segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

POPULAÇÃO DA ZONA OESTE CONFUSA COM PADRONIZAÇÃO VISUAL



Vão anotando aí. Nem o mais otimista tecnocrata deveria esperar que a medida da padronização visual vá vingar em vinte anos no Rio de Janeiro. Se a medida se desgasta em São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte, quanto mais no Rio, onde a medida é claramente repudiada pela população.

Sendo mais otimista, a medida vingará dez anos, isso forçando muito a barra, com teimosia de autoridades e tudo. Isso até quando os erros não puderem mais ser escondidos, o que já pode ocorrer dentro de dois anos.

A medida já gera uma verdadeira comédia de erros, e entre eles é o nome de um dos consórcios, Santa Cruz, que anda assustando muito a população da Zona Oeste, que já deve estar pensando que se trata de uma única empresa. "Essa Santa Cruz está comprando tudo quanto é linha", é o que se ouve entre os moradores de Campo Grande, Bangu, Santa Cruz e adjacências.

Há também o caso da linha 743 Bangu / Barata, cujos ônibus fardados passaram a ser boicotados pela população desconfiada, causando prejuízo para a empresa-sócia ligada à paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro.

Fora isso, há também o caso de empresas que participam em consórcios diferentes jogando carros de um consórcio em linha de outro. A Madureira Candelária (ou o que sobrou dela) colocou um ônibus do consórcio Internorte na linha 355 Tiradentes / Madureira, do consórcio Transcarioca (Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Madureira). Há casos também com a Gire e a Três Amigos (ou o que sobraram de ambas).

Se o episódio da padronização visual pudesse ser lembrado numa obra literária, só se for no Febeapá, se caso Sérgio Porto estivesse vivo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

BUSÓLOGO DO OCD HOLDING AGE COM GROSSERIA



Em vez de desmentirem sua arrogância, certos busólogos de elite só confirmam não somente a arrogância, como a grosseria, a falta de educação e a total falta de respeito com aqueles que não concordam com seus discutíveis pontos de vista.

Que haja desavenças, tudo bem, mas chegar a falar palavrão e partir para xingações, não dá.

Um busólogo do OCD, que havia feito parte do Clube do Trecho, dirigiu a este blog com fúria e completa grosseria. Disse para eu tirar a foto dele. Aí tudo bem. Tirei a foto dele, em respeito aos direitos autorais.

Só que o referido busólogo me chamou de "seu m..." e de "seu c...", numa total falta de respeito, em completa demonstração de pura grosseria, o que pode queimar gravemente a imagem dele, porque busólogo esquentadinho acaba perdendo a vez no futuro.

Mas ele não é o único grosseirão da OCD Holding. Outro busólogo, cujo apelido remete a um tipo de doce muito consumido por crianças e adolescentes na frente das escolas, também é dado a grosserias e muita arrogância, a ponto de ter sido expulso de um fórum sobre ônibus no Orkut e só readmitido pelos outros amigos desse tal busólogo.

É lamentável essa atitude, de completa estupidez, de parte do pessoal do OCD Holding. Sinal de que o sucesso está subindo demais à cabeça deles. Talvez tivesse sido bom que eles tivessem sido ignorados por um especial sobre busologia do programa Tribos, do Multishow, o que começou a expor a arrogância deles.

Eu já enfrentei muito reacionário na Internet, e sei como eles se comportam. A atitude é comparável, hoje, aos barões de veículos de imprensa como a Folha de São Paulo e a Veja, famosas também pelos seus grosseirões reacionários.

É realmente muito triste que haja pessoas assim, em pleno século XXI, adotando posturas tão retrógradas e decadentes. Quem age assim não sabe que, por causa da arrogância e da falta de respeito, todo o sucesso e visibilidade obtido pode desaparecer num só segundo. A humanidade já testemunhou milhares e milhares de casos em que pessoas de alguma forma poderosas ou bem sucedidas encontraram o limbo e o infortúnio por uma simples arrogância, grosseria ou agressão.

Que respeito desejarão os busólogos do OCD Holding se eles xingam os outros de "seu m..." ou "seu c..."? Será que as portas das garagens dos ônibus estarão sempre abertas para gente assim?

O pavio curto bota tudo a perder, e muitas vezes os arrogantes e grosseiros terão que enfrentar infortúnios pesados, mais até do que eles pensam, até que eles não aguentem tanto peso e comecem a chorar.

