sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ÔNIBUS CARIOCAS ENGUIÇADOS NA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA



Tornou-se mais comum ver ônibus enguiçados no Rio de Janeiro. E, a cada dia, não são apenas os ônibus com visual provisório - que ainda mantém o visual personalizado, mas de forma descaprichada e com o número do carro grosseiramente acrescido da letra do consórcio - que enguiçam no meio do caminho, mas mesmo os ônibus com visual padronizado, alguns até novos.

Na última quarta-feira (28/09), à tarde, pudemos comprovar a situação. Na Av. Pres. Vargas, altura da Estação Cidade Nova, um guincho da Transportes Campo Grande transportava um veículo da Mascarello Gran Midi da empresa, ainda com o visual provisório de transição.

Depois, na Av. Brasil, mais dois casos se mostraram de ônibus enguiçados. Em Manguinhos, outro ônibus da Campo Grande, CAIO Apache VIP II com visual padronizado, estava enguiçado e estacionado numa rua próxima, para não atrapalhar o trânsito, que por sinal horas depois seria infernal na altura dos viadutos para o Fundão e a Ilha do Governador.

Na Parada de Lucas, houve outro caso, de um ônibus da Ciferal Citmax da Auto Viação Três Amigos, da linha 709 Deodoro / Amarelinho e com o visual padronizado do consórcio Transcarioca, estar enguiçado. Ironicamente, outro Citmax, com visual provisório, estava parado para receber os passageiros do ônibus enguiçado.

Já no começo da noite, na Av. Francisco Bicalho, sentido Gasômetro, um ônibus da Neobus Spectrum City da Viação Ideal estava enguiçado.

Também foram vistos vários ônibus que, com bandeiras de lona ou digitais, não mostravam os indicativos da linha e do destino nas partes lateral e traseira. Um ônibus da Expresso Pégaso, com visual padronizado e da CAIO Apache VIP II, circulou pela Av. Brasil com a bandeira digital desligada.

No dia 21 de setembro anterior, um ônibus da mesma Expresso Pégaso, CAIO Foz Super II, circulou com a placa da bandeira digital caída em uma das partes.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

PROBLEMAS DE TRANSPORTE NO PRIMEIRO DIA DO ROCK IN RIO


CONFUSÃO E DEMORA NOS ÔNIBUS ABORRECEM PASSAGEIROS A CAMINHO DO ROCK IN RIO, NO TERMINAL ALVORADA. FOTO DO PORTAL TERRA NOTÍCIAS.

Muita confusão marcou a espera por ônibus no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, no primeiro dia do Rock In Rio 2011. O ônibus especial para o evento chegava a demorar meia hora para chegar ao ponto de embarque.

Houve também demoras e transtornos nos ônibus que vinham de outros lugares, sobretudo nos ônibus que vinham da Zona Oeste carioca, e eles chegavam superlotados. Mas até mesmo os ônibus especiais do Terminal Alvorada para o Rock In Rio circulam superlotados, mais parecendo trens da Central.

Apesar disso, não houve incidentes violentos. Apenas a natural confusão na identificação dos ônibus, já que empresas como Jabour, Andorinha, Pégaso e até parte da Barra são iguaizinhos, assim como parte da Real, Translitorânea e Tijuca em relação a Redentor, Santa Maria, Litoral Rio, Barra e Futuro.

Evidentemente essa confusão não houve na ocasião, porque era desembarque. Mas a orientação é que quem for pegar o ônibus de volta para casa é bom ter atenção redobrada, sobretudo durante a noite. O risco de pegar um ônibus municipal errado tornou-se muito grande. E vários ônibus circulam sem exibir o indicativo das linhas nas partes laterais e traseiras.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

OS ÔNIBUS "MATA-CARIOCAS" DE SÃO PAULO



O modelo de transporte coletivo marcado pela concentração de poder das Secretarias de Transporte e caraterizados pela padronização visual dos ônibus e pela pouca autonomia das empresas - que até para comprar ônibus novos têm que aguardar autorização da respectiva secretaria - está em séria crise.

Afinal, não são compras de centenas de carros novos, que são feitas mais para fazer notícia em revistas e sítios específicos de transporte, que irão resolver o problema. Até porque a compra de carros novos, de piso baixo, em parte articulados e com motor sueco, são apenas uma propaganda tendenciosa e pouco tem a ver com generosidade.

É como se, num casamento por conveniência, a cada crise conjugal o marido comprasse sempre flores e bombons para a esposa, como se isso em si resolvesse as grandes desavenças pessoais entre os cônjuges.

São Paulo é um exemplo de como esse modelo "curitibano" de transporte coletivo, apesar de ser um modismo neuroticamente defendido por tecnocratas, autoridades e até busólogos chapa-brancas, está numa crise completamente irremediável.

Afinal, o mesmo Brasil que privatiza bancos estatais estaduais e deixa a saúde pública no caos, enquanto a saúde privada se isola no quase absoluto elitismo, insiste, mesmo com fracassos comprovados, em fazer com que secretários de transporte amarrassem as empresas numa camisa-de-força do visual padronizado e num modelo de transporte coletivo que, na prática, consiste em uma paraestatal para cada cidade ou região metropolitana sustentada pelas empresas particulares.

