quarta-feira, 31 de agosto de 2011

MARCOPOLO LANÇA VIALE BRT



Embora seja, no fundo, muito discutível essa ideia de BRT (Bus Rapid Transit), é inegável que ela influa na criação de novos modelos com piso baixo e versões articuladas.

Pois a Marcopolo - que já havia lançado projetos pioneiros em Curitiba, a exemplo também de sua "irmã" Ciferal, que havia lançado o Padron Alvorada antes na capital paranaense - entrou na concorrência dos modelos futuristas da CAIO (Mondego e Novo Millennium) e Neobus (Mega BRT), decidiu lançar o modelo Viale BRT.

Com uma leve modificação estética ao Gran Viale - que inspirou a linha Torino 2007 - como uma curvatura na dianteira, o Viale BRT, como o próprio Gran Viale, difere do modelo Viale tradicional, de longe um dos mais belos lançados pela indústria gaúcha-fluminense.

Mas a beleza do Viale BRT, se é diferente do Viale original (que já está há 13 anos no mercado, apenas passando por pequenas mudanças de design), não é de modo algum inferior. Exposto no TRANSPÚBLICO, exposição de transportes ocorrida há algumas semanas em São Paulo, o ônibus foi admirado por muitos visitantes, que puderam entrar e conferir sua beleza interna e externa.

A julgar pelo que já acontece com o Mega BRT e Mondego, é possível que o Viale BRT passe a ter também versões em comprimento convencional, mas com motor traseiro e piso baixo. O que pode tranquilizar aqueles que acham que colocar ônibus articulados em tudo quanto é linha de ônibus é um exagero. Afinal, a versão convencional pode unir a beleza dos modelos especiais com o tamanho restrito para determinadas ruas menos largas das cidades.

sábado, 27 de agosto de 2011

BONDE DE SANTA TERESA TOMBA, MATA CINCO E FERE 27



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O grupo político Paes / Cabral Filho provou não entender de prioridades. A "modernização" da frota padronizada da Zona Sul com BRTs contrasta com bondes velhos e sem manutenção. Numa semana em que o ex-funcionário do Projeto Lei Seca estava embriagado e atropelou quatro pessoas (das quais uma morreu), mais uma vez o PMDB carioca mostrou o que entende por "cidade mais justa e integrada".

Mas, para certas pessoas, nós não podemos criticar esse grupo político, para o bem de 2014 e 2016. Só que os megaeventos esportivos não irão trazer de volta os mortos dos vários desastres ocorrentes no Rio.

Bonde de Santa Teresa tomba, mata cinco e fere 27 passageiros, segundo bombeiros

Um dos mortos seria o condutor do bondinho, que chegou a ser levado ao hospital

Do Portal R7

Um dos bondinhos de Santa Teresa, no centro do Rio, tombou na tarde deste sábado (27) próximo ao Largo do Curvelo, matando pelo menos cinco passageiros e ferindo outros 27, segundo informações dos bombeiros e da Polícia Militar.

A secretaria municipal de Saúde confirmou que 27 pessoas deram entrada no hospital Souza Aguiar, no centro, alguns em estado grave e que passam por cirurgia.

De acordo com os bombeiros, dos cinco mortos, três são homens e dois são mulheres. Quatro morreram ainda no local e um morreu no hospital, que seria o condutor do bondinho.

O acidente aconteceu por volta das 16h na rua Joaquim Murtinho, próximo à esquina com a rua Francisco Muratori.

De acordo com testemunhas, o bonde desceu desgovernado pela rua Almirante Alexandrino no sentido dos Arcos da Lapa quando descarrilou, bateu em um poste e atingiu um segundo poste. Com o impacto do choque, vários passageiros ficaram presos entre o veículo e o poste.

Um morador contou ter visto o bonde descendo em alta velocidade e ouviu o condutor gritando "Ai meu Deus".

Segundo o relato de testemunhas, o bonde virou ao fazer uma curva e houve pânico entre os passageiros. Também houve relatos de que o veículo havia apresentado problemas meia hora antes do descarrilamento.

Às 17h30, os quatro corpos ainda estavam no local. Os feridos foram levados em um ônibus para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Até as 18h, ainda não havia informações sobre o estado de saúde dos feridos.

O trânsito ficou interditado na esquina das ruas Joaquim Murtinho e Francisco Murtori.

Em junho, um turista francês morreu ao cair do bonde quando passava pelos Arcos da Lapa, no centro do Rio.