A fúria grotesca faz perder privilégios, cancelar oportunidades, criar desafetos, brigar com os aliados, atrair doenças graves. Levar a fúria ao extremo só faz aumentar o preço dos infortúnios de amanhã.

Espera-se que os busólogos da OCD Holding passem a ter um pouco mais de humildade, que escrevam no fotolog deles algum manifesto de mea culpa, algum pedido de desculpas, porque do jeito que está eles serão passados para trás por outros grupos busólogos que, sensatos, não traem seu profissionalismo com desaforos e xingações.

Me senti ofendido por esse busólogo. Não citarei seu nome. Quem conhece o fotolog saberá quem foi. Isso porque não estou aqui para comprar briga, não vou fazer rinha busóloga. Faço aqui minhas críticas, duras, mas não destrutivas. E ainda por cima fiz o favor de retirar a foto dele deste blog.

Afinal, o próprio arrogante é que é autodestrutivo, porque a fúria é inimiga da prudência, da sensatez, do equilíbrio. E mostra o quanto o arrogante não passa de uma pessoa insegura, frustrada, porque não respeita o próprio sucesso que obteve, fica se achando acima dos busólogos, da busologia, das empresas de ônibus e dos rodoviários, e, sobretudo, dos passageiros.

As críticas ao OCD Holding se dão porque eles lançaram um boato mal-esclarecido que vendem como "verdade absoluta", querendo inventar uma causa par se destacarem, quando os fatos da realidade mostram o contrário do que eles acreditam e defendem. Por isso eu critico. Não é desaforo, nem inveja, nem vontade de destruir. Até porque já fui um admirador de vários membros do OCD, e continuo admirando os trabalhos de vários deles.

Por isso, as críticas são construtivas, embora pareçam duras. Mas a reação do busólogo que era do Clube do Trecho foi, sim, uma crítica destrutiva a mim, devido aos palavrões que de forma tão grossa ele me dirigiu.

Baixem as cristas, dupla de busólogos. O busólogo com apelido de doce e o ex-Clube do Trecho têm que respeitar até mesmo a si próprios, porque através da grosseria eles agiram em total ofensa à sua própria reputação, ao destaque que eles alcançaram na busologia fluminense.

O sucesso que esses dois conseguiram pode desaparecer em segundos, só por conta de uma fúria contida em pequenas mensagens. E eles têm que tomar muito cuidado com sua irritabilidade, porque assim até mesmo um racha no OCD Holding pode haver, porque quem se irrita demais não encontra limites e pode brigar até mesmo com aqueles que são seus irmãos de causa. As circunstâncias falarão por si mesmas.

Por isso, tudo que eu peço para esses dois busólogos, sobretudo o ex-Clube do Trecho, é tão somente HUMILDADE e RESPEITO.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ARROGÂNCIA PODE BOTAR TUDO A PERDER NA BUSOLOGIA



Nos episódios da Turismo Trans1000 e da suposta "lei do ar condicionado", nota-se em certos busólogos uma demonstração de profunda arrogância, que em muitos casos pode botar tudo a perder e prejudicá-los completamente.

Nos últimos anos, uma elite se destaca na busologia e isso já criou vários conflitos, não só comigo nem com meu irmão do blog Terminal Laranja. Outros conflitos, com outros grupos, já ocorreram, e num dia ou em outro há informações de membros que deixam tal grupo busólogo por alguma desavença.

Mas, em certos casos, a situação chega mesmo a ser complicada. Até mesmo para o lado dos que defendem a tendência "dominante".

O episódio da Transmil, por exemplo, é sabido por muitos. Uma empresa de ônibus que até começou bem e que agora mais parece um elefante branco que ameaça os passageiros e revolta os rodoviários. Afinal, a empresa tornou-se conhecida por operar com frota sucateada, oferecendo desconforto e até risco de acidentes para os passageiros, além de sua estrutura administrativa ser péssima, com rodoviários esperando salários atrasados, cumprimento de encargos trabalhistas pendentes e trabalhando em sério risco.

No entanto, certos busólogos chegam, com uma estranha arrogância, a preferir a manutenção da Transmil como está, pela preferência infantil ao passado histórico cujo sentido se perdeu hoje. Chegam mesmo a esnobar dos rumores de que a Transmil será vendida para alguma(s) outra(s) empresa(s).

No caso da "lei do ar condicionado", uma minoria de busólogos "donos da verdade" se irrita com qualquer contestação feita à tese deles. Sem saber discernir projeto de lei de decreto-lei, eles interpretam mal um texto e querem que sua visão prevaleça. Recebi uma mensagem de um busólogo que ainda teve o cinismo de dizer que eu "não estava sendo um verdadeiro busólogo".

