domingo, 20 de junho de 2010

O DIREITO DE UNS TERMINA QUANDO COMEÇA O DE OUTROS



"Eu tenho o direito de usar meu carro quando quiser". Muita gente que tem automóvel diz isso. Mas o que o pessoal não sabe é que quando muitas pessoas põem seus carros nas ruas, os congestionamentos acontecem.

E aí, quem realmente precisa usar carro para ir e vir em algum lugar, fica parado no trânsito viário. E quem não precisa usar carro, que só utiliza por questão de "conforto", de "status"?

Chega a ser absurdo. Há famílias em que o pai tem um automóvel, a mãe tem outro, os dois ou três filhos têm cada um seu automóvel próprio. Um automóvel tem espaço para cinco pessoas. No entanto, a maioria dos automóveis circula com apenas uma.

Ocupa-se um grande espaço nas ruas que, nos horários de pico, resulta nos intensos engarrafamentos. Ou seja, o "direito de ir e vir com seu carro" acaba interferindo, negativamente, no livre direito dos cidadãos que realmente precisam ir e vir de não se atrasarem no trabalho ou na escola e na volta para casa.

Ou seja, é um direito de uns que vai contra o direito de outros. Gente que vai do Leblon para Copacabana só para ir a um cinema ou restaurante, sem necessidade, porque precisa mostrar aos amigos que tem carro próprio. É gente que tem apenas um filho pequeno e usa o automóvel só para levar a criança à escola e buscá-la, numa distância de somente cinco quarteirões. Ou então um cara que, para provar que é o tal, vai de carro por uns três quarteirões para encontrar a futura namorada.

Isso prejudica seriamente o trânsito. Complica até para o caso de deficientes físicos, que realmente precisam ir de carro, mesmo em poucos quarteirões, para seus compromissos fundamentais, ainda que seja para comprar o pão do desjejum, e tem que enfrentar um congestionamento porque há pais afrescalhados levando os filhos para a escola da esquina, funcionários de empresas esnobes indo de carro daqui para ali, playboys exibindo o carrão do ano, mauricinhos dependendo de carro só para mostrar para suas namoradas.

E os ônibus levam a culpa nisso, dá para acreditar? Enquanto o abuso de muitos motoristas de carros, vários deles sem necessidade e nem mesmo competência para dirigi-los todo dia, é tolerado pelas autoridades, que não estabelecem medidas para limitar o trânsito de automóveis, com suas multidões solitárias unitariamente distribuídas por automóveis com a largura de um quiosque, mais nocivos do que um ônibus que, com o espaço de dois quiosques, é capaz de tirar das ruas mais de cem automóveis, liberando com folga o trânsito de nossas ruas.

Um comentário:

  1. Alexandre,
    O que mais me revolta nisso tudo é que a midia não trata o carro como vilão e em geral trata quem o tira da garagem de forma muito minimalista sem levar em consideração de que ele é o maior vilão da história. Espere e verá o que acontecerá na Zona Sul quando a frota de onibus for drásticamente reduzida? Vai surgir pelo menos uns 20 mil carros. Cada onibus que sai de circulação são 40 carros que entram em seu lugar. A Record ha duas semanas atrás fez uma reportagem do transporte do Rio e atacou de forma incisiva e certa as empresas de onibus e principalmente o carro, pois está causando sérios engarrafamentos em vários lugares e o mais curioso disso tudo, dizem que os onibus expressos andam vazios ja que estão preferindo usar carros. Aqui no Rio tinha de ser adotado o pedágio urbano, o rodizio o mais rápido possivel e restringir a criação de mais estacionamentos. Neste ponto, privatizações de rodovia, flanelinha e taxas tem suas vantágens, pois desistimula as pessoas a usarem os carros. Outra coisa revoltante são as pessoas que fazem críticas aos pardais. Dizem que eles foram feitos para extorquir a população. O que ocorre é que as pessoas querem fazer toda sorte de merda e não se responsabilizar por isso. Se a via é para 80KM é 80Km e não pode ser acima disso e ha placas indicando isso na via, por exemplo. Ai estas pessoas espertamente passam da velocidade e quando há pardais nestas vias são multadas merecidamente e depois ficam reclamando que estão sendo estorquidas. Ficam pedindo para os governos colocarem avisos da existencia destas pardais para reduzirem de propósito e depois de passar nele, aumentar bruscamente a velocidde de seus carros. Vou lhe dar dois exemplo do quanto a falta do pardla ou aviso dele é prejudicial a vida humana. Em Santa Catarina, devido a pressão popular, eles tiraram todos os pardais das estradas estaduais: resultado, aumentos os acidentes e mortes nas vias daquele estado e o governo local se arrepende amargamente por ter tirado os pardais da via. Outra situação é na Brasil, onde motoristas espertinhos entram na faixa esclusiva onibus,vans e taxis que quando chega o pardal eles saem. Se não tivesse aviso, eles seriam multados merecidamente e ai não mais fariam isso. Essa é a realidade de quem tem carro. A pessoa dentro dele se transforma a ponto de se tornar mais agressiva e arrogante do que se tivesse bêbada ou drogada. Quando ocorre uma batida em seus carros, elas se tiverem uma arma na mão não exitam em matar o outro. Esta é a realidade.

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