segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MOTORISTA ATROPELA CICLISTAS EM PORTO ALEGRE



Um grupo de ciclistas que fazia parte do movimento Massa Crítica e fazia um manifesto pacífico pela valorização da bicicleta como meio de transporte foi atacado por um automóvel em alta velocidade, no centro de Porto Alegre, na noite da última sexta-feira.

Um motorista teria discutido com algum dos ciclistas e, revoltado com o grande número de ciclistas à sua frente, ele acelerou e teria causado ferimentos em cerca de vinte pessoas.

O motorista, numa demonstração de total desrespeito ao ser humano, não bastasse o que fez ainda fugiu do local e seu carro foi encontrado abandonado num bairro da zona leste portoalegrense. Seu advogado de defesa afirmou que o acusado se apresentará hoje à polícia.

Fica aqui nosso repúdio ao motorista que atropelou os ciclistas. Embora tenha havido discussões irritadas entre ele e um ciclista (provavelmente apoiado por alguns outros), nada justifica que o motorista do carro decida atropelar os outros.

Além do mais, fica também nossa queixa à Prefeitura de Porto Alegre que nada fez para reforçar a segurança e a orientação do trânsito no local.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

BUSÓLOGOS AINDA QUEREM MUTILAR BLOGS



Infelizmente, recebemos ainda mensagens de certos busólogos que, extremamente arrogantes, querem que se retire as fotos deles dos blogs que não compartilham da visão deles. "Não concordou comigo, tire minha foto", é o que dizem.

A foto pode estar no blog há dois, três ou quatro anos, com busca no Google, com internauta tendo gravado a foto com a tarja do blog, que o busólogo tal não quer saber. Tirando onda de moralista, sem saber a diferença entre projeto de lei e decreto-lei, ainda diz que "reproduzir foto sem autorização é crime", numa demonstração de pura intolerância pseudo-legalista.

Cresce a arrogância e o reacionarismo de uma minoria de busólogos, alinhados a interesses de políticos poderosos, e isso preocupa, até porque um hobby que seria feito para unir pessoas e fazer amigos, está provocando violentas divergências. Isso porque uma parte de busólogos se alinhou às elites políticas e tecnocratas, a outra (como neste caso) preferiu permanecer ligado ao simples interesse público.

Isso mostra o quanto essa elite de busólogos está se tornando autoritária e, por isso, defendendo a censura. Não vê que muitos blogs podem até reproduzir suas fotos sem licença ou autorização, mas os créditos são mantidos e citados devidamente nos textos. E citados de maneira respeitosa.

Eu mesmo escrevi, certa vez: "esta foto foi tirada pelo busólogo tal", de maneira respeitosa, reconhecendo o devido crédito. Mas como o busólogo diverge de visões comigo, ele mesmo assim pediu para eu tirar a foto dele. Tudo bem, tirei a foto dele como tirei a de outros, como a de um ex-Clube do Trecho que disparou grosserias contra mim, me chamando de "seu m...".

Bato nesta tecla: imagine se esses caras perderem os canais que tem no portal Ônibus Brasil, ou no Railbuss, ou no Portal Interbuss, por conta desse autoritarismo todo, por conta desse pavio curto. Muitas vezes a arrogância irritadiça pode representar um preço muito caro, principalmente pelo desrespeito travestido de "moralismo legalista".

Imagine se só o busólogo tal tirou a foto do ônibus X. Será que somos proibidos de publicar a foto desse ônibus, porque "não somos autorizados" a publicar fotos desse autor?

Agindo assim, o próprio autor não está sendo desrespeitado por nós, mas por ele mesmo, tomado de pura arrogância e egoísmo censor.

É bom tais busólogos tomarem cuidado consigo mesmos. Defender a censura sem medir a forma de como fotos suas estão sendo usadas só expõe o autoritarismo deles.

Falta uma autocrítica nesses busólogos que, iludidos com o poder mas questionados nos bastidores, se enfurecem à menor discordância. Não param para pensar sobre seus atos, cometem grosserias que só fazem a busologia ficar desmoralizada.

Além do mais, o verdadeiro cidadão não é aquele que se acha convencido, não é aquele que se infla de superioridade, nem é tomado de vaidades enrustidas.

E nem humilde será o arrogante que se esconde numa declaração de pretensa humildade, enquanto ataca os outros, censura a publicação de fotos, faz desaforos.

