quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ÔNIBUS SOFRE INCÊNDIO NA AV. BRASIL



Uma amostra de como o "novo" sistema de transporte coletivo do Rio de Janeiro está decadente é a queda do serviço, com muitos ônibus enguiçados, outros acidentados e vários deles incendiados, principalmente nos subúrbios.

Já houve acidente com morte em Madureira, e um incêndio já "consumiu" um ônibus com o visual padronizado da Translitorânea, numa linha nem tão "suburbana" assim, porque é uma linha da Central para a Barra da Tijuca, código 315, via Linha Amarela.

Só que não podemos criticar o sistema com sossego porque certos "busólogos" ficam nervosinhos, com medo de críticas, e partem para ironias ou baixarias, até mesmo bullying. E a arrogância dessa "elite" de busólogos, adeptos desse sistema tecnocrático e autoritário da gestão de Eduardo Paes, anda preocupando busólogos pelo Brasil afora e até mesmo quem não é do ramo, já aflita com o estrelismo dessa minoria barulhenta nas redes sociais.

Agora é mais um ônibus que foi incendiado. Não houve vítimas, mas por pouco não causou tragédia maior, por estar ao lado de uma fábrica que armazenava material inflamável. E um ônibus da Transportes Campo Grande - com visual de "transição", ou seja, com a pintura personalizada mais o adesivo e a letra do consórcio - foi a vítima desse incêndio.

Aliás, como sempre ocorre nesse modelo "curitibanizado" de transporte coletivo, são as áreas mais pobres as mais prejudicadas. O consórcio Santa Cruz, em que participa a Campo Grande, é famoso por empresas falidas que usam pseudônimo (como a Rio Rotas, pseudônimo da antiga Oeste Ocidental) e por empresas antes exemplares que mostram veículos enguiçados ou com a lataria amassada, como a Pégaso, ou outros enguiçados ou com as tampas externas - de eletricidade ou entrada de combustível - sem o fecho, soltas e batendo devido ao vento, como no caso da Campo Grande.

Circunstâncias diversas andam desafiando a imagem de "modernidade" desses sistemas, com vários incidentes, muitos dramáticos e até trágicos, envolvendo ônibus em São Paulo, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. E mostra o quanto esse modelo, apesar de prevalecer nos projetos de mobilidade urbana atuais, está desgastado, decadente e com sua ineficácia comprovada sobretudo pelo poder concentrado das "paraestatais" que controlam o sistema.

É até compreensível que certos "busólogos" reajam com xingações, baixarias, desculpas sem sentido e até o apelo repetitivo tipo "Ih, troca o disco!". Na verdade, quem precisa trocar de disco são essas busólogos que defendem o modelo tecnocrático de sistema de ônibus.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CONTROLADORA E MOTORISTAS SE DESENTENDEM E GREVE DE ÔNIBUS CONTINUA EM CURITIBA



A Justiça do Estado do Paraná decidiu que 60% das frotas de ônibus de Curitiba deveriam voltar a circular no horário normal e 80% no horário de pico, mas até agora não houve entendimento e a greve dos rodoviários, anunciada na noite de ontem, continua.

Os rodoviários entraram em greve porque reivindicam, entre outras coisas, mais respeito às escalas e condições de trabalho, além de um reajuste salarial de 40%, aumento do valor do vale alimentação e estabelecimento de pelo menos um domingo de folga a cada mês.

Os rodoviários, através do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), se dispuseram a cumprir a decisão da Justiça, mas queriam saber da controladora do sistema de ônibus de Curitiba, a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), qual a quantidade correta de veículos que deveria ser destinada às linhas.

O presidente da Urbs, Marcos Isfer, no entanto declarou que os rodoviários têm consciência dos carros que deveriam distribuir para as linhas, o que foi negado pelos rodoviários, que sem saber das condições de distribuição das frotas, decidiram continuar a greve.

Os moradores de Curitiba, hoje, sofreram sérios transtornos no transporte, e o fluxo de carros aumentou consideravelmente. A situação mostra o que está por trás da imagem "paradisíaca" do sistema de ônibus da capital paranaense. Vale refletir.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ACIDENTE DE MICRO-ÔNIBUS EM SP; E O QUE OS NITEROIENSES ESPERAM...



Um trágico acidente ocorreu com um micro-ônibus da Transcooper na Rua Itambé do Mato Dentro, em Jardim Guarani, região da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo.

O ônibus, que ligava o bairro à Barra Funda, estava sem controle na direção e invadiu um ponto de ônibus lotado na referida rua. Duas pessoas foram mortas e nove ficaram feridas sem gravidade no incidente.

