segunda-feira, 29 de novembro de 2010

EM BRASÍLIA, ÔNIBUS INTERVÉM EM FROTAS DE OUTRAS EMPRESAS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: a DFTrans flagrou vários casos de ônibus de uma empresa em linha de outra. Algo que o transporte de Salvador, estimulado pela politicagem, conhece como "frotas reguladoras". A ilegalidade, no caso de Brasília, é estimulada pela padronização visual, que camufla os ônibus de forma que os passageiros não consigam reconhecer a empresa que realmente opera em determinada linha.

Isso é muito grave e cada vez mais cai a ficha em relação à "curitibanização" dos ônibus no Brasil, medida lançada na ditadura militar e com claros e fortes sinais de decadência. Visual padronizado, concentração de poder das Secretarias de Transporte, politicagem empresarial, corrupção, redução das frotas de ônibus em circulação. É um modelo cada vez mais em decadência, e que já é implantado no Rio de Janeiro de maneira irremediavelmente desastrosa.

Leonardo Ivo, de Fatos Gerais, também nos lembra de que Brasília é um típico exemplo de como a politicagem desperdiça dinheiro público com sucessivos prefeitos trocando o padrão visual, conforme o gosto de cada gestão. Além disso, a padronização visual quase acabou na capital federal, e advinhem quem retomou a medida? José Roberto Arruda, ele mesmo, o governador distrital envolvido no "mensalão do DEM". Te cuida, Eduardo Paes!

DF: Por dia, DFTrans flagra pelo menos um ônibus circulando na rota de outro

Do Jornal de Brasília

Não bastassem estar vencidas, as concessões para a exploração das linhas de transporte público coletivo do DF parecem não ser suficientes para as empresas que atuam no setor. Somente este ano, o DFTrans autuou 217 empresas que tinham ônibus circulando em rotas de outras companhias. Em todo o ano passado, o número foi bem maior: 1.122. Algumas foram multadas mais de duas vezes pela mesma irregularidade.

Somente esta semana, duas empresas foram flagradas pela fiscalização do DFTrans, após denúncias. Uma delas em plena região central do Plano Piloto e outra fazendo a ligação entre as cidades de Ceilândia e Vicente Pires.

Funcionando há quase dois meses, as linhas 121.1 e 0.121, da Condor, que fazem Eixos Sul e Norte, não possuem licitação e não estão cadastradas no DFTrans, que afirma que a linha não é oficial e não existe sequer, um pedido da empresa para operá-la. Procurada pela reportagem do Jornal de Brasília, a Condor disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

Sistema

No Distrito Federal, a licitação é feita por frota e não por linha. O processo feito para acrescentar veículos nas linhas é realizado primeiramente por perceberem a necessidade de uma demanda maior de transportes na área. Em seguida, é feita uma pesquisa de campo para confirmar a real necessidade. Comprovado que precisam de mais veículos circulando no trecho, uma ordem de serviço é feita e comunicada ao operador.

sábado, 27 de novembro de 2010

SCANIA LANÇA NOVO ÔNIBUS



A indústria sueca Scania, conhecida entre nós pelos seus chassis possantes, também produz carroceria no exterior. E lançou este novo modelo rodoviário, o imponente Touring, grande e belíssimo.

Seria uma boa ideia a Scania investir também em fábrica de ônibus no Brasil, já que a Volvo também manifesta este interesse, testando seu ônibus híbrido (diesel + eletricidade) em várias cidades do país.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PREFEITURA DO RIO NÃO ENTENDE DE PRIORIDADES



Como diz um ditado antigo, transmitido por gerações: é melhor prevenir do que remediar.

A Prefeitura do Rio de Janeiro mais parece uma brincadeira de criança.

O prefeito brincando de Super-Homem, prometendo fazer uma superadministração para ficar na História, achando que vai resolver tudo, vai cumprir tudo, que não faltarão recursos para investir nisso e naquilo.

O prefeito brincando de falar bonitinho para autoridades estrangeiras. Brincando de ser estadista, parecendo um moleque querendo ser o centro das atenções.

Parece incrível, mas Eduardo Paes parece mais garotinho do que o Anthony Garotinho, já famoso por suas molecagens politiqueiras.

Ele não entende de prioridades, está pouco interessado em promover a justiça social, e, em vez de investir em Saúde, Educação, na desfavelização constante e efetiva, prefere "arrumar" a cidade para os turistas e ainda há a ameaça de fechar a Av. Rio Branco para os veículos, transformando-a num parquinho para a burguesia e para o sono de mendigos e "recreio" dos pivetes.

Agora o prefeito, ocupado em querer repintar os ônibus todos iguaizinhos, para ele brincar de transporte coletivo com os dirigentes olímpicos, e a Cidade Maravilhosa mais uma vez põe tal apelido em xeque.

O caos da saúde, com pacientes morrendo por falta de atendimento, e cujas mortes poderão aumentar ainda mais por conta dos ônibus errados a serem pegos, porque não haverá mais diferença visual alguma entre um 942 da Gire e um 779 da Pavunense. Sem falar dos ônibus da Zona Oeste, sustentados pela Rio Rotas, quebrando no meio do caminho.

Agora, é a insegurança que mais uma vez toma conta do Rio. A onda de arrastões está atingindo níveis extremos, tudo por conta de criminosos presos em penitenciárias de segurança máxima, mas autorizados a receberem visitas, que lhes fornecem telefone celular, com os números dos celulares dos "amigos" do Rio, e ainda podem conversar com sua "turma" tranquilamente.

Atráves dessa "conversa animada", as "quadrilhas" fazem sua "festa junina" fora de época, fazendo fogueira em ônibus, automóveis, caminhões, ou o que encontrarem pela frente.

