quarta-feira, 13 de junho de 2012

EM DOIS DIAS SEGUIDOS, DOIS ACIDENTES. UM DELES COM MORTES


Dois acidentes ocorreram com ônibus cariocas em dois dias, no subúrbio do Rio de Janeiro. Um deles, com cinco mortos até agora.

Na noite de anteontem, em Guadalupe, um ônibus da Auto Viação Três Amigos, linha 782 Cascadura / Marechal Hermes, bateu com um trem na altura da Rua Luís Coutinho Cavalcanti, deixando dez pessoas feridas.

Já na noite de ontem, ocorreu um acidente mais trágico, na altura do Caju, na Av. Brasil. Um ônibus da City Rio Turística, da linha 484 Olaria / Copacabana, invadiu um ponto de ônibus e causou a morte de cinco pessoas, além de 21 feridos. O motorista do ônibus teve fraturas nas pernas.

MODELO ULTRAPASSADO - O "novo" modelo de transporte coletivo ditado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, se baseia não só na padronização visual dos ônibus, que já confunde e desafia a atenção dos passageiros, mas também na pressão profissional sobre os motoristas, que, obrigados a cumprir horários dentro de ruas cheias de automóveis, precisam aumentar a velocidade para diminuir os atrasos causados pelos trechos em congestionamento.

Além disso, as empresas de ônibus, sem uma imagem a zelar - o visual padronizado impede o reconhecimento real da empresa e não permite um serviço mais personalizado e competitivo - , acabam também desleixando na renovação de frotas, já que os "consórcios", na prática, expressam o poderio da Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro, contrário à Lei de Licitações 8666/93.

É uma lógica tecnocrática e opressiva, para o qual a renovação tendenciosa de frotas, em vez de ser um dever para a população, é usado como um recurso para diminuir as críticas. O modelo se baseia em Curitiba e São Paulo, cidades que já sofrem claramente o desgaste desse modelo em que um secretário de transportes vira dublê de administrador de ônibus.

BUSÓLOGO REACIONÁRIO NÃO GOSTA DE CRÍTICAS - Quando noticiei um acidente de ônibus no Rio, meses atrás, recebi uma imagem de muito mau gosto dizendo "Você comia criança quando era cocô?", de um desses fakes lançados por um busólogo reacionário, que não tolera críticas ao grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho.

Durante alguns meses, esse busólogo deu a ofender vários outros que não pensavam igual a ele. Pior, tal busólogo, querendo se ascender às custas da humilhação dos outros, por conta dos seus fakes, foi um dos que empastelaram uma petição pública que ia contra os interesses pessoais dele, e ele chegou a ponto de viajar para um terminal de ônibus distante a procura de desafetos para "uma franca conversa" e a criar um blogue especialmente para ofender desafetos.

A lista de vítimas dele é enorme, indo dos quase leigos em busologia Marcelo Delfino e Leonardo Ivo até o grupo OCD Holding, passando por André Neves, pelo Grupo Paratodos e por este que lhes escreve. É até lamentável que ele tenha escrito que "sentia nojo" pelo que seus discordantes escreviam, quando mais nojentos foram os métodos dele se destacar na busologia para eliminar quem não pensa igual a ele e o via como concorrentes.

Para piorar, o busólogo se revelou, em vários momentos, ser simpatizante da extrema-direita, através dos procedimentos que ele fazia usando o próprio nome ou usando pseudônimos (mas com a clara linguagem caraterística sua, afinal nem todo mundo pode ser um Chico Anysio ou Fernando Pessoa). A busologia chegou a viver um período de trevas, quando ele impôs sua prepotência para ofender os outros através de fakes, enquanto bancava o bonzinho nos fóruns do Facebook, Orkut e Ônibus Brasil.

Tais informações foram reveladas através de e-mails enviados por vários outros busólogos, que conhecem esse reacionário pessoalmente nos encontros de busologia há muito tempo.

Um comentário:

  1. Como já comentei, fica uma sensação de que enguiços, péssima conservação e acidentes aumentaram após o fardamento, mas, o mais importante disso tudo aí é como surgiu essa tal City Rio cuja origem é essa licitação de fachada de 2010 (sem contar a licitação de fachada de Niterói desse ano onde uma empresa séria está com os dias contados como a Araçatuba).

    Numm sistema que incentiva os supermonopólios, ou seja, monopólios de empresas inchadonas com mais de 400 carros (quando o normal seria, no máximo, 350 a 380 carros) e tal onde essa tal City Rio é uma delas.

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...