É lamentável que haja busólogos assim. É muito triste que um hobby tão bacana seja corrompido por mentes tão temperamentais, autoritárias, censoras, gente que não sabe que sua pretensa superioridade, devido à arrogância e ao nervosismo, pode botar tudo a perder.

Afinal, quando a cabeça está quente demais, os pés estão demasiado frios.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

COMO QUEREM MANTER UM MODELO DESGASTADO DE TRANSPORTE?


PARANAPUAN OU IDEAL, OU MADUREIRA CANDELÁRIA? - TANTO FAZ, BUSÓLOGO PELEGO NÃO ANDA DE ÔNIBUS...

Dois pesos, duas medidas. Enquanto, na busologia, a "curitibanização" dos ônibus, na sua versão carioca, aparentemente junta um número crescente de adeptos, no cotidiano do povo as pessoas estão cada vez mais descrentes dos governantes.

Enquanto tecnocratas tentam o máximo manter o último fôlego desse modelo de transporte coletivo até o fim das Olimpíadas de 2016, os fatos mostram o avançado desgaste e a evidente decadência do mesmo.

Mas, em épocas de anti-intelectualismo, não há diferença entre o busólogo pelego que defende a padronização visual dos ônibus do RJ e o cronista de jornal que defende ideias retrógradas e excludentes.

Para certas pessoas, infelizmente, não tem valor a observação viva das ruas, nem a pesquisa segura de teóricos conceituados. Para eles, o ato de pensar é pecaminoso, não pode ser democratizado. A visão "segura" de sociedade, para eles, é apenas dos tecnocratas, é a visão que vem dos escritórios, da tela de televisão, das autoridades.

É lamentável e parece um absurdo, mas existe pessoas que imaginam que é dos escritórios que vem a "visão mais adequada e segura" do que a sociedade deve viver e aceitar.

Querem salvar a reputação de um Jaime Lerner, já arranhado por um perfil neoliberal impossível de se disfarçar, mas deixam os moradores do Morro do Bumba na mão.

Até agora, os moradores dessa comunidade de Niterói foram apenas parcialmente socorridos, uns tratados feito trouxas pelas autoridades, e não é surpresa que vários desses moradores voltaram para o local de origem, pois, com todo o risco que sofreram, pelo menos era o lugar em que eles estavam acostumados a viver, pelas relações e atividades sociais que desempenhavam. É ruim, mas para essa população, é melhor do que ficar esperando promessas que nunca se cumprem.

A arrogância com que certos busólogos demonstram para defender a padronização visual - que é apenas um aspecto da lógica de concentração de poder do secretário de transportes, Alexandre Sansão, que já provou ser uma espécie de "Ali Kamel" da busologia (a prepotência do chefão de jornalismo da Rede Globo é notória nos bastidores da mídia) - é preocupante, mas indica o quanto o sentimento de falso triunfo esconde insegurança e medo.

Minoria apenas alinhada às decisões dos poderosos, esses busólogos se dizem "a maioria" só porque meia-dúzia de seus iguais aderiram à padronização visual. "Você está desinformado, atualize-se, a maioria não está com você", "Quem é contra a padronização visual vai falar sozinho", é o discurso síntese, descontando os erros de digitação e de gramática.

Mas no começo do regime militar, havia a mesma coisa. Se tivéssemos Internet em 1964, haveria gente dizendo: "Quem é contra militar no poder, que faça flexão de braços, 500 vezes sem parar", é o que poderiam ter dito.

Só que enquanto essa "maioria convicta" de uns tantos gatos pingados - que parecem muitos numa mera comunidade do Orkut, mas são quase ninguém diante do povo simples que não tem sequer computador - diz que o projeto de Eduardo Paes e Alexandre Sansão para os ônibus cariocas é "perfeito" e "maravilhoso", como "também são" os projetos de transporte coletivo há muito existentes em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e outras cidades, a realidade mostra que esse modelo, de tão desastroso, é trágico.

Os três mortos em acidentes de ônibus de Curitiba, certamente, não estão aqui para dizer o quanto ruim está o projeto lançado por Jaime Lerner em 1974, ainda vigente, às custas de muito marketing e trololó tecnocrata, nos dias de hoje. E quantos ônibus queimados, batidos, quantos motoristas estressados e sofrendo mal súbito em pelo trabalho, quantos desastres ocorrem enquanto tecnocratas esbanjam cínico otimismo em seminários sobre transporte na Europa!

As notícias que se acumulam relacionadas, sobretudo ao transporte de Curitiba e São Paulo, são de assustar.

