segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SPTRANS VAI CUIDAR DE MANUTENÇÃO DE TROLEBUS EM SÃO PAULO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A SPTrans, que já tinha o controle político e operacional dos trolebuses - o visual padronizado já dava indícios disso - , passará também a fazer a manutenção dos trolebuses, aumentando a sobrecarga do transporte coletivo paulistano, que segue a mesma tendência de colapso de Curitiba, pondo em xeque o modelo lançado por Jaime Lerner e hoje implantado no Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes.

O texto aparentemente dá como positiva a novidade, mas reproduzimos o texto do G1 para que vocês, leitores, questionem a notícia e o aparente preparo dos tecnocratas da paraestatal SPTrans.

Eletropaulo transfere manutenção da rede de trólebus para SPTrans

Após 25 anos de convênio, município passará a cuidar da rede.
Prefeitura e dona dos ônibus afirmam que haverá modernização.

Do G1 São Paulo

A concessionária de energia AES Eletropaulo vai repassar à São Paulo Transporte (SPTrans) a manutenção dos 137 km da rede de cabos aéreos e das subestações de trólebus da cidade de São Paulo. Segundo a Eletropaulo, a mudança ocorrerá no próximo dia 18 de dezembro, dois dias após o vencimento do convênio de 25 anos entre a Prefeitura de São Paulo e a distribuidora de energia elétrica. A SPTrans informou que as negociações devem estar concluídas até o final do ano. O período de transição dos serviços vai se estender até dezembro de 2011.

Quando o convênio entre a Prefeitura de São Paulo e a Eletropaulo foi feito, em 1985, os trólebus eram operados pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) e a Eletropaulo era uma estatal. Após a concessão dos serviços de transportes e de energia elétrica, a discussão dos preços e responsabilidades sobre a manutenção da rede colocou as empresas em polos distintos.

A partir da transferência, a SPTrans ficará responsável pela manutenção e continuará a pagar à Eletropaulo pela energia consumida pelos trólebus. Segundo a SPTrans, em São Paulo circulam 200 trólebus em 12 linhas, a maior parte delas na região Leste da cidade, e nas regiões Sudeste e Oeste. Apesar do fim do convênio, a SPTrans e a empresa concessionária do sistema de trólebus afirmam que estão previsto investimentos de R$ 25 milhões na melhoria e modernização da via aérea, além de R$ 91 milhões para compra de 140 veículos novos.

Em novembro, os passageiros de trólebus enfrentaram problemas por causa de uma pane no sistema de transmissão elétrica. Em junho, uma queda de energia em circuitos da Avenida Celso Garcia e da Rua Carneiro Leão causou uma paralisação no transporte por pouco mais de uma hora no Centro de São Paulo. Em 22 de novembro, faltou energia durante quase toda a manhã na Praça da República e no Páteo do Colégio.

A AES Eletropaulo esclareceu que interrupções na rede de trólebus não são causadas exclusivamente por falta de energia. Entre os motivos que podem interromper o sistema de transporte estão falha nos fios dos ônibus (que não são responsabilidade da AES Eletropaulo), pavimentação irregular das vias e direção fora dos parâmetros estabelecidos pela rota, o que ocasiona o rompimento dos cabos na parte traseira dos veículos.

"Não tem manutenção. A Eletropaulo quer jogar a responsabilidade para a SPTrans e a SPTrans joga para a Eletropaulo", diz o vereador Abou Anni (PV), que defende a ampliação da rede. "Quem perde com isso somos todos nós por causa dos congestionamentos e dos transtornos para os passageiros", afirma.

Tombamento
O vereador Abou Anni afirma que pediu ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura, o tombamento histórico da rede de trólebus.

"Oficiamos o Conpresp pedindo o tombamento dos trólebus e reiteramos por várias vezes. Fui obrigado a fazer um ofício para o Secretário da Cultura", afirmou. De acordo com ele, caso o sistema seja tombado terá de ser mantido pelo poder público.

Um comentário:

  1. Estão centralizando tudo, do topo da "pirâmide" que comanda a ONU até chegar aos parafusos das rodas dos ônibus! Isso é coisa de gente falsa que fica controlando a independência alheia para distrair o povo para não ver as independências dos políticos para roubar à vontade.

    Tomara que o transporte no Rio entre num caos e esse fanfarrão filho de porteiro vá pra casa.

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