A sociedade está com medo, e já tem muita gente querendo sair do trabalho mais cedo, porque não quer pegar ônibus de noite, horário em que os ataques são mais comuns. Mesmo assim, vários ataques já acontecem à luz do dia.

Agora é que se preocupa em botar mais policiais nas ruas, mais tanques e carros blindados (os chamados "caveirões"), enquanto até os noticiários estrangeiros divulgam essa vergonhosa situação. Tiram até as folgas dos policiais, que são gente trabalhadora como qualquer outra, e que também sentem muito medo, porque não é de hoje que os policiais também são vítimas dos bandidos, que são bem melhor armados, já que adquirem armas exclusivas de exércitos estrangeiros.

Essa vergonha é para mostrar o quanto a "dupla dinâmica" Sérgio Cabral e Eduardo Paes ainda têm que aprender (e muito) com a política, já que eles não levam o ato de governar a sério.

ÔNIBUS DA BAHIA GANHAM SITE









Diante da escassez e da dispersão de fotos que mostram ônibus de Salvador, além da imprecisão de informações, e acervo ainda muito recente e desprovido de imagens antigas, um sítio é lançado no esforço de minimizar a grande lacuna que existe em relação à memória dos ônibus baianos na Internet.

Trata-se do Omni-BA - http://omniba.fotopages.com - , fotolog que publica fotos de ônibus da Bahia, principalmente de Salvador. Publicará ônibus atuais e antigos, procurando informar aos internautas dos ônibus fotografados por vários autores, além de apresentar fotos antigas e montagens que reconstituem ônibus que já circularam pelas ruas baianas.

O sítio será uma reunião de acervo, mesmo se as fotos forem previamente publicadas em outros blogs, fotologs ou jornais virtuais. E aceita colaborações de pessoas que se interessem em fortalecer esse acervo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SISTEMA DE TRANSPORTE DE CURITIBA PODE ESTAR À BEIRA DO COLAPSO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: O desgaste de um modelo marcado pelo poder concentrado das Secretarias de Transporte, pela confusa e arbitrária padronização visual que torna os ônibus fardados e confunde os passageiros, entre outras desvantagens, está cada vez mais evidente. Não se trata de uma falha pessoal de um secretário aqui ou de um diretor ali, mas do próprio projeto original, lançado por Jaime Lerner durante a ditadura militar.

A situação é tão grave que políticos, empresários de ônibus e tecnocratas tentam abafar a crise, arrumando desculpas, e é incrível que ainda haja gente que tenha mais medo de ver Jaime Lerner perder credibilidade do que de ver um cidadão pobre morrer a caminho do hospital por ter pego um ônibus errado devido à padronização visual.

Sistema de transporte de Curitiba pode estar à beira do colapso

Da Revista do Ônibus

Um dos sistemas de transportes mais importantes do país, que já foi referência para outras cidades vem sendo alvo de críticas nos últimos meses. Estaria Curitiba a beira de um colapso no transporte? A afirmação vem de um rodoviário da cidade que terá sua identidade preservada. De acordo com o motorista, muitas das reclamações sobre velocidade não são reais, já que o sistema de velocidade máxima é controlada nos ônibus da cidade, onde os veículos segundo ele não passam de 60km/h.

Ainda segundo o rodoviário que é motorista na cidade, as tabelas de horários estão sendo mal confeccionadas, com horários apertados, obrigando os motoristas a acelerar o tempo de viagem, em alguns casos causando acidentes já noticiados aqui na Revista do Ônibus. Ainda de acordo com o rodoviário, muitos motoristas estão se afastando do serviço devido ao tenso trabalho estressante, sobrecarregando todos, já que de acordo com o rodoviário a inclusão de novos profissionais ocorre de forma lenta.

Acidentes constantes, veículos velhos e com falta de manutenção, além de inúmeros assaltos e pequenos furtos vem deixando o sistema com baixa credibilidade na cidade. Outro fator que vem deixando o trânsito lento é o crescente número de veículos nas ruas da Curitiba, prejudicando quem precisa utilizar os ônibus, já que os coletivo enfrentam trânsito lento principalmente nas linhas centrais.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ASSIM, ATÉ BORRACHARIA PODE ENTRAR NA LICITAÇÃO




A comédia de erros está lançada. Agora até os ônibus antigos aparecem com a pintura padronizada.

Tal medida descumpre a promessa do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, de não permitir que as empresas de ônibus associadas aos consórcios da paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro circulem com carros velhos.

Pois os ônibus em questão, correspondentes à frota sustentada pela Viação Rio Rotas - alter ego que reúne empresas "reprovadas" pela licitação, como Santa Sofia, Ocidental, a massa falida da Oriental e, dizem, a Feital poderá estar nessa - , correspondem a modelos que deixaram de ser fabricados HÁ CINCO ANOS (!).

Assim, até borracharia poderia muito bem participar da licitação do transporte carioca. É só jogar uns ônibus de bóias frias, lavar o chão, botar uns parafusos no lugar e pintar com esse design estilo embalagem de remédio, e apresentar em cerimônias políticas pomposas como se fossem "novos".

Além do mais, a bandeira numérica da linha 786 Campo Grande / Marechal Hermes, num verdadeiro desleixo estético, está mal-escrita com o número 6 do código 786 separado dos demais algarismos. Uma apresentação visual que lembra os piores tempos da Viação Oeste Ocidental.

Isso mostra o que vai ser o "novo transporte carioca" para a população das zonas Norte e Oeste que utilizarão os ônibus da Viação Cidade do Rio de Janeiro sustentados pela Rio Rotas.

Leonardo Ivo, que acaba de lançar o blog Movimento Anti-Padronização dos Ônibus, já comentou que, em São Paulo, os ônibus suburbanos são os mais "lenhados", com carros de até 12 anos de fabricação circulando nas frotas, sobretudo modelos já fora de fabricação, como CAIO Alpha e CAIO Apache S21.

