quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CURITIBA: MAIS AUTOMÓVEIS INDICAM SISTEMA DE ÔNIBUS RUIM



Como escrevemos, toda cidade e todo sistema de transporte coletivo pode sofrer com o aumento do número de automóveis, com acidentes de ônibus, e por aí vai.

Mas, diante de um modelo que se autoproclamava "perfeito" a ponto de muita gente tratar o arquiteto Jaime Lerner como se fosse um "deus", esses transtornos, que poderiam ser apenas normais, se tornam uma aberração. Porque a pretensão acaba por significar também um fardo bastante pesado, na medida em que as pressões da realidade concreta se tornam cada vez maiores.

O desgaste do modelo de transporte idealizado por Lerner torna-se tão claro que os sérios transtornos e equívocos são divulgados na imprensa de forma cada vez crescente. E, se medidas impopulares como a uniformização visual dos ônibus e mesmo a redução das frotas de ônibus em circulação - sob o pretexto de que a rapidez (sic) dos mesmos compensa - mostram-se completamente ineficazes, então toda aquela ilusão do "transporte coletivo perfeito" se desmascara a cada dia, dificultando cada vez mais os argumentos contrários a essa constatação.

Neste caso, o aumento do número de automóveis acaba denunciando a falta de confiança dos passageiros quanto ao serviço de transporte coletivo. Em Curitiba, a situação torna-se então mais dramática, e, com mais carros, os ônibus, que são poucos, se tornam cada vez mais lentos, e, sendo poucos, ficam superlotados, principalmente em horários de pico.

E as coisas tornam-se cada vez piores. Queiram ou não queiram tecnocratas como o sr. Lerner.

DÁ UMA AJUDINHA AÍ, STEPAN NERCESSIAN!!



Pessoalmente, eu não vou votar para Serra nem para o Gabeira, que são da sua chapa, mas vê se nos ajuda a devolver a diversidade visual aos ônibus do Rio. Lembre-se destas fotos:





quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DESGOVERNADO, ÔNIBUS DA TRANSMIL SOFRE ACIDENTE








Deu na imprensa carioca. A Transmil teve um de seus velhos ônibus envolvidos, no final da noite de ontem (28.09.2010), num acidente que derrubou um poste na Av. Rodrigues Alves, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, e deixou três feridos.

A polícia, vendo que o ônibus rodava desgovernado, a princípio, imaginou ser um sequestro, mas depois constatou que o acidente se deu por conta do péssimo estado de conservação do carro, de acordo com reportagem divulgada pela TV Record Rio.

As imagens acima foram capturadas do portal G1, para que não houvesse dúvidas sobre o tal acidente, e para silenciar certas pessoas que, acostumadas a apenas reclamar da Transmil pelas costas, sentem medo de que as queixas se convertam numa "campanha contra a empresa".

Parece brincadeira, mas tem pessoas que amam mais a Transmil do que os passageiros que são obrigados a viajar em suas frotas jurássicas. Muitos ainda acreditam que sua gloriosa história pode voltar, mas o acidente devolveu-os à realidade, a exemplo do que ocorreu com a Transportes Oriental, no ano passado, também marcada por sua frota velha e sucateada.

Portanto, não se trata de "campanha desmoralizadora", mas de constatação de fatos. Três passageiros saíram feridos, por conta da omissão do DETRO, das autoridades em geral e até mesmo de fãs da Transmil que só aceitam que se reclame da empresa pelas costas, em fóruns privativos ou pouco destacados da Internet, mas se irritam quando queixas sérias ultrapassam os limites do debate de um seleto grupo de pessoas.

ENQUANTO O PMDB CARIOCA SÓ QUER PADRONIZAR ÔNIBUS



Enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, só pensa em padronizar a pintura dos ônibus, ideia claramente apoiada pelo candidato à reeleição pelo governo do Estado, Sérgio Cabral Filho, ocorrem arrastões no Grande Rio, da Estrada do Joá a Nova Iguaçu.

Francamente, os políticos cariocas, sobretudo do PMDB, não sabem adotar prioridades. É um absurdo.

Vamos perguntar a essa patota: quantos ônibus visualmente padronizados serão incendiados por semana pela bandidagem no município do Rio de Janeiro, até o fim de 2016?

A INFLUÊNCIA DA PADRONIZAÇÃO VISUAL DE CURITIBA










Dá para imaginar muito bem de onde a equipe de Jaime Lerner se inspirou quando adotou a padronização visual dos ônibus de Curitiba, em 1974.

Nas Forças Armadas, que exerciam o poder no Executivo, através da ditadura militar vigente naquela época.

