quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FECHAMENTO DA AV. RIO BRANCO TRARÁ PREJUÍZO FINANCEIRO E INSEGURANÇA


Se o prefeito Eduardo Paes, que inicia sua segunda gestão, tiver um pouco de prudência, desistirá da ideia de transformar em calcadão o trecho da Av. Rio Branco entre a Av. Pres. Vargas e o Aterro do Flamengo, até pelas inúmeras desvantagens e malefícios que nenhum pretexto de recreação familiar consegue justificar tal medida.

O fechamento causaria um violento impacto no trânsito carioca, já bastante congestionado. E não é preciso ser técnico para verificar que a Av. Rio Branco tem um grande fluxo de veículos que já é complicado nos horários de pico nos dias úteis. Basta andar por seu entorno como qualquer cidadão comum. Até mendigos sabem perceber o intenso fluxo de veículos que passa pela avenida.

Se o trecho da avenida for fechado, o trânsito será transferido, por um lado, para a Av. Passos, complicando o já congestionado trânsito da Praça Tiradentes, que no final da tarde já gera um monte de problemas e se estende para o Largo da Carioca seu trânsito lento.

Por outro, ele complicará o entorno das avenidas Alfred Agache e General Justo, com um congestionamento visto até mesmo na saída do Aeroporto Santos Dumont, o que significa que seus problemas terão repercussão pelo Brasil afora, através de relatos de turistas.

PREJUÍZOS NO COMÉRCIO E NA SEGURANÇA

O fechamento da Av. Rio Branco, a exemplo do que se fez com o calcadão da Praça Quinze de Novembro e da transformação de um bom trecho da Av. Alfred Agache num túnel, trará prejuízos na segurança, além de desvalorizar a área, que, se não deixa de ter um movimento constante de pessoas, pode trazer prejuízo para o comércio, alimentado sobretudo por pessoas que chegam de lugares distantes por meio de carros de ônibus.

O edifício Avenida Central, por exemplo, um dos redutos do comércio de artigos de Informática no município do Rio de Janeiro, poderá sofrer uma drástica redução de demanda, pois o calcadão isolará a avenida, já que haverá o desestímulo de pessoas em andar longas distâncias para chegarem ao local.

E se as calçadas da Rio Branco, sobretudo nos fins de semana, feriados e durante toda a noite, se tornam locais perigosos cheios de usuários de drogas e assaltantes, o fechamento da avenida, a exemplo do que ocorre no trecho entre a Estação das Barcas da Praça 15 e o Terminal da Misericórdia, poderá significar um reduto não só de mendigos, mas de drogados e ladrões.

Só isso irá comprometer o recreio das famílias entusiasmadas com o projeto fantasioso da "bela praça". Ela será um reduto de consumidores e traficantes de drogas, mesmo durante o dia, ameaçando o sossego e a tranquilidade dos familiares.

E como são as elites mais ricas que apoiam esse fechamento, sem atentar para os problemas que isso causará, são elas que justamente serão as mais visadas pelos assaltantes. Do jeito que anda a violência no país, é bom que isso seja levado em conta.

SOBRECARGA DE INVESTIMENTOS

O fechamento da Av. Rio Branco também poderá gerar uma sobrecarga de investimentos. O prefeito Eduardo Paes deveria tomar consciência de que a derrubada do Viaduto da Perimetral e a construção de um novo entorno urbano na Zona Portuária já trará investimentos financeiros bastante pesados para que se pense em destruir o asfalto na Rio Branco e colocar pisos de mármore, bancos e brinquedos no local.

Não será, portanto, uma boa ideia fechar a Rio Branco porque ela entrará em contradição com a valorização da Zona Portuária e seus investimentos já bastante caros e trabalhosos. Se nem todos os cariocas apoiam a destruição do Viaduto da Perimetral - eu, no entanto, apoio - , imagine então, depois de tanta trabalheira, ainda se pensar em fechar uma avenida de grande fluxo de veículos.

Não é possível pensar em todas as ideias aprovadas em escritórios. A tecnocracia nem sempre vê a vontade das ruas. Ela lida com matemática, recursos econômicos, interesses políticos, nem sempre condizentes ao interesse público que supõem defender.

A padronização visual dos ônibus é um exemplo desse erro, pois causa diversos transtornos para a população e até mesmo seus defensores já começam a conhecer seus prejuízos e desvantagens, ainda que depois de muita teimosia e intolerância. É porque, quando uma coisa se mostra nociva, ela se mostra nociva mesmo, e não adianta o secretariado usar voz firme para tentar dizer o contrário.

Portanto, Eduardo Paes deveria desistir do fechamento da Rio Branco. Seria melhor ele pensar na demolição dos viadutos da Auto-Estrada Lagoa-Barra para a construção de novos viadutos mais seguros, porque as rachaduras apontadas pelos técnicos são muito arriscadas. Eu mesmo, numa volta de um passeio da Barra da Tijuca, passei por esses viadutos com medo. Felizmente, ocorreu tudo bem. Mas, e no futuro?

Um comentário:

  1. Se o povo votou nele por duas vezes..ele sabe o que esta fazendo, esta pen$$ando no melhor para o Rio....

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