domingo, 31 de outubro de 2010

DEFENSORES DA PADRONIZAÇÃO VISUAL DEMONSTRAM SER INFANTIS



Francamente, até no bullying existe a transferência de adjetivos, quando aquele que humilha atribui seus adjetivos àquele que é humilhado.

Pois vemos o quanto os defensores da padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, que acusam os opositores de serem infantis, provam mais ter essa qualidade.

Enquanto nós, opositores, lançamos argumentos racionais, objetivos, analisando as coisas não somente no nosso ponto de vista, mas procurando ver o caso do povo pobre, que é o maior lesado nesse esquema lançado pelo prefeito carioca Eduardo Paes, eles só vem com acusações, comentários mesquinhos e outras baixarias.

Até agora o lado favorável à padronização visual não veio com argumentos novos nem com alegações pertinentes quanto ao esquema. Pelo contrário, as adesões de última hora revelam-se tão suspeitas que dá muito pano para a manga.

O comportamento dos partidários da padronização visual lembra muito o comportamento "moleque" que vemos em José Serra, Ali Kamel, Otávio Frias Filho, no âmbito da direita político-midiática. E que a Fetranspor tem muito a ver com Paulo Preto, por exemplo.

Nós procuramos não ver as coisas pelo ponto de vista privativo dos busólogos. Sim, nós até podemos reconhecer as linhas de ônibus que as frotas visualmente padronizadas servirão. Mas o cidadão comum, não.

Aí é que erram os tecnocratas do transporte, que pensam que todo mundo tem doutorado, pode viajar para as feiras de transporte em Frankfurt, e que até cegos e surdos podem reconhecer um chassis de ônibus.

E ainda acham que uma mera padronização visual vai disciplinar o transporte coletivo e trazer renovação de frota a qualquer momento para as ruas.

Esse pessoal é que é infantil. É imaturo, e está comemorando a vitória antes do campeonato. Mal sabem eles o que espera, quando a padronização visual deixar de ser novidade. Em Curitiba e São Paulo, o transporte coletivo virou uma tragicomédia, por conta do mesmo esquema a ser oficialmente implantado no Rio daqui a seis dias.

sábado, 30 de outubro de 2010

EMPRESAS DE ÔNIBUS DO RJ TENTARÃO LETREIROS MAIORES



O "perfeito" esquema de ônibus a ser implantado do Rio de Janeiro já começa com erros, e tentativas foram feitas para ajustar o discutível esquema que envolve padronização visual e encampação branca (controle austero da Secretaria Municipal de Transporte).

Primeiro, foi a troca, no visual padronizado, da cor bege das "blusas" dos consórcios para a cor prateada, na tentativa de tornar o reconhecimento do ônibus menos confuso.

Segundo, é a medida publicada no Diário Oficial do Município prevendo que os ônibus deverão ter letreiros maiores, para melhor identificação dos números das linhas, já que uma das queixas mais comuns é a confusão dos passageiros em relação aos ônibus que poderão pegar, já que o visual será todo igualzinho, de acordo com o consórcio adotado.

No entanto, ambas são medidas paliativas, porque os ônibus, de longe, dificilmente serão identificados. Só haverá identificação quando o passageiro estiver no ponto e ver o ônibus vindo à sua frente.

Mas, para quem está, por exemplo, no Centro Cultural Banco do Brasil e quiser se dirigir para a Av. Pres. Vargas pegar um ônibus, a confusão será inevitável, mesmo com a bandeira digital maior. Porque não serão todos os ângulos em que o letreiro maior será visto.

Os dois paliativos já mostram o quanto o sistema nasceu errado, e que qualquer tentativa de aperfeiçoá-lo será insuficiente para garantir a eficácia do mesmo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CARLOS LATUFF FAZ CRÍTICAS A EDUARDO PAES



Essa charge hilária é de autoria de Carlos Latuff, desenhista associado aos blogueiros progressistas. O que mostra o quanto a plebe progressista não confia na figura do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, aparentemente situado na mesma chapa que sustenta politicamente o PT.

Só os lunáticos da mídia golpista acham que Eduardo Paes é esquerdista, quando o prefeito carioca, na verdade, esconde uma identidade política elitista, anti-popular e arbitrária, sem ser abertamente autoritária nem punitiva.

Mas Paes adota atitudes anti-populares também, conforme lemos no texto do portal Mídia Independente, em que o prefeito carioca é comparado ao imperador romano Nero, que incendiou Roma.

O texto fala dos episódios dos vários incêndios ocorridos em favelas, sobrados e até em centros de comércios de camelôs, possivelmente criminosos. Além disso, há também as mortes de moradores de rua. Um dos comentários compara Eduardo Paes ao ex-prefeito do Rio de Janeiro (então do Estado da Guanabara), jornalista Carlos Lacerda, acusado de mandar exterminar moradores de rua para "limpar" a cidade.