Dizem que isso não tem a ver com o modelo adotado, mas a verdade é que, para um modelo tecnocrático que se anuncia "perfeito", é evidente que a decadência desse modelo assusta as autoridades, que tentam abafar o máximo possível seus efeitos.

Além disso, tal decadência é algo que praticamente anula um modelo que se julgava "perfeito", porque seus equívocos e prejuízos são superiores até mesmo ao mínimo imaginável e controlável.

Da censura ao marketing, passando por medidas paliativas - é difícil Curitiba sair do desastre do transporte coletivo com 390 Volvões; São Paulo tem busão e nem por isso seu sistema se livrou do colapso e da corrupção - , por pesquisas risíveis (francamente, 510 curitibanos, que não chegam sequer a 2% da capacidade atual do Estádio Couto Pereira, na capital paranaense, vão decidir sobre o transporte da cidade?), os tecnocratas do transporte coletivo fazem de tudo para se manterem no poder.

Mas aí até Hosni Mubarak também fez concessões, repressões e outras manobras para se manter no poder. E, com a revolta popular, vejam o resultado: Mubarak foi tirado do poder.

A realidade mostra que o mundo de cores pré-determinadas por secretários de transporte e outros políticos esconde dramas, tragédias, gafes.

Em Curitiba, aparecem ônibus superlotados, desconfortáveis e lentos, motoristas estressados e doentes, acidentes com mortos, entre outros transtornos.

Em São Paulo, aparecem acidentes com ônibus, baratas morando em vários deles, passageiros irritados com a demora na espera de um ônibus, além de um perigoso esquema de corrupção que envolve assassinatos.

Em Belo Horizonte, aparecem as greves sucessivas de funcionários, além de outros acidentes, passageiros irritados com espera demorada, etc.

Em Brasília, os mesmos problemas acima acrescidos da tendenciosa repintura que sucessivos governantes fazem para "inaugurar uma nova fase para o transporte coletivo brasiliense", uma mera conversa para boi dormir.

E, no Rio de Janeiro, vemos casos de corrupção, empresas ruins camufladas em "novas empresas", sucateamento das frotas, estresse de motoristas, passageiros irritados com espera demorada, entre outras irregularidades.

É evidente que o busólogo arrogante que acha que ele e seus amiguinhos são "a maioria", muito provavelmente, está pensando mais em aparecer nas fotos com Pelé ou Carlos Arthur Nuzman, coisas que para ele são muito mais interessantes do que defender os interesses dos passageiros lesados.

Tudo isso para não dizer os cargos políticos que podem aparecer para o busólogo que apoiar a padronização visual. O cara que fazia seu fotolog no Fotopages um dia, noutro será secretário do futuro governo Eduardo Paes, ou então assessor do Alexandre Sansão ou de qualquer outro similar... Para ele, isso é a glória.

É certo que o busólogo vai mentir, no Orkut ou nas mensagens do Twitter, Blogger ou Fotopages, que "também pensa no passageiro", que "é mal interpretado", que defende a padronização visual "sem maiores pretensões" e que somente nós estamos errados. Como a mocinha que, no golpe do baú, sempre desmente que gostou do ancião poderoso por dinheiro, só casou com ele "por amor", porque acha os ralos e cadentes cabelos dele "macios e sedosos".

Quem é que vai admitir, numa politicagem, que não tem maiores pretensões?

Como ele está de acordo com as decisões do poder, ele vai desqualificar quem discorda desse poder e é por este prejudicado. Mas, em dado momento, ele nunca fará mais do que provar de que ele está mais do lado dos interesses privados do que do povo, ao defender a padronização visual dos ônibus cariocas e todo o processo que está por trás disso.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PARTE DOS ÔNIBUS QUE CIRCULAM EM COPACABANA TERÃO ITINERÁRIO REDUZIDO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Haverá mudanças no trânsito de ônibus de Copacabana, com redução de frotas, implantação do BRS e alteração de itinerários. Os pontos serão reduzidos, mas não serão distribuídos por critério de consórcios. A linha 125E, que liga Central ao Horto do Jardim Botânico, via Copacabana (fusão do percurso da 125 com o da extinta 558 Horto / General Osório), vai virar 124.

Apesar da pompa tecnocrática, os moradores estão cautelosos com as mudanças. Além da própria padronização visual, que só agrada tecnocratas, autoridades e simpatizantes, mas sofre rejeição de maior parte da população.

