segunda-feira, 14 de abril de 2014

CHEGAMOS AO FIM

Menos Automóveis nas Ruas cumpriram sua meta e agora se despede encerrando sua trajetória. Agradecemos a todos que leram seus textos pelo apoio e interesse. O que foi produzido até aqui continuará no ar, mas deixaremos de lançar novos textos.

Por isso, muito obrigado a todos e valeu essa trajetória de cerca de quatro anos. Abraços a todos.


domingo, 13 de abril de 2014

SOLUÇÕES PARA DIMINUIR OS CONGESTIONAMENTOS


Para reduzir os congestionamentos das ruas, existem soluções bastante criativas para reduzir ou desestimular que as pessoas usem automóveis sem a menor necessidade.

Uma boa sugestão é a FLEXIBILIZAÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO. Se as empresas distribuírem as cargas horárias para começarem às 7h, 8h, 9h e 10h pode ser que haja uma melhor distribuição do fluxo de carros, já que deixaria de dar um único horário para todos se deslocarem de casa para o trabalho e vice-versa.

Esta é uma sugestão bastante controversa, bastante polêmica, e será preciso uma nova mentalidade do mercado de trabalho, incluindo decisões também do Governo Federal, para que novas regras permitam essa redistribuição de cargas horárias, o que também inclui conversas com sindicatos.

Uma outra sugestão excelente, e esta pode ser prontamente adotada, é a recomendação publicitária semelhante à que é feita para bebidas alcoólicas. No final de cada propaganda de automóvel, deveria ser colocado um anúncio como este da foto acima e, no caso das propagandas de TV e outras mídias visuais, haveria uma voz em off lendo o aviso escrito.

Com o anúncio, ninguém precisa deixar de comprar automóvel, mas terá de pensar muito nas ocasiões em que deve realmente usá-lo, para que assim não cause prejuízos a si próprio e aos outros por causa de tantos carros nas ruas.

Um aviso desses, dizendo "Use o automóvel somente quando necessário. Evite congestionamentos" é bastante claro e conciso, e faria as pessoas refletirem sobre essa ideia. Isso porque os congestionamentos prejudicam diversos compromissos pessoais e até mesmo a rotina de trabalho.

Esta sugestão deve ser pensada por nossos publicitários e seria melhor que seja considerada. Afinal, o aviso não prejudicará o mercado automobilístico, apenas controlará o uso de automóveis, desestimulando as pessoas a irem de carro sem necessidade.

sábado, 12 de abril de 2014

TER AUTOMÓVEL É MUITAS VEZES TER PROBLEMAS


O que os muitos comerciais de automóveis não mostram é que ter um carro é sinônimo de dor de cabeça devido a muitos transtornos que surgem quando se compra um automóvel.

Para começar, será que todo mundo tem mesmo necessidade de ter um automóvel? Será que é preciso ir de carro para comprar alguma coisa na esquina, ou levar as crianças para a escola só por uma questão de status?

O uso sem necessidade de automóveis faz com que haja trânsito congestionado nas grandes cidades, causando sérios problemas para quem vai e vem de seus compromissos diários diversos. Isso torna-se um desafio à paciência de qualquer um, por causa do prazer supérfluo de quem usa carro sem necessidade.

Alguns transtornos fazem com que ter um automóvel não seja um benefício para qualquer um:

1) Ter automóvel significa despesas com IPVA, imposto especializado para quem tem carro;

2) Ter automóvel representa gasto constante de combustível;

3) Ter automóvel significa ter um dinheiro para pagar flanelinhas que se julgam "donos" das calçadas. Se não pagar, eles podem cometer represálias sérias;

4) Ter automóvel significa perder tempo pois, com mais carros nas ruas, mais congestionamentos e mais trânsito lento ou parado.

5) Em certos casos, ter um automóvel também significa estar à mercê de acidentes de trânsito, que tantas vidas ceifaram ou danificaram.

São esses os principais transtornos de quem bota o carro para circular nas ruas. E esse suposto conforto causa muitos desconfortos, transtornos diversos e até insegurança. Portanto, se você assistiu àquele comercial atraente de automóvel, tome cuidado. Pense várias vezes antes de ter um automóvel. Pode representar perda de dinheiro, de sossego e até de vida.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

COBRADOR FORA DO SEU LUGAR NÃO TRAZ FUNCIONALIDADE NEM SEGURANÇA


A cena é a seguinte. Num ônibus, um cobrador permanece em pé no corredor do ônibus e mal se encosta junto à mesa do torniquete para cobrar passagens. Às vezes, dependendo do caso, até pula para sentar na sua cadeira, quando um dado número de pessoas embarca no veículo.