Leonardo previu que a síndrome dos "ônibus de pobre" se repetirá no Rio de Janeiro, através da discriminação estimulada pelo padrão visual dado aos ônibus da Zona Oeste. E, embora Eduardo Paes afirme que esta zona será a mais beneficiada com os ônibus, já dá para perceber que essa afirmação não passa de demagogia.

Afinal, Eduardo Paes não inspira confiança alguma. Como político, ele é capaz de desagradar gregos e troianos. A não ser sua turminha de políticos, tecnocratas e dirigentes esportivos.

AUTO VIAÇÃO BANGU COM PADRONIZAÇÃO VISUAL - BUÁÁÁÁ!!



O premiado trabalho de Álvaro Gonzalez para a Auto Viação Bangu, fotografada por vários busólogos, inclusive eu, irá por água abaixo, tudo por causa da ganância demotucana do prefeito carioca Eduardo Paes.

A padronização visual iria atingir mesmo todos os ônibus do Rio de Janeiro, e a confusão vivida pelos passageiros torna-se uma realidade, para desespero de políticos, tecnocratas e busólogos pelegos que achavam isso pura bobagem infantil.

Pois dá dó ver cada empresa perder sua personalidade visual, sua autonomia operacional, para se transformar numa mera oficina, numa fiadora e num mero sub-escritório da paraestatal chamada VIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO.

Sim, agora quem controla as linhas de ônibus é a Prefeitura do Rio de Janeiro, que também decide pela renovação das frotas, numa concentração de poderes que os busólogos pelegos fingem que não entendem e tentam desmentir a custa de xingações e desaforos.

Pois, quando é novidade, parece bonito uma Translitorânea adquirir lindíssimos novos carros da Mascarello, fazendo festa para quem desejava ver carros 0km circulando na linha 175 Central / Barra da Tijuca. Mas depois, passam-se os anos e nenhuma empresa irá renovar a frota sem autorização da Prefeitura, que realizará os habituais "estudos" para depois dizer quando tal sócia-consorciada irá comprar carros novos.

Portanto, essa da Matias vender carros com dois anos de uso deixa de existir. Todas as "empresas" (reduzidas a fantoches da VIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO) vão ter que substituir carros com idade de oito a doze anos.

Lembrando muito bem: quando essa medida arbitrária do sr. Eduardo Paes é novidade, tudo é bonito, tudo são doces, tudo é um café da manhã bem reforçado organizado pela Fetranspor. Mas, quando a coisa cair pela rotina, vai ser como a tragédia que hoje se encontram os sistemas de ônibus de Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

GÊMEOS, MÓRBIDA SEMELHANÇA



Auto Viação Redentor, de Curitiba (PR), vestindo a farda determinada pelos políticos e tecnocratas curitibanos.



Viação Redentor, do Rio de Janeiro, vestindo a sua farda específica, imposta pelos políticos e tecnocratas cariocas.

Oh dia, oh céus.

sábado, 20 de novembro de 2010

CTC-RJ - CÓDIGO DETRO RJ 118





Vamos recordar, em montagens reconstitutivas, a Companhia de Transportes Coletivos, CTC-RJ, na sua frota de Niterói, cujo código RJ 118, na verdade, foi originalmente reservado para a SERVE, antiga estatal fluminense, absorvida pela CTC com a fusão dos Estados do Rio de Janeiro e Guanabara.

A CTC, na verdade, teve código RJ 100 (sua frota circulava sem a sigla RJ pintada), e a frota de RJ 118 circulou em linhas que ligavam Rio a Niterói ou a antigas linhas da SERVE remanescentes, que circularam ainda um tempo sob a responsabilidade da CTC. Entre as intermunicipais, estava a 996 (atual 751D e operada pela 1001), ligando Charitas, em Niterói, e Gávea, no Rio, e entre as municipais, estava a lamentavelmente extinta 9 Centro / Icaraí Circular.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"BRUXA" SOLTA NOS ÔNIBUS PAULISTAS





Dá para perceber o que é a lógica neoliberal quando envolve trânsito, urbanismo e transportes coletivos. A pressão dos motoristas que faz os ônibus rodarem em alta velocidade, a falta de sinalização adequada, a permanência muito longa de ônibus velhos, tudo isso transforma o sistema de ônibus num caos.

É só comparar essa realidade com a de sistemas que não apostam na "curitibanização" que perceberemos que, quando há a tal "curitibanização" - modelo de transporte coletivo baseado na concentração de poder do Estado, expresso até mesmo nas inscrições "cidade tal" na pintura padronizada dos ônibus - , os acidentes e desastres, incluindo até mortes, são maiores do que quando esse modelo não é adotado.

Isso mostra que, apesar de parecer vantajosa a concentração de poder das Secretarias de Transportes, a pretexto de moralizar e reorganizar o transporte coletivo, ela, na verdade, significa muita sobrecarga que acaba comprometendo a tão prometida e sonhada eficácia.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

AUTO ÔNIBUS BRASILIA












Vamos mostrar algumas fotos reconstitutivas de ônibus antigos da Auto Ônibus Brasília, de Niterói (RJ). Desde quando a empresa adotou "capelinha" (plaqueta colocada sobre a dianteira do ônibus, indicativa do código da linha), no final dos anos 60 - mas aqui mostramos um veículo originalmente de 1962 e originalmente sem "capelinha" - até o carro único original da Condor (os outros carros que a ele se juntaram eram dois originais da Tenente Jardim, na frota intermunicipal, e carros da Ciferal Leme montados em Condor), de 1981.