Os ônibus militares que aqui aparecem são mais recentes, mas já havia ônibus militares naqueles idos de 1974.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SÃO PAULO QUER REDUZIR FROTA DE CARROS EM 25%



COMENTÁRIO DESTE BLOG: ONG propõe redução de frota de automóveis nas ruas em um quarto do total que hoje circula em São Paulo, uma medida urgente que deveria ter sido feita há tempos, porque a poluição torna-se uma consequência dramática, o que provoca efeitos até na meteorologia, vide as tempestades no início deste ano e nas doenças graves que muitos paulistanos acabam sofrendo por causa dessa poluição.

São Paulo: Plano prevê redução da frota de veículos em 25%

Do site Povo On Line - Reproduzido também no blog Meu Transporte

ONG sugere uma série de medidas para tornar mais respirável o ar da capital paulista. Uma delas é a redução no número de carros circulando, o que seria possível com mais investimento na expansão dos corredores de ônibus e investimento em ciclovias.

O Movimento Nossa São Paulo apresentou, na Câmara Municipal de São Paulo, um plano de mobilidade urbana para reduzir em 25% o número de carros que circulam diariamente na capital paulista. O plano prevê, principalmente, a expansão dos corredores de ônibus, investimento em ciclovias e mudanças em políticas habitacionais.

Na área do transporte coletivo, o plano defende a construção de 2.400 quilômetros de vias reservadas ao tráfego de ônibus nas principais avenidas da capital paulista, inclusive nas marginais do rio Tietê e rio Pinheiros. Segundo Ricardo Corrêa, urbanista do TC Urbes, consultoria que participou da elaboração do projeto, esses corredores serviriam como artérias de conexão entre regiões da cidade com as redes de metrô e trem já existentes.

Essas redes, de acordo com o plano, ainda seriam ligadas a microrredes de transporte coletivo que atenderiam bairros de São Paulo. Pela proposta, os passageiros poderiam usar todas as formas de transporte coletivo pagando somente uma passagem.

O sistema de transporte coletivo seria também conectado a 500 quilômetros de ciclovias. Nas áreas de cada uma das 31 subprefeituras de São Paulo, seriam construídas vias reservadas para as bicicletas criando assim a possibilidade para que habitantes circulassem dentro de bairros sem usar carro ou ônibus.

Em casa

A urbanista Simone Gatti, também do TC Urbes, afirmou, entretanto, que nada disso será completamente efetivo sem uma nova política habitacional para a cidade. Nessa política, também tratada no plano do Movimento Nossa São Paulo, estariam previstas medidas para a “centralização” da capital para que a população deixasse de ocupar áreas da periferia e reduzisse seus deslocamentos.

De acordo com as expectativas do plano de mobilidade, com todas essas medidas, um quarto da população paulistana deixaria seu carro em casa. Desta parcela, mais de um terço passaria a usar os corredores de ônibus para se locomover.

Isso faria com que a quantidade de viagens realizadas por dia no sistema de transporte público aumentasse de 23 milhões para 26 milhões. O uso das bicicletas também aumentaria.

Em compensação, São Paulo reduziria em 30% o volume de gás dióxido de carbono emitido anualmente. Por ano, 391 toneladas do gás, que é um dos causadores do aquecimento global, deixariam de ser liberados na atmosfera.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PETIÇÃO PODE BARRAR UNIFORMIZAÇÃO VISUAL NOS ÔNIBUS DO RJ



Diante do projeto arbitrário do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes em fardar os ônibus, como medida para seu projeto tecnocrático para o transporte coletivo, a reação torna-se necessária.

Eu mesmo fiz uma petição pela Internet que se dá neste endereço:

http://www.petitiononline.com/alexfig2/petition.html

Muitas das petições deram resultado, porque a adesão foi grande e expressiva. Por isso todos que leem este texto estão convidados a participar, porque o que está em jogo não é apenas a beleza estética dos ônibus, mas o risco que os passageiros do Grande Rio terão para pegar os ônibus errados, principalmente a população pobre.

Vale lembrar que o risco de pegar ônibus errados, neste caso, pode trazer até consequências trágicas.

Por isso, não custa dedicar uns pouquíssimos minutos para assinar a petição. A lista de comentários é requerida. Quem não quiser comentar muito, escreva apenas "Eu apoio".

"PEGAS" SÃO UM DESRESPEITO AO SER HUMANO







Parece um grande espetáculo, mas são verdadeiros rodeios motorizados, que oferecem risco à vida das pessoas, e mesmo de seus próprios praticantes.

Deu hoje no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, essa barbaridade chamada "pegas", em cenas registradas ontem numa favela do Rio de Janeiro. Automóveis e motos sendo usados de forma fútil, só para o deleite selvagem de certos brutamontes.

Como se não tivessem servido de lição para nossa humanidade a relação entre os "pegas" realizados no filme Juventude Transviada (Rebel Without a Cause), lançado no mesmo ano de 1955 em que seu ator protagonista, James Dean, havia falecido com apenas 24 anos num acidente de carro.

