segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

ACIDENTE COM ÔNIBUS NO RJ DEIXA DEZ FERIDOS, DOIS DELES GRAVES


Um acidente com um ônibus da Auto Viação Alpha ocorreu próximo ao acesso do Viaduto Paulo de Frontin, no Estácio, entre o Centro e a Zona Norte do Rio de Janeiro. Por volta de 11h40m, o ônibus perdeu a direção e caiu ao fazer a curva no local, causando o ferimento de dez pessoas.

Seis delas foram levadas para o Hospital Sousa Aguiar, no Centro da cidade, e quatro foram levadas para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul. Dois passageiros foram gravemente feridos, tendo sofrido fraturas expostas.

Com o acidente, o trânsito ficou intenso. Uma das pistas do acesso foi interditada para o socorro dos bombeiros. O trânsito foi liberado às 12h20m.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ARACAJU A UM PASSO DE ENCERRAR A PINTURA PADRONIZADA NOS ÔNIBUS


O sistema de ônibus de Aracaju, na contramão dos modismos tecnocratas das capitais brasileiras, está a um passo de dar fim à pintura padronizada, medida remanescente da ditadura militar que, através da franquia do arquiteto Jaime Lerner - que havia sido prefeito de Curitiba quando implantou a medida, em 1974 - , tornou-se o carro-chefe de muitos governos municipais.

Depois da entrada da Viação Atalaia, com sua pintura personalizada levemente inspirada no serviço SIT de Recife - que não adota pintura padronizada, apenas lança uma pintura própria do serviço integrado SIT, a exemplo dos antigos Metrô-Ônibus do Rio de Janeiro e do Grande Circular de Salvador, apenas parcialmente adotado pelas empresas envolvidas - , duas outras empresas se empenham em desenvolver identidades próprias.

As empresas Capital e Modelo (não confundir com as homônimas soteropolitanas), do grupo cearense Fretcar, estão lançando um concurso para criar novas pinturas, com a disposição de criarem novas identidades visuais.

LOGOTIPOS DAS EMPRESAS DE ARACAJU, QUE LANÇAM CONCURSO PARA NOVAS PINTURAS PERSONALIZADAS.

As novidades apontam uma tendência de Aracaju encerrar a pintura padronizada, mesmo quando ela adota um critério menos confuso, que é o de diferenciar as cores por cada empresa, como já ocorreu em Florianópolis, ainda ocorre em São José do Rio Preto e São José dos Campos (ambos do interior paulista) e será implantado em Vitória da Conquista, no interior da Bahia.

Falando em Florianópolis, cabe destacar que a capital catarinense foi a primeira a abolir a pintura padronizada em todo o Brasil, além de romper com o tabu de que não se pode adquirir ônibus articulados ou de piso baixo sem abrir mão da pintura padronizada.

Portanto, é uma modesta capital do Nordeste que poderá trazer os novos ventos que poderão transformar os paradigmas de mobilidade urbana e transporte coletivo ainda vigentes, marcados por muito sensacionalismo e pouca funcionalidade.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FOTO DO ÔNIBUS QUE SE ENVOLVEU NO ACIDENTE COM ATRIZ MARIANA CORTINES


Numa pesquisa na Internet, chegou-se à foto do ônibus que se envolveu no acidente que deixou gravemente ferida a atriz Mariana Cortines, que fez parte do elenco do seriado Malhação, da Rede Globo de Televisão.

O ônibus é da Marcopolo Torino 2007, num comprimento semi-curto, e há três palpites sobre a empresa que teria sido, já que ela não foi creditada nas reportagens pesquisadas: Real Auto Ônibus, Auto Viação Alpha e Empresa de Transportes Braso Lisboa.

A resolução da imagem não foi suficiente, ainda, para identificar o código numérico da empresa. Daí a grande dificuldade de reconhecer uma empresa, com a pintura padronizada.

ÔNIBUS TERIA PROVOCADO ACIDENTE QUE DEIXOU ATRIZ FERIDA


A atriz Mariana Cortines, que havia participado do seriado Malhação, da Rede Globo, e estava no elenco de uma peça de teatro, sofreu ontem um grave acidente de carro quando estava na carona com amigos numa rua da Gávea, na Zona Sul do Rio.

O acidente ocorreu quando um ônibus avançou sobre o carro. O ônibus, cuja empresa não foi identificada, teria avançado o sinal de trânsito. Mariana sofreu traumatismo craniano e corte no fêmur, e havia realizado cirurgia depois que foi internada, em estado grave.

Ela está internada no Centro de Tratamento Intensivo num hospital particular, para onde foi transferida depois de ser socorrida e levada ao Hospital Miguel Couto, também na Gávea. O estado é grave, mas existe evolução no quadro clínico e ela consegue reagir positivamente aos estímulos.

Com o acidente, a peça Alice e Gabriel, que tinha ela no elenco e estava para encerrar temporada, foi cancelada, de acordo com informações divulgadas no Facebook.

Na Gávea, na altura da Av. Epitácio Pessoa (junto à Av. Borges de Medeiros), passam empresas de ônibus como Real, Vila Isabel, Estrela Azul, São Silvestre, Alpha e Braso Lisboa.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

COLISÃO DE MICRO-ÔNIBUS CONTRA ÁRVORE DEIXA UM MORTO E 11 FERIDOS NO ANIL


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Mais um acidente com morte que desgasta o modelo de sistema de ônibus lançado há três anos pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Coincidência? Casos isolados? Quem duvida de sua decadência deveria estar no lugar de quem sofre ou morre nesses acidentes de trânsito. O acidente ocorreu ontem de tarde.

Colisão de micro-ônibus contra árvore deixa um morto e 11 feridos no Anil

Por Adriano Araújo - Jornal O Dia

Rio - Uma mulher morreu e 11 pessoas ficaram feridas após um micro-ônibus colidir contra uma árvore na Estrada de Jacarepaguá, na altura da Praça do Anil, na Zona Oeste, na tarde desta segunda-feira (16). A vítima fatal, ainda não identificada, estava na calçada quando foi atingida, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Os feridos são Carlos Alberto de Melo, 37 anos, Adriano A., 39 anos, Nair Brito, 51 anos, Jair da Silva, de 75 anos, Regina Celia da Silva, 46 anos, Francisco dos Santos, 22 anos, Djailson da Silva, 20 anos, Maria de Jesus P., 51 anos. Entre os feridos também estavam três menores, uma criança de 6 anos e dois adolescentes de 13. Todos foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nenhum ferido ficou em estado grave e todos serão liberados ainda hoje.

O veículo subiu a calçada subiu a calçada, atingindo a mulher e uma palmeira, próximo ao sinal de trânsito e travessia de pedestres. Ela ainda não foi identificada.

O Corpo de Bombeiros do quartel do quartel da região estão no local com pelo menos três viaturas para atender aos feridos. Sete deles tiveram ferimentos moderados e quatro leves. Não há informações sobre para qual hospital as vítimas foram levadas.

Agentes da CET-Rio orientaram os motoristas que passaram pelo local. A Guarda Municipal também auxiliou no atendimento a ocorrência. Uma grande quantidade de pessoas se aglomera no local do acidente.

A Estrada de Jacarepaguá ficou interditada parcialmente na altura do acidente, no sentido Freguesia, por cerca de uma hora. O tráfego operou com pare e siga no trecho. A via já foi liberada.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

SECRETÁRIO DE TRANSPORTES DO RJ PARECE RIR DA CARA DO POVO CARIOCA


Numa declaração recente sobre os acidentes que acontecem com os ônibus BRT no Rio de Janeiro, o secretário de Transportes do município, Carlos Roberto Osório, cometeu uma séria gafe ou simplesmente deu uma declaração que soa como uma gozação para o povo carioca.

Ele havia declarado, dias atrás, que os acidentes acontecem por causa do "excesso de eficiência" do sistema, uma declaração que não tem pé nem cabeça, mesmo quando se tenta relativizar os defeitos do sistema de ônibus implantado no município em 2010.

Isso porque não pode haver excesso de defeitos por causa do excesso de qualidades. Não se aplica esse raciocínio de circunferência 360% em que, quando se atinge o máximo valor, atinge o ponto zero. Isso não faz o menor sentido.

O sistema está ruim, porque segue uma lógica ultrapassada da ditadura militar. E, se o governo do grupo político de Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes é ruim, considerado um dos piores grupos políticos do país, não será um secretário de Transportes que será considerado um "santo", até porque ele faz a média das oligarquias dos ônibus do Estado do RJ.

Portanto, se Carlos Roberto Osório quis agradar alguém com sua declaração infeliz, damos nossos pêsames. Foi mais uma atitude na coleção de atitudes constrangedoras e humilhantes do seu grupo político, que pensa tanto em mobilidade urbana mas não pensa em garantir a segurança das moradias, muitas delas destruídas a cada período de chuvas fortes no Estado.

Não valeu, Carlos Roberto. Não valeu. Foi bola fora, segundo o jargão de futebol que esses políticos tanto entendem.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ÔNIBUS EXECUTIVOS CARIOCAS RECEBEM PINTURA PADRONIZADA COM LATARIA DANIFICADA


O sistema de ônibus do Rio de Janeiro está um horror. Praticamente todas as empresas de ônibus apresentam algum carro sucateado, rodando com a lataria amassada, com a estrutura sacolejando e em muitos casos com arranhões sérios e letreiros digitais apagados na lateral e na traseira.

Na última segunda-feira, eu mesmo pude conferir e seria chover no molhado fotografar os urbanos, mas o problema acontece também com os ônibus rodoviários, como se vê nas fotos que eu tirei na Av. Rio Branco.

Três das quatro fotos correspondem ao ônibus da Real Auto Ônibus, agora conhecida como Premium Auto Ônibus, mas isso não faz diferença com a pintura padronizada, que no caso dos executivos confunde ainda mais os passageiros pelas cores serem rigorosamente as mesmas, só havendo uma faixinha que indica a cor do consórcio.

A outra foto, que mostra um ônibus inteiro por trás, corresponde à Viação Pavunense. O carro da Premium / Real é C41870 (consórcio Transcarioca) e o da Pavunense, B32803 (consórcio Internorte), apesar da letra não ter sido colocada na traseira, como se observa.