"Modelo" de inspiração para o atual sistema de ônibus do Rio de Janeiro, o de São Paulo é considerado um dos mais decadentes e trágicos sistemas de ônibus derivados da "curitibanização" (lógica de transporte lançada por Jaime Lerner durante a ditadura militar). O Rio de Janeiro já registrou uma morte, num acidente de ônibus em Madureira, dias atrás.

E agora o "novo" sistema de ônibus do Rio de Janeiro, baseado no sistema "mata-cariocas" de São Paulo, vai inspirar agora o sistema de ônibus de Niterói, que adotará até mesmo a pintura padronizada.

O que prova que um sistema de ônibus baseado na concentração de poder das secretarias de transporte, na formação politiqueira de consórcios e na padronização visual dos ônibus está completamente decadente. As autoridades, os tecnocratas e os busólogos-pelegos é que ignoram isso, até com muita arrogância.

Para eles, o povo é só um detalhe. Os mortos, idem.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TRENS DA CENTRAL PODERÃO TER PROBLEMAS ATÉ 2014



Nos últimos dias, problemas técnicos que motivaram o fechamento de estações de trem no Grande Rio, comprometendo o ramal de Queimados para a Central do Brasil, provocaram revolta da população e um grande quebra-quebra.

Segundo informações do governo fluminense, os problemas poderão continuar por até dois anos, e isso mostra o quanto a privatização, mais uma vez, não deu certo, diante dos desserviços dos empresários que primeiro pensam em lucro para depois pensar se vão ou não atender ao interesse público. E o quanto interesses políticos, econômicos e tecnocráticos não são sinônimos de interesse público.

A revolta é comparável à de muitas outras, até mesmo a do quebra-quebra na Estação das Barcas de Niterói, em 1959, provocada por um reajuste das passagens para compensar, em tese, o péssimo serviço do transporte. E, daqui a poucos dias, um reajuste "monstro" das barcas do Rio para Niterói ocorrerá. A Praça Araribóia ira "ferver" mais uma vez, após 53 anos?

O que se sabe é que o descaso político administrativo do grupo de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, que resultou nesse verdadeiro "genocídio culposo" da falta de condições de atendimento em hospitais públicos, nas explosões de bueiros, nas tragédias dos edifícios, entre outros episódios infelizes.

Só que não podemos criticar esse grupo político, porque uma "elite" de busólogos, com muito medinho, sai reclamando, uns dizendo que "sentem nojo", outros fazendo baixaria (como humilhar a solteirice de outros, sem imaginar que um "pegador" de hoje, dependendo da conduta, pode ser o "encalhado" de amanhã, de forma pior do que aqueles que ele humilhava), outros disparando palavrões.

Serão esses os busólogos que se apresentarão às autoridades estrangeiras em 2014 e 2016? A arrogância dessa minoria, que apoia o lamentável sistema de transporte carioca - no caso municipal, com a já fracassada (apesar de prevalecente) medida da padronização visual - , mancha a busologia fluminense e afasta ou impõe cautela a outros busólogos fluminenses que sensatamente não compactuam com esse estrelismo todo.

Sorte que os busólogos arrogantes vivem um semi-anonimato. Nas redes sociais, eles são "reis", "donos" da verdade. Mas, nas ruas, se forem reconhecidos, teriam que pedir proteção, porque a opinião pública não tolera gente que age com arrogância e desrespeito a quem não concorda com seus pontos-de-vista anti-democráticos.

GREVE DE ÔNIBUS EM CURITIBA PODE SER ANUNCIADA HOJE



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O "perfeitíssimo" sistema de transporte de Curitiba, parecia ter chegado ao "paraíso" com a compra de carros novos, como se isso em si resolvesse o problema de um modelo desgastado oriundo da ditadura militar. Mas agora a máscara cai mais uma vez com a intenção de greve dos rodoviários.

Greve de ônibus em Curitiba pode ser anunciada já nesta sexta-feira

Por Adamo Bazani - Blogue Meu Transporte

A greve de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba e região metropolitana, no Paraná, pode ser realizada na terça-feira, dia 14 de fevereiro de 2012, se não houver nenhum acordo até lá.

Os trabalhadores negociam 54 pontos com as empresas de ônibus. Entre as reivindicações apresentadas pelo Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana estão aumento de 40% nos salários, de 200% no valor do vale-alimentação e melhorias nas condições de trabalho.

