quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

SEGUNDO ACIDENTE COM ÔNIBUS NA AV. BRASIL EM DOIS DIAS


Somos obrigados a noticiar os sucessivos acidentes com ônibus em cidades onde se implanta um modelo tecnocrático e autoritário de "mobilidade urbana" para mostrar os defeitos que esse "pacote de medidas", que inclui medidas antipopulares como dupla função de motoristas e cobradores, sobrecarga de trabalho, redução de frotas de ônibus e padronização visual das empresas de ônibus, causa.

As ocorrências, longe de ser um "rádio-leão" - jargão usado pelos busólogos que quer dizer boataria - , são fartamente difundidas pela imprensa, e que em certos casos a repercussão negativa das mesmas faz com que em certos casos haja cautela na divulgação das empresas acidentadas.

Isso pode ter acontecido no último acidente com dois ônibus entre o Realengo e Guadalupe, na Av. Brasil. Note-se que nessa área, mais ou menos na proximidade da Estrada do Camboatá - que liga Deodoro à Baixada Fluminense - , passam empresas de ônibus consideradas deficitárias, como Rio Rotas, Pégaso e Trans1000, além de outras que tentaram melhorar, como Bangu e Campo Grande, mas acabaram piorando com o "novo sistema".

O acidente recente, como mostra a foto acima, envolveu um ônibus da Vila Real, na altura de Guadalupe - o segundo acidente com ônibus noticiado pela imprensa nos últimos dois dias - que tombou após bater em um carro, na manhã de hoje, deixando cerca de 20 feridos.

São ocorrências consideradas muito graves para alguém ir na Internet dizer que está tudo bem. Afinal, ser passageiro de ônibus no Rio de Janeiro - e na Baixada Fluminense, no caso das linhas da Turismo Trans1000 - virou atitude de risco, vide os acidentes que quase sempre causam um número considerado alto de feridos, em média de 20, e em alguns casos provocou algumas vítimas fatais.

Isso já mudou até o quadro do debate entre busólogos fluminenses, antes monopolizados por uma visão antipopular por influência de um conhecido busólogo que fez atitudes lamentáveis que envolviam desde xingações racistas até blogues de calúnias e difamação, e que invadia as cidades de seus desafetos, a pretexto de tirar fotos de ônibus, para ameaçar seus discordantes.

Esse busólogo, conhecido nos bastidores, era movido pela intolerância e ganância política e tentou jogar uns busólogos mais destacados contra outros apenas emergentes, criando um conflito fratricida que abalou as redes sociais e repercutiu mal na busologia do país inteiro.

Quem pensava a favor de Eduardo Paes, Sérgio Cabral e cia. era respeitado por esse mau busólogo, mas quem pensava contra era humilhado sem dó. E mesmo visões mais objetivas como criticar a baixa demanda da linha 775D Charitas / Humaitá ou o péssimo serviço da Turismo Trans1000 não era poupado pelo mau busólogo, seus "fakes do bem" e seus "comentários críticos".

Seu reflexo na Internet foi pequeno, mas ele fez tanto rachar os encontros de busólogos no Grande Rio quanto criou uma má impressão nos busólogos de outros Estados de que a busologia fluminense estava sendo movida pela politicagem e pelo estrelismo. E isso prejudicava até mesmo os busólogos fluminenses mais conceituados.

PADRONIZAÇÃO VISUAL FEZ ATÉ O R7 CONFUNDIR EMPRESA DE ÔNIBUS

O mau busólogo nunca foi prejudicado pelos colegas de hobby, mas foi uma discordância simples que o fez agir de forma intolerante no meio. A padronização visual nos ônibus do Rio de Janeiro alimentou essa visão intolerante, um tanto fascista, e ele havia combinado com um outro busólogo mais jovem para seduzir os busólogos mais destacados a agirem contra quem não pensava igual a ele.

Ser busólogo no RJ acabou se tornando perigoso, porque você não poderia ter opinião e devia limitar apenas a discussões pontuais e inofensivas. Chegou-se ao ponto da busologia se limitar a quem pensa igual a autoridades, empresários e tecnocratas, enquanto o passageiro de ônibus era visto literalmente feito um gado para o qual deveria seguir

Aí, sem mais nem menos, o mau busólogo e seu jovem parceirinho - que costumava, com seus fakes, adotar piadinhas pornográficas tipo "Eu sou viado" e "Quero pica", usurpando até mesmo nomes de famosos - empastelaram até uma petição digital contra a padronização visual nos ônibus cariocas e tentaram o mesmo em outra contra a Transmil.

