terça-feira, 10 de agosto de 2010

NADA DE NOVO NO CASO TRANS1000



É uma situação muito estranha a da empresa Turismo Trans1000 - ou Transmil, para quem pesquisa o Google - , que, mesmo com sua frota muito velha, continua na mesma, como se fosse a melhor empresa de ônibus do Rio.

A conduta da empresa se assemelha exatamente a das empresas cariocas Transportes Oriental, Viação Oeste Ocidental e Transportes Feital, conhecidas também por suas frotas velhas de ônibus muito mal conservados.

São carros que não são renovados faz tempo. Rodam em boa parte com ar condicionado desligado, pneus carecas, bancos balançando, janelas tremendo e, em dias de chuva, até goteiras dão o ar de sua (des)graça.

A Transmil há muito tempo tem carros apreendidos pelo DETRO, é alvo de intensas reclamações de passageiros, é multada por documentação irregular - sobretudo porque inclui documentação pendente dos antigos proprietários dos ônibus comprados - , seus carros enguiçam com muita frequência. Seus ônibus, quando rodam as avenidas, são um misto de trem fantasma com transporte de bóias-frias de tão velhos e inseguros.

Mas até agora nada foi feito. Só rolam boatos na Internet. Há rumores de uma aquisição, por etapas, pela Transportes Blanco, que assumiu linhas da Trans1000 em Queimados e Japeri e adquiriu carros da Marcopolo Senior Midi para reformas, no melhor estilo do quadro "Lata Velha" do Caldeirão do Huck. Mas a direção da Blanco nega que o envolvimento da empresa com o espólio da Transmil vá além disso.

Oficialmente, dizem que a Transmil tem como sócias a empresa Vera Cruz RJ 112 e a Viação Pavunense. Mas até agora as supostas sócias nada fizeram pela empresa de Mesquita. As duas possuem um ritmo razoável de renovação de frota. Mas até agora nada ocorre com a empresa de Mesquita. Nada. Simplesmente, nada.

Os moradores de Mesquita e de Nilópolis são tratados como se fossem piores do que os moradores de Campo Grande, subúrbio carioca. E olha que a estrutura suburbana de Campo Grande não difere em coisa alguma da extensão territorial dos dois municípios da Baixada Fluminense.

Mas, enquanto as autoridades tão prontamente interviram no transporte do Campo Grande, mediante as irregularidades cometidas pela Oriental e Ocidental, nada acontece em relação às linhas operadas pela Transmil. Tudo fica ao "Deus dará".

O pretexto é sempre o mesmo: ter esperanças quanto à recuperação da Transmil. Uma recuperação que nunca acontece. Quanto muito, é um carro muito velho que é substituído por outro menos velho. E ainda assim bastante velho. São anos consecutivos dessa vã esperança, vinda de busólogos que estranhamente apoiam a empresa mesmo com suas inúmeras irregularidades.

E aí, sem qualquer protesto, mas com estranha conformação com os rumos da empresa, a Transmil segue seus (des)caminhos de forma indefinida. Até quando, não se sabe. Espera-se a "volta por cima" da empresa, mas não se sabe até quando. Enquanto isso, os passageiros de Mesquita, Nilópolis e Nova Iguaçu que usam os ônibus da empresa sofrem muito, no desempenho humilhante da empresa, sem ter a quem recorrer, até porque a indiferença quanto às irregularidades da empresa é imensa.

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