terça-feira, 25 de outubro de 2011

É ESSE O "MODERNO" TRANSPORTE QUE PREVALECERÁ EM 2014?




A concentração de poder dos secretários de transportes sobre o serviço de ônibus em cada cidade ou região metropolitana já começa a pôr em xeque. São Paulo torna-se um dos recordistas em acidentes, o que mostra o quanto a SPTrans, embora tenha maior poder sobre as empresas de ônibus, não têm muito fôlego para cuidar do sistema de ônibus da maior cidade da América Latina.

Hoje houve mais um dos inúmeros acidentes ocorridos na capital paulista. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas na batida de dois ônibus - um deles da Marcopolo Torino LN - na Av. Celso Garcia, no bairro do Belém, Zona Leste da cidade. Aliás, é justamente o consórcio dessa zona de bairros que, segundo o jornalista Adamo Bazani, é onde há maior corrupção nas empresas de ônibus, mascarada pela padronização visual.

É justamente o sistema de ônibus de São Paulo que inspirou diretamente o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a fazer o mesmo com os ônibus cariocas, fardados com o tal "visual padronizado", controlados a mão de ferro pelo secretário de Transportes Alexandre Sansão e o resultado pode ser visto nas ruas, com muitos ônibus enguiçados, vários deles com apenas poucos meses de fabricação.

A coisa também estava ficando feia em Curitiba, quando o colapso foi anunciado por rodoviários e até especialistas. Alguns acidentes trágicos até ocorreram. Mas aí veio a festa paliativa das gigantescas compras de carros novos (será que tem lavagem de dinheiro por aí?), para salvar a pele de Jaime Lerner para, ao menos, a copa de 2014.

Em Teresina, também veio a compra tendenciosa de carros Volvo, pois motor sueco é muito usado para esse modelo tecnocrático de transporte não como promoção de qualidade no serviço, mas como sensacionalismo para fazer notícia nas revistas e outros periódicos de transporte do Brasil e do mundo.

Tudo isso para que o passageiro sinta maior "conforto" na hora de pegar um ônibus errado. Se é para os passageiros de ônibus sofrerem com os ônibus fardados de empresas cujos nomes são ocultos ou ofuscados, então que sofra "com categoria". Para garantir a vaidade dos tecnocratas e políticos que se beneficiam com esse modelo de transporte herdado da ditadura militar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COM PROBLEMAS TÉCNICOS, FOTOPAGES NÃO CONSEGUE EXIBIR FOTOS



O portal Fotopages, que hospeda fotologs, não consegue exibir fotos. Vários fotologs, sobretudo dedicados à busologia, apresentam problemas de exibição de fotos carregadas dentro do portal. Apenas aqueles que utilizam links de fotos de outros serviços, como o Photobucket, conseguem exibir fotos.

O problema técnico ocorre desde o último fim de semana e atinge a todos. Fotologs, inclusive vários bastante visitados, deixam de mostrar até mesmo os respectivos logotipos.

Não fossem as fotos do Photobucket, 4Shared e similares, seus acervos simplesmente estariam disponíveis. O carregamento de cada página é difícil e os espaços das fotos "quebram", como se não houvesse foto nos mesmos.

Até agora, ninguém havia esclarecido a situação. Aparentemente, pode ser que o portal Fotopages esteja passando por uma manutenção. Mas até agora a situação ainda não foi resolvida.

Espero que esse problema seja resolvido o mais cedo possível. Apesar do portal Ônibus Brasil ser uma alternativa, é sempre bom haver mais opções, como a do Fotopages, para a divulgação de fotos de ônibus.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FAGUNDES E CARAVELLE RENUMERAM ÔNIBUS COM SEUS CÓDIGOS



A Auto Ônibus Fagundes, de São Gonçalo (RJ) e a Viação Caravele, de Belford Roxo (RJ), estão renumerando ônibus que haviam circulado com o código DETRO de outras empresas associadas. Em ambos os casos, os carros envolvidos estavam com chapa de Niterói.