Isso foi há 55 anos, nos EUA. Mas é uma tragédia surpreendentemente atual e que deve ser refletida também na realidade brasileira.

BIARTICULADO, EM CURITIBA, FICA DESGOVERNADO E CAUSA ACIDENTE



COMENTÁRIOS DESTE BLOG: Acidentes de ônibus acontecem em todo lugar e em todo modelo de transporte coletivo. Mas, a julgar pela pretensa perfeição do modelo curitibano de transporte coletivo, a frequência com que acontecem acidentes, vários deles trágicos, mostra o quanto esse modelo, já implantado em Teresina e prestes a ser implantado no Rio de Janeiro, se encontra em sério desgaste, com a concentração de poder nas secretarias de transporte, na uniformização visual que desafia a atenção dos passageiros e das pressões sofridas pelos motoristas.

O acidente ocorreu no começo deste mês, mas merece nota.

Ônibus bate em quatro carros e deixa 12 feridos

Acidente com o biarticulado descontrolado aconteceu por volta das 11h45

Do site Bem Paraná

Um ônibus biarticulado bateu em quatro carros que estavam estacionados no bairro Mossunguê, por volta das 11h45 desta quarta-feira (1º). Cerca de 12 pessoas ficaram feridas. No momento do acidente, muitos estudantes da Universidade Positivo voltavam das aulas.

O acidente ocorreu na Rua Deputado Heitor Alencar Furtado quase na esquina com a Rua Geraldo Lipka. O ônibus, da linha Centenário/Campo Comprido, seguia no sentido Centenário. Havia aproximadamente 180 passageiros no biarticulado e dos 12 feridos, dois estão gravemente feridos, mas sem risco de morte. O motorista também ficou levemente ferido.

O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) afirmou que o ônibus estava desgovernado e então atingiu os veículos. Testemunhas disseram que o veículo estava em alta velocidade quando colidiu com os automóveis. Agora o trânsito está liberado.

Segundo o estudante Thomas Mayer, as equipes de socorro levaram aproximadamente vinte minutos para chegar ao local e o ônibus estava em alta velocidade desde a saída do terminal, que fica a três estações do local do acidente.


Os passageiros que se encontravam na última articulação do ônibus foram os mais afetados. Pelo menos quatro carros foram atingidos pelo ônibus e uma árvore foi arrancada pela raiz.

domingo, 26 de setembro de 2010

EM CRISE, TRANSPORTE DE CURITIBA MOSTRA NOVO ÔNIBUS




Em tempos em que o transporte coletivo de Curitiba está em franca decadência, devido ao claro desgaste do modelo tecnocrático lançado em 1974, a prefeitura da capital paranaense divulga novo ônibus.

Trata-se do Hibribus da Volvo (motor e carroceria), um ônibus que pode ser movido a eletricidade ou por diesel. Com uma concepção arrojada, o ônibus tem acesso para deficientes e seus bancos são confortáveis para os padrões urbanos.

A iniciativa é boa, o ônibus é lindo e funcional, e a pintura usada para a exibição do novo ônibus é também muito bela.

Mas sua exibição em Curitiba é um dos últimos recursos de um modelo em crise, o modelo que junta administração centralizada da Secretaria de Transportes e da padronização visual dos ônibus, que expande-se pelo país ao mesmo tempo em que seu desgaste avança e seu suposto êxito é contestado pela prática.

Além do mais, a "empresa" escolhida - na verdade, sócia da paraestatal Cidade de Curitiba, a empresa de ônibus em questão - foi a Auto Viação Redentor, que teve um ônibus envolvido num trágico acidente, com dois mortos, meses atrás.

Afinal, não devemos esquecer o modelo "curitibano" foi implantado durante a ditadura militar e segue uma lógica neoliberal e tecnocrata aplicada ao sistema de ônibus. Com 36 anos de existência, esse modelo já não oferece mais respostas nem soluções para os problemas dos ônibus, até contribuindo para agravá-los, como o fato das classes populares pegarem constantemente ônibus errados devido à uniformização visual.

Seu desgaste é tanto que sua roupagem "moderna" e "futurista" já começa a perder seu sentido prático, contradizendo seriamente as teorias perfeccionistas dos tecnocratas aplaudidos em seminários. Porque a bela teoria planejada pela fértil imaginação dos técnicos, no alto de seus gabinetes, não corresponde à complexa realidade das ruas, sentida na carne pelos passageiros.

sábado, 25 de setembro de 2010

REDENTOR, REDENTOR E "A REDENTORA"







A Auto Viação Redentor avisa, a Viação Redentor fica alerta, mas é "A Redentora" que decide que os ônibus devem ficar fardados e obedecer às ordens do Estado com seu poder de aço.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"POOL" DE ÔNIBUS NÃO TEM INTERESSE PÚBLICO E SIM PRIVADO



Um internauta aparece constantemente em fóruns sobre ônibus e lança um plano sobre linhas de ônibus. Aparentemente, ele se denomina um "busólogo" e diz que só quer contribuir para um transporte coletivo mais eficiente. Demonstra ter conhecimento sobre história dos ônibus, mas demonstra um radicalismo suspeito na sua defesa do "pool" dos ônibus, deixando vasar que no fundo defende a duvidosa medida em causa própria.