No entanto, é só sentar o último passageiro em embarque e o ônibus dar alguns metros depois da arrancada para o cobrador sair de seu lugar e se dirigir para a frente do ônibus, geralmente em pé no degrau da porta dianteira.

Se o banco do cobrador se encontra junto à porta de trás, a coisa fica ainda mais grosseira. O ônibus circula com o banco do cobrador vazio enquanto o referido cidadão se encontra geralmente na frente do ônibus ou sentado em algum banco de passageiro.

As desculpas para essa prática são muitas, incluindo calor, desconforto e prevenção (?!) contra assaltos. Só que a medida comprovadamente não garante segurança e não traz a menor funcionalidade, além de causar incômodo aos passageiros e faltar com o profissionalismo.

ANALISANDO O PROBLEMA

Antigamente, pelo menos entre os anos 70 e 80, o cobrador de ônibus ficava sentado o tempo inteiro do percurso sentado em seu banco. Desde o embarque do primeiro passageiro até o ponto final, ele permanecia no seu lugar, disciplinado, cobrando passagens, dando o troco e mantendo-se sentado no seu lugar mesmo não recebendo o passageiro na ocasião da tarifa.

Hoje, porém, há casos de cobradores que ficam o tempo inteiro fora de seus bancos. Inquietos e, por vezes, agressivos, alguns chegam mesmo a conversar temas banais com os respectivos motoristas, algo que já não é aconselhável nos avisos colocados nos painéis dos ônibus.

Evidentemente há vários fatores que fizeram mudar tal prática. Primeiro, é a colocação do torniquete na parte dianteira, mudando o embarque para a porta da frente, o que faz com que os cobradores dos ônibus que ainda mantém torniquetes na parte de trás tenham o banco do cobrador praticamente desocupado, a não ser em momentos de significativa lotação.

Isso quer dizer que o cobrador acaba tendo ânsia de ficar próximo do motorista, mas o hábito de ficar fora de seu lugar, em vez de trazer a presumida segurança - os cobradores alegam medo de serem assaltados - , só agrava as coisas, já que os ladrões simplesmente encontram a roleta livre para, quietos, se sentarem em alguns bancos de passageiros para depois fazerem o assalto.

Além disso, é muito fácil o ladrão render o cobrador que se situa em pé no degrau da porta dianteira, de forma ainda mais cruel do que quando o cobrador fica sentado em seu lugar. Para os ladrões, só o fato do cobrador ficar fora do lugar respectivo soa como uma reação ao assalto.

Em vez dessa atitude supostamente paliativa, os ônibus deveriam sempre ter algum policial, pelo menos nas linhas em que a ocorrência de assaltos é mais frequente. Reforçar o policiamento e a iluminação nas ruas, além de estimular o movimento das pessoas, seriam formas de diminuir tais riscos.

INTERVALOS PEQUENOS E BANCOS NADA ANATÔMICOS

Os problemas que influem também na atitude dos cobradores é que os intervalos de parada dos ônibus diminuiram drasticamente e os rodoviários mal têm tempo sequer para fazerem os lanches. Neste sentido, a responsabilidade fica com os empresários de ônibus, governantes e secretários de transportes que nada fazem para resolver tais problemas.

Antigamente, os ônibus tinham maior intervalo de parada. Com isso, o cobrador do ônibus que encerra eu percurso e chega ao ponto final poderia esperar o ônibus desligar o motor para sair de seu lugar e dar uma leve caminhada para um bate-papo ou lanche.

Hoje, portanto, tudo fica caótico. O cobrador faz folga em pleno serviço, e o bate-papo muitas vezes pode desviar a atenção do motorista, criando risco de acidente. E se o cobrador fica em pé no degrau da porta dianteira, o risco dele sair gravemente ferido num acidente é grande, já que ele pode ser atingido por estilhaços de vidro da janela quebrada.

Já quanto aos bancos, os ônibus criaram assentos para o cobrador que não são anatômicos. Os bancos não oferecem conforto nem segurança e podem prejudicar até a coluna. Até a posição da manivela prejudica as pernas, daí o incômodo que são esses assentos.

Os fabricantes de ônibus deveriam consultar ortopedistas para que sejam adaptados bancos de cobrador mais confortáveis e funcionais, para estimulá-los a permanecer neles sentados enquanto os ônibus seguem seus itinerários.

terça-feira, 8 de abril de 2014

PREFEITURA DE NITERÓI DESPERDIÇA TRECHO DA RUA DR. CELESTINO


Supostamente para disciplinar o trânsito em Niterói, a prefeitura do município cometeu uma grande besteira desperdiçando um bom trecho da Rua Dr. Celestino, defronte ao Hospital Universitário Antônio Pedro e na esquina com a Av. Marquês do Paraná, na saída de um "mergulhão".

