terça-feira, 29 de março de 2011

DENUNCIAR ERROS GRAVES É "ABOBRINHA"?


QUER DIZER QUE ATÉ O CARTUNISTA CARLOS LATUFF DIZ "ABOBRINHAS" SOBRE EDUARDO PAES E SÉRGIO CABRAL FILHO?

Um certo busólogo, que não vamos dizer o nome, enviou mensagem reclamando que "falamos muitas abobrinhas" em relação a Eduardo Paes e, por conseguinte, Sérgio Cabral Filho.

É lamentável que esse busólogo, com toda a visibilidade que possui entre seus pares, joga ora com arrogância, ora com aparente diplomacia e a cada dia se converte em um "assessor" informal da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Só que o que o prefeito Eduardo Paes falou sobre o "azeite português" é um erro cujo relato não pode ser visto como uma "abobrinha", porque o prefeito carioca atingiu uma secular tradição cultural portuguesa.

Será que são "abobrinhas" as denúncias das restrições que o prefeito carioca faz ao comércio ambulante, sem que haja qualquer alternativa de trabalho para eles?

Será que são "abobrinhas" os protestos contra a prisão de manifestantes contra o poderio dos EUA personificado no "visitante ilustre" Barack Obama?

Será que são "abobrinhas" as queixas de deficientes físicos, gestantes, idosos e doentes que pegam ônibus errados por conta da padronização visual?

Será que são "abobrinhas" também o que o cartunista e admirador do transporte ferroviário Carlos Latuff, prestigiado até pelo povo do Egito e porta-voz dos movimentos sociais, denuncia em suas charges?

Nem vou aqui descrever todos os problemas causados pela gestão Paes, não só no transporte, mas em outros setores da esfera pública.

O problema talvez não seja discordar, mas é a discordância intolerante, obsessiva, como se tivéssemos que deixar de fazer certas críticas, por elas serem de desagrado de fulano.

Já vi muita gente reacionária assim. Dá até medo. Afinal, o instinto golpista existe e muitos internautas moderninhos, na verdade, escondem ideais conservadores e retrógrados e interesses "pragmáticos" diante desta ou daquela causa.

Ser conservador é defender tradições sociais? Não. Os conservadores são justamente aqueles que querem mudar muito na forma, para manter privilégios de poder e domínio. São aqueles que tentam ser modernos por fora, para que possam continuar antigos e ultrapassados por dentro.

Por isso, é muito mais moderno defender a diversidade visual dos ônibus cariocas, que tornou-se um atrativo à parte, ora em extinção. Escrever certas coisas irritam algumas pessoas, que, baseadas na intolerância, tornam-se agressivas e falsamente moralistas.

Mal sabem essas pessoas que sua raiva, em um momento ou em outro, pode lhe trazer encrencas sérias, vide o caso do político José Serra, que foi agressivo demais na sua campanha eleitoral, para tudo dar em derrota.

Se o tal busólogo não concorda com a gente, ele que fique na sua. Ele tem seu blog, seu fotolog, seu grupo de busólogos (dá pena deles terem um "líder" assim tão arrogante). Ele tem seu território de concordância plena, ele que fique ao lado das autoridades dando os elogios que ele tanto quer.

O que ele não pode fazer é transformar blogs que não concordam com o que ele pensa em territórios de sua influência a ponto de silenciar-se sobre determinados assuntos.

Ou será que esse busólogo terá coragem de afrontar também o Adamo Bazzani, do portal Ônibus Brasil, porque ele, como jornalista, faz denúncias sobre irregularidades de ônibus de São Paulo?

Busólogos assim tem que tomar muito cuidado. Poderão ser vítimas de sua própria raiva. E essa ameaça quem faz não sou eu, que estou longe de desejar isso, mas a própria arrogância desse busólogo, que por sua irritação e reacionarismo o faz inimigo de si próprio.

Espero que o tal busólogo se maneire nos atos, e fique na sua.

domingo, 27 de março de 2011

ÔNIBUS NÃO-PADRONIZADOS INVADIRÃO A REDE




Com o objetivo de divulgar a campanha pela volta da diversidade visual nos ônibus cariocas, Menos Automóveis e Supercarioca estarão divulgando aquisições novas das empresas do município do Rio de Janeiro, mas repintadas com a cor tradicional.