O bonde de Santa Teresa é muito frequentado por turistas, mas também por moradores do bairro de Santa Teresa.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MATIAS E REAL PIORAM SEUS SERVIÇOS APÓS PADRONIZAÇÃO




As empresas Rodoviária A. Matias e Real Auto Ônibus foram afetadas pelo poder concentrado da SMTR sobre o transporte coletivo carioca, que agora adota um padrão "moderno" herdado do regime militar a partir do arquiteto e político Jaime Lerner, que, filiado à ARENA, implantou o modelo em Curitiba em 1974.

A padronização visual é apenas um detalhe - muito incômodo, por sinal - de um projeto político controlado pela Secretaria Municipal de Transportes, onde o esquema de consórcios pressupõe uma empresa paraestatal bancada financeiramente pelas empresas particulares, reduzidas a "sócias" da "mega-empresa".

Pois a medida, de caráter meramente tecnocrático e político, já começa a causar sérios prejuízos. Quem vai para as ruas vê que o sistema piorou consideravelmente, enquanto passageiros são obrigados a fazer teste de lógica nos próprios pontos, para saber qual o ônibus certo para embarcar, já que diferentes empresas têm uma mesma pintura, mas, dependendo do consórcio, uma única empresa pode ter duas pinturas.

O impacto negativo na Avenida Presidente Vargas, previsto por este blogue, se confirmou. Na última terça-feira, nota-se a confusão em que três ônibus da Marcopolo Torino 2007 com a pintura do consórcio Internorte, mas de diferentes empresas - Viação Verdun, Viação Acari e Rodoviária A. Matias - , pode causar ao passageiro que, no lado oposto na mesma avenida, têm que redobrar sua mente para não pegar o ônibus errado.

Só para agravar as coisas, não existe mais diferença entre um City Rio que vai da Penha para Copacabana e um Matias que vai do Lins para a Praça 15.

Mas o poder concentrado de Alexandre Sansão, o secretário de Transportes da Prefeitura do Rio, confirmado não só por mim mas por vários busólogos que não se iludem em bajular o grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, já começa a causar sérios problemas.

A pressão de horário sobre os motoristas - obrigados a rodar em alta velocidade para evitar atrasos - , que já causou trágicos acidentes em Curitiba, mostra agora seu desastre no Rio, com vários ônibus batendo, entre eles um acidente que ocorreu no último dia 17, quando um ônibus da Viação Rubanil, linha 350 Passeio / Irajá, bateu, na Av. Rio de Janeiro, bateu com um outro da Viação Vila Real, linha 378 Marechal Hermes / Praça 15, danificando o retrovisor de um deles.

O acidente fez com que os passageiros das duas linhas tivessem que esperar no local por outros ônibus, já que os dois veículos tiveram que ficar parados para esperar reboque.

Mas mesmo empresas tradicionalmente conceituadas como Real e Matias já começam a sofrer queda de qualidade. Seus veículos já circulam com lataria em parte amassada e "sacolejam" enquanto rodam pelas ruas cariocas.

Eu mesmo pude conferir, no último dia 24, pegando dois carros da Matias, 25506 e 25549, ambos da Marcopolo Torino 2007, que, com três anos de fabricação, pareciam ter o dobro da idade. Circulando na linha 232 Lins / Praça 15, os dois ônibus faziam o típico barulho forte de vidros balançando e lataria sacolejando de ônibus mal conservados, como se fossem ônibus de bóias-frias semi-novos.

No sentido Lins, na altura da Rua Visconde de Santa Isabel, em Vila Isabel, o carro 25506 ainda teve que correr, pela pressão do tempo, ultrapassando um ônibus da Viação Nossa Senhora de Lourdes, mas, por sorte, a manobra não causou qualquer acidente.

Notei também, andando pela Av. Rio Branco, que vários ônibus da Real, também Marcopolo Torino 2007, já "sacolejavam" quando rodavam, coisa que não ocorria em ônibus com três ou quatro anos de fabricação pelas duas empresas, mesmo em suas piores hipóteses.

Enquanto Alexandre Sansão dava entrevista para o RJ TV sobre a inauguração do corredor exclusivo Leblon-Ipanema, um ônibus longo da Torino 2007 com as cores da Intersul - provavelmente Braso Lisboa - apareceu enguiçado apoiado por um reboque. Irônico, Sansão disse que o incidente serve para testar o trânsito no corredor.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AUTO VIAÇÃO ALPHA COMEMORA DIA DO SOLDADO FARDADA



A Auto Viação Alpha comemora 50 anos de existência hoje, 25 de agosto. Mas como se trata do Dia do Soldado e da lembrança dos 50 anos de renúncia de Jânio Quadros, nada como ver a Alpha totalmente fardada.

