domingo, 23 de dezembro de 2012

LIGEIRINHO INVADE ESTACIONAMENTO E DEIXA 12 FERIDOS EM CURITIBA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Mais um acidente, com vários feridos, envolve ônibus de Curitiba, numa época de profunda crise no sistema implantado por Jaime Lerner durante a ditadura militar.  E desta vez o ônibus é um "piso baixo" adquirido há pouco tempo, na tentativa de salvar o decadente sistema de ônibus da capital paranaense, com uma tendenciosa renovação de frota que só gerou mais dívidas e agravou o colapso que o sistema já vive.

Ligeirinho invade estacionamento e deixa 12 feridos no Rebouças

Do Jornal Gazeta do Povo

Doze pessoas ficaram feridas em um acidente no bairro Rebouças, em Curitiba, em que um ônibus ligeirinho da linha Barreirinha-São José dos Pinhais colidiu contra uma caminhonete Land Rover e invadiu o estacionamento de uma loja de materiais de construção, por volta das 11h30 deste domingo (22). Onze ocupantes do ônibus e o motorista da caminhonete tiveram de ser encaminhados para hospitais. Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), as vítimas tiveram ferimentos leves e não corriam risco de morte.

A colisão ocorreu no cruzamento da Avenida Silva Jardim com a Rua Conselheiro Laurindo, na esquina em que se localiza a Cassol Centerlar. O ônibus seguia pela Conselheiro Laurindo quando bateu contra a caminhonete, que vinha pela Silva Jardim.

Após a batida, o ligeirinho derrubou a grade da loja de materiais de construção e atravessou o estacionamento, colidindo e arrastando carros que estavam parados. Seis veículos foram atingidos pelo ligeirinho, segundo o BPTran. O ônibus chegou a cruzar um canteiro do estacionamento, destruindo postes de iluminação e parou a poucos metros do prédio.

“Foi uma colisão transversal, que fez com que o ônibus perdesse o controle e invadisse o estacionamento. Há câmeras de monitoramento no cruzamento, que vão poder apontar o que provocou a ocorrência”, disse o subtenente José Anísio Cordeiro, do BPTran. Testemunhas afirmam que a Land Rover furou o sinal vermelho.

Entre os veículos atingidos pelo ligeirinho estão um Fiat Uno e um Chevrolet Meriva, que ficaram destruídos, além de um Honda Cith, um Ford Fox e um Ford Fiesta, que também sofreram danos.

As causas do acidente serão investigadas pela Delegacia de Delitos de Trânsito. Como não houve vítimas fatais, o Instituto de Criminalística não foi acionado para periciar o local do acidente. O BPTran fez um croqui, apontado a dinâmica do acidente. A polícia orientou os proprietários dos veículos a retirarem o boletim de ocorrência no Batalhão dentro de cinco dias, para que que possam tomar providências legais quanto aos prejuízos.

Vítimas

Foram necessárias quatro ambulâncias para socorrer as vítimas. Segundo o BPTran, todas sofreram ferimentos leves e não corriam risco de morrer. Entre os feridos, havia duas crianças e dois adolescentes.

Para o Hospital Evangélico foram levados o motorista do ônibus, de 64, um homem de 64 anos e outro 28 anos, uma mulher de 58 anos e uma adolescente de 14 anos. Para o Hospital do Trabalhador, foram encaminhados um homem de 65 anos, uma menina de 4 e uma de 3 anos, e uma adolescente de 14 anos. Um homem de 65 anos, um de 28 anos e uma mulher de 51 anos foram socorridos pelo Hospital Cajuru.

Prejuízos

Após o acidente, o sistema de som da Cassol Centerlar anunciou o acidente. Dezenas de pessoas se aglomeraram no estacionamento, para acompanhar o socorro da vítimas e o resultado do colisão múltipla. Entre os proprietários dos veículos atingidos pelo ônibus, o sentimento era de incredulidade.

A administradora Sandra Batiston, de 42 anos, foi à loja com o marido, para cotar preços de azulejos. Ela é dona do Fiat Uno que teve a frente destruída e sofreu perda total em função do acidente. “Não vou querer ouvir falar de azulejo nunca mais”, disse. Bastante emocionada pela perda material, ela ainda procurava entender o que tinha acontecido. “O único alívio é que meus filhos não estavam no carro. A gente fica sem chão, porque teoricamente meu carro estava em um lugar seguro”, disse. O Uno não tinha seguro.

Proprietário de um Fox, o auxiliar de montagem Jéssio Roberto procurava informações para tentar minimizar as perdas. “Vim fazer compras e saí no prejuízo. Agora é avaliar quem vai se responsabilizar por tudo isso”, afirmou.

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