sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ÔNIBUS É DEPREDADO POR VÂNDALOS, MAS JÁ TINHA LATARIA AMASSADA


Um grupo de rapazes, dois deles menores, foi detido pela polícia do Rio de Janeiro, acusado de praticar vandalismo, depredando a janela de um ônibus da Empresa de Transportes Braso Lisboa, linha 476 Méier / Leblon (via Túnel Rebouças), na altura da Av. Borges de Medeiros, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Os menores estavam dentro do ônibus, provocando tumulto, intimidando os passageiros e chegando a derrubar a janela ao lado da porta traseira do ônibus. Dentro do ônibus, os jovens faziam provocações e ameaçavam crianças que saíam de uma escola na Lagoa.

Segundo um passageiro, que não quis se identificar (a exemplo do motorista e cobrador do veículo), são muito comuns os tumultos desse tipo, e os jovens que o praticam costumam arrumar um jeito para saírem do ônibus sem pagar, além de ameaçar passageiros e os transeuntes que percorrem as ruas por onde passa cada ônibus da linha 476.

Fora esse caso, porém, um detalhe chama a atenção, que é o fato do carro, A29185, estar com a lataria amassada, independente de ter ocorrido o vandalismo ou não. Mesmo o reflexo da luz na lataria do ônibus não desmente essa constatação, até porque a luz atinge ângulos que também mostram a lataria amassada, num ônibus cuja idade de fabricação é de cerca de três anos.

Isso torna-se um agravante e comprova o que se vê nas ruas, que é a decadência desse modelo de transporte coletivo adotado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, um modelo autoritário e sem funcionalidade, que anda provocando acidentes, estressando rodoviários e favorecendo, mesmo de forma indireta, as irregularidades do sistema de ônibus municipal.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

LINHA 742 É EXTINTA SEM AVISO


A linha 742 Cascadura / Barata, operada pela Auto Viação Bangu, foi desativada há pouco mais de um mês sem autorização da prefeitura, sem qualquer aviso prévio e sem dar qualquer satisfação ou compensação para os passageiros.

Segundo o repórter Marcelo Dias, do jornal Extra, a placa da linha continua no ponto da rua Sylvio Freitas, em Cascadura, mas há vários dias a linha simplesmente não circula, sendo mais uma das inúmeras irregularidades que ocorrem desde que o "novo" sistema de transporte coletivo foi implantado no Rio de Janeiro, em 2010, baseado no modelo autoritário de Jaime Lerner.

As empresas cariocas, desde então, andam desqualificando seu serviço, se aproveitando da padronização visual que impede a identificação imediata da empresa e a fiscalização direta do passageiro comum. Sem zelar por sua identidade, as empresas, acobertadas por uma pintura uniformizada, se aproveitam disso para cometer abusos às costas dos passageiros.

Com isso, houve linha que mudou de empresa sem que o passageiro comum soubesse, como a 296 Castelo / Irajá, transferida da Transportes Estrela Azul para a Viação Pavunense. Houve empresa que mudou de nome sem que o passageiro soubesse, como a Viação Saens Peña que virou Viação Nossa Senhora das Graças.

Além disso, estão cada vez mais comuns os acidentes, não somente por empresas já deficitárias como Pégaso e Rio Rotas, mas envolvendo empresas antes conceituadas como Real Auto Ônibus e Tijuquinha (Auto Viação Tijuca). De 2012 para cá, mais de 10 pessoas morreram e centenas ficaram feridas, isso contando os acidentes com BRTs.

Os ônibus, mesmo novos, já rodam sujos, com lataria amassada, parafusos quase soltos e isso se observa até mesmo numa Viação Acari e numa Rodoviária A. Matias. Desta se observa os ônibus da linha 232 Lins / Praça 15, que rodam fazendo barulho similar ao dos sucateados ônibus de boias-frias.

Agora, é a Auto Viação Bangu. Antes de 2010, a empresa estava melhorando consideravelmente seu serviço e usando uma admirável estética visual de Álvaro Gonzalez, mas, depois, decaiu completamente, parecendo até mesmo a antiga Transportes Oriental da qual a Bangu absorveu algumas linhas.