Como se vê, o prefeito que decidiu pintar os ônibus cariocas todos iguaizinhos ainda vai causar muita revolta, não só por esta como por muitas outras medidas. Os camelôs, por exemplo, estão umas araras com o prefeito carioca.

Talvez 2014 e 2016 mostrarão o Rio de Janeiro caótico, que deixará as autoridades internacionais assustadas. E é muito provável que isso aconteça.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EDUARDO PAES ENGANADOR: PREFEITO CARIOCA CONTINUA "TUCANO"


SAUDADES - Eduardo Paes, no fundo, sente falta dos seus verdadeiros amigos. De pé, o prefeito carioca quando ligado ao PSDB. Sentados, Jorge Bonhausen (do partido aliado DEM), Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati, ou seja, a "nata" da turma tucana.

Eduardo Paes hoje é do PMDB. E demonstra não estar à vontade em apoiar Dilma Rousseff nem Lula. Ele está na chapa por questão das circunstâncias, porque o prefeito carioca, afilhado político de César Maia, do DEM, hoje está ligado ao governador reeleito Sérgio Cabral Filho (ligado aos fisiológicos do Rio de Janeiro).

Não é só blogs como o da família O Kylocyclo (Menos Automóveis nas Ruas, Mingau de Aço) que dizem isso. Muita gente vê que Eduardo Paes, político extremamente conservador e anti-popular, nada tem a ver com as forças progressistas com que ele, aparentemente, está envolvido.

Eduardo Paes nunca foi nem é progressista. Da mesma forma que Jaime Lerner nunca foi progressista, ele entrou no PSB de pára-quedas, assim como o baiano Marcos Medrado nada tem a ver com o PDT, ele está no partido porque estava ligado a um grupo de dissidentes carlistas.

Ironicamente, o tradicional carlista Marcos Medrado, o "coronel" do subúrbio ferroviário de Salvador, dono e dublê de radiojornalista da Salvador FM, seguiu o "gado" político de seus colegas do PPB (atual PP) e amigos do PL (atula PR) que, por enquanto, se acamparam no partido fundado por Leonel Brizola, mas que, na Bahia, não passa de um zumbi político sem pé nem cabeça.

Outros internautas e mesmo gente do povo sabe que Eduardo Paes governa para os ricos, está com os tecnocratas e dirigentes esportivos, com os empreiteiros e os empresários de multinacionais, e isso até o reino mineral tem total consciência disso. O povo é só um detalhe.

Um comentário interessante foi escrito pelo busólogo Waldemar Maria de Araújo Filho, no Ônibus Expresso, no tópico relacionado à empresa Gire (antiga Erig Transportes), que mal surgiu vai desaparecer no fardamento visual e no rebaixamento a mera oficina-fiadora da paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro (apelidada jocosamente de "Viação Eduardo Paes"):

"O Prefeito nunca deixou de ser Tucano, mesmo trocando de partido. Até a Secretária de Educação ele trouxe de SP. Está enganando até o Presidente. "

Até o mais conceituado portal de textos progressistas, Carta Maior, já havia prevenido a opinião pública do caráter conservador de Eduardo Paes, num texto de 2008 que cita ele e Fernando Gabeira (que apoia José Serra) como as duas forças ascendentes da direita carioca.

Por isso, nada como a foto que ilustra este texto, que mostra os áureos tempos em que Eduardo Paes era protegido de César Maia e ligado ao PSDB carioca.

Na foto, Eduardo Paes aparece de pé, discursando à vontade em favor dos amigos tucanos, e, sentados, estão políticos que até hoje aparecem no noticiário relacionado ao PSDB.

Aparece o senador Jorge Bornhausen, do partido aliado DEM. Aparece também Geraldo Alckmin, ligado à retrógrada organização religiosa Opus Dei, e também Aécio Neves e Tasso Jereissati.

Mas, acima de tudo, também está presente o próprio José Serra, figura hostilizada pelas forças progressistas, mas, certamente, respeitado e admirado pela alma-gêmea que hoje comanda a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em tempo: José Serra apoia abertamente a padronização visual dos ônibus.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

INFANTIS SÃO OS DEFENSORES DO "POOL" E DA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS



Existe um costume entre os reacionários de transferir suas verdadeiras qualidades para aqueles que discordam de seus (discutíveis) pontos de vista.

É o caso de certos busólogos pelegos, que não tiveram a coragem de assumir que são favoráveis à padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro quando ela foi anunciada pela primeira vez, e, só agora, decidem ser favoráveis.

Sem apresentar uma justificativa convincente - além do fato da adesão tardia ser estranha, porque nenhuma nova alegação foi feita em prol da arbitrária medida do prefeito carioca Eduardo Paes - , os partidários dos ônibus visualmente iguaizinhos xingam os opositores de "infantis", demonstrando total falta de objetividade ao lidar com discordantes, à semelhança que vemos no caso de José Serra e de veículos como Veja e Folha de São Paulo.