A tese da "obrigatoriedade do ar condicionado" para linhas urbanas é duvidosa. Para ônibus urbanos, ela tem sido sempre uma medida opcional, para linhas cuja demanda e itinerário são compatíveis para essas áreas.

Mas a arrogância cega e surda dessa "panelinha" de busólogos, que chega ao nível doentio, não consegue explicar, por exemplo, se a suposta "lei do ar condicionado" também vale para linhas tipo as gonçalenses 31 Praia da Luz / Barreto e 40 Apolo III / Fazenda dos Mineiros (já que, "tecnicamente", Barreto é bairro de Niterói e Apolo III, de Itaboraí) ou para a linha 544R Maricá / Rio do Ouro. Sem falar de linhas de municípios vizinhos e quase rurais no interior do Estado. Terão ar condicionado, também?

Em ambos os casos, a arrogância dessas minorias de busólogos, sem limites, pode causar sérios problemas. O feitiço pode se virar contra o feiticeiro.

No caso da Transmil, a exposição desses busólogos pode representar risco até à integridade física deles. Eles não sabem a revolta com que sentem os rodoviários da empresa, nessa situação indefinida que só deslumbra seus defensores, tal qual a canção de Osvaldo Montenegro sobre o pescador que "se encanta mais com a rede que com o mar".

Imagine a indignação dos rodoviários que esperam salários atrasados, encargos trabalhistas, reivindicam melhores condições de trabalho, e os motoristas trabalhando em alto risco, dirigindo veículos velhos com pneus carecas.

E, de repente, um busólogo diz na Internet que ninguém vai comprar a Transmil, a empresa não será vendida sequer em 2020, numa declaração bastante jocosa.

O que os rodoviários da Transmil vão entender com essa declaração?

Simples. Vão entender que o busólogo deseja que se mantenham os salários atrasados, os encargos descumpridos, as péssimas condições de vida, o risco de acidentes. Afinal, não foi o tal busólogo um dos feridos no último acidente com um ônibus da Transmil, setembro passado, na Av. Rodrigues Alves, Zona Portuária carioca.

No caso dos defensores da tal "lei do ar condicionado", a encrenca que eles podem arrumar é simplesmente perder o direito de fotografar ônibus novos de primeira mão. Do jeito que se vê nos fóruns sobre ônibus, vários deles chegam a esculhambar as próprias empresas que deixam de comprar ônibus com ar condicionado. Chegam a falar que elas "descumprem as leis", entre outras barbaridades.

Eels desconhecem que muitas linhas de ônibus não possuem demanda que justifique o custo dos ônibus com ar condicionado, que é caro e exige onerosa manutenção. Além disso, linhas muito curtas não justificam, salvo exceções (e exceção não é regra). Outra coisa, é que certos percursos que passam por estradas de barro e areia, que viram lodo em dias chuvosos, são impróprios para ônibus com ar condicionado, que podem se danificar com mais facilidade.

A arrogância desses busólogos, sejam os que defendem a Transmil, sejam os que acreditam na tal "lei do ar condicionado", pode botá-los a perder em tudo.

Os defensores da Transmil podem até mesmo levar uma surra dos rodoviários, se passarem perto das garagens ou dos pontos de ônibus da empresa.

Os da "lei do ar condicionado" podem ser proibidos de fotografar ônibus novos nas garagens das empresas porque simplesmente as classificaram de "irresponsáveis" por não terem adquirido ônibus com ar condicionado.

A arrogância põe tudo a perder. Junto com suas irmãs irritabilidade e teimosia. Na medida em que as três, juntas, lutam pela vitória a todo preço de suas posições, sem qualquer análise autocrítica nem qualquer tipo de cautela, acabam obtendo o resultado extremamente oposto, que é o da derrota inevitável.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

QUANDO O "RÁDIO LEÃO" SE PASSA POR VERDADE ABSOLUTA


NOVO CARRO DA ABC, DE SÃO GONÇALO (RJ) - Por incrível que pareça, a simpática aquisição deixou certos busólogos furiosos.

Há um caso de "rádio leão" que se impõe como se fosse uma verdade absoluta, um dogma para o qual toda contestação parece pouco recomendável.

"Rádio leão" é uma gíria de busólogos que quer dizer boataria. É uma corruptela de "rádio peão", gíria do movimento sindical.

