quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A PADRONIZAÇÃO VISUAL VEIO PARA CONFUNDIR MESMO!!




A coisa é muito mais grave do que se pensa. Mas como o Brasil é recente, o país não existia quando o povo troiano foi rendido pelos soldados espartanos, entre 1300 e 1200 antes de Cristo, depois de admirar um fabuloso Cavalo de Tróia, de onde os soldados se escondiam em emboscada.

Por isso, a padronização visual dos ônibus cariocas é vista pelos incautos como algo maravilhoso e eles, que acusam os opositores de "infantis", cometem a criancice de acreditar que o visual padronizado trará renovação de frota, ônibus mais rápidos e mais disciplina no trato do transporte coletivo.

Vendo as duas fotos em questão, ligadas ao consórcio Internorte, dá para perceber que a confusão visual não é coisa de gente malcriada e desinformada. Pelo contrário, torna-se fato, torna-se uma realidade concreta, e nem todo mundo tem a capacidade de ouro dos busólogos em reconhecer empresa e linha de ônibus dentro do visual uniformizado.

Pelo contrário, os ônibus fardados irão confundir ainda mais o passageiro comum, que terá dificuldades de reconhecer um ônibus de longe.

As duas fotos em questão mostram os ônibus da Viação Acari e Viação Vila Real, ambas do consórcio Internorte. Nas fotos, os referidos ônibus - do mesmo modelo CAIO Apache VIP 2 da CAIO/Induscar - são destinados respectivamente às linhas 667 Madureira / Méier e 669 Pavuna / Méier.

No Méier, fica fácil pegar os ônibus, porque o 667 tem ponto no terminal Arquiteto Gelton Pacciello da Motta, próximo à Rua Dias da Cruz, e o 669 tem ponto no terminal Américo Ayres, próximo à Rua Arquias Cordeiro. Os terminais ficam em lados diferentes da ferrovia.

No entanto, quem estiver na altura de Madureira, próximo ao largo, fundirá a cuca quando vir os dois ônibus circulando na altura do Viaduto Prefeito Negrão de Lima, porque não há diferença visual alguma. A confusão será inevitável, sobretudo quem quiser ir para um lado do Méier e não de outro. Se o sujeito quiser ir para a Abolição e pegar o 667, quebrará a cara. O mesmo no caso inverso, quando o sujeito quiser ir para o Encantado e pegar o 669.

Não adiantarão bandeiras mais legíveis nem qualquer outro mecanismo. Tem muito passageiro ocupado com sua vida, ele nem sempre tem tempo de observar qual a empresa de ônibus que está chegando.

O projeto de Eduardo Paes está fadado ao fracasso, mesmo. Periga até voltar a diversidade visual dos ônibus de Curitiba, tamanha a repercussão que isso trará.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...