Primeiro, porque os verdadeiros infantis são os partidários da padronização visual. E não só eles, mas os defensores do sistema de "pool" (duas ou mais empresas servindo uma mesma linha de ônibus), estes independente de serem contra ou a favor da padronização visual.

VISUAL PADRONIZADO TEM MENOS A VER COM ESTÉTICA, E MAIS COM PROPAGANDA DO PODER POLÍTICO

Os defensores da padronização visual ignoram que essa medida, longe de representar salvação ou ameaça estética, conforme o ponto de vista apresentado, na verdade é apenas uma representação de uma lógica de transporte coletivo cujo poder é concentrado na Secretaria de Transportes, municipal ou metropolitana, que usa o visual padronizado como propaganda de seu poder.

Em outras palavras, a identidade visual não é mais por conta das empresas de ônibus, mas sim da Secretaria de Transporte, o visual padronizado é a afirmação desse poder, que os partidários da padronização visual definem como "técnico", mas que, na verdade e na prática, não é mais do que um poder político, de uma prepotência mesmo.

Por isso é infantil acreditar que a pintura padronizada é apenas um recurso estético, porque é bonitinho que a Real Auto Ônibus e a Empresa de Transportes Braso Lisboa, por exemplo, tenham a mesma cor, ou porque a Secretaria de Transportes vai mesmo reorganizar e disciplinar o transporte coletivo carioca.

Esse raciocínio é exatamente o mesmo que se fazia quando o golpe militar de 1964 foi instaurado. Naquela época, também se condenava a diversidade de opiniões, porque elas causavam bagunça.

Éramos considerados "infantis" porque pedíamos reforma agrária, aumentos salariais, ensino público de qualidade, atendimento médico gratuito e eficaz. E, da mesma forma que Eduardo Paes acha "feia" a diversidade visual dos ônibus cariocas, defensores do golpe militar de 1964 (só para citar alguns, como o general Golbery do Couto e Silva, o empresário Roberto Marinho e o político Antônio Carlos Magalhães) achavam "muito feio" que o povo pobre falasse sobre política nas mesas de bar.

No sistema de "pool", a visão infantil se dá pela obsessão de pessoas que acham bonito uma linha de ônibus servida por mais de uma empresa. Não existe um só argumento técnico convincente e coerente que viabilize esse esquema, sempre defendido com meias-verdades que, na fragilidade dos argumentos, se transformam em desaforos e xingações.

E, sabemos, que, na Internet, alguns defensores do esquema de "pool", na verdade, são pessoas ligadas a empresários de ônibus que usam o referido esquema para aumentar o poder "pelas beiradas", pelas mordidinhas. A empresa tem participação parcial numa linha de ônibus, pede empréstimos superfaturados, e aumenta seu poder pouco a pouco, quando um dia ela exerce seu oligopólio sem que viva alma perceba.

Da mesma forma, os defensores da padronização visual também são ligados aos interesses empresariais que, dispensados de controlar de forma responsável as linhas de ônibus - eles se limitam apenas a investir na manutenção da frota e no seu sustento financeiro - , aumentam seu poder político junto aos secretários de transporte e prefeitos, criando uma oligarquia político-empresarial que manipulará o jogo eleitoreiro e poderá fazer medidas como derrubar casas populares e prédios históricos para construir pistas exclusivas ou viadutos (aqui com a clara aliança das elites empreiteiras).

Esses defensores do "pool" e da padronização visual são tão infantis que, no fundo, não são mais do que defensores das causas que interessam aos seus padrinhos. Ou melhor, dindinhos, numa linguagem mais próxima a essa garotada.

domingo, 24 de outubro de 2010

O QUE A FETRANSPOR ESTÁ COMPRANDO DE BUSÓLOGOS PARA SUA CAUSA...





Está no tópico da comunidade BUSÓLOGOS RJ do Orkut. Estão multiplicando as adesões de última hora ou os coniventes de véspera, que, estranhamente, não se manifestaram a favor à padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro quando o plano estava apenas no papel.

Muito estranhas, essas adesões, não dá para dizer que os caras aderiram agora porque "entendem melhor o sistema" porque essa desculpa não faz sentido.

Até porque há esclarecimentos sólidos sobre os malefícios da padronização visual - que, sabemos, é apenas uma expressão visual do poder concentrado da Secretaria Municipal de Transportes, dentro de um modelo tecnocrático de transporte coletivo.

Pessoas como eu, Leonardo Ivo, Marcelo Pierre, Marcos Nascimento e André Neves divulgamos esclarecimentos suficientes sobre os males dessa "curitibanização" dos ônibus cariocas, para que os adesistas se manifestem assim na última hora.