Pois o "rádio leão" da hora é uma suposta legislação que teria determinado que todos os ônibus intermunicipais do Estado do Rio de Janeiro - rigorosamente, todos - seriam dotados de ar condicionado. Ônibus urbanos, linhas de pouca distância, linhas do interior, tudo.

A validade ou mesmo a existência dessa lei é um grande mistério. É discutível em diversos aspectos. Mas a fé cega e intransigente numa boataria espalhada por uma elite de busólogos - que chegaram ao ponto de censurar outros busólogos discordantes, que tiveram seu espaço de comentários bloqueados por um mecanismo oferecido pelo Fotopages - , ligada ao fotolog OCD Holding, está causando séria polêmica até mesmo no Orkut.

Essa polêmica está causando problemas até mesmo com as empresas de ônibus que, por deixarem de adquirir ônibus com ar condicionado, são chamadas injustamente de "irresponsáveis", como é o caso da Auto Viação ABC e Viação Estrela, empresas do município de São Gonçalo, no Grande Rio.

A boataria, no entanto, não tem muito fundamento, uma vez que a suposta lei não foi oficialmente lançada pelas autoridades nem foi amplamente divulgada. Além do mais, a intransigência dos busólogos chega a renegar até mesmo o óbvio: que a (suposta) lei do ar condicionado teria em vista as Olimpíadas de 2016.

Alguns esclarecimentos têm que ser feitos:

1. Os textos da legislação fluminense sobre ônibus, com várias leis lançadas nos últimos quatro anos, estabelecem diferença de sentido entre a expressão "ônibus" e "rodoviário". O termo "rodoviário" se refere apenas aos ônibus chamados executivos, geralmente usados em viagens muito longas.

2. A proposta de obrigatoriedade dos ônibus de ar condicionado se refere às linhas de ônibus com destino para a cidade do Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas de 2016.

3. A proposta de lei não foi ainda oficialmente aprovada nem divulgada. E não há informações claras sobre o andamento ou mesmo a desistência da mesma pelas autoridades.

Portanto, se existe uma proposta deste tipo, ela ainda é uma proposta. Há um documento sobre a suposta lei, escaneado de uma fotocópia malfeita, dessas em serviço de xerox barato.

Mesmo que haja a hipótese de haver essa lei, ela não se refere a todas as linhas intermunicipais do Estado do RJ. Senão, até linhas rurais do Norte Fluminense teriam que usar ar condicionado. Além disso, será que vai ter prova olímpica em Areal, Bom Jesus de Itabapoana, nos brejos de Miracema, etc?

Portanto, se há essa lei, as teses mais prováveis serão:

1. Somente linhas destinadas ao Rio de Janeiro serão obrigadas a adotar ar condicionado.

2. A obrigatoriedade envolverá linhas rodoviárias.

3. O objetivo visa atender a demanda das Olimpíadas de 2016, a ocorrer na capital fluminense.

Mas, uma coisa é certa: nunca se imaginou que Nelson Rubens teria um baita fã-clube busólogo no Estado do Rio de Janeiro.

sábado, 18 de dezembro de 2010

BUSÓLOGOS DESPREZAM PASSAGEIROS E IRONIZAM VENDA DA TRANS1000



É surpreendente como certos busólogos se expõem na defesa desesperada de uma empresa marcada por sua frota sucateada, sem ter pelo menos qualquer prudência em guardar suas identidades, já que eles nunca poderão passar perto das garagens dessa empresa sem que corram risco de levar uma surra dos rodoviários.

Não vamos citar seu nome, mas um certo busólogo, que se associa a um menos badalado fotolog, escreveu num fórum sobre ônibus do RJ ironizando os rumores de que a Trans 1000 seria vendida para empresas como Blanco e São Francisco.

Esse busólogo disse algo assim: "Vocês podem inventar compradores para a Transmil que não vão conseguir! A Transmil não será vendida este ano, nem no ano que vem e nem em 2020!". Disse num tom claramente jocoso e arrogante.

A defesa dessa minoria de busólogos à Turismo Trans1000 é bastante suspeita e mostra o quanto eles desprezam completamente o drama dos passageiros. A frota não tem ônibus para deficientes, roda em parte com ônibus com ar desligado, pneus carecas, enguiçam constantemente etc.

Certamente o busólogo não estava no ônibus da Transmil que sofreu acidente na Av. Rodrigues Alves, há meses atrás. Ele está completamente indiferente ao drama dos passageiros e rodoviários, e seu nome, sendo exposto, causa problemas. Mas aqui seu nome será omitido, para que a coisa não complique ainda mais para o lado dele.