Investindo em argumentos "técnicos", que soam pedantes, ele logo mostra-se defensor extremado do "sistema de pool", uma vez que as linhas propostas sempre se destinam à operação de mais de uma empresa. Mas a argumentação falha em vários pontos, como no caso de que o "pool" "permite" ao passageiro "escolher a empresa de ônibus para pegar", o que é uma grande farsa. Ninguém escolhe o ônibus que vai pegar, pega o que vem primeiro.

Depois, descobre-se que o rapaz é parente de um empresário de ônibus, que vê no "pool" uma forma de sua empresa investir menos e faturar mais, porque apesar da participação em 50% ou até 33% numa linha de ônibus, a linha é registrada como sendo da "empresa". Com isso, "incha" o patrimônio de linhas operadas, total ou parcialmente, pela empresa, mas para pedir dinheiro dos bancos federais, pouco importa a quota de participação, vale apenas a quantidade de linhas.

Evidentemente, o rapaz vai usar tudo que é argumento a seu favor, escrevendo textos longos, no desespero de convencer qualquer um que leia suas mensagens. Num país onde as pessoas possuem baixo senso crítico e são vulneráveis a argumentações confusas e sem coerência, mas que tentam convencer na base da emoção, misturando meias-verdades com outras apelações, o rapaz consegue convencer a plateia, distraindo a garotada com seus conhecimentos sobre ônibus, uma experiência que se torna mera coincidência, afinal não é pela vontade dele que o "pool" mostrará sua validade.

Pelo contrário, colocar mais de uma empresa para servir uma mesma linha de ônibus demonstrou ser um fracasso retumbante. Nenhuma argumentação conseguiu provar a validade dessa medida que, quando muito, deveria ser sempre provisória. Os passageiros são enganados com essa medida que nunca contribuiu para fortalecer ou melhorar o transporte coletivo, e desculpas como "mais concorrência", "mais opções de escolha", "menos custos" e outras demonstraram irrelevantes e ineficazes.

Também não convence pelo nível demagógico com que os defensores do "pool" exageram na descrição da realidade problemática do sistema de ônibus e também exageram na capacidade das prefeituras de controlar a promíscua medida, como se os secretários de transportes fossem Super-Homens dotados de garantir a "absoluta eficácia" da medida. Pura fantasia de quem, na verdade, usa o pretexto do "interesse público" para defender os interesses empresariais.

Afinal, sabemos que, por debaixo dos panos, determinados empresários de ônibus se aproveitam do "pool" para que suas empresas "cresçam pelas beiradas", operando linhas pela metade mas pedindo financiamentos superfaturados, além de interesses políticos estratégicos.

Uma das provas da ineficácia do "pool" está em Salvador, onde mais da metade das linhas servidas por mais de uma empresa tem problemas na frota, obrigando os passageiros a esperarem até uma hora para a chegada de um ônibus. Em muitos casos, o "pool" se torna perigoso, já que as disputas das empresas obrigam ultrapassagens arriscadas e o jogo do empurra nos pontos de ônibus, além da formação de comboios que juntam muitos ônibus numa só ocasião (como os horários de rush) enquanto falta ônibus para outras ocasiões.

Na capital baiana, há também o estranhíssimo caso de algumas linhas em "pool" em que uma das empresas envolvidas contribui com apenas um único carro, pondo por terra abaixo o mito de que a medida estimula a concorrência e permite o direito de escolha dos passageiros. E há também o esquema de "frotas reguladoras", destinadas a usurpar qualquer linha de determinado terminal de ônibus, mas que na prática é claramente inspirado no serviço de ônibus piratas, o que mostra o quão grotescos são os interesses dos empresários de ônibus de Salvador, representados por um sindicato de sigla esquisita, SETPS, com pronúncia mais estranha ainda, "setépis".

Daí que o sistema de "pool" só serve para empresários e políticos. A realidade prova que o sistema pouco é eficaz para os passageiros, e apresenta muito mais desvantagens do que vantagens.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ÔNIBUS DA TRANSMIL ENGUIÇA NA PONTE DOS SUSPIROS


ÔNIBUS COMO ESTE DA FOTO ENGUIÇOU NA FRENTE DA RODOVIÁRIA NOVO RIO.