As Dalilas do Alexandre Sansão que se transformaram os busólogos que aderiram tardiamente à padronização visual dos ônibus cariocas, ainda têm a covardia de nos chamar de infantis e achar que ninguém vai errar o ônibus que vai pegar. Credo, parecem militantes do PSDB, com esse argumento tão arrogante e tão mesquinho!!

O pessoal só vai pegar o ônibus certo quando estiver no ponto e ver o veículo logo de frente, com a bandeira digital brilhando. Mas não poderá mais reconhecer o ônibus de longe. Os argumentos contra a padronização visual dos ônibus cariocas são de uma relevância técnica bem maior do que a dos tecnocratas do transporte que defendem a medida. Essa é a verdade.

Mas nada como um café da manhã, distribuído gratuitamente para busólogos pelos barões da Fetranspor, para mudar a opinião dessa turma de consciência frágil...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL: ADEPTOS IMITAM MÍDIA GOLPISTA



Os busólogos que passaram a defender a padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro adotam, mesmo sem saber, o mesmo jogo da mídia golpista, como é conhecida a mídia direitista composta por Globo, Folha e Abril e que apoia o presidenciável do PSDB, José Serra.

Alguns falam em "liberdade de opinião" na esperança de fazer prevalecer seus pontos de vista, apesar do pretexto de "poderem pensar o que quiserem". É a mesma alegação de "liberdade de imprensa" da mídia golpista, porque é a defesa de uma visão que favorece os detentores de poder.

Na prática, porém, essa "liberdade" é uma forma de desqualificar as visões que, discordantes daquela dos donos de poder, se expressam contra o modelo de transporte coletivo por trás de medidas como a padronização visual.

Há também as acusações que os defensores da padronização visual fazem contra os detratores, como a de que estes são "infantis". É o que, por exemplo, o próprio José Serra fez, quando acusou os blogueiros que discordavam da ideologia defendida por ele de "sujos".

Também há as visões tecnocráticas, que tentam convencer através da ideia de que a padronização visual não vai trazer os transtornos previstos, como o fato de pegar um ônibus errado ou camuflar a corrupção dos empresáros de ônibus. Essa visão tem paralelo exato com a visão de neoliberais insistindo que as demissões em massa de trabalhadores nunca vai provocar fome e miséria.

Caso os defensores da padronização visual e outros aspectos da "curitibanização" do sistema de ônibus tentem optar por legendas políticas progressistas, eles estão cometendo uma séria incoerência, devido ao tipo de visão que adotam, puramente tecnocrático. Melhor prestarem atenção nisso.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL: IRRITAÇÃO DE PASSAGEIROS SUPERA BUSÓLOGOS



O anúncio oficial da padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, evidentemente, causou grande revolta na quase totalidade dos busólogos não só fluminenses como de outras partes do país. É sabido que outros busólogos como Luiz Bareza e Armando Villela, ambos de Minas Gerais, Marcos Nascimento, de Santa Catarina e Thiago Barboza Crespo, do Paraná, estão entre os indignados com a medida arbitrariamente imposta pelo prefeito carioca Eduardo Paes.

Mas é nas ruas que a revolta torna-se bem maior, porque o ceticismo do povo fluminense com a classe política, sobretudo com o grupo do prefeito Eduardo Paes e do governador reeleito Sérgio Cabral Filho, chega a ser surpreendente.

Quem quer que fosse interrogado sente a revolta da medida que pega os usuários mais pobres de surpresa. A perplexidade é grande, sobretudo para pessoas que moram longe e pegam os ônibus lotados de manhã cedo para ir de casa ao trabalho e pegam o trajeto inverso com a mesma lotação de noite.

A preocupação dos passageiros de pegar o ônibus errado é muito grande, afinal o transporte coletivo não é um conto de fadas de perfeccionismo técnico como sonham as autoridades e tecnocratas do transporte. Principalmente de noite, e durante ocorrências como parentes mais velhos terem que ir ao hospital e a aflição dos parentes não os faz perder tempo para reconhecer o ônibus pela bandeira ou pelo número do carro.

A revolta aumenta quando se constata que nenhuma perspectiva concreta a população tem do transporte, com tais novidades. Quase todos os passageiros comuns não acreditam que isso vá resolver o problema, e não são raros, mas sim bastante comuns, as declarações que a padronização visual não passa de oportunismo político, de demagogia, de pura enrolação.

A revolta da população aumenta quando se constata que a prefeitura carioca pouco preocupa com necessidades como o problema das favelas, a Educação e a Saúde. Não são poucos que dizem que a prefeitura desvia o dinheiro da Saúde e da Educação para bobagens como repintar ônibus ou mesmo para enriquecer as autoridades políticas e os dirigentes olímpicos.

DESTINO: FRACASSO - Especialistas garantem que o projeto de padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, na verdade parte de uma lógica de administração do transporte lançada durante a ditadura militar, está destinado ao fracasso.

Em todo o país, aliás, esse modelo de transporte, cujo pretexto futurista já começa a ser posto em xeque pelos especialistas, sofre um profundo e avançado processo de desgaste.