Os dois ônibus apresentam lataria amassada e rodam com a estrutura sacolejante. Só receberam a tinta da pintura padronizada, mas rodam sem ter feito uma manutenção prévia. Quando muito, os ônibus só teriam recebido uma lavagem, porque aí seria demais.

No entanto, o estado de cada ônibus é suficiente para comprovar o quanto está decadente o sistema de ônibus carioca adotado desde 2010. Os ônibus se destinam principalmente aos turistas, que poderão ser afetados com possíveis acidentes. E o pior é que tem gente que não aceita ouvir a verdade, e não quer que tais denúncias sejam feitas.

Mas os passageiros, que percebem melhor as coisas, estão notando a decadência, que gerou até tragédias, e não há como esconder esse drama. Portanto, quem não gosta de ouvir tais denúncias, seria melhor morder a língua.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DEFENSORES DA PINTURA PADRONIZADA NOS ÔNIBUS DO RJ DÃO PÉSSIMO EXEMPLO DE CIDADANIA


O que certos defensores de um modelo oficial de "mobilidade urbana" fazem em detrimento da verdadeira cidadania.

Hoje de manhã, dois funcionários da Câmara Municipal do Rio de Janeiro haviam recebido panfletos que estavam sendo distribuídos à população na Praça Floriano, na Cinelândia, e que questionava a pintura padronizada nos ônibus, medida que está causando sérios prejuízos aos passageiros de ônibus da Cidade Maravilhosa.

Ao receberem os panfletos, os dois funcionários (ou parlamentares, mas para todo efeito considerarei apenas "funcionários"), que estavam em um ponto de ônibus - provavelmente para esperar um táxi - , ficaram irritados e amassaram os exemplares, jogando-os no chão por puro esnobismo.

Os funcionários devem ser ligados à bancada governista de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, pela atitude que fizeram com os panfletos, mas eles deveriam prestar atenção para a lei da Prefeitura do Rio de Janeiro que proíbe as pessoas de jogarem lixo no chão.

Acreditando na impunidade, certamente os dois funcionários não fazem muito caso se estão infringindo a lei ou não. Mas deram seu péssimo exemplo de cidadania. Além de defenderem a arbitrariedade da pintura padronizada dos ônibus, os dois indivíduos devem gostar de emporcalhar a cidade.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ÔNIBUS DE NITERÓI MOSTRAM AMASSADOS E ARRANHÕES

PISO BAIXO DA BRASÍLIA, CARRO 1.3.005, JÁ APRESENTA SÉRIOS DANOS EM SUA LATARIA.

Devido ao "novo" sistema de transporte coletivo, que já afeta negativamente o Rio de Janeiro, o sistema de Niterói também sofreu considerável piora, verificada em todas as suas empresas, sem exceção.

São ônibus que apresentam latarias amassadas, arranhões, erros de colocação de números, furos e até mesmo veículos que, mesmo semi-novos, rodam sacolejantes como caminhões de entulho, com os parafusos quase se soltando.

As irregularidades atingem todas as empresas que agora se camuflam sob a pintura padronizada imposta pela Prefeitura de Niterói, a exemplo do que ocorre com a congênere carioca. E mostra situações calamitosas que podem representar uma ameaça à segurança dos passageiros de ônibus, potencialmente sujeitos a um sério acidente.

Empresas antes exemplares como a Viação Araçatuba já mostram seus carros com motor traseiro, modelo Neobus Spectrum City III, sacolejando como se fossem muito velhos, quando, até pouco tempo atrás - ou seja, antes do "novo" esquema de "mobilidade urbana" - , pareciam surpreendentemente conservados.

A Auto Viação Ingá também mostra suas aberrações, com carros da Comil Svelto comprados em 2011 com estado de conservação péssimo, parecendo seis vezes mais velhos. Um dos carros, 1.1.160, está com a lataria seriamente amassada, mas outros carros também apresentam um e outro amassado ou qualquer outro dano. E todos eles rodam sacolejantes, como se fossem muito velhos.

A Viação Pendotiba e a Expresso Miramar também mostram carros danificados, com latarias bastante amassadas, e até mesmo o carro 2.1.187, da Pendotiba, que havia feito parte da frota intermunicipal, ganhou a pintura do consórcio Transoceânico já com alguns amassos na parte direita.

A Santo Antônio Transportes também apresenta carros danificados, mesmo com um ou dois anos de fabricação, que apresentam principalmente lataria amassada. Quanto à colocação dos números, a Santo Antônio e a Fortaleza, do Transoceânico, e Araçatuba, do consórcio Transnit, apresentam sérias irregularidades na colocação.

Os ônibus de piso baixo também começam a mostrar arranhões e amassados, verificados sobretudo na Santo Antônio, Araçatuba, Ingá e, principalmente, Brasília, como na foto acima, que mostra um carro da CAIO Millennium BRT com a lataria seriamente danificada. A Santo Antônio já mostra também seus pisos baixos rodando sacolejantes e com ar condicionado sem manutenção.

Um dos motivos dessas irregularidades está pelo fato de, através da pintura padronizada, a Prefeitura estabelece seu abuso de poder, se apropriando das frotas de ônibus. Impedidas de exibir suas identidades visuais, as empresas estariam entregando o ônus de manutenção para as autoridades municipais, que por sua vez cobram demais e nada fazem de concreto pelo transporte coletivo.

Com isso, quem sai perdendo com o "novo" sistema de transporte coletivo adotado em várias cidades do Estado do Rio de Janeiro são os passageiros de ônibus.

domingo, 24 de novembro de 2013

TRECHO DO VIADUTO DA PERIMETRAL SOBRE AV. RODRIGUES ALVES FOI IMPLODIDO


Foi implodido hoje a primeira parte do Viaduto da Perimetral que ligava a Zona Portuária ao entorno do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A implosão ocorreu hoje de manhã, com os preparativos feitos com antecedência dias antes.

Foram usados, para a implosão, 1.200 kg de explosivos, além de 2.512 conjutos de pneus com areia e 2.240 estacas em tambores, para amortecer o impacto da queda da estrutura do viaduto e do concreto que o sustentava. Duas janelas da Vara da Infância e da Juventude foram destruídas, mas não houve sérios danos, segundo a Defesa Civil.

O material demolido será removido aos poucos. A remoção levará três meses e o material será recolhido de madrugada. Durante o processo de demolição, 132 moradores tiveram que deixar suas casas por medida de segurança.

Técnicos da Prefeitura e da concessionária Porto Novo, responsável pelas obras, foram verificar o resultado da implosão para ver se tudo saiu como esperado. A Av. Rodrigues Alves havia sido interditada alguns dias antes.

Ainda resta o trecho do Viaduto da Perimetral que passa sobre o Hospital Geral da Marinha e vai até a Av. Gen Justo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont. O trecho hoje remanescente é o mais antigo da Perimetral, inaugurado em 1960, e será demolido na segunda etapa, prevista para 2015. Já o trecho demolido hoje de manhã corresponde à etapa mais recente, inaugurada por volta de 1974.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

NO RJ, 1º DIA DE BLOQUEIO DA RODRIGUES ALVES TEM TRÂNSITO SEM RETENÇÕES

 

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A menos de uma semana do dia anunciado para a demolição do Viaduto da Perimetral, o trânsito da Zona Portuária do Rio de Janeiro se deu sem muitos problemas. Em certos trechos e em dados momentos, o trânsito foi intenso e até com certa lentidão, mas não houve congestionamentos.

A Av. Rodrigues Alves foi fechada para o tráfego na última quinta-feira. Situada sob a Perimetral, a área passará por obras, depois da demolição e da retirada do entulho, que incluirão a construção de um mergulhão e a urbanização de seu entorno. No próximo dia 24, a primeira etapa da demolição acontecerá, incluindo implosões, entre o trecho da Rodoviária Novo Rio e a Praça Mauá. A segunda etapa, sobre o Hospital Geral da Marinha e o entorno do Aeroporto Santos Dumont, ocorrerá depois, com a conclusão dos trabalhos prevista para 2016.

No Rio, 1º dia de bloqueio da Rodrigues Alves tem trânsito sem retenções

Por Paula Bianchi - Portal Terra

O primeiro dia útil de bloqueio da avenida Rodrigues Alves ocorre sem retenções significativas no trânsito do Rio de Janeiro. A via, que passa por baixo do Elevado da Perimetral desativado no início de novembro, foi fechada na última quinta-feira. Segundo a prefeitura, 400 fiscais foram deslocados pelo centro e região portuária para orientar os motoristas.

Apesar do agravante da volta do feriado, as vias centrais da cidade registraram trânsito intenso em alguns pontos, mas com fluxo constante na manhã desta segunda-feira. Na rodoviária, usuários relataram dificuldades para pegar táxis, fato considerado normal devido ao horário pela Secretaria de Transportes.

No fim de semana, a prefeitura notificou o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) e a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para que punisse a rodoviária Novo Rio caso operasse com uma quantidade de ônibus acima de sua capacidade. A medida, aliada ao uso de transporte público e vias alternativas para chegar até à região, ajudou a minimizar os transtornos, na visão da prefeitura.

Questionados pela reportagem do Terra, técnicos que organizavam o trânsito acreditam que parte dos cariocas preferiu adiar a volta para depois do feriado de quarta-feira, quando o Rio de Janeiro comemora o Dia da Consciência Negra. Também foram feitas mudanças de última hora nas direções das vias na zona portuária. A via Binário ganhou uma faixa reversível e a rua Sacadura Cabral teve o trânsito revertido.

sábado, 2 de novembro de 2013

VIADUTO DA PERIMETRAL FECHA PARA TRÁFEGO HOJE E SERÁ DEMOLIDO DIA 17


Numa decisão que causa controvérsia, a Prefeitura do Rio de Janeiro vai fechar, a partir das 19 horas, o Viaduto da Perimetral, iniciando o processo de demolição de seu primeiro trecho, entre o Viaduto do Gasômetro e a Praça Mauá.