Se esse busólogo tiver a sorte de não morar na Baixada Fluminense, e nunca tiver o azar de passar pelas imediações da garagem da Transmil, o cara está seguro. Caso contrário, ele poderá ser perseguido por rodoviários furiosos, cansados de esperar salários atrasados e melhorias de condições de vida.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

OMNIBA RECOMENDA: PESQUISEM FOTOS E DADOS SOBRE ÔNIBUS BAIANOS NA IMPRENSA



O sítio Omni-BA, dedicado aos ônibus baianos, pede para os internautas especializados em ônibus em geral que pesquisem informações e fotos antigas sobre ônibus que circularam em Salvador, sobretudo antes da década de 80.

Omni-BA se dispõe também de receber informações de busólogos veteranos que possam informar sobre fotos muito antigas e quais os ônibus muito antigos que circularam na cidade.

Há uma foto da Praça Castro Alves, de 1960, que aparece logo abaixo, com vários ônibus, em que podemos até identificar as carrocerias (Grassi e Metropolitana), mas até agora não deu para identificar as empresas. Veja a foto abaixo.



Portanto, é preciso que se construa a memória dos ônibus de Salvador, cuja busologia é recente. As informações sobre ônibus de Salvador podem ser obtidas na lista de comentários do Omni-BA, assim como mensagens solicitando como as imagens poderão ser enviadas.

Valem fotos próprias, fotos tiradas de jornais - desde que com os créditos fotográficos originais - e também fotos bem antigas, pois, quanto mais relíquias, melhor. Os créditos originais são necessários, sejam de que acervo fotográfico for, porque o crédito da autoria ou, se isso não for possível, do detentor do acervo, são fundamentais para a informação de quem é responsável por tais fotos.

O endereço do Omni-BA é http://omniba.fotopages.com. O fotolog tem espaço próprio de mensagens para comentários e informações.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

1001 EM FLORIANÓPOLIS E CARATINGA



Enquanto o fotolog Floripa Belzonte passará por uma reformulação, mostro aqui a Auto Viação 1001, que, apesar de ser de Niterói, é visto aqui em duas cidades, Florianópolis (SC) e Caratinga (MG).

Isso por causa de uma historinha pessoal.

Na adolescência, me apaixonei por uma colega de escola, nascida em Caratinga. Foi uma paixão linda, embora eu não tivesse a oportunidade de namorá-la, porque sempre ficava comprometida com outro homem. Mesmo assim, foi uma paixão linda porque através dos meus sentimentos por ela, pude aprender o que é o amor, o que é valorizar uma mulher, pela beleza e inteligência.

Fomos colegas em Niterói. Cidade sede da Auto Viação 1001, como dissemos. E que, com várias linhas interestaduais, passa tanto por Caratinga quanto por Florianópolis, mas em linhas totalmente diferentes. Mas vale a curiosidade.

Além disso, conheci Caratinga antes de conhecer minha ex-colega.

sábado, 11 de dezembro de 2010

MAIS UM TRANSTORNO ENVOLVE PADRONIZAÇÃO VISUAL E CONSÓRCIOS



A medida do prefeito do RJ, Eduardo Paes de padronizar visualmente os ônibus e submetê-los à administração centralizada da Secretaria Municipal de Transportes está causando sérios problemas que, com o tempo, colocarão esse conjunto de medidas à falência irreversível.

Um busólogo comentou a respeito da greve dos funcionários da Translitorânea, uma das sócias da paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro, e o risco de outras associadas da Intersul (um dos consórcios em que se envolve a Translitorânea, que também participa do Transcarioca), como Real e São Silvestre, serem multadas devido à paralização de outra.

Ou seja, tantos problemas que se vê com esse modelo de transporte coletivo, a gente até teme o contrangimento enorme que as autoridades e os turistas estrangeiros terão com o sistema de ônibus carioca, o que pode "queimar" definitivamente a imagem de Paes, Sérgio Cabral Filho e outros aliados do esquema.

Segue o comentário do busólogo, de nome Vander:

"Li o comentário do amigo Jaime ele sintetizou o fato negativo da pintura padronizada, e vou além, com essa pintura dos consórcios nivela-se por baixo a qualidade das empresas. Por exemplo: na última semana os funcionários da Translitoranea fizeram uma greve por melhores condiçoes de trabalho e salários atrasados. A prefeitura queria punir o consórcio por afetar as pessoas que utilizam suas linhas. Agora é justo a Real, São Silvestre e Vila Isabel que prestam um bom serviço serem punidas pela incompetência dos gestores da Translitoranea? Por isso que a manutençâo das pinturas das empresas era fundamental para que a população possa reclamar da referida empresa e aí sim ocorrer a melhora do serviço de ônibus na cidade".

