segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"FROTA REGULADORA" SÓ SERVE PARA DUAS COISAS: SUCATEAR OS ÔNIBUS E ENRIQUECER EMPRESÁRIOS




MEDIDA INÚTIL - As "frotas reguladoras" usam os problemas do transporte coletivo de Salvador como desculpa para serem adotadas, mas elas não trazem benefícios reais para os passageiros.

Um pretenso paliativo adotado no sistema de ônibus de Salvador não passa de uma fraude usada para iludir os passageiros.

Trata-se da chamada "frota reguladora", já pejorativamente chamada de "frota desregulada", que consiste numa operação feita por um grupo de empresas em todas as linhas de determinados terminais.

Esse sistema conta até com códigos-fantasmas, como T-002, T-003, T-004 e R-009, que não possuem significado prático. A suposta "frota reguladora" opera na Estação Pirajá, Estação Mussurunga e na Lapa, além da Av. Dorival Caymmi (início da Estrada do Coco, que liga Salvador ao litoral norte baiano) em Itapuã.

Sem critério de linhas nem de horários, as "frotas reguladoras" representam um verdadeiro plágio do serviço de ônibus piratas, só que operado por empresas legalizadas. É um sistema desnecessário, porque comete os mesmos transtornos relacionados ao sistema de pool como um todo, que é o de uma determinada empresa de ônibus preferir a intervenção numa linha de outra empresa do que servir nas suas próprias linhas (ver link abaixo).

Um detalhe que existe é que quando tem um carro da "frota reguladora" circulando em determinada linha, a empresa dona desta coloca dois carros próprios para perseguir o "regulador" e impedi-lo de que ele fique com a maior parte da demanda num percurso da linha.

Não bastasse isso, as "frotas reguladoras" são quase sempre compostas por veículos velhos, reservados para venda (daí o nome "veículo reserva" pichado nos carros que sairão das frotas de uma empresa) que, diante da desorganização viciada que é o sistema de ônibus em Salvador, são sucateados e maltratados, seja pelos passageiros, seja pelos rodoviários.

Na verdade, uma forta verdadeiramente reguladora deveria ser correspondente à empresa que atende uma linha de ônibus. Se outra empresa intervém na linha, trata-se de uma grande politicagem que é feita apenas para enriquecer as empresas de ônibus mais influentes e impedir que a própria empresa concessionária da linha sirva-a adequadamente. Portanto, não se trata de "solidariedade", "parceria" ou "concorrência" qualquer operação em pool nos ônibus. O que existe mesmo é empresa roubando empresa e o passageiro sendo usado e forçado a tolerar um desserviço fantasiado de "utilidade pública".

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