O tráfego será proibido de circular nesse trecho do viaduto, tendo que optar pela Av. Binário, que será aberta para o trânsito. Recomenda-se o uso do transporte público, para evitar congestionamentos.

Além da Via Binário, várias vias secundárias do Santo Cristo tornaram-se opção para o tráfego, com algumas ruas tendo o sentido invertido para permitir o novo percurso. A Via Binário será uma via expressa, sem paradas.

O elevado da Perimetral tem demolição prevista para começar no dia 17, no referido trecho. Já o trecho do elevado que vai da Praça Mauá à proximidade do Aeroporto Santos Dumont continua mantido, mas até 2016 o elevado será completamente destruído.

AV. RODRIGUES ALVES, EM 1971 - Antes da Perimetral, a avenida existia a céu aberto, criando um diferencial na paisagem carioca.

CONTROVÉRSIA

Várias pessoas questionam a necessidade de implosão do elevado, achando que isso é desperdício de dinheiro e que não vai ajudar na revitalização da Zona Portuária. Elas julgam que existem outras coisas para serem feitas em vez da demolição.

Todavia, a existência do Viaduto da Perimetral deixava a Av. Rodrigues Alves com jeito de lugar ermo, numa semi-escuridão que propiciava a insegurança de quem tentava andar pelo local. Mesmo durante o período diurno, era preciso no mínimo cinco pessoas para se deslocar de uma das ruas próximas para algum ponto da avenida.

A ocorrência de assaltos era um risco potencial, e além disso as casas e armazéns abandonados no entorno da Av. Rodrigues Alves era reduto de mendigos e usuários de drogas. A proximidade com o Morro da Providência também influía no comércio de drogas no lugar.

Mesmo a área da Rodoviária Novo Rio também é cercada de marginais. Quem percorre o local com muita bagagem precisa estar atento e cauteloso, para não ser assaltado nem ter sua bagagem perfurada por algum canivete ou faca de algum ladrão esperto.

Portanto, há a esperança de que, com a volta da Av. Rodrigues Alves como uma avenida a céu aberto, a insegurança possa, pelo menos, ser reduzida durante o dia. Há a promessa de revitalização na área, mas aí tem mais uma polêmica.

Afinal, no projeto do prefeito Eduardo Paes, a área priorizará estabelecimentos empresariais, hotéis e outros prédios referentes a negócios e ao entretenimento do público de maior poder aquisitivo. Não há sinalização de construção de residências populares, o que já provoca protestos de várias entidades de moradores.

A interdição da Perimetral e a inauguração da Av. Binário acontecerão às 19 horas.

ÔNIBUS SOFRE PRINCÍPIO DE INCÊNDIO NO RJ


Um ônibus da Real Auto Ônibus sofreu, esta manhã, um princípio de incêndio na saída do Túnel Rebouças, na Av. Borges de Medeiros, na Lagoa.

O incêndio teria sido causado por um aquecimento do motor. Segundo as informações divulgadas, ninguém ficou ferido.

O incidente aconteceu esta manhã, às 7:54 h e causou retenção no tráfego na avenida.

domingo, 13 de outubro de 2013

CUIDADO TORCEDORES!! AUTORIDADES PODEM PADRONIZAR ATÉ UNIFORMES DE TIMES ESPORTIVOS


Agora é sério. Embora a notícia pareça uma espécie de "rádio leão" (boato) tão comum entre os busólogos, é eminente o risco dos times esportivos, a partir do popularíssimo futebol brasileiro, ser tomado para valer pela onda da pintura padronizada.

Aparentemente, não existem rumores "oficiais" a respeito, mas existe uma intenção, longe de ser remota mas a ser feita a médio prazo, de que times como Clube de Regatas do Flamengo e Fluminense Futebol Clube possam exibir o mesmo uniforme, mesmo quando os dois se enfrentarem em campo.

O grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, do qual integra o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório (ex-membro do Comitê Olímpico Rio 2016), possui boas relações com os dirigentes esportivos, e podem pegar o povo de surpresa anunciando a padronização visual para os times de futebol em todo o país, a partir do Rio de Janeiro.

A padronização visual adotada no transporte coletivo tem motivação nos eventos esportivos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e por isso ela pode se estender, dentro de um prazo de dois a cinco anos, para os uniformes dos times de futebol. Já existe uma possível argumentação para empurrar a medida para a população.

Segundo o que se estima, a padronização visual dos times de futebol se dará da seguinte forma. Os times deixariam de exibir, cada um, o seu uniforme personalizado, valendo agora apenas um uniforme único de acordo com o Estado. O uniforme seria estabelecido pela federação estadual de futebol e valeria o mesmo uniforme para diferentes times estaduais, independente de serem grandes ou não.

O clube esportivo teria o nome colocado em menor destaque, enquanto o destaque maior está na identificação "Futebol de (Sigla do Estado)". O número do jogador passaria a combinar as iniciais do nome jurídico do time (por exemplo, CRF para Clube de Regatas Flamengo) e o número do jogador, antecedido do algarismo "0".

As argumentações estimadas seriam de que a padronização visual nos uniformes de futebol, a exemplo dos ônibus, seria uma forma de "harmonizar a imagem". As argumentações também seriam no sentido de afirmar que futebol não é uma questão de uniforme e sim de jogo, por isso a medida de colocar diferentes times de futebol para ter o mesmo uniforme de acordo com o Estado de cada time.

Outras argumentações são de que as autoridades adotariam a padronização para destacar mais os jogadores e, nas arquibancadas, os torcedores - prevê-se que a padronização atinja os torcedores de times esportivos - , e será usado até mesmo o pretexto de que a padronização visual irá inibir a ação de torcidas organizadas.

Aparentemente, não existe o menor interesse das autoridades em adotar a medida. Mas não vamos apostar nisso, já que Muitas das arbitrariedades de Paes e Cabral Filho são adotadas em última hora, depois de tantos desmentimentos.

É bem provável que a padronização visual dos times esportivos, a ser feita pela CBF (Confederação Brasileira do Futebol) com o apoio não só das autoridades fluminenses como de pessoas como Jaime Lerner, seja adotada já a partir de 2015.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AUTORIDADES USAM PINTURA PADRONIZADA PARA ENGANAR A POPULAÇÃO


Depois do autoritarismo explícito da Prefeitura do Rio de Janeiro, que adotou a pintura padronizada nos moldes abertamente ditatoriais de Curitiba e São Paulo, outras prefeituras tentam camuflar a arbitrariedade com paliativos feitos tão somente para enganar a população.

É o caso de Niterói, em que a prefeitura vetou o direito de cada empresa de ônibus apresentar sua própria identidade, mas permitiu que coisas pequenas e que de longe são imperceptíveis, como colocar nome de empresa de ônibus em janelas ou letreiros digitais e "personalizar" placas de itinerários de linhas (algumas mais ilegíveis que bulas de remédios).

Além da antiga capital fluminense, São Gonçalo adotou a medida, paliativa e inútil, de exibir o logotipo de cada empresa nas laterais e janelas dos ônibus, algo que não se resolve de forma alguma o problema da confusão, uma vez que, vistos de longe, os logotipos não passam de meros rabiscos aleatórios.

EM SÃO GONÇALO, LOGOTIPOS DE EMPRESAS EXPOSTOS NA PINTURA PADRONIZADA SÃO MEROS "RABISCOS" QUANDO VISTOS DE LONGE E NÃO RESOLVEM O PROBLEMA DA CONFUSÃO PELOS PASSAGEIROS COMUNS.

É como, por exemplo, um motorista colocar na janela dianteira logotipos de revendedoras de chassis ou frases religiosas, algo que, em outros tempos, era usado nos ônibus de todo o país. São coisas pequenas, imperceptíveis.

AUTORITARISMO "DEMOCRÁTICO" E "INTERATIVO"

Agora o aspecto mais ridículo foi adotado pela Prefeitura de Araruama, que, para disfarçar o natural autoritarismo da pintura padronizada, lançou uma campanha "interativa" para os cidadãos "escolherem" a pintura padronizada a ser adotada, em três modelos em que os "bastões" colocados sobre as janelas laterais dianteiras são influenciados pela "estética" carioca.

É como rir da cara das pessoas e tratar o passageiro comum como se fosse otário. Imagine se a moda pega e a Prefeitura do Rio de Janeiro lança uma enquete para os internautas escolherem qual o melhor tempero para o gás de pimenta a ser atirado nos olhos dos manifestantes que nos últimos meses fazem intensos protestos contra a politicagem dominante no Estado?

Provavelmente, a Prefeitura de Araruama também fará seus paliativos, colocando nome de empresa em janelas ou letreiros digitais, como se isso fosse resolver os problemas da confusão ou garantisse mais transparência na medida da pintura padronizada. A experiência mostra que tais paliativos em nada resolvem em relação a tais problemas.

EMPURRANDO AÇÕES JUDICIAIS COM A BARRIGA

Já existem ações judiciais contra a pintura padronizada nos ônibus. No Rio de Janeiro e em Niterói, haviam sido lançadas ações no Ministério Público contra a pintura padronizada, que no entanto foram contestadas pelas autoridades através de argumentos inconvincentes.

No Rio de Janeiro, a desculpa utilizada foi o "reordenamento do transporte" e que a identificação dos ônibus se daria através do código numérico de cada veículo, essa "sopa de letras e números" que confunde e desnorteia os passageiros já em seus muitos compromissos pessoais.

Em Niterói, a desculpa, que também cita o "reordenamento do transporte", já dá ênfase ao "desvínculo de imagens das empresas" e a identificação por "zonas", embora não fizesse menção aos paliativos de exibir nomes de empresas em janelas ou letreiros ou na personificação das placas de itinerários.

As autoridades adotam desculpas inconvincentes, que no entanto são acatadas pelos advogados do Ministério Público. O grande problema é que a pintura padronizada está relacionada com a corrupção nas empresas de ônibus, favorecidas pelo fato de que empresas diferentes estão agora com o mesmo visual.