Os ônibus aparecerão aos poucos na rede, mas a quantidade é ilimitada e o prazo é indeterminado.

Os créditos de autoria original são sempre preservados, por isso não existe qualquer ilegalidade em relação ao uso de imagens dos autores nem em qualquer leviandade no uso das mesmas.

Portanto, nada de reclamações desnecessárias e nem pedidos de "retirada das fotos", porque estes pedidos expressam anti-democracia e censura à liberdade de informação.

sábado, 26 de março de 2011

EDUARDO PAES OFENDE PORTUGUESES AO DEFENDER PADRONIZAÇÃO VISUAL



Se Eduardo Paes desejou provar ser um dos "melhores prefeitos do país", as últimas semanas mostraram que tal intenção foi um completo desastre.

Primeiro, o prefeito do Rio de Janeiro e seu mentor, o governador fluminense Sérgio Cabral Filho, ordenaram há uma semana a prisão de vários manifestantes - entre eles uma idosa e um menor - que faziam protesto contra o presidente dos EUA, Barack Obama, que passou dois dias no Brasil, um deles na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo, alguém relacionado, ainda que talvez como simples adepto, da dupla Eduardo Paes - Sérgio Cabral Filho, teria feito um atentado, na última quarta-feira, em plenas 11 horas, contra o blogueiro Ricardo Gama, que fez várias denúncias contra os dois políticos.


"EMBALAGEM DE AZEITE" - Alvo principal dos ataques de Eduardo Paes teria sido a Empresa de Transportes Braso Lisboa (foto).

Terceiro, foi a entrevista do próprio Eduardo Paes à Rádio Globo, quando ele declarou que o padrão tradicional dos ônibus cariocas era "feio" como "latas de azeite português". Provavelmente, um dos alvos teria sido a empresa Braso Lisboa, que tem uma das mais belas pinturas entre os ônibus cariocas, ainda vistas (por enquanto) em carros municipais ainda não repintados e em toda a frota intermunicipal para Niterói.

O comentário foi infeliz também se percebermos que a padronização visual dos ônibus cariocas lembra muito bem as embalagens de remédios, do tipo Berotec.

Com o comentário, Eduardo Paes irritou a comunidade portuguesa, que tem na produção de azeites uma de suas mais respeitosas e prestigiadas tradições culturais. O que mostra mais uma vez as trapalhadas do prefeito carioca, que nas vésperas de 2014 e 2016 só cometeu equívocos, que podem muito bem manchar sua imagem diante das autoridades e turistas estrangeiros.

quinta-feira, 24 de março de 2011

PREFEITO DE MACAPÁ CONTROLA ÔNIBUS NA CIDADE, AFIRMA PF



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Essa é uma amostra de como é o poder concentrado das prefeituras municipais no sistema de ônibus. Claro que a corrupção é mais escancarada, mas o simulacro de licitação e transparência (sic) do padrão "curitibano" - agora implantado desastrosamente no Rio de Janeiro - , sobretudo em Curitiba e São Paulo, com todo o aparato tecnocrático não esconde também o mesmo abuso observado em Macapá.

Prefeito de Macapá controla ônibus na cidade, afirma PF

DIMMI AMORA - Agência Folha

Uma empresa em nome de laranjas ganhou da Prefeitura de Macapá, sem licitação, o direito de operar linhas de ônibus. Segundo a PF, a empresa seria de fato do prefeito de Macapá, Roberto Goes (PDT), e do deputado estadual Edinho Duarte (PP).

Quem negociou para que a empresa assumisse o transporte da cidade foi o ex-secretário da Casa Civil do prefeito, Paulo Melen, que, segundo a Polícia Federal, seria responsável por fazer o pagamento de um "mensalão" ao presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB), atual candidato a governador do estado.

As informações estão no relatório da Polícia Federal da Operação Mãos Limpas.

O prefeito da cidade disse que prestou depoimento como testemunha no caso. Afirmou ainda que o processo de licitação das linhas de ônibus foi transparente e acompanhado pelo Ministério Público e nega irregularidades.

A Folha fez contato com os assessores de Amanajás, que não retornou. Deixou recados no escritório de Melen, mas até a conclusão desta edição ele não retornou. E encaminhou e-mail para o deputado Edinho, após várias tentativas de contato.