E não é de hoje que São Paulo vê seus ônibus se envolverem em acidentes, transtornos, problemas etc. Hoje houve mais um, no Viaduto Diário Popular, centro da capital paulista, que deixou seis feridos. E trata-se de um ônibus novo, CAIO Apache Vip II, de uma dessas empresas camufladas pela farda da SPTrans.

É esse o modelo de transporte coletivo que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, se inspirou para fazer o seu modelo arbitrário. Os ônibus de São Paulo são tão problemáticos que, pelos inúmeros acidentes causados, eles podem ser tranquilamente chamados de "mata-cariocas", num trocadilho aos deficitários bondes cariocas da Light que, por rodarem desgovernados e percorrerem trechos em contramão com outros veículos, eram conhecidos como "mata-paulistas".

Sob o pretexto de regular o transporte coletivo, submete-se as empresas de ônibus à mão-de-ferro do Estado. Na prática, o secretário de transporte em questão se transforma num dublê de empresário de ônibus, mas isso pouco contribuiu para a moralização e eficácia do sistema. Pelo contrário, tornou-se cada vez pior, porque, na prática, torna-se uma empresa paraestatal, que comanda consórcios específicos, e que por isso faz o sistema de ônibus tornar-se um "elefante branco".

Mais poder não significa mais eficácia nem melhor disciplina. Por outro lado, acoberta a corrupção que ocorrer no transporte coletivo. E, nas mãos de um único chefe - o secretário de transportes - , o sistema de ônibus torna-se mais complicado e difícil de resolver. Sem falar que a padronização visual confunde os passageiros, sobretudo gestantes, idosos, deficientes ou mesmo qualquer cidadão comum que tenha muita coisa para fazer na sua vida.

E ainda insistem em manter esse padrão de transporte coletivo até para depois dos eventos esportivos de 2014 e 2016...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ROCK IN RIO TERÁ SAMBA DO CRIOULO DOIDO NOS ÔNIBUS CARIOCAS



A Prefeitura do Rio de Janeiro avisou que os interessados a ir ao Rock In Rio, a acontecer na próxima semana, não podem usar automóveis nem táxis, pois não haverá sequer estacionamento para carros.

Os interessados terão que pegar os ônibus fardados da "Viação Cidade do Rio de Janeiro" para o Terminal Alvorada e a linha especial destinada ao evento, em Jacarepaguá.

Certamente muitos jovens estrangeiros ficarão enlouquecidos na dificuldade de identificar o ônibus que devem pegar, pelo menos para a Barra da Tijuca. Se agora um Real Auto Ônibus para a Alvorada é igualzinho a um Transportes Futuro para Gardênia Azul e Cidade de Deus, aí é que a viagem será uma loucura, brou.

A julgar pelo tumulto que costuma haver nos pontos de ônibus da Avenida das Américas, a coisa então deve ficar mais caótica ainda. Portanto, moçada, muito cuidado na hora de pegar um ônibus, porque a coisa está um samba do crioulo doido. Ou então o pessoal vai correr o risco de trocar o Rock In Rio por um bom bangue-bangue ao vivo nas ruas de Jacarepaguá.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BUSÓLOGO IRONIZA PADRONIZAÇÃO VISUAL NOS ÔNIBUS DO RJ



O busólogo Rafael Ferreira, do fotolog Ônibus In Brasil, fez um comentário irônico quando publicou uma foto de um novo ônibus da Spectrum City da Rodoviária A. Matias, com o padrão visual do consórcio Internorte.

O comentário a seguir foi este: "esse nosso amigo só da sorte, recebi a foto do carro e eu crente que era da ideal e nada, quando percebi o número que a ficha caiu de quem ele realmente era, que sorte, afinal pegar carro zero da matias não é todo dia que se consegue, vi a foto e lembrei de quando tive a sorte de pegar um city dela ainda na pintura verde dela, sentirei saudades dessa pintura meu deus!!"

Isso mostra que, apesar da aparente adesão de busólogos fluminenses ao projeto arbitrário de Eduardo Paes / Alexandre Sansão, também surgem outros busólogos que começam a reprovar esse método de transporte coletivo que, comprovadamente, não traz vantagens reais para os passageiros.

É também notório que o jornalista e busólogo Adamo Bazani (CBN e portal Ônibus Brasil) também começa a contestar a validade desse processo de padronização visual na medida em que se banaliza e se desgasta até em cidades onde a população estava acostumada com a diversidade visual, como o Rio de Janeiro.

O próprio povo, no fundo, também não gosta desse processo, sobretudo quando o serviço de transportes piora. O descrédito às autoridades também agrava esse ceticismo popular. O que se sabe, de certo, é que esse projeto de transporte coletivo lançado em Curitiba em 1974 apresenta um evidente desgaste que nenhuma compra de ônibus novos conseguirá resolver. Até porque isso acaba sendo mera maquiagem.
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