Ontem à noite, quando eu voltava pelo 100D da gonçalense Mauá, ao passar pela Ponte dos Suspiros, entre a Av. Rodrigues Alves e Av. Rio de Janeiro, vi, parado no ponto dessa ponte, junto à Rodoviária Novo Rio e seu ponto de passagem, um ônibus da Turismo Trans1000 e seu cansativo e enjoado modelo Neobus Mega III, que há quatro anos não é mais fabricado pela indústria.

O ônibus, da linha 005 Mesquita / Praça Mauá, teria enguiçado naquelas alturas, antes de percorrer a Av. Rodrigues Alves que, àquela hora da noite, é um local muito perigoso.

O ônibus da Transmil estava esperando ser rebocado. O incidente foi por volta de 20:30 a 21:00. Os passageiros devem ter embarcado num outro ônibus, de carona até o Terminal Mariano Procópio, provavelmente de outra empresa.

Enquanto ninguém adota uma medida contra a Transmil, episódios como este tornam-se mais comuns. Um ônibus enguiçar no alto da noite, quando as pessoas estão ansiosas de voltarem para suas casas.

Puro descaso com a população de Mesquita. Lamentavelmente.

EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS DE CURITIBA PROÍBEM QUE FUNCIONÁRIOS DIVULGUEM DENÚNCIAS



Denúncias feitas pela Internet, em vários fóruns sobre transporte coletivo em Curitiba, afirmam que os funcionários de ônibus da capital paranaense são proibidos de divulgar irregularidades cometidas pelo sistema.

Os funcionários são ameaçados de suspensão e de demissão, se caso comuniquem à imprensa sobre irregularidades como o trabalho estressante que os motoristas de ônibus desempenham e as frotas que cada vez mais se limitam aos ônibus convencionais, no lugar dos ônibus futuristas e com motor traseiro que se tornam a cada dia mais raros na capital paranaense.

A cada dia os motoristas sofrem com as pressões do trabalho intenso, e não são raros os casos de mal súbito que provocam vários acidentes, inclusive trágicos. Há também eventuais falhas mecânicas dos ônibus, como um da frota intermunicipal que teve o pneu desprendido que, ao rodar pela rua abaixo, atingiu e matou uma mulher.

As frotas de ônibus diminuem, as pressões sobre o cumprimento dos horários aumentam, os ônibus se tornam lentos e superlotados. Os bancos são desconfortáveis. As demoras na espera de um ônibus se tornam comuns. Esse é o "perfeito" sistema de transporte coletivo de Curitiba, com seus "probleminhas normais". E quem vive tudo isso, que são os rodoviários, têm que rodar na base da mordaça.

CRIADOR DE VISUAL PARA ÔNIBUS DE BH REPROVA UNIFORMIZAÇÃO VISUAL





Armando Villela, profissional que está por trás da Villela Design e um dos grandes designers de pinturas nos ônibus, até realizou trabalhos para sistemas de ônibus que operam com visual padronizado, como os da Grande Belo Horizonte e Grande Vitória, discorda dessa medida.

Ele acha desvantajosa a medida, porque reduz o número de clientes para seu trabalho, e, quando trabalhou para as citadas regiões, procurou fazer um visual mais chamativo para os passageiros. No entanto, ele prefere a diversificação visual dos ônibus.

Cabe aqui reproduzirmos uma mensagem que ele escreveu no fórum do fotolog Ônibus Expresso, hospedado pelo Fotopages:

"Gostaria de comentar sobre o projeto do Rio, porque nem mesmo sei ainda quem o criou. Para falar a verdade, achei que isso não sairia do papel.

Não quero falar com relação ao fato de se ter ou não um projeto padronizado em uma cidade. Várias cidades estão adotando esse padrão, e para mim, que sou designer, financeiramente é ruim porque perco vários clientes.

Sobre o projeto, acho que o Rio de Janeiro perdeu a grande oportunidade de adotar um projeto com a cara da cidade: alegre. Na minha opinião, um projeto padronizado não pode transformar os ônibus em um mero meio de transporte. Pelo grande volume de veículos concentrados em vários pontos, esse projeto tem que alegrar a cidade, tem que fazer parte de um contexto. E nesse caso do Rio nem mesmo somente um elemento gráfico foi usado para isso. Qualquer um que fosse. Somente como referência, o projeto da Expresso Rio de Janeiro, do meu amigo Álvaro Gonzalez, representaria mais a cidade nesse aspecto.

Acho que com o projeto dos Metropolitanos de Belo Horizonte conseguimos fazer com que os veículos chamassem a atenção. O visual faz parte da cidade, e alegra o visual. Sei que vários de vocês não gostam dos 2 projetos de Vitória (Transcol e Seletivo), mas não têm como discordar de que eles têm vida. Os ônibus têm um visual dinâmico, fazendo com que não sejam apenas mais um no ponto.

