foi atropelado por um ônibus na Rua Santos Lima, em São Cristóvão, da City Rio Rotas Turísticas (foto abaixo), que servia a linha 261 Marechal Hermes / Praça 15, e foi internado no Hospital Sousa Aguiar.

Também na manhã de hoje, um ônibus da Auto Viação Tijuca - ou Viação Tijuquinha, como é informalmente conhecida - pegou fogo na altura da Ponte Nova, próximo à Estrada do Itanhangá na Barra da Tijuca, mas não deixou feridos. O fogo foi controlado, mas o incidente causou grande congestionamento no local.



PINTURA PADRONIZADA ESTARIA FACILITANDO CORRUPÇÃO

Uma queixa que pode se tornar bastante comum é que a pintura padronizada adotada nos ônibus do Rio de Janeiro, na medida em que esconde as identidades visuais das empresas, estaria mesmo facilitando a corrupção no transporte público.

Embora também haja acidentes com empresas da Baixada - que continuam com a identidade visual personalizada - , a pintura padronizada, que sugere a supremacia do poder da Prefeitura do Rio de Janeiro, contribui decisivamente para a decadência do transporte coletivo.

Uma empresa mudou de nome à revelia dos passageiros, mudando de Viação Saens Peña para Viação Nossa Senhora das Graças. Linhas já mudaram de empresa operadora sem que os passageiros saibam. Além disso, ônibus que ostentam pintura padronizada, no entanto, apresentam documentação vencida e continuam circulando mesmo acumulando multas por diversas infrações.

Há também o problema da dupla função de motorista dirigir e cobrar passagens, que agrava seriamente a situação, causando insegurança para os passageiros. Muitos desses motoristas são até ótimos profissionais e pessoas atenciosas e dedicadas, mas a sobrecarga de funções de qualquer maneira representa um risco contra a vida dele e dos que se encontram dentro de cada ônibus.

A Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários (SMTR), órgão da prefeitura carioca, tenta mostrar autoridade, mas pode estar exercendo também abuso de poder, se passando por "dona" das frotas de ônibus - vide a pintura padronizada que vincula a identidade visual à Prefeitura - e dando ordens a empresários e rodoviários, cobrando a responsabilidade que não reconhece ter.

Isso é caraterístico para um grupo político como o de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, que geralmente são indiferentes ao clamor popular e ao rigor das leis, só agindo para atingir seus objetivos pessoais.

Um comentário:

  1. Depois, a gente é taxado de antiquado e de saudosista. É isso que se vê nas ruas.

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