A seleção inclui até mesmo a Ciferal Tocantins com motor FIAT depois mudada para motor Mercedes-Benz.

domingo, 14 de novembro de 2010

BUSÓLOGO VIU PAVUNENSE NA LINHA DA ERIG




O busólogo André de Sá, em mensagem publicada no Clube do Ônibus Legal - cujo responsável, André Neves, é radicalmente contra a padronização visual - , afirmou ter visto um ônibus da Viação Pavunense com cor padronizada circulando na linha 334 Cordovil / Tiradentes da Gire Transportes.

Ou seja, a padronização visual já está causando uma grande confusão. Confusão na hora de pegar ônibus, desordem no deslocamento de ônibus entre consórcios ou entre empresas. Ou seja, haverá ônibus do Internorte circulando em linha do Intersul? E agora, o que teremos, Real Auto Ônibus em linha da São Silvestre? E só rezando ou tendo atenção matemática para meus pais não correrem o risco de pegar um 220 Usina / Praça Mauá ou um 222 (Vila Isabel / Hospital dos Servidores) na Av. Pres. Vargas, pensando ser o 232 Lins / Praça 15.

Dá até para entender o nervosismo daqueles que defendem a padronização visual e suas acusações aos opositores de que estes são "infantis", "desinformados", "idiotas" ou coisa parecida.

A patota pró-padronização se comporta exatamente igual a José Serra e seus partidários, quando temiam que a campanha eleitoral do tucano seria um fracasso (o que se confirmou nas urnas). O mesmo reacionarismo, de fato, infantil.

sábado, 13 de novembro de 2010

SINDICALISTA É MORTO A TIROS NA ZONA NORTE DE SP



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Não é de hoje que existe corrupção envolvendo o sistema de ônibus de São Paulo, seja entre empresários, seja entre sindicalistas pelegos. E quem tenta denunciar esse esquema, sofre represálias. Espera-se que isso não fique na impunidade.

Sindicalista é morto a tiros na Zona Norte de SP

Do G1 - São Paulo

Um sindicalista de 50 anos foi assassinado a tiros na noite desta sexta-feira (12) no Jardim Peri, Zona Norte de São Paulo. De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), José Carlos da Silva era funcionário da Viação Sambaíba e diretor de base da categoria.

Silva estava dentro de seu carro em frente a uma padaria quando foi abordado por dois homens em uma moto. Segundo testemunhas, o garupa da motocicleta efetuou os disparos. O sindicalista chegou a ser levado para o Hospital Municipal Cachoeirinha, onde morreu.

O caso foi encaminhado para o 13º Distrito Policial, na Casa Verde. A polícia ainda não tem pistas dos criminosos. Em nota, o sindicato informou que lamenta a fatalidade. Silva era casado e tinha dois filhos adolescentes.

Paralisação
Por causa do assassinato de Silva, motoristas e cobradores da Viação Sambaíba não saíram para trabalhar na madrugada deste sábado. Nenhum dos 155 ônibus saiu da garagem em protesto. A viação opera 34 linhas, principalmente na Zona Norte.

Devido à paralisação, a São Paulo Transporte (SPTrans) acionou o Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese) – 66 ônibus foram colocados nas ruas para cobrir as linhas fora de operação. Não há previsão para o fim da manifestação.

Outro caso
Em outubro, Sérgio Augusto Ramos, também diretor de base do sindicato, foi assassinado perto da garagem onde trabalhava, na Estrada do M’Boi Mirim, Zona Sul de São Paulo.

Por volta das 5h30 ele distribuía jornais sindicais em frente à garagem quando, segundo testemunhas, um homem chegou em uma moto e disparou vários tiros contra ele. O criminoso fugiu em seguida. A placa da moto estava coberta com um plástico preto.

Sérgio Augusto Ramos denunciava um suposto esquema de corrupção no Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo. Ele deixou uma gravação em que dizia ser vítima de ameaças.

Também em protesto, motoristas e cobradores da Vip M’Boi Mirim e Vip Guarapiranga paralisaram suas operações durante a manhã do dia 26 de outubro. Ainda não se sabe se os dois casos têm alguma ligação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SÍTIOS SOBRE ÔNIBUS ANTIGOS FICAM PARALISADOS



Semanas atrás, o portal CIA de Ônibus, ficou algum tempo fora do ar, causando apreensão entre os busólogos. Afinal, o momentâneo desaparecimento do sítio, dedicado à memória dos ônibus brasileiros, com ênfase maior no Estado do Rio de Janeiro, teria causado uma lacuna enorme.

Houve quem achasse que Sydney Ferreira Júnior, responsável pelo portal e claramente contra a padronização visual dos ônibus da cidade do Rio de Janeiro, teria extinto o site em protesto contra a medida. Mas Sydney, que continua posicionando-se contra - o banner contra a padronização visual é reproduzido várias vezes na página principal da CIA de Ônibus, explicou que o sumiço do portal se deu por problemas com o provedor, e que recentemente foram resolvidos, já que a CIA de Ônibus voltou ao ar esta semana.

A memória dos ônibus do Estado do Rio de Janeiro - incluindo o antigo Distrito Federal e o antigo Estado da Guanabara, que consistem na atual capital fluminense - é bastante generosa em acervo, havendo, inclusive, um razoável acervo de ônibus dos anos 1920 e 1930.

No entanto, mesmo com essa situação privilegiada, ainda há problemas em relação à digitalização de sua memória. Pois, assim como ocorrem com certos sites dedicados a ônibus de cidades como Salvador, que param no meio do caminho, dois grandes sites dedicados à memória busófila estão há um bom tempo paralisados: Ponto de Ônibus, do mineiro Augusto Antônio dos Santos, e Avellar Bus, de Rafael Fernandes de Avellar.

