segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ÔNIBUS CIRCULAM EM PÉSSIMO ESTADO NAS RUAS DO RJ


Durante minha pesquisa informal na Praça da Bandeira, por conta de uma prova de concurso público, verifiquei como andam os ônibus cariocas, e mais uma vez eles continuam em péssimo estado, mostrando a decadência do atual sistema de ônibus implantado em 2010.

A Transportes Vila Isabel (foto), a Transurb e a Transportes Estrela Azul foram observados como as piores empresas, cujos ônibus, com idade de cerca de três ou quatro anos de fabricação no máximo, apresentam lataria amassada, além de alguns arranhões na lataria.

Mas outras empresas também mostram carros em péssimo estado, como a Viação Acari, Viação Redentor, Viação Verdun, Transportes Barra, Transportes Futuro, Auto Viação Bangu, Viação Nossa Senhora das Graças (antiga Viação Saens Peña), Rodoviária Âncora Matias e Auto Viação Tijuca. Vários desses veículos só têm dois anos de fabricação.

O que se percebe é que a lataria amassada aparece não somente no lado esquerdo de cada ônibus, o que poderia supor algum "batuque" dos passageiros pedindo para parar o ônibus, mas também no lado esquerdo, na maioria das vezes "intocável" pelos transeuntes que, evidentemente, não podem circular à esquerda de cada ônibus em qualquer situação.

Nota-se também que vários carros da Rodoviária A. Matias da linha 232 Lins / Praça 15 circularam sacolejando como se fossem veículos bastante velhos, quando a idade de fabricação desses ônibus não vai mais do que, no máximo, quatro anos.

Na Praça da Bandeira, os ônibus da Viação Novacap - linha 624 Praça da Bandeira / Mariópolis -  até rodaram em bom estado, mas na volta pela Av. Francisco Bicalho, pude observar um ônibus da CAIO Apache VIP II da mesma empresa, linha 371 Praça Seca / Praça da Bandeira (antiga 284 Tiradentes), com a lataria amassada pelo menos no lado esquerdo.

Embora certos busólogos não gostem que se culpe a padronização visual por isso, admite-se seu prejuízo indireto mas cruel. As empresas, sem poder zelar por suas imagens, acabam desqualificando seu serviço, reduzidas a "subsidiárias" da Prefeitura do Rio de Janeiro, numa encampação não-oficial que traz inúmeras desvantagens aos passageiros.

Com isso, as empresas, além de não poderem se diferenciar entre si, não se sentem estimuladas a apresentar seu serviço para os passageiros, que agora pegam os ônibus pela "cabra-cega", ou, na melhor das hipóteses, no pouco expressivo consolo de reconhecer o ônibus somente pelo número de linha da dianteira.

A coisa não só vai mal como está pior.

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