Chegou-se a haver uma CPI dos Ônibus no Rio de Janeiro, mas ela foi sabotada por aqueles que eram contra a comissão e estavam ligados não só ao grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, mas também a grupos milicianos. Em Niterói, a CPI continua, mas parece rumar também para uma postura "chapa-branca" mais sutil que a da CPI carioca.

INDIGNAÇÃO - Nas ruas, a população começa a expressar sua revolta contra a pintura padronizada. Nas redes sociais, na realidade das ruas, nas faculdades, as pessoas já desconfiam da medida, vendo nela uma forma de acobertar a corrupção das empresas de ônibus e de ludibriar a população.

Mesmo a aquisição de ônibus especializados - como BRTs, articulados ou com ar condicionado - ou demagógicos congelamentos ou reduções de passagens consegue convencer. As autoridades que defendem a pintura padronizada também não enganam com a postura de pretenso paternalismo, tentando parecer boazinhas com a população.

A pintura padronizada, portanto, torna-se uma medida impopular, ineficaz e inútil, além de ser prejudicial para aquele que é o maior interessado do transporte coletivo: o passageiro comum, que pega ônibus todo dia e sabe que pintar diferentes empresas de ônibus não vai resolver os problemas vividos diariamente no sistema.

Afinal, ninguém em sã consciência vai tratar carimbos de prefeitura como "santos milagreiros" da mobilidade urbana. O povo sabe que a pintura padronizada não passa de um mero véu para acobertar a corrupção político-empresarial que faz agravar as conhecidas irregularidades dos sistemas de ônibus das grandes cidades.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

JUSTIÇA DO RIO SUSPENDE TRABALHOS DA CPI DOS ÔNIBUS NA CÂMARA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Depois de semanas de tumultos, protestos violentíssimos de grupos mascarados (ligados sobretudo aos Black Blocs), vaias contra Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho e vários acidentes de ônibus - inclusive dois com BRTs que deixaram 32 feridos na semana passada - , o Tribunal de Justiça determinou a suspensão dos trabalhos da CPI dos Ônibus até que fosse avaliado o problema da composição dos parlamentares envolvidos, já que se queixa de que essa composição prioriza justamente a base governista, ligada a Eduardo Paes, o que compromete a transparência dos trabalhos.

Justiça do Rio suspende trabalhos da CPI dos Ônibus na Câmara

Do Portal G1

A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou interromper os trabalhos da CPI dos Ônibus, da Câmara de Vereadores do Rio, até o julgamento de um recurso impetrado, infornou o tribunal na noite desta segunda-feira (16). O desembargador Agostinho Vieira é o relator da decisão.

O TJ explicou que os vereadores Teresa Bergher, Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro, Reimont, Renato Silva e Jefferson Moura entraram com recurso na segunda isntância depois que a juíza da 5ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Roseli Nalin, não concedeu liminar que pedia a interrupção dos trabalhos. Os vereadores argumentam no recurso que a atual composição da CPI não respeita a proporcionalidade de partidos e blocos parlamentares entre governo e oposição.

No entendimento do desembargador Agostinho Vieira, a composição não obedece à representação proporcional das bancadas no Legislativo municipal.

"Penso que existe fundada dúvida sobre a validade da composição da CPI. Por isso, a continuidade de seus trabalhos pode ensejar a prática contraproducente de atos inúteis e fomentar o descrédito popular em relação ao Parlamento. Pelo raciocínio adotado para a composição atual, se o requerimento fosse de iniciativa de representante da maioria, não haveria qualquer integrante da minoria. Obviamente, foge à razoabilidade que esse posicionamento prevaleça", declarou o desembargador.

Eliomar Coelho(PSOL), autor da CPI dos Ônibus, classificou a decisão do TJ como correta:
“Fizemos tudo que era possível e impossível para tentar resolver isso na base da política, mas nada disso deu frutos. Então, tendo passado por cima dos regimentos, não nos restou alternativa a não ser a judicialização”, explicou Eliomar, que deixou claro que voltará aos trabalhos da CPI se houver uma recomposição da CPI:

“Se houver uma reconfiguração lá da Comissão, eu voltarei a participar dela. O que eu não posso é participar disso. Se o bloco do Governo tem 24 vereadores, ou 47% do total, essa composição na Comissão tem que ser de 47%, e não 100%. Se a justiça entendeu que assim não pode acontecer, aplausos para ela”, finalizou o vereador.

Sessões

Na quinta-feira (12), o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, participou da terceira audiência da CPI dos Ônibus e negou que haja superfaturamento nos contratos da Prefeitura com as empresas de ônibus e disse que todos os lucros passam por auditorias.
saiba mais

Os documentos relativos às licitações de transportes no Rio de Janeiro foram entregues na quinta-feira (5) no gabinete do presidente da CPI dos Ônibus na Câmara de Vereadores, Chiquinho Brazão. As mais de 30 mil páginas mostram as propostas dos consórcios Santa Cruz, Internorte, Intersul e Transcarioca.

Os documentos precisam ser analisados até a data limite da CPI, no dia 7 de dezembro, com prazo prorrogável por mais 15 dias. Após os 15 dias de prorrogação, o relatório, que deve ser elaborado a 10 mãos pelos cinco membros da CPI, terá 45 dias para ser entregue.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ACIDENTE COM ÔNIBUS DEIXA OITO FERIDOS NO MARACANÃ


Um acidente ocorrido no fim da madrugada de hoje, na Rua Mata Machado, no Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou oito feridos. Um ônibus da Transportes Estrela na linha 363 Vila Valqueire / Praça 15 (antiga 260) perdeu a direção em pista molhada e bateu em uma árvore.

A pista estava molhada devido à chuva ocorrida até pouco antes do acidente. O motorista do ônibus ficou preso entre as ferragens e foi um dos socorridos pelos soldados do quartel do Corpo de Bombeiros na Tijuca.

O motorista foi levado para o Hospital Sousa Aguiar, no Centro do Rio. Outros sete feridos eram passageiros e tiveram ferimentos e escoriações leves. Eles foram levados para o Hospital Federal do Andaraí, onde foram atendidos.

O trânsito na Avenida Maracanã foi interditado, na ocasião do acidente. Pouco depois, apenas meia pista foi liberada para o tráfego. Mas, até o começo desta manhã, o trânsito ainda era intenso no local.

domingo, 1 de setembro de 2013

GALHOFA? PREFEITURA DE NITERÓI PERMITE PEQUENAS DIFERENÇAS EM ÔNIBUS "PADRONIZADOS"

 
PLACAS DE ITINERÁRIOS PERSONALIZADAS - Medidas paliativas que não permitem a identificação plena das empresas de ônibus de Niterói.

Até parece uma galhofa. A Prefeitura de Niterói, que copiou do Rio de Janeiro a decadente e nociva medida da pintura padronizada nas frotas de ônibus, resolveu adotar pequenos paliativos na aparente tentativa de mostrar alguma identificação das empresas de ônibus envolvidas no sistema.

Depois de permitir a identificação de cada empresa em adesivos colocados nas janelas ou nos letreiros digitais, a Prefeitura de Niterói agora permitiu que algumas empresas colocassem plaquetas personalizadas de itinerários de linhas, como se nota nas frotas da Pendotiba, Miramar e Fortaleza, como se vê nas fotos acima.

No entanto, isso é insuficiente para permitir a identificação de cada empresa. São apenas pequenos detalhes que se perdem numa visão mais distante. Na correria do dia a dia, as empresas diferentes, na medida em que exibem a mesma pintura, continuam confundindo os passageiros.

De longe, um ônibus da Santo Antônio, Miramar e Fortaleza desafiam a atenção dos passageiros, para que ninguém sofra o risco de pegar um ônibus da linha 45 pensando ser 33 ou 53. Ou então entre um Santo Antônio e Pendotiba em que um passageiro precisa dobrar a atenção para não pegar um ônibus da linha 39 pensando ser da linha 35.

Portanto, as medidas paliativas não trazem transparência. Os nomes das empresas se perdem na porção de adesivos que indicam acesso para deficientes, selos de vistoria, preços de tarifas e de bairros por onde a linha em questão passa.

A pintura padronizada, com esses paliativos, não se mostrou mais viável. Continua causando os mesmos prejuízos que causa à população, assim como continua sendo contrária ao interesse público, representando tão somente a propaganda política dos governantes e um modo de facilitar a corrupção política, sob diversos aspectos.

Portanto, não valeu. Se a Prefeitura de Niterói tentou dar a impressão de facilitar as coisas, ela acabou apenas tratando o povo niteroiense como trouxa. Tem mais a ver com galhofa à população, mesmo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

FAVORECIDA PELA PINTURA PADRONIZADA, CITY RIO TEM FROTA SUCATEADA


Conforme mostraram reportagens da televisão, o sistema de ônibus do Rio de Janeiro, desde que adotou um modelo autoritário, tecnocrático e dotado de pintura padronizada - que, do contrário que as autoridades dizem, não permite de forma alguma a identificação de uma empresa - está favorecendo, direta ou indiretamente, uma série de irregularidades.

Os diversos acidentes, vários deles com mortes, confirmam isso, e a bagunça com que se tornou o sistema de ônibus carioca fez com o que era ruim piorasse e o que era bom ficasse também de ruim a pior.

Se antes empresas como Campo Grande, Amigos Unidos (Translitorânea), Via Rio (City Rio) e Ocidental (Rio Rotas) apontavam irregularidades, agora sob o fardão dos tais "consórcios" a situação piorou ainda mais. E hoje até ônibus da Real, Matias, Estrela Azul e Futuro circulam como se fossem carros de entulho de tanto sacolejar...

A City Rio é o foco das reportagens recentes, sobretudo a linha 261 Marechal Hermes / Praça 15, uma das poucas que ligam o entorno da Zona Norte à Zona Portuária, passando por diversos bairros. A linha chegou a ser feita com carros da Ciferal Padron Briza, motor Volvo, quando era servida pela estatal CTC-RJ nos anos 80.

Nessa época, os ônibus ficavam lotados e havia muita espera entre um ônibus e outro. Numa Av. Alfred Agache ainda não transformada num local sombrio e fedorento conhecido como "mergulhão", as filas em frente à Estação das Barcas cresciam. Apesar desses problemas, não era a tragédia dos tempos de hoje.