O prefeito de Macapá e os dois deputados prestaram depoimento no dia da operação. O Ministério Público Federal e o ministro relator do Superior Tribunal de Justiça entenderam que eles não poderiam ser presos porque os fortes indícios de crimes apontados pela PF não eram da alçada da Justiça Federal.

A empresa de ônibus é a Expresso Marco Zero. De acordo com a PF, foi feita uma campanha para desestruturar o sistema de transportes da cidade e justificar a retirada das concessões em andamento e dar uma nova concessão a esta empresa.

Oficialmente, a companhia está em nome de duas pessoas: um parente e um funcionário de dois grandes empresários da cidade, que teriam relações com o prefeito e o deputado Edinho.

Quem operou a formação da empresa e a concessão dos transportes foi Paulo Melen. De acordo com o relatório, até 2008 ele era assessor do presidente da Assembleia, Jorge Amanajás. Segundo a PF, Melen tem movimentação financeira incompatível com os rendimentos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

ONU ALERTA PARA CRISE GERADA POR FAVELAS E FALTA DE SANEAMENTO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A favela é tida pela grande mídia do entretenimento como sendo uma "arquitetura pós-moderna", mas a verdade é que se trata de uma zona de construções precárias, consequentes da exclusão imobiliária das classes populares. E os problemas relacionados às desigualdades sociais são muitos, entre eles o saneamento precário, citado no artigo a seguir.

ONU alerta para crise gerada por favelas e falta de saneamento

Da Agência France Presse

O mundo precisa agir imediatamente para combater uma crise urbana nas favelas das grandes cidades do mundo, que sofrem com a falta de água e esgoto.

O alerta veio de um dos diretores da ONU que se dedica a questões urbanas mundiais, o UN Habitat, e coincide com o Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira.

"Nós temos uma crise, e precisamos reconhecer isto", disse o diretor executivo Joan Clos.

"Precisamos agir agora. Isto é uma ação comum para acabar com as favelas e para acabar com a falta de água e esgoto. Ambos são o mesmo problema, e têm a mesma solução: planejamento urbano", destacou.

As metas definidas pelo programa de redução da pobreza da ONU registraram alguns progressos, mas a urbanização não planejada e a imigração em massa do campo para a cidade provocaram a expansão das favelas, onde não há serviços básicos.

"De maneira geral, mais ou menos, tudo está melhorando. Mas no ambiente urbano, em algumas partes do mundo e particularmente na África, estamos diante de uma crise. As coisas não estão melhorando, elas estão piorando", advertiu Clos.

De acordo com dados da ONU, 27% dos habitantes de áreas urbanas no mundo em desenvolvimento vivem sem água encanada. A falta de saneamento básico é proporcionalmente ainda mais grave.

Um relatório da ONU publicado um dia antes indica que 400 milhões de africanos vivem em zonas urbanas (de um total de 1 bilhão), número que deve chegar a 1,2 bilhão em 2050.

Destes 400 milhões atuais, 60% moram em favelas. E, entre eles, 55 milhões não têm água limpa para beber e 175 milhões viviam sem saneamento básico em 2008.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O DESGASTE DE UM MODELO DE TRANSPORTE



Os interesses tecnocráticos não substituem o interesse público.

Não podem também estar acima do interesse público.

E, quando não servem ao interesse público, não pode se arrogar em dizer que os serve.

Enquanto tecnocratas impõem um modelo de transporte coletivo, a população reprova.

Meia dúzia de busólogos também não podem se arrogar a dizer que são "a voz da sociedade".

Também não podem camuflar a vontade deles sob o pretexto do interesse público.

A "curitibanização" dos ônibus só interessa a uma minoria.

Essa minoria não pode se arrogar em se autoproclamar a "maioria".

O que está em jogo é que interesses privados querem estar acima do interesse público.

E que, agindo contra o interesse público, tentam nos convencer do contrário.

Não convencem.

domingo, 13 de março de 2011

NEM NO CARNAVAL EDUARDO PAES RESPEITA OS CARIOCAS



Soube através do blog do ator Benvindo Sequeira que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que investiu na decadente padronização dos ônibus da cidade - que só agradam a uma meia-dúzia de busólogos prepotentes em busca de um lugarzinho no gabinete da Secretaria de Transportes durante os eventos de 2014 e 2016 - , quer diminuir o número de blocos de carnaval de rua da cidade.