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FOTOLOG SUPERCARIOCA DEIXARÁ DE EXIBIR NOVOS ÔNIBUS MUNICIPAIS DO RJ


NOVO LOGOTIPO DO SUPERCARIOCA - Ônibus com visual padronizado não aparecerão no fotolog.

O fotolog Supercarioca - http://supercarioca.fotopages.com - , que se iniciou dedicado aos ônibus municipais do Rio de Janeiro, deixará de exibir fotos atuais dos ônibus que circulam pela cidade.

Com a padronização visual, o Supercarioca já alterou sua lógica, e, encerrando seu estoque de fotos de ônibus municipais cariocas feitas antes da padronização visual, os ônibus cariocas só aparecerão em fotos antigas e, quando muito, em montagens sugestivas mostrando ônibus novos com a pintura adotada antes da padronização.

A ênfase maior do Supercarioca, no entanto, serão ônibus interestaduais e intermunicipais rodoviários que servem a cidade do Rio de Janeiro, paisagens da cidade e fotos antigas, sobretudo dos tempos em que a cidade era o Distrito Federal e, depois, o Estado da Guanabara. Haverá espaço também para empresas de fretamento sediadas no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SPTRANS VAI CUIDAR DE MANUTENÇÃO DE TROLEBUS EM SÃO PAULO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A SPTrans, que já tinha o controle político e operacional dos trolebuses - o visual padronizado já dava indícios disso - , passará também a fazer a manutenção dos trolebuses, aumentando a sobrecarga do transporte coletivo paulistano, que segue a mesma tendência de colapso de Curitiba, pondo em xeque o modelo lançado por Jaime Lerner e hoje implantado no Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes.

O texto aparentemente dá como positiva a novidade, mas reproduzimos o texto do G1 para que vocês, leitores, questionem a notícia e o aparente preparo dos tecnocratas da paraestatal SPTrans.

Eletropaulo transfere manutenção da rede de trólebus para SPTrans

Após 25 anos de convênio, município passará a cuidar da rede.
Prefeitura e dona dos ônibus afirmam que haverá modernização.

Do G1 São Paulo

A concessionária de energia AES Eletropaulo vai repassar à São Paulo Transporte (SPTrans) a manutenção dos 137 km da rede de cabos aéreos e das subestações de trólebus da cidade de São Paulo. Segundo a Eletropaulo, a mudança ocorrerá no próximo dia 18 de dezembro, dois dias após o vencimento do convênio de 25 anos entre a Prefeitura de São Paulo e a distribuidora de energia elétrica. A SPTrans informou que as negociações devem estar concluídas até o final do ano. O período de transição dos serviços vai se estender até dezembro de 2011.

Quando o convênio entre a Prefeitura de São Paulo e a Eletropaulo foi feito, em 1985, os trólebus eram operados pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) e a Eletropaulo era uma estatal. Após a concessão dos serviços de transportes e de energia elétrica, a discussão dos preços e responsabilidades sobre a manutenção da rede colocou as empresas em polos distintos.

A partir da transferência, a SPTrans ficará responsável pela manutenção e continuará a pagar à Eletropaulo pela energia consumida pelos trólebus. Segundo a SPTrans, em São Paulo circulam 200 trólebus em 12 linhas, a maior parte delas na região Leste da cidade, e nas regiões Sudeste e Oeste. Apesar do fim do convênio, a SPTrans e a empresa concessionária do sistema de trólebus afirmam que estão previsto investimentos de R$ 25 milhões na melhoria e modernização da via aérea, além de R$ 91 milhões para compra de 140 veículos novos.

Em novembro, os passageiros de trólebus enfrentaram problemas por causa de uma pane no sistema de transmissão elétrica. Em junho, uma queda de energia em circuitos da Avenida Celso Garcia e da Rua Carneiro Leão causou uma paralisação no transporte por pouco mais de uma hora no Centro de São Paulo. Em 22 de novembro, faltou energia durante quase toda a manhã na Praça da República e no Páteo do Colégio.