A linha 261 tem carros convencionais, velhos, alguns micrões. Alguns contam com bancos desconfortáveis, sendo apenas bancos de fibra de vidro dotados de almofadas. Mas os ônibus que contam com bancos estofados possuem assentos que se soltam e vários veículos são sujos, têm a lataria amassada e até pneus carecas, soltos e outros problemas.

O DETRO apreendeu 16 veículos da linha 261, que estavam em condições tão péssimas que, conforme registrou uma das reportagens de TV, um ônibus circulava normalmente sem um dos vidros da parte da frente. E tudo isso com o visual devidamente padronizadinho, conforme manda o prefeito Eduardo Paes.

A pintura padronizada (ou pintura única) garante essa falta de transparência. As diferentes empresas que agora se confundem com a mesma imagem - é inútil colocar o nome da empresa no letreiro digital - acabam sendo favorecidas por esse mascaramento, e quem sabe, sabe como Eduardo Paes trata o povo carioca. Com descaso, arbitrariedades e omissão, além de promessas mirabolantes.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TURISMO TRANS1000: CHANCES DE VOLTAR A CIRCULAR SÃO REMOTAS

EMPRESA DE MESQUITA, PARA VOLTAR A CIRCULAR, TERÁ QUE INVESTIR BEM MAIS DO QUE R$ 5 MILHÕES PARA SE RECUPERAR.

O DETRO-RJ, entidade que monitora o transporte coletivo intermunicipal no Rio de Janeiro, estabeleceu um prazo de um ano para a Turismo Trans1000 cumprir as exigências previstas na cláusula do Termo de Acordo e Compromisso, relacionadas à renovação e conservação da frota.

A Transmil, como é conhecida, sofreu intervenção parcial do DETRO, deixando de circular no setor Nilópolis, quatro anos depois de ter perdido o setor Queimados-Japeri para a Transportes Blanco. A Blanco, além da Master e da Nilopolitana, passaram a operar as linhas que eram da Transmil.

No próximo domingo, será a vez do destino das linhas do setor Mesquita ser discutido pela prefeitura do município e por associações de moradores e outras entidades representativas. Rumores indicam que a Flores e a Nossa Senhora da Penha vão assumir as linhas. Outra linha a ter destino definido será a 476 Nova Iguaçu / Parada de Lucas, uma de maior demanda da Transmil.

A Transmil já devolveu às revendedoras os carros da Marcopolo Viale que eram da Viação Mauá (de São Gonçalo) e Neobus Mega IV que eram da Viação Pavunense, estes últimos sendo a última aquisição da frota da empresa. Alguns ônibus já foram incendiados durante o percurso e vários ônibus da Marcopolo Torino 99, CAIO Apache VIP 1 e Neobus Mega III já saíram da frota.

A não ser que ocorra alguma corrupção política, as chances da Trans1000 voltar a circular em suas linhas são bastante remotas, se percebermos que, somente em multas e autos de infração no trânsito, a empresa não deve menos que R$ 3,5 milhões.

Além disso, a Transmil acumula, na Justiça, uma série de processos por salários atrasados, não cumprimento de encargos trabalhistas e indenizações por acidentes de trabalho, que há muito estouraram os orçamentos da empresa, e vários desses processos têm mais de três anos.

Outro aspecto é que a compra de 40 carros novos prevista em primeiro momento - mas que deve ser ampliada pela natureza da empresa - custa uma fortuna, além de exigir também gastos de manutenção e também de combustível.

Se tudo isso for levado em conta, a Transmil teria que gastar bem mais do que R$ 5 milhões, quantia que, com a situação em que está a empresa, é muito difícil de ser obtida num prazo de doze meses. Além disso, vendo a tendência de bom serviço das novas empresas do setor Nilópolis, a Turismo Trans1000 não deixará saudades.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DEPOIS DE MUITOS ANOS, NILÓPOLIS VOLTA A TER EXECUTIVOS EM LINHA PARA O RJ


Depois de muitos anos, uma linha antes servida pela Turismo Trans1000 volta a ter executivos, como antigamente acontecia na empresa de Mesquita. A linha 124B, novo código da linha 003, que liga Nilópolis ao Passeio, ganhou ônibus executivos que servem no trajeto Expresso, que percorre a pista central da Av. Brasil.

O setor Nilópolis passou a ser rateado por três empresas, a Transportes Blanco, a Master Transportes e Viação Nilopolitana, que agora tem linha também para o centro carioca. A Transmil sofreu intervenção do DETRO depois de descumprir todas as exigências previstas na cláusula do Termo de Acordo e Compromisso, que envolvem renovação e conservação das frotas.

As linhas que já estão com outras empresas foram distribuídas da seguinte forma:

TRANSPORTES BLANCO
124-B Nilópolis x Passeio (via Parada de Lucas)- 15 carros
131-B Nilópolis x Central (via Parada de Lucas)- 5 carros

VIAÇÃO NILOPOLITANA
516-I Nilópolis x KM 2,5  - 5 veículos
129-B Nilópolis x Central (via Vila Norma) – 5 veículos

MASTER TRANSPORTES

120-B Nilópolis x Central (via Dutra) – 7 veículos
152-B Nilópolis x Central (Via Light)   – 3 veículos
651-B Mesquita x Pavuna (Via Light) – Detro não confirmou essa mudança

A intervenção está prevista para durar até um ano, até que seja feita uma licitação. A Transmil tem uma última chance para poder recuperar as linhas, se decidir cumprir os termos do acordo com o DETRO. 

Mas, com uma dívida que, só em infrações de trânsito e multas, ultrapassa R$ 3 milhões, fora as dívidas quanto ao atraso de pagamento de salários, encargos trabalhistas, acidentes de trânsito e outras indenizações, será difícil a Transmil voltar a circular nas linhas de Nilópolis.

No último dia 13, fiscais do DETRO apreenderam 45 ônibus da Turismo Trans1000, tendo sido uma das apreensões recorde contra a frota da empresa. A apreensão foi movida a pedido da Prefeitura de Mesquita e o principal alvo era a linha 478 Mesquita / Central, mas envolveu 40% da frota total da empresa, que opera com ônibus velhos e danificados.

SETOR MESQUITA/NOVA IGUAÇU APARENTEMENTE INCERTO

A princípio, a Turismo Trans1000 continua circulando nas linhas de Mesquita - sobretudo 005 Mesquita / Praça Mauá e 478 Mesquita / Central - com o que restou de sua frota, já que vários carros originários da Viação Pavunense (Neobus Mega IV curtos e micrões) e da Viação Mauá (Marcopolo Viale com ar) foram devolvidos para a revendedora.

Informações dão conta de que os funcionários da Turismo Trans1000 estão sentindo um clima de extinção definitiva da empresa, mas há muito já viviam o sufoco dos salários astrasados, encargos não cumpridos e indenização por acidentes. Um cobrador da Transmil morreu em um acidente.

A princípio, somente a linha 651, que liga Mesquita a Pavuna, está sendo servida pela Master. Mas já existem palpites de que a linha 481 Mesquita / Melhoral poderá ir para a Viação Nossa Senhora da Penha e as linha 005 (a ser renumerada) e 478 irem para a Transportes Flores. Mas até agora não há alguma definição a respeito.

DETRO REALIZA INTERVENÇÃO NA TRANSMIL NO SETOR NILÓPOLIS

TRANS1000 ESTARIA CAMINHANDO GRADUALMENTE PARA A EXTINÇÃO.

O DETRO-RJ anunciou em seu sítio na Internet a realização de intervenção que retira de circulação os ônibus da Turismo Trans1000 nas linhas do setor Nilópolis. A partir de hoje, as linhas passam a ser rateadas por três empresas: Viação Nilopolitana, Transportes Blanco e Master Transportes.

Entre as linhas, incluem desde trajetos estratégicos como 003 Nilópolis / Passeio, que atende ao Centro do Rio de Janeiro, até linhas locais como 516 Nilópolis / KM16. A Transmil já devolveu vários carros de sua frota, ex-Viação Mauá e ex-Viação Pavunense, para as revendedoras.

Aparentemente, o setor Mesquita e a linha 479 Nova Iguaçu / Parada de Lucas, não tem uma informação oficial da saída da Transmil. Mas já existem informações que tomam como praticamente certa a extinção total da Transmil, e já se fala que a Transportes Flores e a Viação Nossa Senhora da Penha peguem suas linhas, que incluem 005 Mesquita / Praça Mauá e 651 Mesquita / Pavuna.

A intervenção no setor Nilópolis foi estimulada pelas crescentes reclamações dos moradores da cidade da Baixada Fluminense. Mas ela se deu porque a empresa não cumpriu os acordos previstos na cláusula do Termo de Acordo e Compromisso, que incluía compra de 40 carros novos e frota mínima de 76 veículos com estado de conservação satisfatório.

O DETRO ainda estabeleceu um prazo para a Transmil cumprir o acordo. Mas as dívidas que a empresa acumulou nos últimos anos ultrapassa R$ 3 milhões - entre multas do DETRO, débitos por auto de infração e dívidas trabalhistas - , o que torna difíceis e remotas as chances da Turismo Trans1000 voltar a circular em suas linhas.

EM PLENO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO, PREFEITURA DO RJ "PADRONIZA" ÔNIBUS EXECUTIVOS


Em pleno decorrer do escândalo das denúncias de corrupção no sistema de ônibus do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes e seu secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório (foto) - que irá depor esta semana na suspeita CPI dos Ônibus (comandada por gente "chapa-branca" que não quis a CPI) - , estenderam a impopular "pintura única" ou "pintura padronizada" para as frotas de ônibus executivos.

Mantendo a desculpa, que não tem o menor sentido prático, de "facilitar a identificação" e "harmonizar a paisagem carioca" - os ônibus urbanos estão aí para provar a poluição sonora da "pintura padronizada" - , a Prefeitura do Rio apenas variou no design, não investindo no "padrão Buscopan" e sim numa pintura baseada na Premium Auto Ônibus.