Parte dos ônibus que circulam por Copacabana terá itinerário reduzido

Do Extra On Line

RIO - Com a implantação do Bus Rapid Service, o BRS (serviço rápido de ônibus) na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no sábado, parte da frota de cada uma das 64 linhas e seus serviços (variantes que têm o itinerário ampliado) que trafegam na via terá o trajeto reduzido. O vice-presidente da Rio Ônibus (sindicato das empresas de ônibus da capital), Otacílio Monteiro, informou que alguns coletivos farão o retorno na Avenida Prado Júnior (Copacabana) e outros, na Gávea. O número de veículos que fará o itinerário parcial, deixando de passar por Copacabana, variará por linha. Mas todos eles, garantiu Otacílio, estarão sinalizados:
— Teremos ônibus que vão virar circulares — explicou.

Diferente do que chegou a ser divulgado anteriormente, a Secretaria municipal de Transporte informou nesta terça-feira que não haverá redução de linhas, mas de frota. O número de veículos por hora, nos horários de pico, é que diminuirá de 419 para 320 (24%). Com isso, o órgão pretende aumentar de 13 para 24 quilômetros por hora a velocidade dos coletivos.

Outra novidade que virá junto com o primeiro BRS é a transformação dos 22 serviços em linhas, que ganharão um número. É caso da 125 (Central-General Osório): o seu serviço até o Horto vai virar a linha 124.

Todos os 15 pontos ao longo da Nossa Senhora de Copacabana— a informação inicial era que seriam 18 — ganharão um nome, a exemplo das estações do metrô, e terão identidade visual própria. Os ônibus que passam por Copacabana serão reunidos em três grupos.

Na frente dos ônibus, haverá um adesivo com a sigla BRS e um número, correspondente aos pontos na via. Com seis paradas, as 15 linhas BRS 1 são as do consórcio Intersul (cor amarela) que ligam a Zona Sul ao Centro: a 119 (Praça Quinze-Copacabana) e a 154 (Central-Ipanema), por exemplo. Também com seis paradas, as 28 linhas BRS 2 interligam bairros dentro do consórcio Intersul: a 415 (Usina-Leblon) e a 464 (Maracanã-Leblon) estão entre elas.

Com três paradas, as BRS 3 são operadas pelos consórcios Internorte (cor verde), Santa Cruz (Vermelha) e Transcarioca (Azul). Estes pontos ficarão próximos às estações do metrô Cantagalo, Siqueira Campos e Cardeal Arcoverde.

Veículos escolares poderão parar nas faixas de ônibus
Segundo a Secretaria de Transportes, veículos de transporte escolar poderão parar nas faixas exclusivas para ônibus, embora devam trafegar pela esquerda. Já carros, táxis, vans e caminhões estão autorizados tão somente a entrar em garagens ou dobrar à direita: os que rodarem por mais de uma quadra no corredor dos coletivos serão multados por radares.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

CAMPO GRANDE NÃO-PADRONIZADO APARECERÁ NA INTERNET






Enquanto os erros do projeto de padronização visual do Rio de Janeiro não se tornam conhecidos na sua ineficácia, quem reage contra essa medida arbitrária, expressão de um modelo tecnocrático de transporte coletivo que, mesmo decadente, será mantido para o bem de uma elite de dirigentes esportivos em 2014 e 2016, fará o que pode.

No nosso caso, vamos mostrar ônibus novos do Rio de Janeiro sem a mesmice do visual padronizado. Uma das estreias é da Transportes Campo Grande.

Integrante do Consórcio Santa Cruz, um dos braços da paraestatal Cidade do Rio de Janeiro, a Campo Grande nunca teve carros da CAIO Apache VIP 2 com o visual original e bonito da empresa. Por isso, resolvemos lançá-lo com o visual que teria se tal medida arbitrária e politiqueira - que anda seduzindo uma minoria de busólogos que sonham, talvez, com cargos políticos no futuro - tivesse, ao menos, sido vetada.

As primeiras fotos aparecem aqui, em primeira mão, que serão depois divulgadas amplamente em outros sítios vinculados. Para acompanhá-los, também colocamos a foto montagem de Vítor Hugo Pereira (não é meu parente), o amigo busólogo que também lamentou a padronização visual.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MOVIMENTO NOSSA SÃO PAULO QUER REDUZIR CIRCULAÇÃO DE CARROS EM 25%



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Taí uma iniciativa para ser posta em prática. Ninguém é proibido de ter carros, mas é preciso responsabilidade para pôr o carro na rua somente quando necessário, para que assim haja o menor risco possível de haver congestionamentos.

