quarta-feira, 23 de março de 2011

ONU ALERTA PARA CRISE GERADA POR FAVELAS E FALTA DE SANEAMENTO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A favela é tida pela grande mídia do entretenimento como sendo uma "arquitetura pós-moderna", mas a verdade é que se trata de uma zona de construções precárias, consequentes da exclusão imobiliária das classes populares. E os problemas relacionados às desigualdades sociais são muitos, entre eles o saneamento precário, citado no artigo a seguir.

ONU alerta para crise gerada por favelas e falta de saneamento

Da Agência France Presse

O mundo precisa agir imediatamente para combater uma crise urbana nas favelas das grandes cidades do mundo, que sofrem com a falta de água e esgoto.

O alerta veio de um dos diretores da ONU que se dedica a questões urbanas mundiais, o UN Habitat, e coincide com o Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira.

"Nós temos uma crise, e precisamos reconhecer isto", disse o diretor executivo Joan Clos.

"Precisamos agir agora. Isto é uma ação comum para acabar com as favelas e para acabar com a falta de água e esgoto. Ambos são o mesmo problema, e têm a mesma solução: planejamento urbano", destacou.

As metas definidas pelo programa de redução da pobreza da ONU registraram alguns progressos, mas a urbanização não planejada e a imigração em massa do campo para a cidade provocaram a expansão das favelas, onde não há serviços básicos.

"De maneira geral, mais ou menos, tudo está melhorando. Mas no ambiente urbano, em algumas partes do mundo e particularmente na África, estamos diante de uma crise. As coisas não estão melhorando, elas estão piorando", advertiu Clos.

De acordo com dados da ONU, 27% dos habitantes de áreas urbanas no mundo em desenvolvimento vivem sem água encanada. A falta de saneamento básico é proporcionalmente ainda mais grave.

Um relatório da ONU publicado um dia antes indica que 400 milhões de africanos vivem em zonas urbanas (de um total de 1 bilhão), número que deve chegar a 1,2 bilhão em 2050.

Destes 400 milhões atuais, 60% moram em favelas. E, entre eles, 55 milhões não têm água limpa para beber e 175 milhões viviam sem saneamento básico em 2008.

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