Segundo a concepção visual, os consórcios serão identificados pela cor do pára-choque. Embora o nome da empresa seja escrito em fonte um pouco maior que a dos ônibus urbanos, continua prevalecendo o destaque do logotipo da Prefeitura, jocosamente apelidado de "Viação Cidade do Rio de Janeiro".

MEDIDA IMPOPULAR

A pintura padronizada nos ônibus nunca foi uma medida popular, já que a população nunca apoiou essa medida. Mas, com as crescentes denúncias em várias cidades, que a pintura padronizada ou única estaria estimulando a corrupção de políticos e empresários de ônibus, fatos comprovados em reportagens da imprensa, a indignação popular simplesmente aumentou.

Em contrapartida, a minoria de busólogos que apoiaram a medida, talvez por intenção de ingressar em cargos políticos ou funcionais, já não influencia os demais busólogos que não a apoiaram. E, na medida em que as figuras de Eduardo Paes e seu mentor político, o governador Sérgio Cabral Filho, sofrem crise de popularidade, a crise se expande na maioria das decisões dos dois governantes.

Atualmente ocorre uma CPI para investigar as concessões do sistema de ônibus carioca, o mesmo que "permitiu" a "nova" medida de "padronizar" os ônibus executivos. O problema, questionado pelos protestos populares e também de grupos de vândalos (alguns ligados ao controverso Black Bloc), é que a CPI é conduzida por gente associada ao grupo político de Paes, Cabral e até de milicianos.

As revoltas contra o que se chama de "CPI chapa-branca" são intensas e a decisão de Paes e Osório de "padronizar" os executivos, aparentemente, foi feita para tentar abafar a repercussão do escândalo e criar uma "novidade" para desviar a atenção da população e tentar fazê-la esquecer a CPI.

Só que a medida pode soar como um incêndio combatido com querosene. A padronização visual das frotas executivas, até como medida de reafirmação do sistema denunciado, só irá piorar o que já está ruim, e se os ônibus executivos já são afetados pela queda de qualidade do sistema de ônibus, a situação vai ficar ainda mais grave.

O povo carioca pode se preparar para encarar novos acidentes e perder um tempo nos hospitais (isso quando não perde a vida). Sobretudo com executivos que continuarão circulando com tampas abertas e lataria danificada, agora "maquiada" com a pintura imposta pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

EX-GOVERNADOR JAIME LERNER É CONDENADO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Não bastasse a decadência gritante de um modelo de transporte coletivo que, vendido como pretensa modernidade para 2014, hoje é alvo de CPIs em diversos Estados, seu idealizador, Jaime Lerner, antes uma aparente unanimidade entre especialistas de mobilidade urbana, demonstra ser um político marcado pela corrupção e pelo conservadorismo, sem falar que ele havia sido lançado pela ditadura militar como prefeito "biônico" (nomeado pelo governo militar) filiado pela ARENA.

Ex-governador é condenado por improbidade administrativa

Do portal do Ministério Público do Paraná 

Atendendo a apelação ajuizada pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público da capital, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná condenou o ex-governador Jaime Lerner, e outros dois requeridos, a pagar indenização ao Estado no valor de R$ 4,3 milhões, devidamente corrigidos, além de outras sanções.

O acórdão reformou sentença proferida em primeira instância, em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, que havia absolvido os réus, reconhecendo que o ex-governador, então no exercício do cargo, deferiu o pagamento indevido de indenização no valor de R$ 40 milhões em favor de Antonio Reis, cessionário de direitos de José Marcos de Almeida Formighieri, mesmo tendo sido alertado sobre inúmeros vícios e óbices ao pagamento. A indenização teria sido paga em função de alegado ato de exceção durante o regime militar, quando cerca de 200 lotes no município de Cascavel teriam sido expropriados. A autorização para pagamento da indenização foi feita em 26 de dezembro de 2002, cinco dias antes do término do mandato do governador, com base em Emenda Constitucional Estadual (n. 14) cuja legalidade o próprio Governo do Estado questionava judicialmente em ação direta de inconstitucionalidade. Além disso, não existia comprovação do domínio dos terrenos e havia parecer contrário ao pagamento da indenização emitido pela Procuradoria-Geral do Estado.

Em um dos trechos, o acórdão do TJ-PR traz a seguinte afirmação: “(...) tem-se que há no caderno processual um conjunto robusto de provas apontando que o ex-Governador agiu com grave desídia ao deferir o pagamento de indenização pleiteado por ANTONIO REIS, o que permite o enquadramento da sua conduta no artigo 10, caput e inciso XII da Lei de Improbidade Administrativa. (...) No caso sub judice, dúvida não há de que a desídia grave do apelado JAIME LERNER concorreu para a prática do ato lesivo ao erário, pois ao deferir a indenização pleiteada, agiu com falta de cuidado e cautela, de forma imprudente”.

O ex-governador foi condenado a ressarcir o dano causado ao erário solidariamente com os demais réus, no valor de R$ 4,3 milhões, devidamente corrigido, acrescido de perda da função pública (se tivesse), suspensão dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Antonio Reis e José Marcos de Almeida Formighieri, além do ressarcimento integral do dano causado ao erário, solidariamente com o apelado Jaime Lerner, foram condenados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos; pagamento de multa civil no valor de 5% do valor do dano causado ao erário, devidamente atualizado e corrigido; e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por três anos.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ACIDENTE COM TRÊS BRTS DEIXA 36 FERIDOS NO RJ


Um acidente envolvendo três ônibus do corredor Transoeste, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes - Zona Oeste do Rio de Janeiro - causou o ferimento de 36 pessoas.

O acidente ocorreu na noite de ontem. Os feridos foram encaminhados para os hospitais Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e Miguel Couto, no Leblon.

Um dos ônibus teria perdido o controle do freio e bateu em outros dois que estavam estacionados na altura da Estação Guignard, próximo ao número 15.000 da Avenida das Américas. O motorista Wanderson da Silva Oliveira teve escoriações e fraturou as pernas.

O tacógrafo do ônibus que provocou o acidente foi recolhido e peritos da Polícia Civil já estão investigando a ocorrência. Testemunhas já estão prestando depoimentos. Há indícios de que o ônibus trafegava em alta velocidade quando provocou o acidente.

terça-feira, 30 de julho de 2013

PASSAGEIRA QUEIMA PÉS EM MOTOR DE ÔNIBUS EM DF

UM DOS ÔNIBUS DA EMPRESA VIVA BRASÍLIA - Apesar de ser um modelo de 2007, um dos carros pode ter sido um ônibus de 1959 reencarroçado diversas vezes.

 Uma passageira queimou os pés ao encostá-los, na saída de um ônibus lotado, na tampa de um motor. A queimadura é de terceiro grau, considerada grave, e impossibilitou a doméstica Maria dos Santos de trabalhar. Ela foi hospitalizada e poderá sofrer cirurgia em breve, por conta do grave acidente.

O ônibus é da empresa Viva Brasília, da cidade de Brasília, considerada uma das piores em transporte coletivo e tem a corrupção agravada pela pintura padronizada que oculta as identidades das empresas. Apesar de ser um modelo recente, da Marcopolo Torino 2007, o veículo pode ter sido, na verdade, um reencarroçamento de um ônibus fabricado em 1959, como atestou reportagem da Globo News.

A capital federal é famosa pelos ônibus velhos e pelo fato de até empresas piratas aproveitarem a pintura padronizada para se "infiltrarem" no sistema de ônibus, devido às irregularidades que essa prática, apesar de oficialmente defendida por técnicos e autoridades, acoberta, estimulando a corrupção das empresas de ônibus.

O ônibus estava superlotado e sem manutenção. O motor estaria superaquecido na ocasião do acidente, além do capô do ônibus não contar com borracha de proteção que evitaria o contato com o calor que causou as graves queimaduras de Maria dos Santos.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

MAIS CORRUPTO DE SÃO PAULO, CONSÓRCIO LESTE É AFETADO POR GREVE DE EMPRESA

  

Marcado por diversas denúncias de corrupção, o Consórcio Leste, da cidade de São Paulo, foi afetado pela greve de motoristas e cobradores de ônibus da Viação Itaquera-Brasil, novo nome da antiga Viação Novo Horizonte, nessas mudanças em que o povo não vê porque a pintura padronizada não permite.

Os rodoviários, entre outras coisas, exigem pagamento de horas extras e de cestas básicas e de convênios médicos. Apesar da paralisação, apenas parte dos 330 ônibus mantidos na garagem foram substituídos.

Com a greve, os passageiros de ônibus chegaram a ficar três horas esperando por um ônibus. Vans, micros e demais ônibus passaram superlotados. Os ônibus para substituição de frotas paralisadas fazem parte de um plano emergencial (PAESE) de reforço de carros de outras empresas, para situações deste porte. 80 ônibus foram colocados para substituir os da Itaquera-Brasil.

As linhas afetadas foram estas:

4339/10 - Cidade Tiradentes - Terminal Parque D.Pedro II
3720/10 - Cidade Tiradentes - Metrô Tatuapé
3764/10 - Jd. Vila Carrão - Metrô Tatuapé
3790/10 - Barro Branco - Metrô Guilhermina/Esperança
3065/10 - Cidade Tiradentes - Terminal São Mateus
3539/10 - Cidade Tiradentes - Terminal Parque D.Pedro II

terça-feira, 16 de julho de 2013

PINTURA PADRONIZADA ACOBERTA CORRUPÇÃO DOS ÔNIBUS CARIOCAS


A pintura padronizada nos ônibus está revelando uma medida bem mais nociva do que sugere, para os passageiros comuns, quando empresas cariocas como Auto Viação Tijuca e Real Auto Ônibus, ou City Rio Turística e Rodoviária A. Matias, apresentam agora a mesma pintura.

Mais do que confundir passageiros de ônibus, a pintura padronizada estaria servindo de "véu" para a corrupção que acontece no setor, e cujas revelações dos bastidores mostram uma realidade gritante, em que políticos, empresários de ônibus e até mesmo a "máfia das vans" se beneficiam neste esquema corrupto.