Movimento Nossa São Paulo apresenta plano para reduzir em 25% circulação de carros na cidade

Por Vinicius Konchinski - Agência Brasil, reproduzido no blog Ônibus Essencial para Todos (AmBuss) e no portal Ecodebate.

O Movimento Nossa São Paulo apresentou ontem (20), na Câmara Municipal de São Paulo, um plano de mobilidade urbana para reduzir em 25% o número de carros que circula diariamente na capital paulista. O plano prevê, principalmente, a expansão dos corredores de ônibus, investimento em ciclovias e mudanças em políticas habitacionais.

Na área do transporte coletivo, o plano defende a construção de 2,4 mil quilômetros de vias reservadas ao tráfego de ônibus nas principais avenidas da capital paulista, inclusive nas marginais do Rio Tietê e Rio Pinheiros. Segundo Ricardo Corrêa, urbanista do TC Urbes, consultoria que participou da elaboração do projeto, esses corredores serviriam como artérias de conexão entre regiões da cidade com as redes de metrô e trem já existentes.

[Leia na íntegra]Essas redes, de acordo com o plano, ainda seriam ligadas a micro redes de transporte coletivo que atenderiam bairros de São Paulo. Pela proposta, os passageiros poderiam usar todas as formas de transporte coletivo pagando somente uma passagem.

O sistema de transporte coletivo seria também conectado a 500 quilômetros de ciclovias. Nas áreas de cada uma das 31 subprefeituras de São Paulo, seriam construídas vias reservadas para as bicicletas criando assim a possibilidade para que habitantes circulassem dentro de bairros sem usar carro ou ônibus.

“Em vias locais, a prioridade seria dada às bicicletas e aos pedestres”, diz Corrêa.

A urbanista Simone Gatti, também do TC Urbes, afirmou, entretanto, que nada disso será completamente efetivo sem uma nova política habitacional para a cidade. Nesta política, também tratada no plano do Movimento Nossa São Paulo, estariam previstas medidas para a “centralização” da capital para que a população deixasse de ocupar áreas da periferia e reduzisse seus deslocamentos.

“A habitação interfere diretamente na mobilidade urbana”, disse Simone. “Precisamos compactar a cidade, centralizar a população e descentralizar a oferta de emprego.”

De acordo com as expectativas do plano de mobilidade, com todas essas medidas, um quarto da população paulistana deixaria seu carro em casa. Desta parcela, mais de um terço passaria a usar os corredores de ônibus para se locomover.

Isso faria com que a quantidade de viagens realizadas por dia no sistema de transporte público aumentasse de 23 milhões para 26 milhões. O uso das bicicletas também aumentaria.

Em compensação, São Paulo reduziria em 30% o volume de gás dióxido de carbono (CO2) emitido anualmente. Por ano, 391 mil toneladas do gás, que é um dos causadores do aquecimento global, deixariam de ser liberados na atmosfera.

O plano de mobilidade, agora, será entregue a autoridades municipais e estaduais. O secretário-executivo do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas, Volf Steinbaum, único representante dos governos presente na apresentação do projeto, disse que a iniciativa tem propostas interessantes, mas que precisa ser melhor debatido.

Nossa São Paulo quer órgão para planejar transporte de pedestres e ciclistas na cidade

Um terço dos deslocamentos diários na capital paulista é feito a pé ou de bicicleta. Entretanto, não existe um órgão público dedicado exclusivamente a regular e planejar este tipo de transporte, assim como é feito no sistema coletivo ou de veículos motorizados.

Na opinião de integrantes do Movimento Nossa São Paulo, isso é uma incoerência na gestão do transporte na capital. Por isso, o plano de mobilidade urbana apresentado ontem (20) pela entidade prevê a criação de um departamento vinculado à Secretaria Municipal de Transportes para zelar pela qualidade das calçadas e ciclovias da cidade.

“A ideia é criar uma órgão que regule e fiscalize a construção das calçadas e das áreas cicláveis da cidade”, disse o urbanista Ricardo Corrêa, da TC Urbes, consultoria que participou da elaboração do projeto do Nossa São Paulo divulgado hoje na Câmara Municipal.

Corrêa mostrou por meio de fotos o que chamou de “aberrações” criadas pelo mau planejamento da mobilidade não motorizada. Em alguns bairros da cidade, as calçadas são estreitas e oferecem risco aos pedestres. Em outros locais, as avenidas não contam com espaço para travessia segura de pedestres ou ciclistas.