Durante um tempo, vários ônibus da Fagundes circularam com o código RJ 166 da Transturismo Rio Minho, e vários da Caravele iam pelas ruas com o código RJ 210 da Auto Lotação Ingá. Alguns carros novos da Caravele chegaram a ser inicialmente comprados para a frota da Ingá, chegando a ficar estacionados na garagem da empresa, no bairro niteroiense do Fonseca.

Mas os esforços para mudança da situação já acontecem e a Caravele tem praticamente concluído seu processo de renumeração dessa parte da frota, que ganhou o RJ 173 da própria empresa. Apenas a Caravele preferiu investir no mesmo visual "Super Confort" adotado pela Ingá, mas presente até nos carros sem ar da tradicional empresa de Belford Roxo.

Já o da Fagundes ainda está em andamento, pois até agora apenas os carros rodoviários da Marcopolo Ideale 700 estão em processo adiantado.

Mesmo assim, ainda se vê nas ruas de São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro os carros da Ideale da Fagundes com o código RJ 166. E ainda há carros da Marcopolo Torino 2007 com o código da Rio Minho em circulação.

No entanto, as pessoas podem observar, por exemplo, a traseira do Ideale número RJ 101.094 onde, num adesivo colado junto ao anúncio publicitário, a marca do antigo adesivo do código "RJ 166" abaixo do atual adesivo do número corrente. E vários outros carros da mesma carroceria reaparecem até totalmente repintados, como o recente RJ 101.101.

A renumeração fez afastar os rumores, noticiados neste blogue, de que a Rio Minho estaria interessada num "setor São Gonçalo" relativo a Santa Isabel e Jardim Catarina para aliviar a empresa gonçalense. A Fagundes apenas fez a mudança do código do DETRO por causa do emplacamento dos carros ter sido feito em Niterói, sede da Rio Minho, do mesmo grupo Rio Ita.

Aliás, a Turismo Rio Ita, "cabeça" do grupo empresarial, também tem carros com o código da Fagundes, RJ 101, mas começa a renumerar os carros da Marcopolo Torino 2007 com seu RJ 152. Os da Neobus Spectrum City ainda circulam com o RJ 101. A Expresso Rio de Janeiro, também do mesmo grupo, também está renumerando seus carros da RJ 166 para o seu RJ 142.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MAIS UM ÔNIBUS "PADRONIZADO" É POSTO À VENDA



A gente fica imaginando se o aparente adiantamento da pintura padronizada em carros mais antigos, no Rio de Janeiro, enquanto outros aparecem ainda com o visual provisório - estampa ainda personalizada e letra do consórcio acrescida de forma improvisada, assim como o adesivo do consórcio respectivo - , até hoje.

É certo que várias empresas praticamente deixaram de ter o visual personalizado, como a Matias, mas dá para ver o descontentamento dos empresários com a medida que simplesmente fez cada empresa zelar por sua imagem.

Afinal, que "imagem"? Se agora os ônibus parecem que nem aluninhos de internato, exibindo sempre a farda da "Viação Cidade do Rio de Janeiro", não há como reconhecer mais a imagem de empresa alguma.

Mesmo na compra de carros novos, uma Verdun é igual à City Rio, uma Real é igual à Braso Lisboa, e alguns carros novos chegam a não mostrar, num dos lados, o nome do consórcio nem da respectiva empresa associada.

Isso só beneficia a vaidade de uma minoria pelega de busólogos, que agora fazem até joguinho para saber que empresa é "aquele carro da Intersul ou da Internorte". O passageiro comum, sobretudo o mais pobre, não tem a mesma sorte.

Mas, a julgar pela "dedicação" que Eduardo Paes e Sérgio Cabral dão ao povo pobre, dá para entender o "mérito" da padronização visual. E o visual "embalagem de remédio" é tiro e queda para busólogos que "sentem nojo" de quem critica a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo lamentável projeto para o transporte coletivo que só piorou o sistema de ônibus na cidade.
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