terça-feira, 23 de novembro de 2010

ASSIM, ATÉ BORRACHARIA PODE ENTRAR NA LICITAÇÃO




A comédia de erros está lançada. Agora até os ônibus antigos aparecem com a pintura padronizada.

Tal medida descumpre a promessa do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, de não permitir que as empresas de ônibus associadas aos consórcios da paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro circulem com carros velhos.

Pois os ônibus em questão, correspondentes à frota sustentada pela Viação Rio Rotas - alter ego que reúne empresas "reprovadas" pela licitação, como Santa Sofia, Ocidental, a massa falida da Oriental e, dizem, a Feital poderá estar nessa - , correspondem a modelos que deixaram de ser fabricados HÁ CINCO ANOS (!).

Assim, até borracharia poderia muito bem participar da licitação do transporte carioca. É só jogar uns ônibus de bóias frias, lavar o chão, botar uns parafusos no lugar e pintar com esse design estilo embalagem de remédio, e apresentar em cerimônias políticas pomposas como se fossem "novos".

Além do mais, a bandeira numérica da linha 786 Campo Grande / Marechal Hermes, num verdadeiro desleixo estético, está mal-escrita com o número 6 do código 786 separado dos demais algarismos. Uma apresentação visual que lembra os piores tempos da Viação Oeste Ocidental.

Isso mostra o que vai ser o "novo transporte carioca" para a população das zonas Norte e Oeste que utilizarão os ônibus da Viação Cidade do Rio de Janeiro sustentados pela Rio Rotas.

Leonardo Ivo, que acaba de lançar o blog Movimento Anti-Padronização dos Ônibus, já comentou que, em São Paulo, os ônibus suburbanos são os mais "lenhados", com carros de até 12 anos de fabricação circulando nas frotas, sobretudo modelos já fora de fabricação, como CAIO Alpha e CAIO Apache S21.

Leonardo previu que a síndrome dos "ônibus de pobre" se repetirá no Rio de Janeiro, através da discriminação estimulada pelo padrão visual dado aos ônibus da Zona Oeste. E, embora Eduardo Paes afirme que esta zona será a mais beneficiada com os ônibus, já dá para perceber que essa afirmação não passa de demagogia.

Afinal, Eduardo Paes não inspira confiança alguma. Como político, ele é capaz de desagradar gregos e troianos. A não ser sua turminha de políticos, tecnocratas e dirigentes esportivos.

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