De acordo com Marcelo Dias, a Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro afirmou que a linha continua existindo. O órgão prometeu enviar fiscais para verificar a situação.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MAIS UM ACIDENTE EM SÃO CONRADO, NO RIO DE JANEIRO


Um acidente ocorrido às seis horas de hoje, na Av. Niemeyer, em São Conrado, caminho entre as zonas Sul e Oeste do Rio de Janeiro, causou dois feridos e complicou o trânsito no local.

A batida entre um carro e um ônibus da Expresso Pégaso danificou os dois veículos, e a pista teve que ser interditada por mais de uma hora, sendo a faixa reversível liberada às 7:30. Os dois feridos foram encaminhados para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ACIDENTE COM ÔNIBUS DEIXA FERIDOS NO RIO DE JANEIRO


Um acidente ocorrido no começo da tarde de hoje, envolvendo um ônibus da Viação Pégaso, que trafegava em alta velocidade, e cinco veículos, deixou cinco pessoas feridas no Rio de Janeiro.

O acidente ocorreu no acesso à Avenida Niemeyer, em São Conrado, e a alta velocidade do veículo era relatada pelos passageiros do ônibus que atingiu os veículos. Um motorista de uma kombi ficou preso nas ferragens, sofrendo um leve traumatismo craniano e com a perna quebrada. Ele foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado para um hospital.

O ônibus servia a linha 382 Carioca / Piabas. O trânsito ficou intenso no local.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ÔNIBUS CIRCULAM EM PÉSSIMO ESTADO NAS RUAS DO RJ


Durante minha pesquisa informal na Praça da Bandeira, por conta de uma prova de concurso público, verifiquei como andam os ônibus cariocas, e mais uma vez eles continuam em péssimo estado, mostrando a decadência do atual sistema de ônibus implantado em 2010.

A Transportes Vila Isabel (foto), a Transurb e a Transportes Estrela Azul foram observados como as piores empresas, cujos ônibus, com idade de cerca de três ou quatro anos de fabricação no máximo, apresentam lataria amassada, além de alguns arranhões na lataria.

Mas outras empresas também mostram carros em péssimo estado, como a Viação Acari, Viação Redentor, Viação Verdun, Transportes Barra, Transportes Futuro, Auto Viação Bangu, Viação Nossa Senhora das Graças (antiga Viação Saens Peña), Rodoviária Âncora Matias e Auto Viação Tijuca. Vários desses veículos só têm dois anos de fabricação.

O que se percebe é que a lataria amassada aparece não somente no lado esquerdo de cada ônibus, o que poderia supor algum "batuque" dos passageiros pedindo para parar o ônibus, mas também no lado esquerdo, na maioria das vezes "intocável" pelos transeuntes que, evidentemente, não podem circular à esquerda de cada ônibus em qualquer situação.

Nota-se também que vários carros da Rodoviária A. Matias da linha 232 Lins / Praça 15 circularam sacolejando como se fossem veículos bastante velhos, quando a idade de fabricação desses ônibus não vai mais do que, no máximo, quatro anos.

Na Praça da Bandeira, os ônibus da Viação Novacap - linha 624 Praça da Bandeira / Mariópolis -  até rodaram em bom estado, mas na volta pela Av. Francisco Bicalho, pude observar um ônibus da CAIO Apache VIP II da mesma empresa, linha 371 Praça Seca / Praça da Bandeira (antiga 284 Tiradentes), com a lataria amassada pelo menos no lado esquerdo.

Embora certos busólogos não gostem que se culpe a padronização visual por isso, admite-se seu prejuízo indireto mas cruel. As empresas, sem poder zelar por suas imagens, acabam desqualificando seu serviço, reduzidas a "subsidiárias" da Prefeitura do Rio de Janeiro, numa encampação não-oficial que traz inúmeras desvantagens aos passageiros.

Com isso, as empresas, além de não poderem se diferenciar entre si, não se sentem estimuladas a apresentar seu serviço para os passageiros, que agora pegam os ônibus pela "cabra-cega", ou, na melhor das hipóteses, no pouco expressivo consolo de reconhecer o ônibus somente pelo número de linha da dianteira.

A coisa não só vai mal como está pior.
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