Esse desgaste se expressa pelas pressões profissionais sobre os motoristas, que em mais de uma vez sofrem até mal súbito, provocando acidentes como o de Curitiba, em junho passado, com dois mortos.

Além do mais, a sobrecarga da Secretaria de Transportes, municipal ou metropolitana, no controle das linhas de ônibus, causa malefícios diversos como o retardamento das renovações de frotas, a própria concentração de poder nas linhas de ônibus que faz decair o serviço, o sucateamento dos ônibus, a redução de investimentos devido à sobrecarga financeira.

Só a enumeração total das desvantagens e dos equívocos desse modelo de transporte daria um livro grosso, incluindo explicações e justificativas. Os fatos desastrosos e trágicos relacionados ao sistema de ônibus de Curitiba e São Paulo são um sério aviso para a prefeitura do Rio de Janeiro, o que faz com que a implantação do novo sistema de ônibus na Cidade Maravilhosa fatalmente seja destinada ao fracasso.

O modelo "curitibano" só vai perdurar no Rio de Janeiro para que seus erros e equívocos sejam mais conhecidos pela opinião pública mais influente. E sua repercussão negativa poderá mesmo refletir nas outras cidades onde se adota o esquema, até mesmo em cidades pioneiras do esquema, como São Paulo e a própria Curitiba.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CADÊ O VERDE QUE ESTAVA AQUI?



O gato comeu.

Ou melhor, a padronização visual do transporte coletivo de Teresina é que aproveitou a cor verde.



Em todo caso, são "milagres" da mesmice confusa e arrogante da decadente "curitibanização" dos ônibus do Brasil. Coisa que nem para turista ver serve (até porque o turista pode pegar ônibus errado).

SÉRGIO CABRAL DEFENDE PADRONIZAÇÃO VISUAL NOS ÔNIBUS DO RJ





Não é segredo algum que o ridículo projeto de padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, defendido por Eduardo Paes, é apoiado pelo seu padrinho político Sérgio Cabral, que pretende também emporcalhar os ônibus fluminenses dentro dessa perspectiva fardada.

Afinal, o projeto de Eduardo Paes é a cara do Sérgio Cabral. Ou será que Sérgio Cabral é a cara do Eduardo Paes?

O que se sabe é que, enquanto as empresas de ônibus deixam de ter sua própria cara - aliás todas elas virarão uma só, a paraestatal VIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO, comandada pela Secretaria de Transportes do município carioca e financiada pelos barões da Fetranspor reunidos em consórcios (grupos empresariais organizados pelo Estado - , os tecnocratas do transporte coletivo, seus políticos, empresários e simpatizantes são padronizados numa única cara.

A cara-de-pau.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

DIVULGAÇÃO DA PADRONIZAÇÃO VISUAL














É muito duro, doloroso, triste, mas temos que divulgar para informar quem puder entender todo esse esquema.

Porque o chamado "povão" não vai entender mesmo, e essa que é a maior demanda do transporte coletivo, que mal consegue ler uma bula de remédio, terá que ter um raciocínio matemático só para pegar um ônibus.

Se estiver no ponto de ônibus e conseguir ver o veículo chegando de frente, ainda dá para identificar o número da linha, isso se o letreiro digital não pifar. Mas, para quem está longe do ponto de ônibus e quer alcançar o ônibus desejado, a confusão será inevitável, com toda a campanha de divulgação que houver.

Apesar da badalação do projeto pelas autoridades e pelos tecnocratas, ele tem prazo de validade: FINAL DAS OLIMPÍADAS DE 2016. Isso significa que, se o sistema perdurar depois disso, o colapso do sistema de transporte carioca será irreversível. Porque o que está por trás desse visual padronizado é uma lógica de concentração de poder do Estado, com financiamentos da iniciativa privada, modelo que já se desgasta em cidades como São Paulo e Curitiba.

Aqui está o fardamento dos ônibus do Rio de Janeiro, entregues ao mesmo modelo que o demotucano enrustido Jaime Lerner lançou no auge da ditadura militar:

INTERNORTE, INTERSUL, TRANSCARIOCA E SANTA CRUZ
Cada um com convencionais, midis e micros (aparentemente não foi divulgado padrão para articulado nem ar condicionado).

STPL (vans operadas por cooperativas).

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NO MODELO "CURITIBANO" DE ÔNIBUS, A PREFEITURA COMPRA, OS CONSÓRCIOS PAGAM



Escrevi este comentário para o fórum do fotolog Ônibus Expresso, explicando a um busólogo que as empresas deixarão de comprar ônibus novos por decisão própria, mas continuarão pagando pelas novas aquisições:

As empresas pagarão a conta, mas é a Secretaria de Transportes que vai solicitar a compra dos ônibus, mediante "estudos" de avaliação periódica das frotas.

