terça-feira, 28 de setembro de 2010

SÃO PAULO QUER REDUZIR FROTA DE CARROS EM 25%



COMENTÁRIO DESTE BLOG: ONG propõe redução de frota de automóveis nas ruas em um quarto do total que hoje circula em São Paulo, uma medida urgente que deveria ter sido feita há tempos, porque a poluição torna-se uma consequência dramática, o que provoca efeitos até na meteorologia, vide as tempestades no início deste ano e nas doenças graves que muitos paulistanos acabam sofrendo por causa dessa poluição.

São Paulo: Plano prevê redução da frota de veículos em 25%

Do site Povo On Line - Reproduzido também no blog Meu Transporte

ONG sugere uma série de medidas para tornar mais respirável o ar da capital paulista. Uma delas é a redução no número de carros circulando, o que seria possível com mais investimento na expansão dos corredores de ônibus e investimento em ciclovias.

O Movimento Nossa São Paulo apresentou, na Câmara Municipal de São Paulo, um plano de mobilidade urbana para reduzir em 25% o número de carros que circulam diariamente na capital paulista. O plano prevê, principalmente, a expansão dos corredores de ônibus, investimento em ciclovias e mudanças em políticas habitacionais.

Na área do transporte coletivo, o plano defende a construção de 2.400 quilômetros de vias reservadas ao tráfego de ônibus nas principais avenidas da capital paulista, inclusive nas marginais do rio Tietê e rio Pinheiros. Segundo Ricardo Corrêa, urbanista do TC Urbes, consultoria que participou da elaboração do projeto, esses corredores serviriam como artérias de conexão entre regiões da cidade com as redes de metrô e trem já existentes.

Essas redes, de acordo com o plano, ainda seriam ligadas a microrredes de transporte coletivo que atenderiam bairros de São Paulo. Pela proposta, os passageiros poderiam usar todas as formas de transporte coletivo pagando somente uma passagem.

O sistema de transporte coletivo seria também conectado a 500 quilômetros de ciclovias. Nas áreas de cada uma das 31 subprefeituras de São Paulo, seriam construídas vias reservadas para as bicicletas criando assim a possibilidade para que habitantes circulassem dentro de bairros sem usar carro ou ônibus.

Em casa

A urbanista Simone Gatti, também do TC Urbes, afirmou, entretanto, que nada disso será completamente efetivo sem uma nova política habitacional para a cidade. Nessa política, também tratada no plano do Movimento Nossa São Paulo, estariam previstas medidas para a “centralização” da capital para que a população deixasse de ocupar áreas da periferia e reduzisse seus deslocamentos.

De acordo com as expectativas do plano de mobilidade, com todas essas medidas, um quarto da população paulistana deixaria seu carro em casa. Desta parcela, mais de um terço passaria a usar os corredores de ônibus para se locomover.

Isso faria com que a quantidade de viagens realizadas por dia no sistema de transporte público aumentasse de 23 milhões para 26 milhões. O uso das bicicletas também aumentaria.

Em compensação, São Paulo reduziria em 30% o volume de gás dióxido de carbono emitido anualmente. Por ano, 391 toneladas do gás, que é um dos causadores do aquecimento global, deixariam de ser liberados na atmosfera.

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