Ah, esse não é o ônibus da Alpha? Tanto faz, está tudo igual mesmo...

sábado, 20 de agosto de 2011

TRANSMIL DECEPCIONA COM CARROS SEMI-NOVOS E CURTOS


MELHORAL OU PIORAL? - UM DOS VINTE "NOVOS" CARROS COMPRADOS PELA TURISMO TRANSMIL.

A tão anunciada "renovação" de frota da empresa Turismo Trans1000, de Mesquita (RJ), na Baixada Fluminense, foi um grande fiasco.

Dos prometidos "40 carros 0km" anunciados duas vezes, em novembro do ano passado e fevereiro último, nada se cumpriu. Em vez disso, vieram apenas 20 carros usados e curtos da Neobus Mega IV adquiridos da Viação Pavunense.

Todos esses "novos carros" substituíram os midi-buses e micros que circulavam nas linhas internas da Baixada. Alguns midis eram os últimos carros inéditos comprados pela empresa e foram vendidos para pagar as gigantescas dívidas financeiras da mesma.

A Transmil continua problemática. Apesar da relativa reparação nos carros longos da empresa, ela demonstra não ter fôlego para servir linhas para a Central, Praça Mauá e mesmo Passeio, encostadinho na Glória.

Mesmo na linha 003 Nilópolis / Passeio - a tal linha que vai no calcanhar da Zona Sul carioca - nota-se ônibus dotados de ar condicionado circulando com janelas abertas, indicando mau funcionamento ou simplesmente não-funcionamento do referido aparelho.

Mas a pior linha das mais longas da empresa é a 005 Nilópolis / Praça Mauá, que também roda com ônibus com ar desligado, com motorista fazendo função de cobrador e outros defeitos dramáticos, incluindo pneus carecas.

Na última quarta-feira (17/08), notou-se na Av. Brasil, uma das principais do Rio de Janeiro, pelo menos quatro ou cinco carros da Transmil com ar condicionado desligado, e um deles estava com lataria levemente amassada e outro com pintura velha, com o branco gelo quase tendo cor de lodo.

Os "novos" carros da Transmil não representam que a empresa esteja pronta para dar a volta por cima. Até porque a "festejada" compra conta com alguns pontos negativos.

Primeiro, porque são ônibus com pouco mais de cinco anos de fabricação. Segundo, porque são muito curtos (seu comprimento é comparável a um micrão tipo os que se usava para Santa Teresa, no Rio). Terceiro, porque não contam com elevador e área para deficientes. Aliás, até agora NENHUM ônibus da Transmil conta com acesso para deficientes físicos.

Seria muito bom que a Transmil vendesse suas linhas mais longas para outras empresas. Ficar no faz-de-conta esperando da empresa grandes melhorias, para depois virem os mesmos carros de segunda (desde que mais curtos) ou terceira mãos é brincar com a paciência dos passageiros de Nilópolis e Mesquita, que preferem usar outros ônibus para irem a seus destinos, aproveitando o uso do Bilhete Único.

Continua valendo a petição destinada a tirar a Transmil das linhas para o Centro do Rio, e cabe a você, caro leitor, participar e chamar mais gente para fazer o mesmo.

sábado, 13 de agosto de 2011

QUANDO A BUSOLOGIA APELA PARA O PENSAMENTO ÚNICO


SEM SABER, ALGUNS BUSÓLOGOS FLUMINENSES ANDAM SE COMPORTANDO COMO O POLÍTICO JOSÉ SERRA.

Um busólogo, numa comunidade do Orkut, disse que não quer mais ver montagens de ônibus cariocas despadronizados.

Embora pareça convicto do seu otimismo com o projeto atual da Prefeitura do Rio de Janeiro, seu comentário na verdade apenas dá o tom da partidarização da busologia fluminense e da insegurança dos defensores de Eduardo Paes e Alexandre Sansão de que seus pontos de vista não prevaleçam.

Muitas vezes é o medo de que seus pontos de vista, entusiasticamente defendidos nos escritórios das autoridades e dos tecnocratas do transporte, estejam em desacordo com o interesse do povo.

Além disso, o busólogo em questão disse que a despadronização "confunde" a historiografia das empresas (?!). Então tá. Melhor é que os passageiros se confundam na hora de pegar um ônibus.