Outros busólogos possuem acervos soltos pela Internet como Paulo Roberto Fonseca (já falecido) e Moacir Ramos (que nos anos 70, 80 e 90 foi também exímio designer de pinturas para ônibus, a exemplo de Álvaro Gonzalez e Armando Villela hoje em dia). Eu mesmo contribuo com uma memória digital através de montagens que reconstituem ônibus que existiram realmente no passado.

Mas a paralisação dos dois sítios, Ponto de Ônibus, há mais de dois anos, e Avellar Bus, há mais de seis meses, compromete a memória busóloga, uma vez que ambos prometiam raridades fotográficas que nem uma busca esforçada no Google consegue resolver.

A garimpagem de fotos de cartões postais ou de páginas não-busólogas que às vezes mostram fotos antigas com ônibus - como o fotolog Rio Que Passou, do colecionador André Decourt - , além das consultas no Toffobus e na gravação de fotos estáticas extraídas de vídeos de filmes antigos do Rio de Janeiro no YouTube, ajuda um pouco, mas muitas lacunas deixam de ser preenchidas com a ausência de fotos antigas dos acervos de Avellar e Augusto (este prometeu fotos tiradas entre 1961 e 2001).

Como, por exemplo, as relacionadas às linhas de ônibus de Niterói em 1960. Que empresa é essa tal de Pullman? A Coletivos Rio do Ouro - que, oficialmente, serviu linhas depois herdadas pela Nossa Senhora do Amparo e Viação Rio Ouro (nenhuma relação com a antiga) - também serviu as linhas hoje operadas pela Viação Pendotiba? E o que eram as empresas Viçoso Jardim e Santa Rosa? E o ramal Niterói X Santa Rosa era mesmo com o número 29 (número hoje de uma linha totalmente diferente, ligando o Largo do Cravinho às Barcas)?

Pelos relatos de busólogos ou até mesmo por fotos antigas, sabemos que a Viação Nossa Senhora do Amparo e a Viação Mauá já existiam em 1960. A Viação Brasília surgiu em 1959. A Auto Viação Fluminense foi um mistério resolvido por Rafael Avellar no seu Avellar Bus, já que apenas uma com o modelo Mercedes-Benz O-321, e de miniatura (da qual me baseei para uma montagem reconstitutiva), com a pintura de 1965, foi publicada.

Certamente outros mistérios seriam resolvidos se os sites sobre ônibus antigos tivessem continuidade e os acervos antigos fossem constantemente publicados na rede.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL FAZ O POVO PEGAR ÔNIBUS ERRADO...MESMO!!




Edvaldo Gonçalves, busólogo veterano, responsável pelo fotolog Ônibus em Debate, além de sua versão no Orkut, fez um comentário contundente sobre a padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, mostrando que o nosso alerta quanto ao risco do povo de pegar ônibus errados não é balela, não.

Segue o comentário de Edvaldo, escrito na referida comunidade do Orkut:

"COISAS DO COTIDIANO...
Não sou a favor da pintura padronizada, porém se é algo irreversível, poderiam ao menos modificá-la para tons mais marcantes.
Hoje pela manhã, aguardando o serviço booster da linha 254, o veículo do horário das 7:00h simplesmente não apareceu.
Então o fiscal deslocou um carro da linha 457, para o referido serviço.
As vistas eletrônicas foram alteradas e o veículo saiu do ponto. No entanto, passageiros desavisados tentavam embrarcar, mas desistiam quando o motorista informava tratar-se da linha 254.
Contei um pouco mais de uma dezena de pessoas que embarcavam sem ao menos observar as vistas dianteiras e laterais.
Queriam embrarcar no ônibus, apenas pela sua pintura."
(Edvaldo Gonçalves)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

AS NOVAS VÍTIMAS DA PADRONIZAÇÃO VISUAL



"É tudo horrível", preveniu André Neves, no seu Clube do Ônibus Legal. Mas agora que as "dalilas" do Alexandre Sansão (secretário municipal dos Transportes) - ou seja, os busólogos que apoiam a padronização visual e agora juram que "não receberam" balinha da Fetranspor ou da Prefeitura do Rio de Janeiro - despejam sua arrogância e sua vaidade sem limites, só temos que, por enquanto, baixar a cabeça e não fotografar mais os ônibus iguaizinhos porque é tudo igual, basta usar o Photoshop e trocar as cores da frente e da traseira, e o nome de um consórcio/empresa por outro. O designer até facilitou as coisas, porque a fonte usada na padronização visual é a Verdana, presente em todos os pacotes da Microsoft e fácil, fácil de ser baixada na Internet.

As novas vítimas do plano da Secretaria Municipal de Transportes concentrar seus superpoderes sobre os ônibus do RJ são a Auto Viação Tijuca (Tijuquinha) e Transportes Estrela Azul, perdendo sua identidade visual e reduzidas a meras oficinas-fiadoras da paraestatal VIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO.

Pois bem, enquanto as "dalilas do Sansão" tentam nos convencer que não receberam favores da Fetranspor nem da Prefeitura do Rio, vamos adiante com nossa petição que precisa de mais gente para participar. O endereço é o seguinte:

http://www.petitiononline.com/alexfig2/petition.html

Essa petição será enviada para a imprensa e as autoridades, e a mobilização contra a padronização visual continua. Mas a vida também dará sua contribuição, porque a padronização visual, sabemos, na verdade é uma indicação do poder centralizado da Secretaria Municipal de Transportes, ninguém padroniza o visual porque é bonitinho a empresa A ser igualzinha à empresa B. E os infantis somos nós, que contestamos tudo isso?

Vamos lá, pessoal. Qualquer um que esteja na busca do Google procurando por "ônibus" + "Rio de Janeiro" tem que participar da petição, desse abaixo-assinado que vai contra essa demagogia automotiva do senhor Eduardo Paes.