A AES Eletropaulo esclareceu que interrupções na rede de trólebus não são causadas exclusivamente por falta de energia. Entre os motivos que podem interromper o sistema de transporte estão falha nos fios dos ônibus (que não são responsabilidade da AES Eletropaulo), pavimentação irregular das vias e direção fora dos parâmetros estabelecidos pela rota, o que ocasiona o rompimento dos cabos na parte traseira dos veículos.

"Não tem manutenção. A Eletropaulo quer jogar a responsabilidade para a SPTrans e a SPTrans joga para a Eletropaulo", diz o vereador Abou Anni (PV), que defende a ampliação da rede. "Quem perde com isso somos todos nós por causa dos congestionamentos e dos transtornos para os passageiros", afirma.

Tombamento
O vereador Abou Anni afirma que pediu ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura, o tombamento histórico da rede de trólebus.

"Oficiamos o Conpresp pedindo o tombamento dos trólebus e reiteramos por várias vezes. Fui obrigado a fazer um ofício para o Secretário da Cultura", afirmou. De acordo com ele, caso o sistema seja tombado terá de ser mantido pelo poder público.

sábado, 4 de dezembro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL NO RJ DIFICILMENTE DURARÁ 20 ANOS


POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, IMAGENS COMO ESTA JÁ ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS.

O comentário que se faz aqui é um comentário objetivo, fruto de 36 anos de busologia, observando o transporte coletivo através da experiência das ruas, do cotidiano. Portanto, não se trata de lamento nem de protesto nem de desaforo, mas de uma constatação imparcial, independente de ser favorável ou não à padronização visual no sistema de ônibus.

Pois a constatação pode chocar e causar risadas naqueles que acham a padronização visual uma novidade. A de que a padronização visual a ser adotada nos ônibus do Rio de Janeiro já tem prazo de validade, e são fortes os indícios de que a medida não vai além do final das Olimpíadas de 2016.

Dificilmente a medida acompanhará o prazo das concessões para as linhas cariocas, que é de 20 anos. Isso porque a padronização visual faz parte de um modelo de transporte coletivo lançado durante a ditadura militar, de cunho meramente tecnocrático, e portanto já em processo de desgaste em cidades que implantaram o modelo antes do Rio de Janeiro, como Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.

A padronização visual não é um visual aleatório, não é adotado porque é bonitinho ver, por exemplo, a Real Auto Ônibus e a Braso Lisboa com as mesmas cores. A própria linguagem de destacar a expressão "Cidade do Rio de Janeiro", enquanto o nome da empresa de ônibus aparece pequeno, quase imperceptível, indica claramente quem controla o sistema de ônibus no RJ: a Secretaria de Transportes, com seu poder de ferro.

Não sejamos ingênuos em acreditar que as empresas continuam a operar as linhas como antes. Elas perdem autonomia operacional. Só tratam agora de investir dinheiro, manutenção técnica e burocracia trabalhista. Mas as empresas acabam sendo meras sócias de uma paraestatal, alcunhada como Viação Cidade do Rio de Janeiro, uma espécie de "nova CTC" sustentada pela iniciativa privada.

Quem opera as linhas é o Estado. Como é o Estado quem decide se vai ter ou não renovação de frota, quantos carros vai botar numa linha etc. Isso é bom? Não, é ruim, porque é um poder concentrado que depois gera sobrecarga para o próprio Estado.

Por isso é que a SPTrans, em São Paulo, surgida com a "extinção" da CMTC seguida da absorção de todas as empresas particulares - como um buraco de ralo destapado que engole toda a água nele contida - , admite sobrecarga na operação do transporte coletivo.

Em Curitiba, o próprio modelo de transporte coletivo está à beira de colapso. Culpa de "pequenos" deslizes administrativos? Não. Culpa do próprio modelo, ultrapassado, expressão da ditadura militar, mas travestido de futurista.

O desgaste desse modelo vai refletir no Rio de Janeiro mais cedo que o de outras cidades. Porque pegará a crise acontecendo. Por isso, o modelo pode durar, no Rio, mais de dois anos, até cinco, mas dificilmente durará 20 anos. Talvez nem dure dez.

É bom a Fetranspor se preparar: a diversidade visual voltará, mais cedo ou mais tarde, para os ônibus cariocas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MORADORES DE RJ E SALVADOR PROTESTAM CONTRA PINTURA PADRONIZADA


POPULAÇÃO LIMPA AS MÃOS NOS ÔNIBUS DO RJ; EM SALVADOR, ÔNIBUS BRANCOS SÃO ALVOS DE PICHAÇÕES.