Até meu pai ficou revoltado quando lhe disse que o ônibus da linha 378 Castelo / Marechal Hermes e 232 Lins / Praça 15, de empresas diferentes, no entanto têm agora a mesma pintura.

E vejo a cara de muxoxo de muitos trabalhadores, estudantes e até idosos, gestantes e deficientes, além de analfabetos, que agora precisam quebrar a cabeça na hora de pegar um ônibus.

É lamentável que uma parte de busólogos prefira estar do lado do grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, mesmo quando os dois políticos, no conjunto da obra, desalojaram moradores a esmo, reprimiram vendedores ambulantes e mandaram prender bombeiros em greve. Que interesses populares eles defendem?

Além do mais, numa época em que a corrupção política, no âmbito nacional, envolve partidos relacionados direta ou indiretamente com a padronização visual dos ônibus cariocas, e já surgem denúncias de corrupção até contra o "divinizado" Jaime Lerner, isso mostra o quanto o medo atinge certos busólogos.

Certamente não são todos os busólogos fluminenses que pensam assim. Há vários deles bem mais tolerantes e democráticos, não pedem para fulano retirar foto sua por causa de uma discordância banal.

Mas há busólogos chapa-branca que ficam com medo de, ao saírem dos escritórios das autoridades, verem que suas opiniões não coincidem com as da população. Daí o apelo deles para o pensamento único.

Para estes busólogos chapa-branca, só quem apóia a padronização visual dos ônibus cariocas têm que se manifestar. Quem discorda tem que ficar calado. É a lei da unanimidade forçada.

Se for por esse caminho de pedir para retirar fotos por uma discordância de nada, praticamente TODA a blogosfera existente na Internet, nos mais diversos assuntos, estaria mutilada ou desfeita. Muitos textos ficariam capengas pela falta de fotos que seus autores pediriam para remover.

E, sendo que minhas montagens despadronizadoras são um misto de arte moderna e design - com integral respeito às autorias originais, portanto nenhum problema com direitos autorais - , se fosse pelo raciocínio dos busólogos que pedem remoção de fotos, até mesmo a história da Pop Art, um importante movimento artístico do Século XX, seria apagada, pelo uso de imagens alheias. O hip hop, então, desapareceria da face da terra, por causa da sampleagem.

Portanto, os busólogos chapa-branca acabam se comportando como José Serra na última campanha eleitoral. Têm medo que sua causa privada seja provada como impopular. Acham que, só porque têm a seu lado o PMDB carioca, a FIFA e o COI, o povo também está com eles.

O tempo vai mostrar que a causa deles está errada. Mas eles têm o direito de pensar que a padronização visual é um barato. Eles que se limitem a admirar as fotos originais e entendam as montagens como design artístico. Eu não sou o único a fazer tais montagens. Há vários outros que fazem o mesmo.

Os busólogos chapa-branca podem pensar o que quiserem, mas deverão reconhecer que o povo e outros busólogos pensam muito diferente deles.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MADUREIRA E CASCADURA NÃO TÊM ÔNIBUS PARA COPACABANA


NA DÉCADA DE 70, CHEGOU A EXISTIR UMA LINHA 457 LIGANDO VILA VALQUEIRE A COPACABANA, PASSANDO POR MADUREIRA E CASCADURA.

O descaso das autoridades do transporte coletivo - que apelaram para a decadente e desnecessária padronização visual dos ônibus cariocas - faz com que determinados ramais de ônibus, bastante necessários e funcionais, no entanto não sejam adotados em novas linhas de ônibus.

Não dá para entender por que bairros importantes como Madureira e Cascadura não conseguem mais ter um ramal de ônibus para Copacabana e Ipanema. Até tiveram uma chance de ligação por ônibus na década de 70, mas inexplicavelmente, acabou.

Trata-se da antiga linha 457 Vila Valqueire / Copacabana, sem a menor relação com a 457 atual, a não ser pela coincidência de percurso pelo Méier e pelo Túnel Santa Bárbara e pelo fato de se destinar a Copacabana (a atual 457 vai até Ipanema).

Operada pela Transportes Uruguai, a linha passava pelo Campinho e daí por Madureira e Cascadura. Era uma linha funcional, mas inexplicavelmente foi extinta, num dos casos absurdos de linhas funcionais extintas.

