sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL: ADEPTOS IMITAM MÍDIA GOLPISTA



Os busólogos que passaram a defender a padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro adotam, mesmo sem saber, o mesmo jogo da mídia golpista, como é conhecida a mídia direitista composta por Globo, Folha e Abril e que apoia o presidenciável do PSDB, José Serra.

Alguns falam em "liberdade de opinião" na esperança de fazer prevalecer seus pontos de vista, apesar do pretexto de "poderem pensar o que quiserem". É a mesma alegação de "liberdade de imprensa" da mídia golpista, porque é a defesa de uma visão que favorece os detentores de poder.

Na prática, porém, essa "liberdade" é uma forma de desqualificar as visões que, discordantes daquela dos donos de poder, se expressam contra o modelo de transporte coletivo por trás de medidas como a padronização visual.

Há também as acusações que os defensores da padronização visual fazem contra os detratores, como a de que estes são "infantis". É o que, por exemplo, o próprio José Serra fez, quando acusou os blogueiros que discordavam da ideologia defendida por ele de "sujos".

Também há as visões tecnocráticas, que tentam convencer através da ideia de que a padronização visual não vai trazer os transtornos previstos, como o fato de pegar um ônibus errado ou camuflar a corrupção dos empresáros de ônibus. Essa visão tem paralelo exato com a visão de neoliberais insistindo que as demissões em massa de trabalhadores nunca vai provocar fome e miséria.

Caso os defensores da padronização visual e outros aspectos da "curitibanização" do sistema de ônibus tentem optar por legendas políticas progressistas, eles estão cometendo uma séria incoerência, devido ao tipo de visão que adotam, puramente tecnocrático. Melhor prestarem atenção nisso.

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