Ou seja, vão acabar as situações como a Matias vendendo carro semi-novo com dois, três anos de uso e a São Silvestre vendendo carros com sete anos de uso, substituindo-os pelos novos. Ambas vão esperar a Secretaria de Transportes avaliar a frota, e, aí, os empresários apenas anotam a quantidade de carros novos a ser comprada, pagam a conta, mas quem decide é a Secretaria de Transportes do município.

Portanto, os consórcios pagam a conta, fazem a manutenção técnica e sustentam o quadro do pessoal. Mas quem controla as linhas e decide pela renovação das frotas é a paraestatal da prefeitura carioca.

Por isso é que carros são adquiridos sem o nome da empresa, muitas vezes em lotes imensos para fazer propaganda. Aí esses lotes são distribuídos para as sócias que pagaram pela aquisição.

A autonomia operacional das empresas de ônibus vai acabar. Em compensação, os donos de ônibus aumentarão o poder político para eleger prefeitos e até mesmo para, se preciso, derrubar casas populares para construção de viadutos.

domingo, 17 de outubro de 2010

SÓ SEI QUE É LITORAL RIO PORQUE ME DISSERAM





Esse ônibus que, dizem, é da Real Auto Ô..., quer dizer, da Litoral Rio Transportes, é a terceira amostra da maligna padronização visual que o ultraconservador prefeito Eduardo Paes divulga para nós, indefesos busólogos. Mas há quem goste do visual e do esquema, sobretudo certos busólogos que devem ter feito um desjejum bacana bancado pelos barões da Fetranspor.

Na verdade, não passa de um mero ônibus da Viação Cidade do Rio de Janeiro, paraestatal carioca, sustentado pela sócia Litoral Rio, reduzida a mera oficina-tesoureira, e, visualmente, fará qualquer um que se interesse a ir ao bairro do Leblon, por exemplo, fazer um turismo surpresa para Curicica. Ah, mas não posso falar isso para certos "busólogos profissionais" porque eles, que reconhecem um chassis de ônibus com os olhos e ouvidos tapados, são capazes de reconhecer uma linha até no uni-duni-tê.

E aí, adeptos da padronização visual, como foi esse café da manhã da Fetranspor? Digam para todos nós, para saber se teve bolo, sucos de frutas, manga cortadinha e coisa e tal?

AUTO LOTAÇÃO INGÁ











Esta é uma seleção de montagens reconstitutivas da empresa Auto Lotação Ingá, de Niterói-RJ, e os ônibus que circularam ao longo dos anos 70, originalmente da empresa ou obtidos de outras empresas que foram extintas.

sábado, 16 de outubro de 2010

FETRANSPOR ESTARIA ALICIANDO BUSÓLOGOS A ACEITAR PADRONIZAÇÃO VISUAL


PARA OS TECNOCRATAS DO SISTEMA DE ÔNIBUS E BUSÓLOGOS PELEGOS, ISSO NÃO É MAIS DO QUE UM TRANSPORTE DE GADO.

Essa denúncia se baseia em um fato muito estranho que, brevemente, as investigações jornalísticas podem detalhar melhor.

Quando foi anunciada a medida de padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, houve uma reação de revolta quase geral. A indignação de muitos busólogos tradicionais e até de engenheiros urbanísticos não-tecnocratas (porque não colocam seu saber técnico em detrimento do verdadeiro interesse público) tornou-se não somente expressiva, mas majoritária e firme.

Mas, de repente, na última hora, vieram algumas vozes "otimistas" que, antes, não haviam se expressado a favor da padronização visual. Uma coisa estranha, porque a essas alturas argumentos objetivos contra a padronização visual foram divulgados amplamente não só neste blog como por outros blogs e fotologs e por depoimentos de gente séria como Fernando MacDowell e Marcos Nascimento.

Assim, vindos do nada, vieram busólogos que passaram a elogiar a padronização visual e a louvar até mesmo o insosso visual adotado pela prefeitura do Rio de Janeiro. Gente com uma estranha euforia, que não se manifestava assim quando a medida foi anunciada, mas, a duas semanas de implantação, vieram, como pelegos no auge da revolta, defender os interesses dominantes envolvidos.

Não devemos nos iludir que há peleguismo até mesmo na busologia.

É claro que existem busólogos que são empresários de ônibus mas que são pessoas íntegras, honestas, dedicadas, como o nosso grande Luiz Bareza, do interior de Minas Gerais. Existem busólogos que visitam garagens de ônibus, fotografam novos carros em primeira mão e também são pessoas íntegras. Existem vários outros tipos de busólogos que também são íntegros, honestos, sinceros.

Mas, por outro lado, existem outros busólogos que na verdade representam interesses de certos grupos empresariais monopolistas ou de certos grupos políticos conservadores, mesmo aqueles que se vestem da capa "progressista", como o próprio Jaime Lerner e o prefeito Eduardo Paes, direitistas que se camuflam em chapas comandadas pelo PT apenas para obter vantagem, quando no fundo são de ideologia bastante oposta e comprovadamente conservadora.