A 442 Lins / Urca, pelo menos, teve sua extinção justificada pelo elitismo dos moradores da Urca, que não queriam "farofeiros" no bairro. Uma extinção justificada pelo preconceito, injusta e discriminatória, mas dotada de algum motivo, por cruel que seja.

Já a antiga 457 nem motivo real de extinção foi feito. Apenas a desculpa de "não ser rentável", provavelmente. A atual 457 Abolição / General Osório é funcional à sua maneira, como disse o amigo Marcelo Delfino, porque a Abolição já possui uma demanda forte à parte. O que deveria ser feito é uma outra linha que viesse de, pelo menos, Cascadura.

Até agora, Madureira e Cascadura só vão para a Zona Sul através da linha 755 Cascadura / Gávea, que pega apenas um pedaço do Leblon. Mas para Copacabana e Cascadura, até agora, nada de linha direta.

Mas a recente criação de uma variante tola da 457, Abolição / Praia de Botafogo - teria sentido se a prefeitura carioca tivesse criado uma variante da 298 Acari / Castelo para a Praia de Botafogo, podendo até ter nome curioso: "Fazenda Botafogo / Botafogo" - , só mostra o quanto as autoridades agem diante da ligação Zona Norte-Zona Sul por ônibus: com descaso ou paliativos.

Pois é uma mentalidade que é capaz de criar muitas linhas da Central para a Zona Sul, mas é ainda indiferente à ligação de Madureira e Cascadura para Copacabana e Ipanema. Demanda para as duas duplas de bairros não falta, e, com a máxima certeza, é muito grande.

Ela se dissolve pelo transporte intermediário por trens, metrô ou mais de um ônibus, mas de fato existe uma demanda fortíssima que mora ou trabalha em Cascadura e Madureira e que trabalha ou mora em Copacabana e Ipanema.

É uma demanda que, aliás, nem tem muito dinheiro assim para pagar quatro ônibus por dia, e, dependendo do salário, nem o Bilhete Único consegue compensar os grandes gastos por transporte.

Portanto, cabe às autoridades pensarem em implantar a ligação direta, por ônibus, de Madureira e Cascadura para Copacabana e Ipanema. O Rio de Janeiro agradecerá.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

VIAÇÃO ARAÇATUBA, DE NITERÓI, VOLTA A ADQUIRIR ÔNIBUS DA MARCOPOLO


FOTO MONTAGEM DE 2008 DA VIAÇÃO ARAÇATUBA COM TORINO 2007 - Aquisição se torna real três anos depois.

A Viação Araçatuba, tradicional empresa de Niterói - embora ela tenha surgido em São Gonçalo e atuado no setor do bairro gonçalense de Engenho Pequeno - , anunciou a compra de ônibus novos para este ano, aposentando micro-ônibus do modelo Marcopolo Senior GV e ônibus do primeiro lote da Marcopolo Viale.

Três micro-ônibus foram vistos ontem, na Ponte Rio-Niterói, sentido Rio de Janeiro, sugerindo que estavam deixando a frota da empresa niteroiense, responsável por quatro linhas: 30 Martins Torres / Centro (com fim de linha nas proximidades de sua garagem), 47 Canto do Rio / Centro (com fim de linha em Vital Brazil, a poucos metros da Rua Dr. Mário Viana, em Santa Rosa), 47A Campus da UFF / Centro e 47B Campus da UFF / Centro (Via MAC).

Tradicional freguesa das Carrocerias Marcopolo - tornaram-se históricos os lotes das Carrocerias Veneza, entre 1972 e 1982, incluindo a geração Veneza II de 1977 a 1982, além das Torinos nos anos 80 e 90 - , a Araçatuba volta a retomar a parceria, interrompida ao adquirir carros das Carrocerias Neobus San Marino, inclusive vários Spectrum com ar condicionado, vários com motor traseiro.

Agora a empresa anunciou que virão carros da Marcopolo Senior Midi e Marcopolo Torino 2007 - que só difere da montagem feita por mim há três anos atrás pelo fato de ser mais curto, ter acesso para cadeirantes, e, talvez, virá com letreiro digital - que serão repartidos para as linhas 30 e 47, como é prática da empresa.

Os niteroienses que se utilizam das linhas mal podem esperar os novos carros dessa empresa que, embora modesta, é conhecida pelo seu excelente serviço e pela conservação de sua frota. Os ônibus da Marcopolo Viale, mesmo antigos, saem da empresa em ótimo estado, parecendo menos antigos do que realmente são, com o primeiro design da Viale e o já datado motor OF-1721 da Mercedes-Benz.
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