quarta-feira, 25 de maio de 2011

AS FOTOS "PERDIDAS"

















No dia 01 de novembro de 2010, eu e meu irmão saímos para o Rio de Janeiro para tirar as últimas fotos dos ônibus cariocas antes da padronização visual. A máquina enguiçou depois de pouco mais de 60 fotos tiradas, mas deu para salvar o chip e o acervo, com uma série de fotos tiradas pelo Marcelo, do blogue Terminal Laranja, e por mim, já estão arquivadas.

Aqui estão as fotos minhas que quase estariam perdidas. Foram tiradas no bairro do Castelo, no centro carioca.

Empresas fotografadas:

Transportes Vila Isabel
Viação Vila Real
Transurb
Viação Ideal
Expresso Pégaso
Empresa de Transportes Braso Lisboa
Viação Verdun
Viação Real Rio
Breda Turismo (Breda Rio)

Com exceção da Real Rio (e descontando as frotas intermunicipais da Pégaso e Braso Lisboa, e do fretamento da Breda Rio), as demais deixam saudades.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NOVA CAMPANHA QUER TIRAR TRANSMIL DAS LINHAS PARA O CENTRO DO RIO



Uma nova campanha irá agitar completamente o Grande Rio. É a campanha para tirar a Turismo Trans1000 das linhas destinadas ao Centro do Rio de Janeiro (Praça Mauá, Central e Passeio).

Diante de tantas promessas, o que se vê é uma empresa decadente, com menos ônibus, todos eles muito velhos e constantemente enguiçando, fora as muitas irregularidades que causam vergonha aos passageiros que moram em Nilópolis e Mesquita e que usam suas linhas.

Afinal, já se está na terceira promessa e os passageiros não aguentam mais tanta espera. Já se foram seis meses que a primeira promessa de renovação de frota foi lançada, em novembro passado, e já estamos na terceira promessa, para o segundo semestre deste ano.

A segunda promessa, que seria para fevereiro e março, chegou a ser publicada em nota no jornal O Globo, mas mesmo assim nada aconteceu.

Diante de tanta demora, teme-se que a "tão esperada renovação" de cinquenta carros (quantidade insuficiente) seja de carros semi-novos, geralmente de terceira mão, que ultimamente eram o que a Transmil tinha condições de comprar.

A nova campanha admite que a Trasmil continue circulando, desde que seja em linhas curtas e dentro da Baixada Fluminense. A empresa demonstrou não ter quaisquer condições de operar em linhas longas, sobretudo para locais distantes como o Passeio, na vizinhança da Glória.

Portanto, pedimos para que todos participem, assinando o abaixo-assinado e divulgando para um maior número de pessoas. Porque ninguém aguenta mais esperar. Um acidente sério já aconteceu com um ônibus da Transmil. Vamos esperar que venham os mortos de um próximo acidente?

Vamos deixar as paixões de lado e pensar nisso.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

FIM DA VIBEMSA COMPLETA 20 ANOS



Há duas décadas, a lendária empresa Viação Beira Mar S/A (Vibemsa), que circulou em Salvador (Bahia) a partir de 1963, foi extinta, dando origem a quatro novas empresas: Bahia Transportes Urbanos (BTU), Transportes Ondina, Viação Rio Vermelho e Transportes Verdemar.

A notícia gerou impacto, mediante o inchamento administrativo da antiga Vibemsa, que era uma empresa admirável, mas cresceu demais, sobretudo quando, no final dos anos 90, "alimentou" seu patrimônio com várias linhas em pool, "comendo" pelas beiradas.

A divisão do espólio da Vibemsa se deu sem que houvesse uma distribuição diferenciada de carrocerias para cada empresa. Portanto, foi uma distribuição quase igual. As linhas também tiveram uma distribuição aleatória de áreas, envolvendo até mesmo linhas recém-criadas como 0914 Stiep / Vale dos Rios R3, 0915 Stiep / Vale dos Rios R4, 0931 Rio das Pedras / Campo Grande R1 e 0932 Rio das Pedras / Campo Grande R2, que redistribuíram os percursos de linhas extintas. A ampliação da linha 0901 Boca do Rio / Calçada para a localidade do Lobato, no começo do subúrbio ferroviário, também é dessa fase.

Os ônibus, a princípio, circularam com a mesma pintura da Vibemsa. Apenas o nome da empresa e do carro - alguns números de carro da antiga Vibemsa foram preservados nas frotas da Rio Vermelho e Verdemar, devido à série 10xx a 15xx, divididas para as duas empresas. Já a Rio Vermelho adotou a série 25xx a 27xx, na frota urbana. A BTU assumiu a série 35xx a 37xx.

As frotas intermunicipais e executivas também foram divididas para as quatro empresas, que ainda em 1991 não tardaram a desenvolver suas próprias identidades visuais, lançadas em novos carros que substituíram os mais antigos.

Com o tempo, o troca-troca de linhas alterou o quadro dessas empresas. Primeiro, em 1992, quando a segmentação das linhas por empresa e área de bairros, que incluía o desmanche gradual do sistema de pool, e o processo inverso (movido por politicagem) a partir de 1997, representaram tais mudanças.

A Verdemar deixou de ter frota rodoviária e intermunicipal no final dos anos 90. Ela simplesmente se retirou da frota intermunicipal, deixando para trás os saudosos interurbanos da Ciferal GLS e os carros da Aratu Ondina que havia pego da Vibemsa, além do "filho único" da Mercedes-Benz O-370, "rachado" às quatro empresas do único lote de quatro carros.