Não vamos dizer nomes. Mas é muito estranho que somente as vozes favoráveis se expressem agora, quando a revolta começa a crescer e ameaçar o sucesso da medida. O que é aliás uma reação desesperada, porque a medida, conforme analisam os especialistas, está destinada ao pior dos fracassos.

A padronização visual só irá durar para que a população conheça melhor os seus erros, equívocos e desastres. Aliás, a padronização visual será implantada no Rio de Janeiro numa época em que o mesmo modelo de transporte coletivo, em cidades como Curitiba e São Paulo, apresenta irregularidades com consequências trágicas, além de casos de corrupção que mal conseguem ser abafados pela imprensa.

Mas certamente alguns busólogos mais "flexíveis", como se vemos também no operariado ou em outros grupos progressistas, podem ter sido aliciados pelo poder patronal, como historicamente vemos nos pelegos. Gente recebendo almoço bancado pelo sindicato patronal ou pelos políticos envolvidos, recebendo ingresso para entrar de graça nas feiras de transporte, ou então ganhando até passeio turístico gratuito junto a autoridades e tecnocratas.

O peleguismo é uma realidade, mas só mesmo em breve saberemos a respeito do peleguismo busólogo, e muita coisa ainda vai acontecer com esse modelo de transporte coletivo que, lançado no auge da ditadura militar por Jaime Lerner, ainda é defendido ferrenhamente pelas elites que tratam os passageiros de ônibus que nem gado.

Afinal, gado não precisa diferir o ônibus pela cor. Gado só serve para seguir as ordens que lhe forem dadas. E ir para o transporte que as autoridades lhe "oferecerem".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL: ESTÉTICA NÃO É O PIOR DE SEUS PROBLEMAS



Diante das discussões em torno da padronização visual dos ônibus, os partidários da medida - tecnocratas do transporte e busólogos simpatizantes, estes uma minoria - acusam os opositores de se preocuparem demais com o aspecto estético, com a simples eliminação da identidade estética de cada empresa de ônibus circulante numa cidade.

É um grande engano. O maior problema analisado pouco tem a ver com o aspecto estético, da beleza visual, até porque tanto os partidários da padronização visual quanto os da diversidade visual também usam o valor estético como desculpa para suas respectivas teses.

Não nos esqueçamos das argumentações, ainda que delirantes, do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, que usou a "valorização estética" como pretexto para sua "limpeza visual" através da padronização visual dos ônibus da Cidade Maravilhosa.

Da mesma forma que ninguém é a favor ou contra a "curitibanização" do transporte coletivo devido ao exotismo de ônibus articulados, bi-articulados, micros, midis ou pela quase totalidade de modelos tipo CAIO Mondego ou CAIO Millennium nas ruas de tal cidade.

Outros problemas mostram que a padronização visual terá mais desvantagens do que vantagens, entre os quais:

1) EMBARQUE NOS ÔNIBUS ERRADOS - Embora os tecnocratas do transporte coletivo e busólogos simpatizantes garantam que "todo mundo" conseguirá identificar o ônibus certo, é altíssimo o risco de pegar um ônibus errado, que não será reconhecido de longe e seu reconhecimento será dificultado sobretudo na população pobre, e mais grave ainda durante a noite.

2) DISSIMULAR A CORRUPÇÃO - Com o visual padronizado, a corrupção política e empresarial será muito mais fácil. Os tecnocratas garantem que não haverá corrupção. Quem garante isso? Dizer é fácil. Além do mais, o nome da empresa, minúsculo, não é reconhecido de longe, e a mudança dos códigos numéricos (a centena 5xx e 6xx vão sumir) irá complicar mais ainda isso. A imprensa esquerdista já começa a anunciar que o transporte coletivo de São Paulo e Curitiba estão um mar de lama.

3) PREPOTÊNCIA POLÍTICA DAS SECRETARIAS DE TRANSPORTE - Não é por acaso que existe a pintura padronizada. Não é porque fica mais bonitinho. Por trás dessa medida, há a afirmação do poder concentrado das Secretarias de Transporte e suas paraestatais, que se autodefinem como "simples agências reguladoras", mas controlam as linhas e o transporte público com mãos de ferro. As empresas de ônibus perdem autonomia no serviço de linhas, mas em compensação os empresários do transporte coletivo passam a ter maior peso político para eleger prefeitos e até mesmo para, se for preciso, derrubar casas populares para construção de avenidas.

As Secretarias de Transporte terão poder concentrado para controlar o serviço de ônibus em dada cidade ou região. Isso fará o sistema mais eficaz? Não.

