segunda-feira, 20 de setembro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL: CAMPANHA INFORMATIVA NÃO EVITARÁ TRANSTORNOS


VIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO - A verdadeira empresa por trás das concessionárias que não serão mais como "sócias" e financiadoras do esquema tecnocrático dos ônibus cariocas.

A promessa da Prefeitura do Rio de Janeiro em fazer uma campanha informativa, na tentativa de evitar confusões entre os passageiros, segue a perspectiva exageradamente otimista do sucesso improvável do seu projeto tecnocrático para o transporte carioca.

A Fetranspor, entidade representativa dos empresários de ônibus cariocas, em parceria com a Secretaria de Transportes, pretende lançar uma campanha educativa para informar aos passageiros sobre os padrões a serem adotados nas cores dos ônibus.

No entanto, essa promessa apenas minimizará, parcialmente, os transtornos causados. A confusão será um risco inevitável, e os transtornos a serem previstos não serão poucos.

Isso porque a maioria das pessoas vai ao trabalho, à escola e a outros compromissos, e simplesmente não terá tempo para decorar o novo esquema, que já desagrada sensivelmente a maior parte da população.

A maioria das pessoas não terá tempo para ler os panfletos a serem distribuídos. Isso quando se fala de pessoas alfabetizadas, porque boa parte da população pobre, que só é capaz de reconhecer a empresa de ônibus pela cor, será a mais prejudicada, e, não sabendo ler, será inútil informá-las através de panfletos, que não serão mais do que papel gasto à toa.

As alegações de "poluição visual" e "feiura estética", alegadas por Eduardo Paes, também são improcedentes, diante do visual insosso adotado para as futuras frotas.

A previsão é que, nos primeiros dois meses da operação, seja bem comum as pessoas pegarem os ônibus errados, causando sérios prejuízos, apenas parcialmente minimizados, no aspecto financeiro, pelo Bilhete Único.

O fato da população acostumar com o tempo à arbitrária medida do prefeito Eduardo Paes e de seu secretário de Transportes, Alexandre Sansão, não garantirá o sucesso da medida, já considerada decadente em outras cidades do país, mesmo com todos os ajustes técnicos e administrativos sucessivamente feitos para tentar aperfeiçoar esse modelo de transporte coletivo.

A própria concentração do poder do Estado, principal aspecto desse esquema, já está provocando a falência do transporte coletivo em São Paulo e Curitiba.

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