O que é o interesse público? Algo que está na imaginação de autoridades e tecnocratas, confiantes demais na superioridade de seus diplomas, na segurança dos cálculos matemáticos e na "transparência" (?!) de seus escritórios? Com toda a certeza, não.

A padronização visual, já em andamento nos ônibus do Rio de Janeiro e parcialmente adotada em Salvador - o tal "branquinho básico" de parte das empresas soteropolitanas - causa sério protesto dos passageiros e dos cidadãos em geral.

Leonardo Ivo, do blog Fatos Gerais - http://fatosgerais.blogspot.com - notou um ônibus da Viação Madureira Candelária, uma das tradicionais empresas cariocas que perderam a identidade visual e a autonomia operacional (agora quem controla as linhas de ônibus, em poder centralizado, é a Secretaria Municipal de Transportes), na linha 349 Rocha Miranda / Praça 15, marcas de sujeira das mãos na lataria do ônibus, na parte em que aparecia o nome "Cidade do Rio de Janeiro", num claro recado ao prefeito Eduardo Paes.

Certamente, outros casos aparecem, principalmente nos subúrbios, mostrando a indignação da população ao visual padronizado. Mas certamente os protestos não acontecem somente no Rio de Janeiro.

Em Salvador, as empresas que adotam o chamado "visual branquinho básico", em que a variação só se dá nas cores dos pára-choques, dos pneus, do nome da empresa e do numero do carro, são alvo de pichações feitas sobretudo em áreas populares de Salvador, como o entorno do Bonocô e bairros de regiões como Cabula, Cajazeiras, Pirajá, Liberdade ou mesmo nas avenidas da Pituba e do Iguatemi.

Não são poucos os ônibus de empresas como a Verdemar Transportes, Coletivos São Cristóvão e Empresa de Transportes União, entre outras, que circulam com pichações de jovens vindos das classes populares, de onde vem as pessoas que são mais lesadas pelo risco de pegarem ônibus errados.

Afinal, o transporte de Salvador também peca pela pulverização de áreas por empresas e pelo padrão visual parcialmente adotado (algumas empresas não adotam, como BTU, Barramar e Vitral), que, juntos, confundem os passageiros e contribuem para o enriquecimento ilícito dos empresários.

Afinal, a ocorrência de pichações nos ônibus soteropolitanos é maior do que a que se pode admitir em circunstâncias normais. É uma revolta de passageiros que pegam ônibus para Santo Inácio pensando irem para Santa Mônica, ou pelo fato de empresas servindo bairros distantes de suas garagens, o que aumenta o custo do deslocamento, que vai incidir no valor das tarifas.

Por isso, as ações, sejam as marcas de mãos sujas nos ônibus do Rio de Janeiro, e nas pichações nos ônibus de Salvador, são protestos das classes populares ludibriadas e cansadas de serem iludidas por autoridades paternalistas e tecnocratas do transporte insensíveis ao interesse público, embora o usem como pretexto para suas decisões arbitrárias e supostamente "sábias".

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CARTUNISTA TAMBÉM FOTOGRAFOU ESTAÇÃO DE TREM





Quem lê os blogs progressistas conhece muito bem os traços habilidosos de Carlos Latuff, com sua crítica feroz mas bem humorada às manobras da direita nacional e estrangeira.

É só pescar blogs como Blog do Miro, Conversa Afiada, Viomundo, Escrevinhador, Cloaca News e Angry Brazilian, entre outros, que volta e meia aparece alguma charge de Latuff, com sua precisa denúncia das irregularidades sociais, das irregularidades políticas e do golpismo midiático.

Mas Latuff também fez estas fotos para o sítio Estações Ferroviárias, brilhantemente produzido por Ralph Mennucci Giesbrecht, que faz um histórico das estações ferroviárias que existem e que existiram no Brasil, já que várias delas foram desativadas.

As fotos em questão mostram a desativada estação do centro de São Gonçalo, cidade fluminense vizinha a Niterói. Elas foram feitas em 2003, mas dão noção de como estão atualmente.

O ramal que partia de Niterói e passava até no Barreto - eu morei na Rua Câmara Coutinho, na esquina com a Dr. March, entre 1973 e 1977, e vi os trilhos que atravessavam esta principal rua do Barreto - , pegando Neves e o rodo gonçalense, até ir para o interior fluminense, e daí para Espírito Santo ou Minas Gerais. Eram grandes tempos de viagem de trem, que, infelizmente, não existem mais.

Parabéns, Latuff, pelas belas fotos e pelo seu talento de cartunista.
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