Pelo contrário, isso criará uma sobrecarga no sistema de ônibus de tal forma que as periódicas renovações de frota, que se tornarão mais raras (a idade útil de um ônibus simplesmente dobrará, indo para um parâmetro "ideal" de sete a oito anos em média, mas na prática vai até para 15, como se vê na Grande Curitiba e Grande SP), não darão conta do recado e, não obstante, haverá promessas de renovação mirabolantes, anunciadas como de 2 mil carros, por exemplo, prometidas para um ano, mas executadas em até três anos, em etapas.

Muita coisa ruim vai acontecer. Tem gente que se ilude com a novidade, achando que tudo vai ficar maravilhoso. Busólogos "profissionais" seduzidos pelo empresariado e pelos políticos, e que começam a espalhar em várias mensagens na Internet que o esquema imposto por Eduardo Paes será "perfeito e eficaz".

Enquanto isso, notícias desastrosas e até trágicas aparecem relacionadas a esse modelo "perfeito" de transporte coletivo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MORRE UM DOS FERIDOS EM ACIDENTE COM ÔNIBUS NO CENTRO DE SP



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Este incidente mostra o quanto o padrão "curitibano" de transporte coletivo, vigente em São Paulo e prestes a ser implantado no Rio de Janeiro, está decadente. As paraestatais municipais e metropolitanas não conseguem dar conta do sistema, com sobrecarga de linhas e concentração de poder, além disso a renovação de frotas se torna cada vez mais lenta e tendenciosa, com direito a cerimônias pretensiosas de entrega de novos carros, que não passam de mera propaganda política.

Pois o tão "maravilhoso" modelo de transporte coletivo, tão "moderno" que foi implantado primeiro durante o auge da ditadura militar, mostra o quanto a bela fantasia tecnocrática esconde uma realidade que apresenta ônibus com defeitos e motoristas estressados.

Morre um dos feridos em acidente com ônibus no Centro de SP

Homem chegou a ser socorrido no Hospital das Clínicas, mas morreu.
Outras quatro pessoas foram socorridas na manhã desta quinta-feira (14)

Do Portal G1

Um homem de 79 anos ferido no acidente com um ônibus no acesso ao Terminal Parque Dom Pedro, no Centro de São Paulo, morreu na manhã desta quinta-feira (14) no Hospital das Clínicas, de acordo com o delegado Stefan Uszkurat, do 1º Distrito Policial. Ele chegou a ser resgatado pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, mas morreu logo após dar entrada no hospital. Segundo a assessoria do HC, a morte ocorreu às 10h50.

O ônibus perdeu o controle, subiu na calçada, passou por cima de um ponto de ônibus e ainda destruiu uma cabine de fiscalização. O homem que morreu era pedestre e foi atropelado. O acidente deixou outras quatro vítimas: duas pessoas tiveram ferimentos leves e outras duas ficaram em estado de choque. Elas foram levadas para os pronto-socorros Vergueiro e João XXIII.

Segundo o delegado Uszkurat, o motorista será indiciado por homicídio e lesão corporal culposos – quando não há intenção. O condutor também ficou ferido e foi levado a um pronto-socorro. Por volta das 12h, a área onde aconteceu o acidente continuava isolada. A perícia havia concluído o trabalho, mas um guincho era aguardado para remover o ônibus.

Em nota, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informou que o ônibus envolvido no acidente fazia o trajeto de São Bernardo do Campo, no ABC, ao Terminal Rodoviário Tietê, na Zona Norte, e bateu em outro coletivo antes de atropelar os pedestres. A EMTU também afirmou que está acompanhando a ocorrência e irá apurar as causas do acidente. O acidente aconteceu por volta das 9h30.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MATARAM A MATIAS!!!!!





A arbitrária medida de padronização visual faz sua segunda vítima: a Rodoviária A. Matias.

A empresa agora desaparecerá dos nossos olhos, perdendo sua identidade e sendo confundível com a Viação Verdun e a Transportes Vila Isabel. Até as setas de acesso nas portas foram feitas mais para enfeite, visualmente não estão claras para o cidadão comum.

O que significa que os passageiros poderão confundir, dependendo de onde se situem, a linha 232 com a 222 da Vila Isabel e a 238 da Verdun, a linha 606 com a 607 da Viação Acari, e por aí em diante.

O verde, pelo menos, não ficará só na nossa memória, afinal, o grande consolo é que, das cidades que adotam a padronização visual, o Rio de Janeiro é a que tem maior acervo, na Internet, relacionado aos tempos em que tinha diversidade visual.

Uma coisa é certa: o projeto de padronização visual imposto por Eduardo Paes está fadado, irreversivelmente, ao fracasso. Mas é preciso que ele aconteça para que os erros sejam mais conhecidos pela opinião pública.

Um exemplo pessoal. Meus pais, usuários assíduos da 232, sofrerão muito, uma vez que, sendo idosos, terão que triplicar a atenção na Av. Pres. Vargas na ocasião de pegar um ônibus para Lins de Vasconcelos.
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