Na avaliação dos membros do Nossa São Paulo, os deslocamentos a pé e, principalmente, de bicicleta aumentariam significativamente na capital se a segurança das vias fosse melhorada. O coordenador da Secretaria Executiva da entidade, Maurício Broinizi, disse que atualmente 160 mil habitantes da cidade usam a bicicleta diariamente. Este número poderia chegar a 500 mil, segundo uma pesquisa encomendada pela organização ao Ibope. “São mais de 300 mil pessoas”, disse Broinizi. “Não podemos desprezar este número. Seriam, pelo menos, 200 mil carros a menos nas ruas”, completou.

INTERNAUTA REGISTRA ÔNIBUS INFESTADO DE BARATAS EM SP



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Este é o "moderno" transporte paulistano, seguidor do "moderno" padrão de transporte coletivo lançado por Jaime Lerner e ainda vigente em Curitiba.

A SPTrans não consegue administrar as empresas, diante da concentração de poder em que a Secretaria Municipal de Transportes detém sobre as empresas, mas ter mais poder não significa necessariamente administrar melhor.

Afinal, mais irregularidades aparecem nesse modelo já implantado no Rio de Janeiro, e este é um aviso do que os cariocas vão enfrentar a partir do próximo ano.

Internauta registra ônibus infestado por baratas em São Paulo

A SPTrans informou que o veículo será dedetizado nesta quarta-feira (9).
'Foi um alvoroço dentro do ônibus', conta o internauta.


Por Tadeu Menezes, internauta - enviado para o portal G1

Uma infestação de baratas assustou os passageiros de um ônibus nesta terça-feira (8), em São Paulo.

"Peguei o ônibus na Avenida Nove de Julho às 14h17 e desembarquei na Avenida Guido Caloi às 16h34. Desde o embarque, devido ao calor e depois com uma paralisação no trânsito por causa de um acidente envolvendo dois caminhões próximo ao viaduto João Dias, as baratas começaram a sair de suas tocas", conta o internauta Tadeu Menezes.

O vídeo ao lado foi gravado no ônibus da linha 6200-10, que liga o Terminal Bandeira, no Centro, ao Terminal Santo Amaro, na Zona Sul. "Foi um alvoroço dentro do ônibus, as mulheres começaram a gritar e o pessoal começou a tentar matar as baratas", lembra o internauta.

Nota da redação: em nota, a assessoria da SPTrans disse que lamenta os transtornos e esclarece que a empresa responsável pela linha informou que todos os veículos da frota foram dedetizados em novembro de 2010, com prazo de validade de 90 dias, período que é fiscalizado pela gestora. Tendo em vista que a dedetização, neste caso, não teve o resultado esperado, a empresa promete que uma nova será realizada nesta quarta-feira (9).


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

NOSSA HOMENAGEM A JULES VERNE



Um dos grandes escritores do século XIX e pioneiro da ficção científica, o francês Jules Verne, teria feito 183 anos hoje. Fica nossa homenagem a ele, que escreveu romances sobre viagem à Lua e outros envolvendo balões, como Cinco Semanas Em Um Balão e A Volta Ao Mundo Em 80 Dias.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SUPERCARIOCA RECEBE MENSAGENS REACIONÁRIAS



Andei com problemas no sítio Supercarioca, por conta da arrogância de um determinado busólogo, que ora manda mensagens com seu nome, ora manda como anônimo, disparando desaforos e ainda demonstrando seu direitismo político (citou o adjetivo "socialista" de forma pejorativa).

O que mostra o quanto tem gente reacionária em nosso país. Gente que se diz "democrática", "defensora da livre opinião", mas só quer a "verdade dos donos do poder". Ele anda apoiando, com crescente entusiasmo, a política de padronização visual dos ônibus cariocas, e anda me chamando de "fantasioso", "utópico", "fracassado".

É uma pena que o reacionarismo esteja crescente na busologia, sobretudo por conta de pessoas que agora obtém mais visibilidade. Mas isso ocorre toda vez que oligarquias se formam no âmbito do poder sócio-político, os emergentes de hoje podem não parecer poderosos no presente momento, mas serão eles os prepotentes de amanhã.

Vide, por exemplo, a intelectualidade do PSDB, partido que serviu de berço político para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Por isso, passei a apagar os comentários do Supercarioca, porque uma coisa é a discordância saudável e sem pretensões de verdade. Outra é o ataque arrogante, mesmo sob o verniz da "boa discordância", de gente irritada que faz até jogo duplo, escrevendo com seu nome ou como um anônimo, achando que com isso parecerão mais de uma pessoa escrevendo.