Até porque, por trás dessa licitação toda, as empresas reprovadas oficialmente se camuflaram em outros nomes e conseguiram entrar e, sob a farda padronizada, vão prestar o mesmo serviço irregular de sempre.

Como sempre dizemos, enquanto é novidade, tudo é maravilhoso e lindo. Mas, quando cair na rotina, não serão poucas "dalilas" a dizerem: "eu era feliz e não sabia".

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL TEM PRAZO DE VALIDADE



Como todo remédio paliativo, o "novo" sistema de transporte coletivo imposto pelo prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes tem prazo de validade.

A validade é no máximo depois do término das Olim Piadas de 2016.

E, como todo remédio que vai além da dose e do tempo determinado de uso, causa efeitos colaterais sérios e danos graves.

Depois do prazo, o sistema entrará em colapso irrecuperável, para o qual todo esforço de conserto será impossível.

Até porque em 2016 a opinião pública terá se evoluído e os tecnocratas do transporte coletivo não serão mais as pretensas divindades badaladas pela mídia e pelo status quo em geral.

domingo, 7 de novembro de 2010

RECENTE, BUSOLOGIA DE SALVADOR CARECE DE MEMÓRIA ANTIGA



SALVADOR, EM DOIS TEMPOS - Praça Castro Alves, em 1960, e Praça da Sé, em 1977.

A busologia baiana é muito recente. Seu acervo é muito precário, se comparado ao acervo da busologia fluminense, e mesmo as informações mais antigas datam geralmente dos anos 70. Não há um site especializado em ônibus de Salvador que seja permanente e abrangente. Além disso, os créditos originais de muitas fotos obtidas em arquivos da imprensa são omitidos, com a responsabilidade "transferida" para o portador do acervo fotográfico.

As informações mais antigas sobre empresas de ônibus de Salvador são genéricas e, em muitos casos, imprecisas. Sabe-se que uma das mais famosas empresas, a hoje extinta Viação Beira Mar S/a (VIBEMSA), surgiu em 1963. Meu pai (que não é busólogo) me informou que a empresa Transportes Sul América, outra das mais famosas e lamentavelmente também extinta, já existia por volta de 1958. Mas eu mesmo pude até passear por essas empresas nos anos 90.

Juntando pesquisas de jornais (A Tarde de 1960, 1961 e 1967), dados de busólogos baianos e relatos do meu pai, as únicas informações acerca da busologia soteropolitana de 45, 50 anos atrás são as seguintes:

- Havia uma empresa, Santa Eulália, que servia linhas de Pernambués por volta de 1960-1961. Sobretudo a linha hoje conhecida como 1109 Pernambués / Barroquinha.

- Na Cidade Baixa, via-se uma empresa com o nome de Varela. Nada a ver com um locutor popularesco que faz sucesso na mídia da capital baiana.

- A Viação Campo Grande (que conheci pessoalmente) também existia por volta de 1958.

- A Viação Ipitanga (também conheci pessoalmente) servia a linha hoje conhecida como 0605 Graça / Praça da Sé, por volta de 1960-1961.

- A Breda Turismo, filial de Salvador, havia surgido por volta de 1967. Nos anos 70, fez uma partilha, resultando na Transportes São Salvador, Viação Cidade de Salvador e Viazul.

- A rodoviária de Salvador, nos anos 50, funcionou próximo ao antigo Ministério da Fazenda, no Comércio (também próximo ao prédio do Instituto do Cacau). Nos anos 60, já havia se mudado para Sete Portas, onde hoje funciona um mercado de horti-fruti. Desde os anos 80, a rodoviária se encontra no bairro do Iguatemi, próximo ao Detran.

- O município de Lauro de Freitas não existia até 1962, sua área ainda pertencia ao município de Salvador.

- O empresário João Evangelista de Souza chegou a morar em Niterói e, durante um breve período, ele, que era dono da Joevanza (hoje de seus herdeiros, tal como outras empresas associadas), chegou a ser sócio da empresa Boassu, de São Gonçalo (que atuava na área de Boassu e Portão do Rosa, e depois foi comprada pela Viação Mauá).

- A santista Urca chegou a ser acionista da Transportes Sul América, nos anos 90.

Outro dado é que todas as empresas muito antigas que operaram em Salvador foram extintas. A mais antiga em atividade é a Joevanza, existente desde os anos 70. Um aspecto a considerar é que as empresas de ônibus costumam falir quando crescem demais e atingem um número excedente de linhas, que não conseguem administrar. Vibemsa, a própria Sul América e Ogunjá foram os exemplos.

Atualmente o transporte coletivo de Salvador está na sua pior fase. Distribuição aleatória de linhas, sem critério de região de bairros, linhas em "pool", "frotas reguladoras" (espécie de operação emergencial inspirada, pasmem, nos ônibus piratas), e boa parte das empresas sem visual personalizado, basicamente branco. Isso numa cidade que valoriza, em sua cultura, a diversidade de cores, seja na raça, seja no vestuário, seja na natureza.

sábado, 6 de novembro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL DO RJ PODE TER PLAGIADO DESIGN DO SITE DE O GLOBO


EDUARDO PAES - Tem certeza que é o ônibus para o Riocentro? Este ônibus não é para o Centro do Rio? Cuidado para não pegar o ônibus errado!

Um alerta divulgado pelo busólogo Reinaldo na comunidade BUSÓLOGOS DO RJ do Orkut atenta para uma curiosidade que põe mais lenha na fogueira do insólito repúdio da Rede Globo ao projeto de padronização visual dos ônibus e de licitação das empresas cariocas.