Imagino que várias pessoas discordarão de mim, mas nesse ponto acho que o Rio de Janeiro, como a grande cidade turística que é, foco internacional, perdeu uma grande oportunidade de ousar nesse novo projeto."

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ÔNIBUS DE CURITIBA: COBRANÇA ILEGAL BENEFICIA URBS


Vanessa Gonçalves, usuária do transporte coletivo que sabia da cobrança irregular: reclamar custaria mais caro do que pagar.

COMENTÁRIO DESTE BLOG: A imprensa paranaense, mesmo com as pressões impostas pelos tecnocratas e empresários de ônibus, consegue publicar reportagens críticas a respeito do decadente sistema de transporte coletivo de Curitiba.

Dessa forma, a Internet torna-se um meio de difusão dos defeitos do sistema, cujos defeitos não são inocentes coincidências de um sistema mal-administrado, mas sim inerentes à própria natureza tecnocrática e anti-popular desse modelo de transporte coletivo, a ser implantado no Rio de Janeiro já no alvorecer de sua decadência, que não pode mais ser desmentida nem dissimulada.

Essa notícia tem um tempo, mas dá conta das irregularidades que ocorrem nas compras do cartão-transporte, espécie de Bilhete Único da capital paranaense e sua região metropolitana.

Cobrança ilegal beneficia Urbs

Por Alexandre Costa Nascimento - Gazeta do Povo - 17 de maio de 2010

Taxa de R$ 1,50 para recarga eletrônica do cartão-transporte, que deveria ser custeada pela empresa, soma quase R$ 1 milhão/ano

Um valor que, por parecer irrisório, pode perfeitamente passar despercebido para milhares de usuários, está ajudando a engordar o caixa das empresas que administram o transporte público de Curitiba e região metropolitana todos os anos. A Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) – autarquia que gere transporte coletivo da capital – e a Metrocard – gestora do sistema de bilhetagem eletrônica dos ônibus não integrados que atendem os municípios da região metro­­politana de Curitiba –, embutem a cobrança de R$ 1,50 no valor pago pelos usuários a cada recarga de créditos do cartão-transporte através do sistema on-line das empresas. Só no caso da Urbs, o valor resulta em uma receita extra de R$ 900 mil por ano.

No caso da Urbs, um usuário que compra pelo site 45 passagens – no valor vigente de R$ 2,20 cada –, se depara com uma cobrança no valor de R$ 100,50 ao emitir o boleto pelo site , ao invés dos R$ 99,00 referentes à compra dos créditos.

As companhias justificam a prática como um “repasse” da tarifa cobrada pelo banco emissor do boleto de cobrança. Essa conduta, no entanto, é considerava ilegal e abusiva pelos órgãos de defesa do consumidor, já que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe que o usuário seja obrigado a arcar com o custo de um contrato celebrado entre o fornecedor e a instituição financeira. O entendimento é de que as despesas de cobrança são inerentes à própria atividade do fornecedor e já estariam embutidas no custo do serviço.

Segundo a Urbs, mensalmente, cerca de 50 mil usuários recarregam o cartão através da internet. Ao repassar o custo de emissão dos boletos aos usuários, a companhia deixa de desembolsar R$ 75 mil todos os meses, valor igual à arrecadação com a venda de 34 mil passagens no período. Em um ano, a economia aos cofres da empresa chega a R$ 900 mil, o que equivale ao preço de um ônibus biarticulado zero quilômetro. Desde que foi implementado, em junho de 2004, o sistema de recarga do cartão-transporte pela internet pode ter representado um ganho extra de cerca de R$ 5,4 milhões para a companhia.

A agente educacional Va­­nes­­sa Lucas Gonçalves, que faz uma recarga mensal de 48 créditos, diz que sabia da irregularidade da cobrança, mas, pelo valor ser baixo, nunca se preocupou em contestá-lo. “R$ 1,50 é menos do que uma passagem por mês. Se tiver que ir até a Urbs para reclamar vou gastar, no mínimo, duas passagens, o que dá R$ 4,40”, argumenta.

Já o auxiliar financeiro Thiago Zanin faz um cálculo diferente. “Pagando R$ 1,50 a mais por mês, em um ano, perco o equivalente a oito passagens apenas com a emissão do boleto”, afirma. Ele, no entanto, também considera que sairia mais caro se fosse atrás dos órgãos de defesa do consumidor para fazer valer seus direitos individuais.

