sexta-feira, 12 de abril de 2013

INCIDENTES COM TRENS CARIOCAS, ACIDENTE COM ÔNIBUS EM SP


Incidentes ligados ao sistema de transporte põem em xeque o modelo administrativo que concentra os poderes no Estado, que em vez de ser o regulador do transporte coletivo, torna-se o chefe maior do setor, o que não é a mesma coisa. Afinal, concentração de poder não significa necessariamente maiores responsabilidades, não raro chega a ser o inverso.

Pois no sistema de trens do Rio de Janeiro, que sabemos ser altamente deficitário, um trem que partia, na noite de ontem, da estação da Central do Brasil, no centro carioca, com destino para Santa Cruz, na Zona Oeste, descarrilou a 700 metros da partida. O equipamento sofreu curto circuito e ficou danificado. Apesar da necessidade de chamar os Bombeiros para o local, não houve feridos. Havia 400 passageiros no trem.

Hoje de manhã um trem saiu superlotado que percorria a área entre as estações de Deodoro e Vila Militar, na Zona Norte, em virtude dos atrasos constantes que os comboios sofrem na cidade. Um passageiro que estava em pé numa das portas de acesso caiu e, ferido, foi encaminhado para o Hospital Albert Scwheitzer, em Realengo.

Já na noite de ontem, na Estada M'Boi Mirim, em São Paulo, um ônibus da empresa CooperPam que servia uma linha entre o Jardim Vera Cruz e o Capão Redondo sofreu um acidente, derrubando um poste e um semáforo. O ônibus ficou danificado e 22 pessoas saíram feridas, sendo encaminhadas para hospitais da região.

PERNAS AMPUTADAS - A jovem Tatiana Ferreira Lúcio, uma das quatro vítimas do acidente da linha 685 Méier / Irajá, em Quintino, Zona Norte do Rio de Janeiro, continua internada em estado grave, no momento da edição deste texto.

A paciente, internada no Hospital Salgado Filho, no Méier, está em coma induzido e passou por uma cirurgia de amputação de duas pernas. Ela é servente e tem quatro filhos. Quanto ao ônibus que a atingiu, da Viação Rubanil, ele havia sofrido 21 multas por causa das diversas infrações causadas pelo motorista.

A padronização visual dos ônibus e a dupla função de motoristas cobrando passagens estão associadas a vários problemas relacionados ao sistema de ônibus no Rio de Janeiro. A padronização visual não impede que ônibus sofram irregularidades nos registros, como no ônibus da Paranapuan que caiu no viaduto Brigadeiro Tromposwky, e a dupla função contribuiu para esse trágico acidente e de outros que atingem os ônibus cariocas.

Portanto, quanto ao sistema de ônibus do Rio de Janeiro, Eduardo Paes mexeu em time que estava ganhando. Em vez de acabar com os defeitos que o sistema de ônibus carioca tinha antes de 2010, eliminou as qualidades que havia e os defeitos existentes se tornaram cada vez piores, causando até tragédias.

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