Sabemos que isso, em si, já pode render o fracasso da medida, juntando três fatores. Primeiro, porque Eduardo Paes não está no PSDB. Segundo, porque José Serra não fosse eleito. A estes, junta-se o terceiro, que é o apoio que os barões da grande mídia deixam de dar à padronização visual dos ônibus cariocas, pelo fato do prefeito ter saído do PSDB e por este partido não ter eleito candidato à Presidência da República. Neste sentido, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab têm mais sorte, apesar da crise em torno do mesmo sistema de ônibus lá em São Paulo.

Pois a raiva da Rede Globo pode ser por divergências de ordem político-partidária, mas um bom tempero dessa raiva pode ser também o plágio que o padrão de fardamento das frotas de ônibus cariocas fez do design dos sites da Globo.Com, em especial O Globo. Vejam abaixo.

É só comparar os botõezinhos coloridos da página virtual de O Globo com as tarjinhas dos consórcios que aparecem sobre as janelas dos ônibus. Abaixo há uma cor cinza, e, em seguida, um fundo de cor branca.

Bom, a comédia de erros já começou e, se Sérgio Porto - atualmente cortejado pela dramaturgia "global" através da minissérie As Cariocas - estivesse vivo e interessado em fazer mais um Febeapá, certamente criaria um volume busólogo.



ÔNIBUS JÁ TESTA ESQUEMA TECNOCRÁTICO DE TRANSPORTE



Uma obra da Cedae mal sinalizada provocou um acidente com um ônibus da (por enquanto) Auto Viação Alpha, que bateu no gradeado de um prédio em Ipanema.

É o que mostra o que teremos de caos urbano com o projeto de transporte coletivo ancorado pela padronização visual, já em processo de andamento, com ônibus sendo repintados ou adquiridos com o "novo" padrão visual.

Este ônibus ainda contém a visualização personalizada, mas breve teremos transtornos assim com o visual padronizado, repetindo o episódio da Auto Viação Redentor de Curitiba, xará da empresa carioca (que só não tem Auto no nome), em junho passado.

Juntando a desorganização dos governantes cariocas com o samba tecnocrático do crioulo doido (de não poder identificar mais o ônibus que vai pegar), é o que veremos no transporte coletivo carioca, com os poderes concentrados da Secretaria Municipal de Transportes, verdadeiro propósito da padronização visual (a "identidade" agora é da Prefeitura, vide o termo CIDADE DO RIO DE JANEIRO).

Nesta reportagem, podemos ver que se trata de um ônibus da Alpha. Mas, com a padronização, tanto faz ser Alpha, Real, Braso Lisboa ou São Silvestre. Será tudo a mesma coisa. Blah!

HOJE TEM PADRONIZAÇÃO VISUAL, MAS A PETIÇÃO CONTINUA



Hoje o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lança o lamentável projeto para o transporte coletivo carioca, que só agrada a políticos, tecnocratas e busólogos pelegos.

Ônibus pintados iguaizinhos, para confundir os passageiros e ver se eles conseguem pagar mais de uma passagem, pois o Bilhete Único só dura duas horas.

Mas a petição continua, e o amigo Leonardo Ivo, do blog Fatos Gerais - que não cansa de apresentar os equívocos desse modelo para o sistema de ônibus - , me enviou um prospecto contra a padronização visual dos ônibus que já está nas ruas do Rio de Janeiro.

O texto do prospecto foi adaptado por mim, já que a petição (ou o abaixo-assinado) digital foi indicada indiretamente no texto original, através dos endereços dos blogs. Mas decidi colocar o próprio endereço, para reforçar e convidar os manifestantes à assinatura on line.

As armadilhas do Bilhete único:

As cores únicas nos ônibus do Rio de Janeiro

PARTICIPE DO NOSSO ABAIXO-ASSINADO!!
http://www.petitiononline.com/alexfig2/petition.html

A partir do dia 6 de novembro de 2010, entrará o bilhete único, mas ao mesmo tempo a vida do carioca passará a ser um tremendo transtorno. Neste dia passa a valer a padronização das pinturas dos ônibus do Rio, onde todos os ônibus terão uma cor só. Tal padronização irá confundir os passageiros, pois a grande maioria das pessoas não se utiliza apenas dos letreiros de itinerários, mas da cor das empresas.

A principal conseqüência disso, é muita gente poderá embarcar em ônibus errados parando em locais perigosos, podendo até serem assaltadas. TAL MEDIDA IRÁ ANULAR OS EFEITOS DO BILHETE ÚNICO E FARÁ COM QUE VOCÊ, PASSAGEIRO CHEGUE ATRASADO EM SEUS COMPROMISSOS, CORRENDO O RISCO DE DEMISSÕES E AO MESMO TEMPO, EXCEDENDO O PRAZO DO MESMO.

Uma conseqüência nefasta deste projeto, é que se caso um mau profissional cometa uma infração ao passageiro, o ônibus em que este embarque esteja em péssimo estado de conservação ou uma determinada empresa do consórcio ponha carros insuficientes nas ruas, o passageiro não terá como denunciá-los aos órgãos competentes. Tal medida também servirá para maquiar empresas ineficientes, confundindo os passageiros. E por ultimo, tal padronização só serve para fazer propaganda de governos corruptos, correndo grande risco de a cada quatro anos, as cores padronizadas serem trocadas para fazer propaganda dos governos sucessores, como acontece em Brasília, por exemplo.

Se você quer que seu direito de ir e vir seja garantido e que seu direito de denuncia seja mantido, PARTICIPE DO ABAIXO ASSINADO ON-LINE E ACOMPANHE O ASSUNTO NOS ENDEREÇOS ABAIXO, ENQUANTO E TEMPO, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS. GARANTA SEU DIREITO DE IR E VIR E DE CIDADÃO!