A assessoria de imprensa da Urbs diz que entende que a cobrança é “legal e perfeitamente plausível”, uma vez que o usuário teria a opção de fazer a compra dos créditos diretamente na sede da empresa, sem a incidência da cobrança pela emissão do boleto bancário. A Metrocard também foi procurada, mas nenhum representante quis comentar o assunto ou fornecer dados sobre número de usuários do seu sistema. A única informação, passada extraoficialmente, foi a confirmação de que a empresa também cobra R$ 1,50 pela emissão dos boletos e de que o custo é repassado aos usuários.

Mas, ainda que o repasse fosse legítimo – tese refutada pelo Procon-PR –, a Urbs e a Metrocard estariam incorrendo em outra prática abusiva. Isso porque a informação sobre a cobrança pela emissão do boleto não é prestada em nenhuma etapa durante a compra pela internet e também não consta no próprio boleto emitido pelas empresas, o que ficou comprovado em uma simulação feita pela reportagem da Gazeta do Povo. Pelo telefone 156, número de atendimento da prefeitura de Curitiba, a informação prestada por uma atendente que se identificou como Lucélia é de que não consta no sistema nenhuma informação sobre a cobrança de taxa extra na compra de créditos do cartão transporte da Urbs.

“O consumidor deve ter todas as informações prévias sobre o que está comprando. A questão é: não existindo a informação prévia, tudo o que for adicionado ao contrato unilateralmente é considerado cláusula abusiva e, portanto, nula de pleno direito”, avalia a advogada do Procon-PR, Marta Favreto Paim. “Há uma cadeia sucessiva de práticas ilegais. A empresa não informa e ainda lança uma cobrança abusiva. O usuário está comprando os créditos das passagens e não o serviço de pagamento do banco”, diz.

Segundo o Procon-PR, o usuário pode requerer individualmente o ressarcimento das quantias pagas indevidamente. Para isso é preciso registrar uma reclamação no órgão tendo em mãos os comprovantes de pagamento. “Mas, como o valor é baixo, a própria companhia acaba se valendo disso, já que sabe que poucos vão reclamar, ela acaba lucrando com os que acabam deixando a questão de lado”, diz Marta. Neste caso, segundo a advogada, caberia uma ação coletiva para proteger os direitos individuais e a defesa do consumidor, o que pode resultar em multa para as empresas.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodec), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), também considera a prática ilegal. “Todos os custos relativos à operação já estão inseridos no valor da tarifa do ônibus – inclusive o próprio custo da venda das passagens. Neste caso, a cobrança pela emissão do boleto configura duplicidade de pagamento, o que fere o direito do usuário”, avalia a promotora Cristiana Corso Ruaro, que garante que o Prodec vai instaurar um inquérito civil para apurar a prática das empresa de transporte público de Curitiba e região metropolitana.

A AGONIZANTE TRANS1000



A crise da Turismo Trans1000 está no nível extremo. Afinal, a indefinição de sua situação, mesmo com o estado decadente de sua frota e com todas as dívidas pendentes, sobretudo trabalhistas, começa a causar revolta na população, principalmente porque várias de suas linhas possuem percurso exclusivo, sem qualquer outra a competir em ramal viário.

Com o aumento dos comentários indignados em relação à empresa, enfraqueceram as fracas vozes que acreditavam na "esperança de recuperação" da Transmil, mesmo às custas da renovação-de-faz-de-conta, sempre com os restos comprados de outras empresas. Afinal, a Transmil comprou até os excelentes carros Marcopolo Viale com ar da Viação Mauá, de São Gonçalo (e outros originários da mesma empresa, mas já como semi-novos da Vera Cruz RJ 205, de Caxias), e até eles foram sucateados.

A discussão agora gira em torno de quem está mais conivente com a situação da Transmil. Se é o DETRO, órgão que regula o transporte coletivo intermunicipal no Estado do Rio de Janeiro, o governo estadual ou as prefeituras das cidades da Baixada Fluminense servidas pela empresa, Nova Iguaçu, Nilópolis e Mesquita.

Estranha-se a atitude do DETRO, mesmo em período eleitoral - Sérgio Cabral tenta a reeleição no governo do Estado - , em não fazer qualquer intervenção nos ônibus da Transmil, mesmo com sua experiência em apreender os vários ônibus velhos da empresa, seja por estarem velhos e sucateados, seja por irregularidades na documentação (afinal, os carros geralmente passaram por mais de duas empresas antes de serem adquiridos pela Trans1000).

Estranha-se a atitude da imprensa, já que o episódio da Transmil é exatamente igual ao das empresas cariocas Feital, Ocidental e Oriental, alvos das mesmas queixas. A Baixada Fluminense é uma região onde a maior parte da população usa dos diversos serviços, opções de lazer e outras atividades no município do Rio de Janeiro, e muitos trabalham na Cidade Maravilhosa. É, portanto, uma demanda potencial para o transporte intermunicipal e até agora poucos deram ao luxo de ouvir as queixas da população sobre a jurássica frota da Transmil.