Gente que quer ser respeitada mas não respeita os outros, e que se aproveita de sua visibilidade para cometer o abuso da arrogância. Ele já havia atacado outro busólogo, em outro incidente, há uns três anos atrás.

Por acidente, no entanto, quando fui apagar as mensagens do busólogo reacionário, apaguei uma mensagem do amigo Marcelo Pierre de Lima, que também escreve para este blog. Quase o comentário desapareceu, mas a demora da página mudar permitiu que eu salvasse o texto através do Ctrl+C antes que ele desaparecesse. E aqui está o comentário dele sobre os ônibus que apareceram no filme Lua de Cristal com Xuxa Meneghel.

"Bem, as imagens são de 1989 e a frente do Ciferal-Padron Alvorada (MB1315 ou MB1313) da antiga Mosa (40125) diz tudo: era um dos modelos do Primeiro Semestre de 1989 (na Zona Oeste, começaram a rodar a partir de Abril na Bangu e na antiga Santa Sofia)"

Valeu o toque, Marcelo Pierre!!

CONFUSÕES DA PADRONIZAÇÃO VISUAL


SE UM BUSÓLOGO ATENTO CORRE RISCO DE CONFUNDIR ÔNIBUS, QUANTO MAIS UM CIDADÃO COMUM.

Ontem fui fazer prova de concurso, no Castelo, centro do Rio. Isso depois de uma madrugada acordado, seja porque dormi tarde ao som de um "baile funk" nas proximidades, seja porque, num breve sono, tive que acordar mais cedo para não voltar a dormir e acordar com dificuldade.

Pois bem, eu, que sou busólogo e observo bastante os ônibus, posso estar sujeito à confuões quanto ao reconhecimento de um ônibus, quanto mais o cidadão comum, ou mesmo os busólogos que se arrogam de "nunca serem capazes de confundir o ônibus que pretendem pegar". Conhecer chassiz de longe não é garantia de que fulano consiga sempre discernir ônibus de linhas diferentes com o mesmo visual padronizado.

Depois de ver um Real Auto Ônibus, com visual padronizado Intersul, na linha 127 Rodoviária / Copacabana (que eu cheguei a pegar, com minha família, ainda nos tempos da Mercedes-Benz O-362, em 1978), ao ver o Gire Transportes, na mesma pintura Intersul, passando pela Av. Marechal Floriano em direção à Av. Passos, na linha 107 Central / Urca, por uns poucos segundos eu pensei que a linha 127 havia mudado de itinerário.

São poucos segundos, mas o suficiente para alguém embarcar num ônibus errado.

Imagine se eu estivesse na Av. Pres. Antônio Carlos e, na pressa, tiver que pegar um ônibus da 127 para a Praça Mauá, por causa de um compromisso urgente? E, de repente, eu pego o 107 pensando ser o 127 - pouco importa a carroceria, até porque de longe tanto faz se é uma Marcopolo Torino 2007 ou Neobus Mega 2006, e não é impossível a Real comprar novos carros da Neobus - e só percebo isso depois que o ônibus dobra a Candelária para ir à Av. Pres. Vargas.



Outro caso é o da Litoral Rio Transportes. No mesmo passeio de 100D, que eu peguei de Niterói, e que me fez confundir o Gire com a Real, ao passar pela Av. Alfred Agache, esquina com Rua da Misericórdia, outra confusão eu tive, em segundos. Eu cheguei a pensar que o ônibus da Litoral Rio que então passava era da Auto Viação Tijuca. E olha que a Tijuquinha já não passa há um tempo na Av. Alfred Agache, mas nada impede que volte a passar naquela ocasião.



Em outra ocasião, desta vez eu pegando o 100D de volta para Niterói, depois de feita a prova de concurso, eu vi, na Av. Pres. Antônio Carlos, esquina com Rua da Misericórdia, um ônibus da Viação Ideal, pintado como Internorte, e, embora abatido (a prova exigiu um esforço mental imenso), não cheguei a confundir o ônibus, que servia a linha 326 Castelo / Bancários.

No entanto, refleti que a bandeira indicativa da linha, sendo ofuscada naquela iluminação do sol, poderia causar problemas no cidadão que for pegar um ônibus mais adiante, na Rua Primeiro de Março, onde muitos ônibus se bagunçam na disputa pelos passageiros.