Sim, isso mesmo: Eduardo Paes quer atropelar a tradição dos carnavais de rua e só deixar alguns blocos permanecerem.

O pretexto é, na visão do prefeito, reduzir o número de gente nas ruas durante o Carnaval.

Mais uma decisão anti-social do prefeito, que não entende de prioridades nem de interesse público, e parece governar para uma minoria de turistas de Madri. Minoria, mas que sem dúvida alguma é bem mais numerosa do que a "maioria" dos busólogos (que se acham o "povo brasileiro") que aprovam a ridícula padronização visual dos ônibus cariocas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

ACIDENTE DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO



Acidente de ônibus na Zona Leste de São Paulo deixa 15 feridos. Foi na manhã de hoje e mostra o quanto o poder concentrado das Secretarias de Transportes - verdadeiro propósito da padronização visual - , que fazem a encampação branca na capital paulista e na região metropolitana, é um processo em claro desgaste, apesar de seus defensores quererem manter esse modelo em várias capitais até depois das Olimpíadas de 2016 (que ocorrem somente no Rio de Janeiro, mas terão reflexo no turismo no resto do país).

O acidente tambem ocorre quando surgem sérias denúncias sobre corrupção no Consórcio Leste da capital paulista.

Sinal que a coisa está muito feia. E que esse filme pode se reprisar no Rio de Janeiro.

MAIS UM ACIDENTE DE ÔNIBUS DE CURITIBA OCORREU EM JANEIRO PASSADO



Mais um acidente com ônibus havia ocorrido no centro de Curitiba, desta vez com dois veículos.

A ameaça de colapso - se é que já não está ocorrendo - no sistema de transporte coletivo na capital paranaense está causando pânico entre os tecnocratas.

Afinal, para eles, a reputação de Jaime Lerner, o "pai da padronização visual dos ônibus" e toda uma lógica tecnocrática e neoliberal aplicada ao transporte coletivo está em queda livre, o que assusta seus adeptos às vésperas da copa de 2014, quando seu modelo de transporte coletivo completa 40 anos.

Afinal, para Jaime Lerner, tudo, para a população, nada. A padronização visual é apenas o carro-chefe de um método de concentração de poder político das Secretarias de Transportes, e esse método está simplesmente dando errado em várias capitais do mundo. No Rio de Janeiro, seu fracasso já é comprovado, como numa peça de teatro que já começa ruim.

Até a reação contrária de fanáticos arrogantes e grosseiros, como um conhecido busólogo dado a xingar os discordantes, usar o nome de um deles como fake mas por outro lado bajula as autoridades, mostra o quanto a padronização visual é uma medida que fracassa na Cidade Maravilhosa. O projeto será empurrado à força, mas que tem tudo para dar errado, tem, e já está dando.

Daí as reações contrárias, de pessoas xingando, tentando negar o fracasso que salta aos olhos, usando pseudônimos, fakes, atirando barras de chumbo escondidos nas trevas. É um pessoal que sabe que sua causa está perdida, ainda que vigente.

Temem a queda de reputação das autoridades envolvidas, que podem se tornar frangalhos na recepção das comitivas da FIFA e do COI.

Temem que seu esquema de politicagem - o que há de busólogos querendo uma cadeira no gabinete de Alexandre Sansão - seja denunciado e desmascarado, e que todo o circo de privilégios dos busólogos "profissionais" junto a Eduardo Paes e companhia seja posto a perder.

O que se sabe é que essa patota que nos dirige desaforos, comentários irritadiços etc é TOTALMENTE INDIFERENTE ao interesse público.

segunda-feira, 7 de março de 2011

PADRONIZAÇÃO VISUAL GERA CAOS NOS ÔNIBUS DO BRASIL



Corrupção envolve o Consórcio Leste de São Paulo, de acordo com o que divulga o jornalista e busólogo Adamo Bazani, da rede CBN e blogueiro do portal Ônibus Brasil e do Ponto de Ônibus. Um desses ônibus chegou a ser filmado por outro busólogo com muitas baratas andando no seu interior, assustando os passageiros.

Há irregularidades nas linhas de ônibus de Brasília, onde a padronização visual já troca de "uniforme" de acordo com o gosto do "freguês", isto é, do governador de "plantão" (mandato).