Em 1999, a Transportes Ondina realizou sua partilha, preservando a empresa-mãe e gerando a Central de Salvador Transportes Urbanos. Nessa época, a Ondina experimentou pintar sua frota intermunicipal com a cor totalmente verde e a BTU intermunicipal com a "saia" amarela, sugerindo cisão, mas ambas não ocorreram e a BTU retomou a "saia" azul. Mas a Ondina intermunicipal, em 2004, passou a ser conhecida como ODM Transportes (Ondina Divisão Metropolitana). Em 2008, a Rio Vermelho intermunicipal se transformou em Via Nova Transportes.

SETOR CABULA-CAJAZEIRAS DEVERIA TER NOVAS EMPRESAS

Em 2002, a redistribuição de linhas tornou-se caótica e aleatória, sem determinar áreas de bairros. Com o fim da Coletivos Lapa (uma das herdeiras da antiga TSS) e outro troca-troca de linhas de 2003, as "filhas" da Vibemsa (mais a "neta" Central) passaram a ter um "setor" Cabula-Cajazeiras que complicou ainda mais a situação das empresas, devido aos interesses políticos que estão por trás.

O setor Cabula, dizem rumores, teria sido criado por dois motivos: diminuir a influência da Joevanza, São Cristóvão e Farol da Barra (estas duas herdeiras da TSS) na região e compensar a não criação de novas linhas ligando Itapuã e Aeroporto pela Av. Luís Eduardo Magalhães, inaugurada em 2001. Somente a 1055 Estação Mussurunga / Ribeira foi criada para esse fim, e foi assumida pela Central.

Além desse detalhe, outro aspecto negativo, nos últimos anos, é a decaraterização visual da Ondina e Central - que se tornaram parecidas com sua estampa "encolhida" sob um visual branco básico, com pára-choque verde-oliva - , e, depois, da Transportes Verdemar, apelidada pejorativamente de "Brancomar". A Rio Vermelho ainda mantém seu logotipo em tamanho enorme, o que torna o visual branco menos incômodo ou confuso.

O ideal seria é que novas empresas - ou talvez uma nova empresa administrada pelas herdeiras da Vibemsa - possam trabalhar o setor Cabula-Cajazeiras, incluindo o desmanche do pool na linha 1320 Pau da Lima / Nordeste, possam (ou possa, no caso de uma) ser criada para melhorar o serviço.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ACIDENTE PÕE MODELO TECNOCRÁTICO DE TRANSPORTE EM XEQUE



Depois que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o modelo tecnocrático de transporte coletivo, ancorado pela padronização visual dos ônibus, as empresas tiveram considerável piora no serviço, conforme já alertou o blogueiro Leonardo Ivo, mais de uma vez.

Pois ontem um acidente ocorrido nas imediações de Acari, logo de manhã, com 26 pessoas feridas, algumas com gravidade, mostra o quanto será complicado colocar um sistema de ônibus inteiro nas mãos de um administrador, no caso a Secretaria Municipal de Transportes.

É isso que está por trás da "inocente" padronização visual que, sabemos, tem no aspecto estético um dos transtornos menores, diante de outros que estão por trás.

Desde novembro de 2010, o serviço de ônibus carioca caiu em qualidade. As esperas por ônibus tornaram-se maiores, se vê mais ônibus enguiçados, e os motoristas, dentro desse "novo modelo" de gerenciamento do transporte coletivo, passaram a sofrer a pressão de um trabalho desumano, um dos aspectos sombrios de cada modelo tecnocrático que é adotado na realidade sócio-econômica de uma cidade.

Fora o fato de trabalhadores estressados, além de gestantes, idosos e deficientes físicos, ficarem à beira da loucura tentando identificar os ônibus nas ruas cariocas, procurando evitar o máximo o risco de pegar os ônibus errados, o que é altíssimo, queiram ou não queiram a minoria barulhenta de busólogo pró-padronização.

Pois foi isso que fez um ônibus da Auto Viação Bangu - com visual de "transição", mostrando a última pintura com o número acrescido da letra do consórcio e o nome da empresa substituído por um adesivo de seu consórcio - , empresa que havia melhorado seu serviço há alguns anos atrás, com uma identidade visual de autoria do premiado Álvaro Gonzalez, mas que com a pressão da "nova lógica" do transporte, declinou seu serviço seriamente.

Sei que bater nessa tecla chateia muita gente, mas alguém pensou a agonia dos parentes dos feridos nesse acidente? Será que é chato eu escrever sobre o drama deles? Ou será que temos que ignorar o caso e achar que os parentes das vítimas sofrem de chilique, que os passageiros se feriram porque são muito fracos ou porque o motorista é que é o culpado?

Mas mesmo se o motorista for o culpado, a questão não deixa de voltar para as autoridades, afinal quem permitiu que o motorista agisse assim? Quais as condições que foram feitas para isso?

Acidentes assim já acontecem muito em cidades como São Paulo e Curitiba, que adotam há tempos esse modelo tecnocrático, que impõe uma rotina de trabalho desumano para os rodoviários e parece menos capaz e menos preparado para os muitos problemas e desafios do setor do que se imagina na melhor das esperanças.

Isso mostra o quanto a vida real não tem super-heróis, e que botar o sistema de ônibus nas mãos de uma pessoa só, o secretário de transportes (municipal ou metropolitano), só faz o serviço pesar de tão sobrecarregadas responsabilidades.

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