ENDEREÇOS:
http://terminallaranja.blogspot.com
http://fatosgerais.blogspot.com
http://www.radiorj.com.br
http://menosautomoveis.blogspot.com
http://brasilpaisdetolos.blogspot.com

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BILHETE ÚNICO CARIOCA COMEÇA AMANHÃ



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Dentro do discutível projeto de transporte coletivo do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, inspirado nos modelos já decadentes de Curitiba e São Paulo, oriundos da ditadura militar, será implantado amanhã o Bilhete Único, medida que em tese é feita para que o passageiro economize passagens de ônibus pegando mais de um veículo. Só que o prazo é de duas horas, o que, na prática, só permite ao passageiro pegar no máximo dois ônibus.

Bilhete Único Carioca começa neste sábado: veja como se cadastrar

Passageiros poderão realizar 2 viagens em 2 horas a um custo de R$ 2,40.
Quem já possui o bilhete único intermunicipal não precisa fazer cadastro.

Do Portal G1

A implantação do Bilhete Único Carioca (BUC) começa neste sábado (6) e as pessoas já estão fazendo o cadastramento para utilizar o sistema de integração das linhas de ônibus municipais do Rio. Com o bilhete, os passageiros poderão realizar duas viagens em um período de duas horas a um custo de R$ 2,40.

O sistema passaria a valer a partir do dia 30 de outubro, no mesmo fim de semana do segundo turno das eleições presidenciais. Por isso, o prefeito Eduardo Paes adiou a data.

O usuário só poderá usufruir da tarifa do Bilhete Único Carioca, após seu cadastramento no site do RioCard, vinculando o CPF ao número do cartão. Lá, também é possível conferir a lista dos postos de cadastramento.

Quem já possui o Bilhete Único Intermunicipal e o Vale Transporte RioCard não precisa se cadastrar.

Como comprar

Para efetuar a compra através da Rede de Recarga, o usuário pode colocar o valor de créditos que desejar, entre R$ 4,80 e R$ 300 e o cartão é gravado na hora com o valor pago em dinheiro. O usuário só poderá usufruir da tarifa do Bilhete Único Carioca 48 horas após o cadastramento.

O cartão pré-carregado é vendido com o valor de R$ 21 e R$ 55 nas agências do Unibanco-Itaú credenciadas e Lojas RioCard, também após o cadastramento.

O cartão também pode ser adquirido pós-carregado, no mesmo site. Após o cadastramento, a entrega é realizada em cinco dias úteis, após confirmação do pagamento dos créditos nas Lojas RioCard, agências do Unibanco-Itaú credenciadas ou em domicílio - neste caso, será cobrada taxa de entrega. A primeira carga deverá ser no valor mínimo de R$ 4,80, com recargas mínimas no mesmo valor.

Passageiros de ônibus intermunicipais pagam R$ 4,40

O Bilhete Único estadual já existe desde fevereiro e beneficia quem precisa pegar duas conduções para chegar ao local de destino. Quem já possui o cartão paga o valor máximo de R$ 4,40 por duas passagens a serem utilizadas num prazo de duas horas e meia em transporte público intermunicipal.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A PADRONIZAÇÃO VISUAL VEIO PARA CONFUNDIR MESMO!!




A coisa é muito mais grave do que se pensa. Mas como o Brasil é recente, o país não existia quando o povo troiano foi rendido pelos soldados espartanos, entre 1300 e 1200 antes de Cristo, depois de admirar um fabuloso Cavalo de Tróia, de onde os soldados se escondiam em emboscada.

Por isso, a padronização visual dos ônibus cariocas é vista pelos incautos como algo maravilhoso e eles, que acusam os opositores de "infantis", cometem a criancice de acreditar que o visual padronizado trará renovação de frota, ônibus mais rápidos e mais disciplina no trato do transporte coletivo.

Vendo as duas fotos em questão, ligadas ao consórcio Internorte, dá para perceber que a confusão visual não é coisa de gente malcriada e desinformada. Pelo contrário, torna-se fato, torna-se uma realidade concreta, e nem todo mundo tem a capacidade de ouro dos busólogos em reconhecer empresa e linha de ônibus dentro do visual uniformizado.

Pelo contrário, os ônibus fardados irão confundir ainda mais o passageiro comum, que terá dificuldades de reconhecer um ônibus de longe.

As duas fotos em questão mostram os ônibus da Viação Acari e Viação Vila Real, ambas do consórcio Internorte. Nas fotos, os referidos ônibus - do mesmo modelo CAIO Apache VIP 2 da CAIO/Induscar - são destinados respectivamente às linhas 667 Madureira / Méier e 669 Pavuna / Méier.

No Méier, fica fácil pegar os ônibus, porque o 667 tem ponto no terminal Arquiteto Gelton Pacciello da Motta, próximo à Rua Dias da Cruz, e o 669 tem ponto no terminal Américo Ayres, próximo à Rua Arquias Cordeiro. Os terminais ficam em lados diferentes da ferrovia.

No entanto, quem estiver na altura de Madureira, próximo ao largo, fundirá a cuca quando vir os dois ônibus circulando na altura do Viaduto Prefeito Negrão de Lima, porque não há diferença visual alguma. A confusão será inevitável, sobretudo quem quiser ir para um lado do Méier e não de outro. Se o sujeito quiser ir para a Abolição e pegar o 667, quebrará a cara. O mesmo no caso inverso, quando o sujeito quiser ir para o Encantado e pegar o 669.

Não adiantarão bandeiras mais legíveis nem qualquer outro mecanismo. Tem muito passageiro ocupado com sua vida, ele nem sempre tem tempo de observar qual a empresa de ônibus que está chegando.

O projeto de Eduardo Paes está fadado ao fracasso, mesmo. Periga até voltar a diversidade visual dos ônibus de Curitiba, tamanha a repercussão que isso trará.
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