Beneficiadas com a camuflagem da pintura padronizada, a cartelização das empresas de ônibus era até anterior a isso. Mas se o sistema de ônibus antes de 2010 não demonstrava muita transparência e apresentava irregularidades, ela se tornou cada vez mais grave sob esse "baile de máscaras" imposto sem consulta pública pelo prefeito carioca Eduardo Paes.

Eduardo Paes, ele mesmo, é casado com a filha de um dos barões dos ônibus do Grande Rio. Além disso, Sérgio Cabral Filho também tem alianças com empresários de ônibus e a corrupção do sistema em todo o Estado do Rio de Janeiro se agrava quando o "véu" da pintura padronizada torna pior o que está ruim, onde o logotipo de cada prefeitura camufla a empresa de ônibus irregular.

A formação dos cartéis de empresários de ônibus, a "máfia das vans", as irregularidades nas documentações dos ônibus, o troca-troca de empresas por debaixo da pintura padronizada - a linha 673 Méier / Lucas foi um caso recente de linha, e a Viação Saens Peña de mudança de nome, virando Viação N. Sra. das Graças -  e até mesmo irregularidades do DETRO mostram que o sistema de ônibus fluminense trafega num mar de lama.

Existe até mesmo a briga da Transportes Paranapuan - dona de um dos ônibus que caiu no Viaduto Brigadeiro Trompowsky, em Bonsucesso, matando nove pessoas - com o consórcio Internorte, o qual integra, tempera essa situação escandalosa que deixa os passageiros de ônibus completamente inseguros.

Muitos sentem saudades de outros tempos em que o sistema de ônibus do Rio de Janeiro pode não ter sido a perfeição sobre rodas, mas pelo menos tinha qualidades de sobra para ser, então, uma referência de transporte coletivo para o país.

Hoje, a coisa é extremamente contrária, sendo o sistema de ônibus fluminense um dos mais vergonhosos do país. Juntamente com Curitiba, São Paulo e outras cidades que apostam nesse "baile de máscaras" que encobre toda falcatrua que está por trás dos ônibus que o povo pega.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

MARCOPOLO: NOVA TORINO RADICALIZA SEMELHANÇA COM GRAN VIALE


Há fortes rumores de que o modelo Marcopolo Torino, com mais de 30 anos de existência, sofra mais uma transformação visual, radicalizando o design inspirado no Gran Viale, articulado que a Marcopolo havia lançado em Curitiba e depois para outros lugares.


Ainda não existem informações oficiais, mas uma amostra é o modelo Torino que é lançado para o mercado de ônibus em países como a Colômbia, como se vê nas fotos acima. A concepção da Marcopolo Torino 2007 já tinha um formato geral inspirado no Gran Viale, apenas com algumas diferenças nos detalhes, mas esse novo modelo reduz as diferenças com o modelo articulado.

Tudo indica que pode ser o novo modelo da Torino, a ser lançado em 2014 ou 2015. O que se sabe é que com o novo modelo, poderá sair de linha não somente o modelo Torino 2007, como também o fim oficial do modelo Viale, que já está em produção pela Marcopolo desde 1998 e que havia passado por três pequenas variações de design (quatro, se incluirmos a mudança nos paralamas em 2007).

Aparentemente, porém, fontes consideram que o Gran Viale teria se tornado o novo Viale, mantendo o mesmo formato geral da atual fase da Torino. Quanto ao Citmax, primeiro modelo lançado pela Ciferal já como subsidiária do grupo Marcopolo, não existe previsão de um novo sucessor.

sábado, 6 de julho de 2013

NOVA ONDA DE ACIDENTES NO RIO DE JANEIRO


Uma nova onda de acidentes de ônibus aconteceu no Rio de Janeiro, mesmo depois das intervenções do Procon e dos preparativos da CPI dos Ônibus, além da medida do prefeito Eduardo Paes de cassar as linhas da Translitorânea antes da investigação sobre os negócios de seus donos.

Na última quinta-feira, 04, um ônibus (provavelmente da Auto Viação Tijuca, pois a reportagem não divulgou créditos sobre a empresa) bateu com um carro na Rua Conde de Bonfim, na altura do Alto da Boa Vista, por volta das oito horas da manhã. Não houve informação de feridos. O acidente ocorreu no sentido Barra-Saens Peña e causou grande retenção no trânsito de veículos.

Também na quinta-feira, um ciclista, o militar Jefferson Damasceno, de 18 anos, morreu atropelado quando passeava pela Avenida Augusto Severo, na Glória, atingido por um ônibus da Real Auto Ônibus, que operava na linha 178 Rodoviária / Hotel Nacional. O jovem chegou a ser internado no Hospital Sousa Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.

Ontem, pela manhã, foi a vez de um ônibus da Viação Vila Real sofrer um acidente, ao bater em um trem de carga na altura de Marechal Hermes, próximo a Guadalupe. Segundo a Supervia, o acidente ocorreu porque o ônibus ultrapassou o sinal vermelho, deixando 18 pessoas levemente feridas com o choque com o trem.

Também ontem, mas durante a noite, um outro ciclista foi atropelado por um ônibus da Translitorânea Turística - que havia perdido o direito de explorar seis linhas interbairros da Zona Sul - , que fazia a linha 158 Central / Gávea (apesar do código, é a mesma antiga 174 do trágico sequestro de 2000), na Rua Jardim Botânico, no bairro do mesmo nome.

O funcionário de uma farmácia, Rogério Nascimento, voltava de uma entrega quando foi atingido pelo ônibus, um "piso baixo" de motor Scania. No acidente, uma passageira do ônibus, sentada num banco no fundo do ônibus foi arremessada para o meio com o freio brusco. Rogério foi socorrido pelo motorista do ônibus, e, com ferimentos leves, foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

TRANSLITORÂNEA PERDE DIREITO DE OPERAR LINHAS


Quando se fala que pintura padronizada não traz transparência, muitos não acreditam. Mas a pintura padronizada, além de ser uma propaganda política das secretarias de transporte, escondem a corrupção das empresas de ônibus, sob o leiaute determinado pelo Estado.

A Translitorânea Turística, surgida de uma "reorganização" da antiga Transportes Amigos Unidos dentro do "novo" esquema de transporte coletivo no Rio de Janeiro, era famosa por muitas irregularidades. Eu mesmo viajei num ônibus de piso baixo cuja porta de saída - e de acesso de embarque e desembarque de deficientes físicos - estava com defeito.

Pois agora a Translitorânea perdeu o direito de explorar seis linhas da Zona Sul por decreto sancionado pelo prefeito Eduardo Paes, numa época em que existem investigações diversas sobre irregularidades no sistema de ônibus carioca.

As linhas cassadas foram: 521 e 522, que ligam Botafogo a São Conrado e Vidigal, 546 Rocinha / Leblon, 591 e 593, que ligam Gávea a Leme, e 592 que liga São Conrado ao Leme. Algumas dessas linhas já estavam operando em pool provisório entre a Real Auto Ônibus e a Viação Nossa Senhora das Graças.

domingo, 23 de junho de 2013

LINHA 673 MUDA DE EMPRESA. O POVO É O ÚLTIMO A SABER



A pintura padronizada, esse verdadeiro ato de vandalismo causado por Eduardo Paes, comprovadamente não traz qualquer tipo de transparência.

Mais uma vez uma mudança é feita sem que os passageiros se deem realmente conta da situação. Agora é a vez da linha 673 Méier / Lucas, mudar de empresa às costas do povo, depois do caso da linha 296 Castelo / Irajá.

A empresa Viação Madureira Candelária deixou a linha e agora é a Viação Nossa Senhora de Lourdes que opera a linha. Mas a diferença não foi notada pelos passageiros, já que se trata da mesma pintura padronizada que mascara o sistema de ônibus à observação popular.

O sistema, nessa fase, foi marcado por inúmeros acidentes, irregularidades, ônibus enguiçados e já se fala mesmo de um esquema de corrupção que está por trás da Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários. E, agora, com os protestos ocorrendo nas ruas de todo o país, esse modelo de "mobilidade urbana", inclusive a pintura padronizada, tem hoje um futuro incerto.

O que se sabe é que esse esquema lançado em 2010 já se mostra num processo de decadência irreversível.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A VIOLÊNCIA DO "BAILE DE MÁSCARAS" DA MOBILIDADE URBANA DITATORIAL


(Excepcionalmente, o blogue suspendeu as férias para noticiar fatos urgentes do momento)

Diante do crescimento dos protestos da juventude nas capitais contra o aumento das passagens de ônibus, as autoridades, temerosas com o péssimo marketing que isso poderá causar nas proximidades da Copa das Confederações - evento que serve de "laboratório" para a Copa de 2014 - , fizeram o que realmente entendem de "mobilidade urbana": mobilizaram a polícia contra os estudantes.

No Rio de Janeiro e, sobretudo, em São Paulo - entre um Fernando Haddad submetido às pressões da mídia e ao fisiologismo político e um Geraldo Alckmin que só sabe governar com autoritarismo - , os protestos juvenis são vistos como "caso de polícia" pelos governantes e a mídia grande dá ênfase exagerada nos casos de vandalismo praticado durante os protestos.

Evidentemente, os protestos estudantis de hoje podem não ter o mesmo poder de fogo de 1968, ou seja, há 45 anos atrás. Mesmo assim, a histórica Passeata dos 100 Mil, realizada na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, também não conseguiu pressionar o poder militar a decidir pela redemocratização. Muito pelo contrário, as tensões causadas naquele ano só fizeram a ditadura endurecer ainda mais, com o AI-5.

Hoje o que se nota é que a ditadura midiática e o fisiologismo político, que, por sinal, investe num dos resíduos da ditadura militar, que é um modelo ditatorial de mobilidade urbana, só são "democráticos" e "progressistas" quando estão no discurso eletrônico ou na retórica política. Quando a coisa aperta, sabem muito bem serem autoritários.

Quanto ao vandalismo, são talvez alunos ou desocupados infelizes, sem qualquer ideal de vida, que pegam carona na justa causa de outros estudantes para provocar bagunça e chamar a atenção da repressão policial. Algo que, num outro contexto, ocorreu na busologia fluminense, com internautas reacionários (um deles ligado a uma prefeitura da Baixada Fluminense!) promovendo um festival de intolerância e baixarias.