Diante da indiferença dada à Transmil, a empresa já chega a ser apelidada de "Pamela Anderson dos ônibus", uma vez que a famosa atriz, com aparência bastante feia e envelhecida, não é vista por certos fãs como decadente e ainda é cultuada como musa. Mas, do lado de quem está indignado, houve quem, fazendo piada sobre a frágil situação da empresa, escrevesse no Orkut que um ônibus da Transmil enguiçou depois que esse sujeito o fotografou, comentando que o flash da máquina destruiu o ônibus.

Ainda não há um desfecho em relação à Transmil, mas aumentam as pressões da população sobre as autoridades. Algo terá que ser feito, mais cedo ou mais tarde.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

LAUDO EXCLUI FALHA MECÂNICA EM ACIDENTE DE ÔNIBUS EM CURITIBA


COMENTÁRIO DESTE BLOG: No acidente ocorrido há poucos meses com um ônibus na capital paranaense, foi constatado que o ônibus não tinha irregularidades mecânicas. Mas a própria falha humana já mostra o lado opressivo do sistema de transporte curitibano, que faz com que seus profissionais, no limite do estresse, fiquem doentes e provoquem trágicos acidentes como este.

Laudo exclui falha mecânica em acidente com ligeirinho Colombo/CIC

Do Paraná On Line - 10/09/2010.

O laudo técnico do acidente com o ônibus ligeirinho da linha Colombo/CIC, ocorrido em junho, aponta que não houve falha mecânica. Segundo o Instituto de Criminalística, não foi constatada nenhuma irregularidade no sistema de freios ou de aceleração do veículo. O ligeirinho desgovernado invadiu a calçada, matou duas pessoas e deixou 32 feridas na Praça Tiradentes, no centro de Curitiba.

De acordo com o delegado de trânsito Armando Braga, o que houve foi falha humana. Segundo Braga, foi cogitada a hipótese do motorista ter sofrido um mal súbito, possibilidade que foi descartada depois de exames não detectarem nenhum problema. Agora, o motorista do ligeirinho, José Aparecido Alves, de 49 anos, será intimado para prestar esclarecimentos.

Braga afirma que foram feitas simulações com o próprio veículo e com outro idêntico e em nenhum dos dois casos houve falha técnica. O relatório dos laudos técnicos e periciais será somado ao inquérito que investiga as causas do acidente.

PADRONIZAÇÃO VISUAL: CAMPANHA INFORMATIVA NÃO EVITARÁ TRANSTORNOS


VIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO - A verdadeira empresa por trás das concessionárias que não serão mais como "sócias" e financiadoras do esquema tecnocrático dos ônibus cariocas.

A promessa da Prefeitura do Rio de Janeiro em fazer uma campanha informativa, na tentativa de evitar confusões entre os passageiros, segue a perspectiva exageradamente otimista do sucesso improvável do seu projeto tecnocrático para o transporte carioca.

A Fetranspor, entidade representativa dos empresários de ônibus cariocas, em parceria com a Secretaria de Transportes, pretende lançar uma campanha educativa para informar aos passageiros sobre os padrões a serem adotados nas cores dos ônibus.

No entanto, essa promessa apenas minimizará, parcialmente, os transtornos causados. A confusão será um risco inevitável, e os transtornos a serem previstos não serão poucos.

Isso porque a maioria das pessoas vai ao trabalho, à escola e a outros compromissos, e simplesmente não terá tempo para decorar o novo esquema, que já desagrada sensivelmente a maior parte da população.

A maioria das pessoas não terá tempo para ler os panfletos a serem distribuídos. Isso quando se fala de pessoas alfabetizadas, porque boa parte da população pobre, que só é capaz de reconhecer a empresa de ônibus pela cor, será a mais prejudicada, e, não sabendo ler, será inútil informá-las através de panfletos, que não serão mais do que papel gasto à toa.

As alegações de "poluição visual" e "feiura estética", alegadas por Eduardo Paes, também são improcedentes, diante do visual insosso adotado para as futuras frotas.

A previsão é que, nos primeiros dois meses da operação, seja bem comum as pessoas pegarem os ônibus errados, causando sérios prejuízos, apenas parcialmente minimizados, no aspecto financeiro, pelo Bilhete Único.

O fato da população acostumar com o tempo à arbitrária medida do prefeito Eduardo Paes e de seu secretário de Transportes, Alexandre Sansão, não garantirá o sucesso da medida, já considerada decadente em outras cidades do país, mesmo com todos os ajustes técnicos e administrativos sucessivamente feitos para tentar aperfeiçoar esse modelo de transporte coletivo.

A própria concentração do poder do Estado, principal aspecto desse esquema, já está provocando a falência do transporte coletivo em São Paulo e Curitiba.
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