Há o risco de colapso no transporte coletivo de Curitiba, que dificilmente será resolvido com uma mera compra de 390 carros com motor Volvo.

E há a atitude grosseira e arrogante de vários busólogos que disparam desaforos, ofensas e gozações contra quem discorda do processo de padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro (que, por conta desse novo modelo de gerenciamento de transporte, está causando sérias irregularidades e transtornos). Um deles integra um grupo responsável por um fotolog no Fotopages e tem um canal próprio no Ônibus Brasil.

E as greves dos rodoviários de Belo Horizonte tornam-se constantes nos últimos meses.

Ou seja, vale a pena manter esse modelo tecnocrático de transporte coletivo, com base no fardamento dos ônibus, no poder centralizado das secretarias de transporte e na administração tecnocrática voltada aos interesses privados?

Se seus defensores mostram-se arrogantes, agressivos e desrespeitadores, certamente é porque eles sabem que são minoria, que o modelo de transporte coletivo a que defendem é IMPOPULAR e que eles, no fundo, não passam de puxa-sacos dos donos do poder. Que pedem que a gente respeite Eduardo Paes, Jaime Lerner e companhia, mas não respeitam a gente e usam até o nome de busólogos como o coerente Marcelo Pierre de Lima para criar fakes.

Tudo para aparecer nas fotos ao lado de gente como Carlos Arthur Nuzman, Ricardo Teixeira, Pelé, Ronaldinho, Patrícia Amorim, Bernardinho e outros relacionados aos dois eventos esportivos a ocorrer no Brasil.

O poder ilude muita gente. Até busólogos.

sábado, 5 de março de 2011

FECHAMENTO DA AV. RIO BRANCO IMPEDIRIA DESFILES ASSIM



Aparentemente, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deixou de lado o projeto de fechar a Av. Rio Branco, transformando-a num calçadão para a alta sociedade.

Se tivesse realizado o fechamento, meses atrás, desfiles como este, do tradicional Cordão da Bola Preta, um dos mais prestigiados blocos de carnaval de rua da Cidade Maravilhosa, simplesmente não seriam realizados na avenida, sendo obrigado a encontrar outro lugar, que não tem a estrutura da Av. Rio Branco.

Imagine realizar um desfile com os tradicionais obstáculos de uma praça em estilo "hispânico", como chafarizes, estátuas ou mesmo alguns degraus? Seria impossível.

Eduardo Paes já enfrenta a PÉSSIMA repercussão do seu projeto de padronização visual dos ônibus, cujo fracasso se mostra com a adesão arrogante de uma minoria de busólogos, que se manifestam de todas as formas para prevalecer seus interesses, seja puxando o saco do prefeito carioca, seja agredindo os discordantes com desaforos, ofensas e mentiras.

Imagine a Av. Rio Branco fechada, para o recreio de burgueses, para o dormitório de mendigos e toxicômanos e para a tocaia dos assaltantes? Justamente no trecho correspondente a esta foto?

Definitivamente, Eduardo Paes NÃO governa para o povo carioca. Seu governo só serve para turista inglês ver. E, certamente, para falar mal depois, na volta para o Reino Unido (que adota a diversidade visual dos ônibus).

terça-feira, 1 de março de 2011

TRANS1000: PROMESSA DADA PARA IMPRENSA NÃO SE CUMPRIU


CARROS COMO ESTE NÃO DEVERIAM MAIS CIRCULAR EM LINHAS INTERMUNICIPAIS. MAS CIRCULAM, COMO SE AINDA FOSSEM SEMI-NOVOS.

Passou todo o mês de fevereiro e os prometidos "50 novos carros" da Turismo Trans1000, infelizmente, não vieram.

Hoje mesmo, no Bom Dia Rio, da TV Globo, apareceu um Marcopolo Torino 99 (lote de 2004), circulando próximo à Rodoviária Novo Rio, um modelo de carroceria já fora de fabricação há quatro anos e há um bom tempo já fora de circulação nas empresas que operam linhas intermunicipais.

O assessor da Transmil não informou se os "novos carros" eram usados ou não, e ficou nisso mesmo. Para a minoria barulhenta de busólogos que se apegam demais à Transmil, e que há muito tempo pedem para que "tenhamos esperança pela empresa", tanto faz como tanto fez. Eles não pegam os ônibus da empresa, mesmo.

