quarta-feira, 29 de junho de 2011

PADRONIZAÇÃO VISUAL COMPROVA SER UM ERRO PARA ÔNIBUS DO RJ


DESPERDÍCIO - Mal o carro foi repintado, foi logo posto à venda.

As pessoas estão preocupadas. Nota-se um certo incômodo nos pontos de ônibus. Ninguém reclama, porque está acostumado com os desmandos das autoridades. Além disso, o povo tem seus compromissos pessoais, e agora tem que redobrar suas atenções para evitar o risco de pegar o ônibus errado.

Enquanto isso, pessoas que se fascinam por tudo que venha da "sabedoria" dos escritórios tecnocráticos acham que o atual esquema está ótimo e que padronizar o visual vai disciplinar o transporte coletivo. Não vai. Os exemplos de Curitiba e São Paulo já são sintomáticos. Além disso, a sobrecarga das secretarias de transporte - que controlam os sistemas de ônibus com mão de ferro - já cria um colapso que nenhum "São Volvo" longo ou de piso baixo irá resolver.

A confusão atinge a todos. As linhas 397 e 398 confundem os moradores do Campo Grande. Que diferença faz o 535XX da Campo Grande e o 585XX da Bangu? E o troca-troca de linhas que agora faz os moradores de Vila Kosmos pegarem ônibus para Curicica, que é bem longe?

Mas os transtornos são mil. Só na quarta-feira passada, 22, notou-se apenas parte dos inúmeros erros que fazem o transporte de ônibus carioca, nesta atual fase, um grande fracasso, com os especialistas já prevendo um colapso para antes de 2014.

Vejamos alguns erros:

1) Carros com bandeiras de lona deixam de exibir a linha nas partes laterais e traseiras, dificultando os passageiros que não estão posicionados na frente para identificar que linha serve tal ônibus. A City Rio e a Campo Grande são alguns exemplos.

2) Um ônibus midi com bandeira digital, da Vila Real, operando na linha 908 Bonsucesso / Guadalupe, estava com o letreiro dianteiro exibindo apenas "NSUCESSO".

3) Carros da Neobus Mega 2006 da Campo Grande e Madureira Candelária circulam com a tampa lateral sem trinco, o que faz a tampa bater na lataria diante dos veículos em movimento.

4) Carros da CAIO Apache VIP II da Pégaso já estão deteriorados e circulando com a lataria amassada e suja, além dos pára-choques quebrados.

5) Um ônibus midi da Viação Ideal estava circulando com marcas de mão na expressão "Cidade do Rio de Janeiro", sendo um provável protesto já mencionado por nosso amigo Leonardo Ivo.

6) Carros que já receberam a pintura padronizada já começam a ser vendidos, o que indica um desperdício de tinta que, certamente, será reembolsado pelos passageiros através das tarifas atuais.

Mas, infelizmente, de nada adianta escrever milhares de transtornos e equívocos. As autoridades estão surdas. Os tecnocratas, arrogantes, se acham os donos da verdade. Os busólogos-pelegos sentem nojo de textos que não concordam com o que eles pensam.

Sabe como é, a verdade machuca, melhor é viver sonhando com o Rio de Janeiro parodiando Madri (talvez como uma gozação pelo fato da capital espanhola ter sido mais preparada para sediar as Olimpíadas de 2016).

Infelizmente, para alguns, o povo é apenas um detalhe.

5 comentários:

  1. na realidade
    esta uma confussão mesmo.
    lembrando
    que isso
    não faz oa empresarios
    resolverem suas frotas
    colocando onibus novos
    pelo contrario
    continua tudo do jeito que era antes.
    fui!!!
    parabens pela materia
    rubenn dean
    jacarepagua
    terra do grupo redentor.

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  2. Um assunto mostrado no programa "Histórias do Esporte" do canal pago ESPN Brasil é obrigatório aqui.

    O assunto mostrou a Prefeitura tirando à força moradores que estão no trajeto das Trans da vida que colocam como a solução, mas, acho que, fatalmente, cairá nos casos do metrô e do trem, ou seja, superlotação pra lá, superlotação pra cá.

    Mais uma demonstração de AUTORITARISMO da atual Prefeitura do Rio e que estaria obecendo às ordens do COI.

    Voltando ao assunto, temos ainda essa renumeração absurda das linhas sem nenhum tipo de critério jogando um critério bem amarrado na lata do lixo. Fora a história de um 266, de um 260, de um 345, etc... Tudo isso na lata do lixo para bancar o "MODERNINHO".

    Para encerrar, virei pouco por questões de tempo e não garanto nada: posso aparecer aos Domingos.

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  3. Sobre a Pégaso citado no texto, o que agrava é ela tendo corpo de Rio Ita e deu no que deu com a Rio Ita no final dos anos 90 e começo dos anos 2000 onde a mesma pagou essa conta depois de ter se recuperado tendo Torino GV Ford com 15 anos de uso.

    Agora, vendo na comundiade da Jabour no Orkut, agora, é a Jabour sendo a NOVA Rio Ita sabendo-se que, quando o sr.Jacob Barata comprou a Viação Verdun em 1996/97, a mesma sofreu uma cisão mesmo que eu fosse contrário aquela cisão já que dava para tocar 370 carros urbanos. Agora, tendo aquele absurdo que a Rio Ita tinha antes de repassar algumas linhas para a Fagundes em 2001 é diferente. Com a bagunça de sempre uma empresa tendo 2 prefixos ou mais.

    Está muito mal contado que cisões são proibidas. Sem querer fazer polêmica, quem tem opinião contra as cisões, seria a favor ou contra a fusão do Carrefour e do Pão-de-Açúcar? Haveria um supermonopólio que, graças a Deus, não foi adiante.

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  4. Esquecendo, fala-se das causa de a Rio Ita ter ido a bancarrota, mas, o seu superinchaço foi o fato determinante.

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  5. Pois é, MPierre, e agora o Grupo Rio Ita adota uma atitude muito estranha, que é a troca de códigos em parte de seus carros. A Fagundes circula com alguns carros com o código RJ 166 da Rio Minho. A Expresso Rio de Janeiro também. Já a Rio Ita circula com alguns carros com o RJ 101 da Fagundes. Até o portal Ônibus Brasil já tem fotos desses veículos, para quem quiser conferir. Loucura.

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