Depois, o mau busólogo criou um blogue de "comentários críticos" que seria uma forma de "lavar roupa suja" no esgoto. Era até uma hipocrisia, porque o mesmo busólogo dizia defender o "debate sadio" e condenava a trolagem nos fóruns de busologia nas redes sociais, enquanto ele usava a identidade secreta "crítico" para clonar textos de desafetos e jogar ofensas violentas em cima.

O mau busólogo adotou procedimentos e posturas que tinham sempre um pouco de figuras como o jornalista Reinaldo Azevedo, o comediante Rafinha Bastos e o político Jair Bolsonaro, que pelos seus excessos reacionários tiveram até problemas na Justiça ou, quando muito, eram duramente criticados pela sociedade.

Mas as ocorrências tiveram que o tal "crítico" esfriasse sua raiva, já que denúncias sobre seus abusos de conduta foram enviadas até o Ministério Público e à mídia. A repercussão negativa desse "crítico" foi tal que um desafeto desse mau busólogo resolveu dar o troco e usar um pseudônimo para ridicularizá-lo, criando também outro blogue para isso.

Enquanto isso, ironicamente, um comercial de uma marca de telefonia móvel, apresentado pela atriz que entrevistou o tal mau busólogo - quando ele pertencia a uma simpática equipe que fotografava ônibus no Cachambi e nem era líder desse grupo, do qual se desligou de forma "amigável" - , mostrou uma "padronização visual" de dois times de futebol rivais, que adotariam a estampa azul.

Padronizar o visual das empresas de õnibus, para uns, é "ótimo", mas imagine padronizar os uniformes de times de futebol. Seria lindo, para eles, por exemplo, ver Flamengo e Fluminense se enfrentando exatamente com o mesmo uniforme? Será que resolveria os paliativos como botar melhores jogadores e identificar os jogadores de cada time em longínquos placares eletrônicos monitorados via satélite, para "compensar" a uniformização visual?

A padronização visual tornou-se tão desvantajosa que qualquer um confunde a empresa de ônibus. Já rola na Internet rumores de que ela foi feita para favorecer o sogro do prefeito carioca Eduardo Paes, que era dono de várias empresas, inclusive a antiga Oeste Ocidental, "transformada" em uma licitação de fachada na atual Rio Rotas.

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO - O passageiro comum, pobre e atarefado, pode confundir o D53509 da Campo Grande com o D58609 da Bangu. Para certo busólogo, quem age assim é "mané". Benefício para o usuário?

Um exemplo ilustrativo foi o que o portal R7 fez, quando anunciou o acidente com a Vila Real. Mesmo o visual Internorte não impediu que a notícia relacionasse o ônibus à empresa Bangu (que tem parte da frota no consórcio Internorte, mas ela não passa naquele trecho da Av. Brasil), do consórcio Santa Cruz, e na linha deste consórcio, 367 Realengo / Praça 15.

Imagine então os passageiros que precisam fazer um verdadeiro exercício lógico para diferir as empresas de ônibus para pegar. É bonito para um busólogo que o passageiro comum confunda o carro D53509 da Transportes Campo Grande com o D58609 da Auto Viação Bangu?

Nem todo mundo fica só ocupado a ver ônibus. Temos muitas coisas na vida para fazer. E o trabalhador que, cheio de contas para pagar e que mora no subúrbio fica com a cabeça a mil diante de tantas diferentes empresas com o mesmo visual. Isso não tem a menor funcionalidade, e deixa o passageiro de ônibus ainda mais estressado.

2 comentários:

  1. As pessoas só sabem reclamar. Quanto mais ônibus melhor e as BRTs vão ser um bom adianto para quem depende do transporte público para se locomover.

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  2. Unknown, não sou contra BRTs ou ônibus melhor, o que sou contra é esse sistema baseado na concentração de poder do Estado, na sobrecarga profissional dos rodoviários, da padronização visual que confunde os passageiros e camufla as empresas de ônibus favorecendo a corrupção das piores empresas e a dupla função de motorista de ônibus que cobra as passagens.

    Se houvesse um sistema de ônibus melhor, certamente justificaria a compra de BRTs e ônibus de piso baixo, não como uma forma de forçar o povo a apoiar as outras medidas ruins, mas realmente como melhorias no serviço de transporte.

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