Dessa maneira, o perigo de algum passageiro pegar um ônibus da Vila Real na linha 378, pensando ser o Viação Ideal na linha 326, é muito grande. Imagine o prejuízo de alguém que quer pegar um ônibus para Marechal Hermes e, por engano, pegar um ônibus que vai para a Ilha do Governador.

Ele terá que pegar dois ônibus ou então pegar um que pare um tanto longe e andar a pé depois. Porque o único ônibus que vai da Ilha para as proximidades de Marechal Hermes é o 910 da Paranapuan (que ele terá esforço de identificar, porque senão vai pegar o 696 da Ideal para o Méier, por conta da mesmíssima pintura), que no máximo vai até Madureira.

Ou seja, mais transtorno: o cidadão terá que fazer uma boa caminhada, se não quiser gastar mais uma passagem. E, se o transtorno dele ocorre numa tarde de sábado ou domingo, a chance do cidadão ser assaltado é altíssima. Para não dizera de ser morto num latrocínio.

Na vida, todos podemos sofrer algum tipo de desatenção. Atire a primeira pedra quem nunca foi desatento na vida. Mas o problema é que, no caso como o da padronização visual, num Rio de Janeiro marcado historicamente pela diversidade visual dos seus ônibus, a confusão é um risco que pode atingir até mesmo o prefeito Eduardo Paes, um político que no fundo não inspira a menor credibilidade, por ser um político fisiológico e frouxo metido a "audacioso". É sério.

Isso é o que mostra o quanto a padronização visual nos ônibus é ruim. Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco, tem gente que acha o projeto de Eduardo Paes bonito e eficaz, desprezando o sofrimento que já vive a população pobre, que não tem os conhecimentos técnicos dessa minoria de busólogos pró-padronização.

Além do mais, ter desatenção na vida é algo corriqueiro que ocorre com qualquer um. Isso porque nossas vidas são movimentadas, sofremos pressões diversas da rotina diária, é natural que tenhamos também nossos esquecimentos e lapsos de memória, com tantas preocupações, compromissos, informações nas nossas mentes.

Isso não faz as pessoas ficarem estúpidas ou burras, em si. Mas mostra, no caso da padronização visual dos ônibus cariocas, que os prejuízos e desvantagens são muito maiores do que os supostos benefícios que seus defensores tanto falam, até com certa arrogância.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

LINHAS INTERMUNICIPAIS DE NITERÓI USAM MESMO CÓDIGO



Deu a louca no DETRO. Em mais uma tentativa de alterar o código da linha 751D Charitas / Gávea, da Auto Viação 1001, o DETRO, entidade responsável pela fiscalização das linhas intermunicipais de ônibus no Estado do Rio de Janeiro, acabou causando a confusão dos passageiros, renumerando a linha para 750D.

A 751D foi, durante muitos anos, a famosa 996 que a Auto Viação Leblon começou a operar na inauguração das linhas intermunicipais a percorrer a Ponte Rio-Niterói, em 1974. A linha havia passado pela CTC-RJ em 1976, até por volta de 1990, quando passou para um pool provisório entre a 1001 e a Rio Ita, depois passando a ser somente da 1001.

O grande problema é que o código 750D já corresponde ao da linha Santa Rosa / Estácio, há um bom tempo, desde 1983, quando a linha foi inaugurada pela Auto Viação ABC, e que desde 1986 está com a Expresso Garcia.

Além disso, tanto a linha da 1001 quanto a da Garcia, além de percorrerem a Ponte Rio-Niterói, passam por um mesmo trecho da Av. Jornalista Alberto Francisco Torres, na Praia de Icaraí de Niterói. É um bom trecho, que no sentido Centro-Icaraí vai da Praça Duque de Caxias (que, no final da Rua Miguel de Frias, passam os ônibus da Garcia) até a Rua Joaquim Távora, na parte de Icaraí conhecida como Canto do Rio.

Com isso, os passageiros ficarão transtornados, quando a "bandeira" da 1001 deixar de fazer a transição da exibição dos dois códigos.

Resta então uma pergunta. A 750D da Garcia vai mudar de código? E a da 1001, vai ser 750D para valer?

É mais uma pendência para os técnicos do DETRO, que ainda terão que enfrentar o episódio do Grupo Rio Ita, com alguns ônibus da Auto Ônibus Fagundes e da Expresso Rio de Janeiro circulando com o código DETRO RJ 166, da Transturismo Rio Minho (como se não bastasse um micro-ônibus da Prefeitura de Itaboraí ter o código RJ 166.013).

É preciso arrumar as coisas, DETRO.
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