É lamentável que uma empresa com um serviço tão péssimo ainda insista em continuar rodando, em meio a uma série de boatos, uns mais otimistas, outros não. Enquanto isso, os passageiros que só dependem dos ônibus da Transmil, que moram em Nilópolis e Mesquita, vivem com insegurança e medo.

Os ônibus até agora não rodam com acesso para deficientes - uma regra federal, ampla e explicitamente divulgada - , os veículos com ar condicionado apresentam problemas com aparelho sujo e funcionando precariamente, entre outros transtornos, vários deles constrangedores.

Sem falar que, além de não terem vindo os "carros novos" da Transmil, também não foi compensada a redução das frotas nas linhas da empresa, cujas esperas são demoradas, pois as supostas novas aquisições simplesmente não vieram, sequer para exposição nos fotologs de ônibus.

Será que ninguém sabe que, se a gente reclama tanto da Transmil, é porque a empresa está de mal a pior?

Para certos busólogos, é legal passar meses e meses com uma esperança que mais parece uma espera interminável, mas para os passageiros, não. Alguns busólogos, apegados demais à marca "Transmil", chegam a ser agressivos, arrogantes e insensatos. Claro, não tiveram parentes ou amigos entre os feridos no acidente de setembro passado.

Eu também não tive parentes ou amigos entre feridos, mas nem por isso fico indiferente ao drama da Transmil e o que seus fãs desconhecem é que a população sofre e está impaciente e pouco acredita em mudanças na empresa.

O mais grave disso tudo é que as promessas de renovação de frota da Transmil foram dadas para O Globo, jornal de maior circulação no Estado do Rio de Janeiro e um dos maiores do país.

Enquanto isso, os passageiros fogem da Transmil e vão pegar outros ônibus. O Bilhete Único ainda facilitou em parte isso, e dificilmente a Transmil atrai uma demanda que vá sanear seus custos, altíssimos.

Por isso, circulando ou não circulando, a Transmil - que, cada vez mais, se equipara a um transporte de bóia-fria - têm dívidas pesadíssimas sendo negociadas na Justiça. O desgaste da marca Transmil é um fato objetivo que não pode ser desprezado, afinal vamos deixar as paixões de lado porque, enquanto os busólogos tentam acreditar na Transmil, os passageiros e rodoviários (que esperam salários atrasados e encargos ainda descumpridos) sofrem horrores.

Não adianta o fã da Transmil se defender dizendo "lá vai você falando besteira, eu também não quero que a empresa continue na mesma" porque, na prática, acaba consentindo com a situação. Se gosta ou não da situação da Transmil, é outra coisa, pois torna-se um problema pior aceitar a situação atual a pretexto de uma esperança que os fatos comprovam ser quase impossível de se realizar.

Quando escrevi, num fotolog, que só um Eike Batista poderia salvar a Transmil, não estava fazendo ironia. O pessoal não gostou, disse que eu "falava besteira", mas a situação é essa, mesma.

O grande temor é que, se vier mais uma "renovação de frota" da Transmil, será com mais um resto de usados de terceira mão. Quando é que vamos ter que aturar mais "novos carros" que passaram por três empresas antes? Só virá Marcopolo Torino 2007 para a Transmil depois da Copa de 2014?

Enquanto isso, os passageiros sofrem, os rodoviários sofrem. De que adianta dizer que está solidário aos sofredores, se o apego fanático e neurótico a uma empresa, cuja história já se perdeu no passado, aponta uma conformação com sua situação calamitosa, a título de supostas esperanças, que nunca se realizam.

Fico até assustado com o fanatismo dos fãs da Transmil, que chega aos níveis do absurdo típico de um livro de Franz Kafka (1883-1924), que tanto escreveu sobre certos absurdos injustificáveis e misteriosos da natureza humana.

Há mais de seis meses escrevo textos criticando a Transmil e as únicas mudanças que ocorreram foram pequenas alterações nos estofados especiais (agora amarelos) e nas bandeiras das linhas, que adotaram o padrão fundo preto e letreiro verde.

Mas são só mudanças decorativas. De resto, é a mesma frota velha, de ônibus já fora de fabricação, uns com aparelho de ar condicionado velho, enferrujado e contaminado de fungos, com chão antiderrapante rasgado e portas com borracha também rasgada.

Enfim, uma tragédia de erros que já nem tem mais comédia.
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