O indicativo da greve pode ser anunciado já nesta sexta-feira.
Na segunda-feira, dia 13 de fevereiro de 2012, será realizada uma assembléia com os trabalhadores que vai decidir a paralisação.

A RIT – Rede Integrada de Transporte é um sistema de ônibus que permite integração entre diversos serviços de diferentes categorias e conta com corredores exclusivos do tipo BRT (Bus Rapid Transit) e estações tubo, que permitem que o passageiro embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus sem a necessidade de subir degraus no veículo, pagamento de passagem antes do embarque no ônibus, chamado pré-embarque, o que diminui o tempo de parada dos ônibus, além de utilizar veículos biarticulados, inclusive o Neobus Mega BRT, considerado o maior ônibus do mundo, que tem capacidade de uma só vez transportar 270 passageiros.

Pagando apenas uma passagem, independentemente do tempo de percurso, ao contrário do que ocorre com o Bilhete Único paulistano ou carioca, que limitam tempo de uso e número de conduções, o usuário pode fazer a integração gratuita nos terminais e estações tubo e pegar quantos ônibus e linhas precisar, percorrendo, ainda com a mesma tarifa, diversos municípios como Curitiba, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, Campo Magro, Campo Largo, São José dos Pinhais, Araucária, Fazenda Rio Grande, entre outros. A RIT é considerada modelo operacional que é adotado e aperfeiçoado em outros locais, como em Bogotá, na Colômbia, que opera a rede de corredores de ônibus denominada Transmilênio.

A frota das empresas que prestam serviços na RIT é de cerca de 1 mil 300 ônibus, que atendem 2 milhões e 400 mil passageiros por dia útil em cerca de 350 linhas.
Os passageiros devem estar atentos à possibilidade de paralisação, mas empresas e sindicato dos trabalhadores ainda estão em negociação para evitar a greve nos ônibus
.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ACIDENTE ENTRE DOIS ÔNIBUS EM BRASÍLIA DEIXA 40 FERIDOS



Um acidente na Estrada Parque Taguatinga, em Brasília, envolvendo dois ônibus na manhã de hoje, às 8 horas, deixou cerca de 40 feridos.

A gravidade do acidente fez com que vários passageiros ficassem presos nas ferragens, mas eles puderam ser socorridos com vida.

Um dos ônibus fotografados mostra o quanto a frota de Brasília é velha e o sistema - que também aposta em visual padronizado e concentração do poder do Estado no serviço - é marcado pela corrupção escancarada, em que envolvem até empresas piratas.

Por isso a realidade, a cada dia, comprova o quanto o Estado não pode brincar de ser empresário de ônibus, apostando numa lógica tecnocrática que, com seu método tirânico de carga de trabalho, faz os motoristas, estressados, provocarem acidentes.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ACIDENTE PÕE EM XEQUE MODELO DE "TRANSPORTE COLETIVO" NO RIO DE JANEIRO



Um trágico acidente aconteceu na noite de ontem, no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro. Um ônibus da Viação Andorinha - com o incômodo visual padronizado, diga-se de passagem - bateu em uma caçamba de entulho e a arrastou, derrubando um poste e matando uma pessoa. Quatro outras saíram feridas.

Os passageiros da Rua Maria Freitas, onde ocorreu a tragédia, reclamam que o logradouro, para o qual foi transferido o tráfego de ônibus devido às obras da Transcarioca, reclamam da alta velocidade dos ônibus. A rua também é esburacada e os passageiros correm sempre o risco de serem atropelados por algum ônibus.

Só para sentir a "sensibilidade" dos técnicos da Prefeitura, os peritos demoraram quatro horas para chegar ao local, fizeram a vistoria e foram embora. O corpo do homem de 45 anos ficou no local aguardando o prometido rabecão, que só chegou sete horas depois do ocorrido.

Pressão de horários e outras imposições profissionais mostram o quanto esse "novo" modelo de transporte coletivo definido por Alexandre Sansão está decadente, desgastado e agora trágico. É o primeiro morto que esse "modelo" produz no Rio de Janeiro, depois de outros mortos em cidades como Curitiba e São Paulo.

É uma forma de alertar que o Estado não pode brincar de ser empresário de ônibus, sustentado por empresas particulares politicamente "amarradas" em consórcios. E isso faz com que o sistema de ônibus do Rio de Janeiro piorasse consideravelmente.

E, agora, depois de muitos ônibus enguiçados, outros destruídos por acidentes e até um (da Translitorânea) queimado, é a vez de um ônibus causar um acidente com morte.
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