Ele foi "interditado" para o trânsito com faixas pintadas, obrigando os veículos a fazerem uma curva para entrar na avenida. São duas faixas desperdiçadas, o que causa um transtorno sobretudo nos horários de pico.

Se os técnicos que decidiram essa bobagem julgam que a medida visa evitar o congestionamento do trânsito no encontro da Rua Dr. Celestino com a saída do "mergulhão", a avaliação é equivocada.

Afinal, se supostamente é evitada a concentração de carros no encontro dos dois logradouros, no entanto há congestionamento na Rua Dr. Celestino, que causa um grande incômodo para os motoristas que percorrem sua pista nos horários de maior movimento. Evita-se o congestionamento da esquina, mas na Rua Dr. Celestino há o "afunilamento" do tráfego.

Cabe à Prefeitura de Niterói desfazer esse grande equívoco e liberar o trecho para o tráfego dos veículos. Não há a menor necessidade de criar uma área assim tão ociosa. Já tem gente apelidando esse trecho de "Largo dos Bobos", tamanho o desperdício que em nada ajuda para a mobilidade urbana, estando mais a ver com "bobilidade urbana".

ÔNIBUS DA PÉGASO SOFRE INCÊNDIO NA AV. BRASIL


Um ônibus executivo da Expresso Pégaso sofreu um incêndio hoje de manhã, às 9h20, na Av. Brasil, altura da Penha e sentido Centro-Zona Oeste, no Rio de Janeiro.

Houve retenção no trânsito do local e técnicos da CET-Rio, que gerencia o tráfego na cidade, foram ao local. Não houve informações de feridos, mas a fumaça pôde ser vista ao longe, na altura de Caju, por exemplo.

O congestionamento se estendeu nas várias pistas e atingiu também as áreas de Irajá, Bonsucesso e Cordovil.

quinta-feira, 27 de março de 2014

LINHA 232 GERA ESPERAS DEMORADAS DOS PASSAGEIROS


Linha antes considerada exemplar na região do Méier, a tradicional 232 Lins / Praça 15 já teve dias melhores. Hoje, além de ter a frota sucateada, sacolejante e com lataria amassada até em carros semi-novos, a linha, servida pela Rodoviária A. Matias (consórcio Internorte) é hoje um desafio à paciência dos passageiros.

Quem sai do Hospital Marcílio Dias e anda, no sentido inverso dos veículos, na Rua César Zama em direção à Rua Vilela Tavares, se deslocando à esquerda para o ponto na Rua Lins de Vasconcelos, chega a esperar até uma hora por um ônibus 232 para ir ao Centro do Rio de Janeiro, ou ao menos para ir até bairros como Vila Isabel, Maracanã e Praça Onze, que integram seu percurso.

Sem poder exibir desde 2010 o imponente verde kiwi que caraterizava sua frota, a antes exemplar Matias, que era ágil e eficiente na renovação e manutenção da frota, hoje tem carros sucateados até na frota executiva. Os ônibus da Marcopolo Audace, que servem a 2251 Castelo / Engenho de Dentro, que já exibem a pintura padronizada, já mostram amassos em sua lataria.

Hoje a empresa até repõe carros antigos com similares, mas não adianta. Se substitui os carros da Marcopolo Torino 2007 por outros recentes do mesmo modelo, eles apresentam o mesmo estado sucateado dos que havia substituído.

Dá calafrios pegar um 232. Os ônibus estão correndo como não era costume na linha. E, quando correm, mostram o quanto estão sacolejantes, parecendo que os parafusos estão se soltando e que até os pneus correm o risco de fugirem por aí, provavelmente abatendo, até mortalmente, algum desavisado.

E se a espera é muita, os primeiros ônibus que chegam ficam lotados. E, correndo ao longo das diversas ruas de seu percurso, causa insegurança aos passageiros. O risco do ônibus perder a direção e bater em algum poste ou muro ou invadir uma loja é muito grande.

Esse é um exemplo de como o "novo" sistema adotado pela Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários impôs para o Rio de Janeiro. Um projeto tecnocrático, opressivo, que impede as empresas de adotar identidades visuais que pudessem significar um diferencial de identificação pelo passageiro comum.

Com isso, e com uma lógica rígida de cumprimento de horários numa cidade que não permite o trânsito livre de veículos, faz com que toda sorte de inseguranças, irregularidades, acidentes e tragédias aconteça. Quem pegava a linha 232 no passado sabe que, depois de 2010, a linha decaiu completamente.
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