Episódios assim mostram a grave crise que vive o modelo autoritário de mobilidade urbana, ainda inspirado pelas ideias do "filhote da ditadura" Jaime Lerner, também o "aluno de ouro" do reitor Suplicy de Lacerda (o mesmo do acordo MEC-USAID que enfureceu os estudantes em 1966-1968).

Autoridades e tecnocratas, visando a autopromoção político-eleitoreira junto a investidores e tecnocratas, ainda vendem esse modelo ditatorial como "novidade", impondo a pintura padronizada das frotas de ônibus, que estimula a corrupção dos empresários de ônibus dentro de um "baile de máscaras" que confunde os passageiros comuns.

Pois esse carnaval de máscaras, que desafia passageiros que, ainda se desfazendo do sono noturno, precisam pegar os ônibus para irem ao trabalho e aos ambientes de estudos, mostra a "ala da bateria" de policiais batendo em estudantes, sem discernir vândalos de manifestantes, em cidades onde, no caso carioca, o povo não consegue diferenciar uma Auto Viação Alpha de uma Real Auto Ônibus.

A grande mídia tenta parecer "solidária" com os protestos, mas enfatiza a desordem dos vândalos, enquanto a polícia prende manifestantes sem qualquer envolvimento com tais atos, e, como se não bastasse, os policiais também prendem quem estiver na frente, como jornalistas que apenas registravam as ocorrências no "olho do furacão", que é a essência de seu trabalho.

A própria mídia cria reportagens insossas sobre os problemas de transportes coletivos, querendo sempre falar do "mais do mesmo", divulgando problemas que já sabemos: ônibus lotados, veículos velhos, demora na espera dos ônibus, motoristas estressados etc.

Enquanto isso, nada se discute a respeito da farra de empresários de ônibus ligados a grupos políticos que se faz através de medidas paliativas como as linhas em pool - onde a irresponsabilidade de uma empresa de ônibus é disfarçada por uma intervenção parcial de uma outra ou mais empresas de ônibus numa mesma linha - e a intragável "pintura padronizada" que junta as empresas de ônibus num balaio de gatos visual.

As reportagens só ficam discutindo o óbvio, sem trazer qualquer proposta ou solução, e cansam leitores, espectadores e internautas pelo lero-lero que tem um quê de sensacionalista. E, depois que a mídia fala de ônibus lotados, velhos etc, no final são entrevistados políticos e tecnocratas que falam de propostas tecnocráticas baseadas na "moderna" mobilidade urbana trazida por Jaime Lerner no calor do AI-5.

Se a grande mídia parece sempre correr atrás do próprio rabo nas suas pachorrentas e repetitivas reportagens sobre ônibus, e as autoridades ficam adotando medidas paliativas e sensacionalistas para disfarçar as irregularidades do transporte coletivo brasileiro, os protestos estudantis são um bom contexto para mostrar o quanto mídia e políticos andam muito fora de sintonia.

Assim, não há como pensar em mobilidade urbana através de uma visão retrógrada e medidas sensacionalistas e sem eficiência definitiva. "Comprar" a opinião pública com ônibus especiais que custam muito caro e com corredores exclusivos que provocam danos ambientais, habitacionais e patrimoniais também não resolve. Daí os protestos estudantis, da juventude cansada de ser enganada o tempo todo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

MINHAS FÉRIAS


Amigos, vou ter que me ausentar por tempo indeterminado porque terei que viajar, para aproveitar uma folga e também estabelecer outros compromissos pessoais. Por isso, não sei quando voltarei, mas peço a compreensão de vocês.

Na verdade, eu entrei em folga há alguns dias, deixando publicados os textos que pude adiantar para deixar neste blogue, na tentativa de pelo menos manter algum material publicado na minha ausência, diminuindo a lacuna na medida do possível.

Peço que vocês continuem prestigiando este blogue, que conta com um material de textos mais antigos, mas que servem para serem lidos atualmente, até por não serem tão antigos e seus assuntos continuarem tão atuais como se fossem publicados hoje. Continuem seguindo e divulgando o blogue, que voltará na medida do possível.

O blogue continua, mas só ficará inativo por algum tempo. Voltaremos com certeza a nos encontrar na rede assim que me for permitido. Um abraço a todos e uma boa leitura.

sábado, 1 de junho de 2013

PASSAGENS DE ÔNIBUS NO RIO SOBEM PARA R$2, 95 A PARTIR DESTE SÁBADO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Será que aumentaram o preço das tintas da pintura padronizada? Enquanto isso, os trabalhadores continuarão sofrendo com ônibus com lataria amassada e motoristas estressados...

Passagens de ônibus no Rio sobem para R$ 2,95 a partir deste sábado

Do Portal G1

A partir da meia-noite deste sábado (1º), a tarifa de ônibus no Rio vai ficar cerca de 7,2% mais cara. O valor sobe de R$ 2,75 para R$ 2,95.O reajuste foi publicado na edição do Diário Oficial do município desta quarta-feira (29).

Segundo o decreto da Prefeitura, todos os ônibus do Rio, incluindo os com ar condicionado, que hoje têm cinco tarifas diferentes, entre R$ 2,85 e R$ 5,40, passarão a ter o mesmo valor de tarifa aprovada, com o Bilhete Único Carioca. A ideia é proporcionar maior conforto aos passageiros dos coletivos e melhorar a qualidade de vida na cidade.

A tarifa única, segundo a Prefeitura do Rio, deve beneficiar um número estimado de 5 milhões de passageiros mensalmente, que poderão economizar R$ 3 por viagem. Atualmente, seis tarifas diferentes vigoram nas linhas municipais do Rio. Outras dez capitais brasileiras terão novos valores.

Para o cálculo do reajuste foram considerados, de acordo com o decreto, a tarifação por faixa quilométrica do sistema de transporte coletivo convencional e a desobrigação do recolhimento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

domingo, 26 de maio de 2013

MAIS UM CICLISTA ATROPELADO NO RIO DE JANEIRO


Um ciclista foi atropelado por um ônibus da Caprichosa Auto Ônibus, linha 639 Saens Peña / Jardim América, na altura de Vigário Geral, na rua Cordovil, próximo ao número 800.

O jovem Daniel da Silva Cardoso havia cruzado na frente do ônibus, manobrando da direita para a esquerda, quando foi atropelado pelo ônibus, saindo gravemente ferido e levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

O motorista já prestou depoimento da delegacia. Já o ciclista ferido passou uma cirurgia na manhã de hoje e está sob observação médica.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

TRANS1000 TEM 28 ÔNIBUS LACRADOS NA OPERAÇÃO DO PROCON QUE LACROU 249 ÔNIBUS NO GRNADE RJ


Uma operação feita por técnicos do PROCON - órgão que atua em cumprimento do Código de Defesa do Consumidor - desde o mês passado já lacrou cerca de 249 ônibus em circulação na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, atingindo diversas empresas.

Os ônibus lacrados, entre as irregularidades, constavam desde problemas na documentação até assentos de bancos soltos, além de apresentarem outros problemas técnicos e irregularidades na documentação, principalmente quando os veículos são vendidos de uma empresa de ônibus para outra, quando são semi-novos.

Várias empresas já tiveram ônibus lacrados, inclusive empresas antes consideradas boas como Limousine Carioca, Auto Viação Jurema e Expresso Tinguá, na Baixada Fluminense, e Viação Galo Branco, tradicional empresa de São Gonçalo, cidade vizinha a Niterói, também no Grande Rio.

No Rio de Janeiro, a pintura padronizada serve de fator auxiliar para dificultar a observação dos passageiros quanto ao serviço de empresas de ônibus, mas não consegue enganar os técnicos do PROCON que já haviam lacrado diversos ônibus municipais da capital fluminense.

Entre as empresas que tiveram ônibus lacrados, destacam-se a Transportes Vila Isabel, Transportes Estrela Azul, Auto Viação Jabour, Transportes Paranapuan, Rio Rotas Transportes e Turismo, City Rio Rotas Turísticas, Translitorânea Turística, Transportes Campo Grande, Empresa de Viação Algarve, Expresso Pégaso, Viação Andorinha, Empresa de Transportes Braso Lisboa e Viação Verdun.

TRANSMIL - Mas nem mesmo a Turismo Trans1000, espécie de "vedete do cinema trash" da busologia, "prestigiada" mesmo com seu pior desempenho, foi poupada pelos técnicos do PROCON. A empresa de Mesquita já tinha seu ponto final na Av. Venezuela, da linha 005 Mesquita / Praça Mauá, entre os verificados pelos técnicos da operação, denominada de Operação Roleta Russa.

Técnicos também estavam em outros lugares e, ao todo, cerca de 28 ônibus da Transmil foram noticiados na medida de retirada de circulação das ruas. A frota da empresa, conhecida por inúmeras irregularidades, já se encontra bastante reduzida e, apesar das irregularidades, até agora não houve uma medida judicial de cassação das linhas da empresa, surgida em 1981 e decadente desde 2007.

A Transmil acumula irregularidades que vão desde a documentação - a empresa compra ônibus de empresas cariocas e da Baixada Fluminense sem arrumar uma documentação de transferência e vários carros circulavam na empresa com as chapas creditadas à cidade do Rio de Janeiro - até freios com defeito, ar condicionado que não funciona ou está sujo de mofo e ferrugem e bancos com assentos soltos.

A Transmil também é conhecida pelos pneus carecas que são um risco para a segurança dos passageiros e rodoviários durante os trajetos nas avenidas Rodrigues Alves, Brasil e Via Dutra, com os ônibus em altíssima velocidade. Além disso, a empresa trabalha com a dupla função imposta a motoristas na maioria dos seus ônibus e pratica inúmeras irregularidades trabalhistas pendentes em processos judiciais.

Ultimamente, a Transmil, para disfarçar a redução da frota, anda combinando os horários de seus poucos veículos que praticamente circulam "juntos" para dar a impressão de que sua frota não foi reduzida. A empresa chega a desativar algumas linhas a critério próprio nos sábados, domingos e feriados.
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